4 de junho de 2026

Estudo sugere que se deixem os “trolls” da internet em paz

Jornal GGN – Estudo do Centro de Pesquisas em Comunidades on line e e-learning em Bruxelas afirma que o chamado “troll”, comportamento aparentemente negativo utilizado por usuários de internet, causa uma espécie de “pânico moral” nas pessoas atingidas por ser mal interpretado pelos meios de comunicação.

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Esta linha comportamental pode atingir, segundo a pesquisa, especialmente os jovens, exercendo um efeito negativo sobre suas atitudes. No entanto, é tratada de forma desnecessária como sarcástica, jocosa, abusiva e ofensiva em redes sociais e foruns on-line – quando, na verdade, é uma frase escolhida pelos que classificam como “censores da internet”. 

Para os pesquisadores, os meios de comunicação, políticos e analistas sociais têm encontrado certa utilidade em rotular e abreviar qualquer um que publica declarações adversas.

Jonathan Bispo, que liderou o estudo, explica que o termo “troll” surgiu nos anos 90, no serviço militar americano para detectar inimigos que partiam para a luta. Foi transferido, na era das redes, para as pessoas que gostam de ser provocativas e fomentam o debate. Para conseguir mais leitores e telespectadores, a mídia, em especial a sensacionalista, se apropriou do termo para associar a palavra a pessoas que abusam de seu status on line para depreciar. No entanto, o significado fica limitado – embora seja bom para “vender” determinada matéria, seja qual for o veículo.

O grande público, sem saber o verdadeiro significado da palavras, acaba demonizando os “trolls”, quando poderia apenas buscar outros viés para o debate com eles em uma infinidade de assuntos. Bispo conclui que este é um termo ambíguo, com outras nuances de significado – bem diferentes daqueles explorados pela mídia atual.

 

 

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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