Jornal GGN – Estudo do Centro de Pesquisas em Comunidades on line e e-learning em Bruxelas afirma que o chamado “troll”, comportamento aparentemente negativo utilizado por usuários de internet, causa uma espécie de “pânico moral” nas pessoas atingidas por ser mal interpretado pelos meios de comunicação.
Esta linha comportamental pode atingir, segundo a pesquisa, especialmente os jovens, exercendo um efeito negativo sobre suas atitudes. No entanto, é tratada de forma desnecessária como sarcástica, jocosa, abusiva e ofensiva em redes sociais e foruns on-line – quando, na verdade, é uma frase escolhida pelos que classificam como “censores da internet”.
Para os pesquisadores, os meios de comunicação, políticos e analistas sociais têm encontrado certa utilidade em rotular e abreviar qualquer um que publica declarações adversas.
Jonathan Bispo, que liderou o estudo, explica que o termo “troll” surgiu nos anos 90, no serviço militar americano para detectar inimigos que partiam para a luta. Foi transferido, na era das redes, para as pessoas que gostam de ser provocativas e fomentam o debate. Para conseguir mais leitores e telespectadores, a mídia, em especial a sensacionalista, se apropriou do termo para associar a palavra a pessoas que abusam de seu status on line para depreciar. No entanto, o significado fica limitado – embora seja bom para “vender” determinada matéria, seja qual for o veículo.
O grande público, sem saber o verdadeiro significado da palavras, acaba demonizando os “trolls”, quando poderia apenas buscar outros viés para o debate com eles em uma infinidade de assuntos. Bispo conclui que este é um termo ambíguo, com outras nuances de significado – bem diferentes daqueles explorados pela mídia atual.
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