Levantamento da Avaaz mostra que 98% do eleitorado do novo presidente foi exposto a notícias falsas e maioria acredita na veracidade das “informações”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Jornal GGN – Um estudo encomendado pela organização Avaaz à IDEA Big Data mostra que 98,21% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) tiveram contato com notícias falsas durante a disputa e 89,77% deles acreditam que as fake news são verdadeiras.
O levantamento foi realizado entre 26 e 29 de outubro com 1.491 pessoas em todo o país analisando. “As fake news devem ter tido uma influência muito grande no resultado das eleições, porque as histórias tiveram alcance absurdo”, disse o coordenador de campanhas da Avaaz, Diego Casaes em entrevista a Folha de S.Paulo.
A informação das fraudes em urnas eletrônicas com o intuito de contabilizar votos para Fernando Haddad, do PT, alcançou 16 milhões de pessoas nas redes sociais 48 horas após o primeiro turno e a notícia continuou viva no segundo turno”, completou.
Ainda, segundo a pesquisa, 93,1% dos eleitores de Bolsonaro disseram que viram a falsa notícia sobre a fraude das urnas eletrônicas, e 74% acreditaram nela.
“As pessoas conhecem o problema das fake news e têm clareza do impacto negativo que causam, mas as notícias falsas trazem elementos passíveis da verdade, como a montagem do vídeo no caso da informação sobre a fraude nas urnas, por exemplo”, avaliou Casaes.
Kit gay
Mesmo o Tribunal Superior Eleitoral afirmando que Fernando Haddad nunca implementou kit gay durante sua passagem no ministério da Educação, 83,7% dos 85,2% dos eleitores de Bolsonaro que tiveram contato com a mensagem acreditam na notícia falsa.
Para Ricken Patel, CEO e fundador da Avaaz, a democracia brasileira está em risco pela viralização de notícias falsas. “Essas histórias foram armas tóxicas cuidadosamente fabricadas para destruir a elegibilidade de um candidato. E, com a ajuda do Facebook e WhatsApp”, disse também à Folha.
Numa iniciativa de chamar atenção para o fenômeno, a Avaaz lançou uma campanha contra a fake news no dia 18 de outubro, desde então recebeu mais de 100 denúncia de notícias falsas. Para ler a matéria na íntegra, na Folha de S.Paulo, clique aqui.
Anarquista Lúcida
2 de novembro de 2018 10:02 pmO Blog agora é terceirizador da Folha?
Ora, ora. Por que nao colocar a matéria toda? Se fosse para nao causar perda de audiência de um blog OK, mas da Folha?
Carlos Soares
2 de novembro de 2018 10:44 pmHummm
“sertamente” foi por
Hummm
“sertamente” foi por isso q Bolsonaro foi eleito com 57 milhões de votos!
Tá “ixplicadu”!
Não foi pelo antipetismo, pelos escândalos de corrupção… não foi o Lula na cadeia… Foi por causa do “uátizap”!
E digo mais: Evidentemente q o nordestino é muito mais esperto q o resto do Brasil, pq não acredita em mentira… ou será q os nordestinos não tem “uátizap”?
Pronto!
Durmam tranquilos, progressistas!!!
Finalmente uma explicação pra tirar da esquerda a responsabilidade pelos MUITOS erros cometidos
Ugo
3 de novembro de 2018 11:52 amcheiro e cara de troll
coiso……vá governar!!!!!!!!!!!
Rui Ribeiro
3 de novembro de 2018 1:59 pmQuer dizer que se o Candidato fosse o Lula…
Quer dizer que se o Candidato fosse o Lula, o PT nao teria cometido erros?
Esse Coxinha pensa com a bunda
Carlos Soares
5 de novembro de 2018 11:03 pmTarde demais pra te ensinar a ler…
Tarde demais pra te ensinar a ler…
Webster Franklin
2 de novembro de 2018 11:55 pmEstudo diz que 90% dos eleitores de Bolsonaro acreditaram em fak
Estudo diz que 90% dos eleitores de Bolsonaro acreditaram em fake news
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Estudo da organização Avaaz apontou que 98,21% dos eleitores do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foram expostos a uma ou mais notícias falsas durante a eleição, e 89,77% acreditaram que os fatos eram verdadeiros.
A pesquisa, realizada pela IDEA Big Data de 26 a 29 de outubro com 1.491 pessoas no país, analisou Facebook e Twitter.
“As fake news devem ter tido uma influência muito grande no resultado das eleições, porque as histórias tiveram alcance absurdo. A informação das fraudes em urnas eletrônicas com o intuito de contabilizar votos para Fernando Haddad, do PT, alcançou 16 milhões de pessoas nas redes sociais 48 horas após o primeiro turno e a notícia continuou viva no segundo turno”, afirma o coordenador de campanhas da Avaaz, Diego Casaes.
De acordo com dados da pesquisa, 93,1% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados viram as notícias sobre a fraude nas urnas eletrônicas e 74% afirmaram que acreditaram nelas.
“As pessoas conhecem o problema das fake news e têm clareza do impacto negativo que causam, mas as notícias falsas trazem elementos passíveis da verdade, como a montagem do vídeo no caso da informação sobre a fraude nas urnas, por exemplo”, declarou Casaes.
O estudo também revelou que 85,2% dos eleitores do Bolsonaro entrevistados leram a notícia que Fernando Haddad implementou o “kit gay” e 83,7% acreditaram na história. Dos eleitores de Haddad entrevistados, 61% viram a informação e 10,5% acreditaram nela.
CEO e fundador da Avaaz, Ricken Patel disse que a democracia brasileira está se afogando em notícias falsas. “Essas histórias foram armas tóxicas cuidadosamente fabricadas para destruir a elegibilidade de um candidato. E, com a ajuda do Facebook e WhatsApp.”
A OEA (Organização dos Estados Americanos) afirmou que o fenômeno observado no Brasil de uso massivo de fake news para manipular o voto por meio de redes privadas “talvez não tenha precedentes.” Diversas pesquisas conduzidas antes do segundo turno por outros institutos concluíram que a maioria das notícias falsas foi direcionada contra o Haddad e o PT.
Campanha contra a prática de fake news nas eleições A Avaaz recebeu mais de 100 denúncias de fake news desde o lançamento de uma campanha para coibir a prática, em 18 de outubro deste ano.
O objetivo é identificar casos intencionais de divulgação de notícias falsas que possam ter partido de um dos candidatos à Presidência.
A campanha premiará três pessoas com US$ 100 mil cada.
Rui Ribeiro
3 de novembro de 2018 8:13 amYo no creo en brujas, pero que las hay, las hay
Eu nao acredito em kit gay, mas que ele existe, ah, ele existe, sem duvida
Vladimir
3 de novembro de 2018 11:31 amForam tantos absurdos
Foram tantos absurdos distribuidos poe essa gente que fica difícil crer que alguém acredite nisso. Mas acreditaram.
A questão não é acreditar,isso é secundário. A questão é porque acreditaram. E acreditaram porque queriam acreditar,porque foram,durante anos,massacrados,adestrados,a acreditarem em qualquer coisa que possibilitasse a eles, simplesmente ,irem contra si mesmos. É a neurolinguística levada e enésima potência.
Marinho Sanches
3 de novembro de 2018 1:15 pmPara perpetuar-se no planalto, basta alimentar o bolsa mentira
e ele terá ainda mantida a bancada dos patetas eleita pelos panacas. São 50 milhões que não precisam mais ler jornais, pois mentir sozinhos são capazes. O bom trabalho da mídia brasileira nas últimas décadas, colhe frutos
josecarloslima70
3 de novembro de 2018 3:30 pm…quando a cabeça não pensa
…quando a cabeça não pensa o corpo padece…..já dizia minha avó…. é o que ocorrerá….o pior é que a merda resultante dessa ignorância atingirá a todos nós….