Imprensa estrangeira elogia cordialidade e honestidade dos brasileiros

Enviado por Marco St.

Do Terra Magazine

Na reta final da Copa, imprensa gringa destaca “vitória da simpatia e honestidade dos brasileiros”

POR RODRIGO RODRIGUES
 
Se antes do início da competição o clima na imprensa internacional era de pessimismo e desconfiança em relação a Copa do Mundo no Brasil, na reta final a imprensa internacional não tem economizado adjetivos para elogiar o País e o povo brasileiro.
 
A AlJazeera trouxe nesta semana um texto extremamente elogioso sobre o Brasil, cujo título diz que os “Brasileiros já são os grandes vencedores” desta Copa do Mundo.
 
O jornalista Gabriel Elizondo, correspondente da emissora em São Paulo, descreve no texto várias passagens onde a cordialidade e a honestidade dos brasileiros virou notícia, como no caso do taxista que achou mais de quarenta ingressos para assistir aos jogos e devolveu ao dono legítimo.
 
Elizondo conta, inclusive, uma passagem onde ele mesmo esqueceu uma mala com o laptop em Manaus e, horas depois, voltou ao local e uma bilheteira de uma banca de madeira havia guardado o equipamento, à espera da volta do legítimo dono.

 
“O mundo está descobrindo que a arma secreta do Brasil não é Neymar ou os 170 mil agentes de segurança que se espalharam por todo o país. São os próprios brasileiros, que, com a experiência que tenho, já ganharam este torneio tão gracioso e elegante”, diz o jornalista da AlJazeera (leia original aqui).
 
 
O jornal alemão “Die Welt” também publicou uma reportagem sobre o Brasil nesta quarta-feira (02) e diz que “onde quer que vão, os torcedores alemães se sentem em casa no Brasil”.
 
O jornal ouviu diversos turistas alemães que estão no País para a Copa e ouviu deles elogios em massa sobre os brasileiros.
 
Os alemães narram que nem a barreira da língua atrapalha a boa relação com os brasileiros, que se esforçam para entender e serem entendidos pelos turistas: “temos que usar braços e pernas para nos fazermos entendidos, mas têm dado muito certo até aqui”, diz um dos turistas ouvidos pelo “Die Welt” (leia original aqui).
 
 
Outro veículo que deu destaque ao Brasil nesta semana foi a revista britânica Wales, que na versão online trouxe um artigo da renomada Louise Evans, sócia do escritório “Grant Thornton’s Cardiff”, presente em todo o Reino Unido e especialista em assistência jurídica para grandes empresas.
 
No artigo intitulado “Esqueça a Copa do Mundo. O Brasil é um ótimo lugar também para fazer negócios?”, a advogada e escritora afirma que “se você, empresário, tem um produto ou serviço que é atraente em outro lugar do mundo, então as chances são de que também poderá vender bem no Brasil”.
 
“O país possui uma base industrial sofisticada e ampla, junto com um número crescente de consumidores com considerável poder de compra (…) A estabilidade política recém-descoberta também deu ao Brasil a maior economia da América Latina, o que representa mais da metade do PIB da região. Chegar ao Brasil também significa ter acesso ao Mercosul, o equivalente latino-americano da União Europeia, que inclui também o Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela. Juntos, são países que tem uma população total de um quarto de bilhão de pessoas. Muitos analistas acreditam que o Brasil tem o potencial para ser uma das maiores economias do mundo até meados deste século”, escreve Louise Evans.
 
O texto destaca, entretanto, a alta carga tributária do Brasil, a desorganização sistema de recolhimento de impostos e a barreira da língua. 
 
“A chave do sucesso no Brasil é, acima de tudo, a preparação. Certifique-se que sua empresa entende o modelo fiscal e tem apoio jurídico respeitável. É preciso pesquisar o mercado local a fundo e começar a explorar as oportunidades com parceiros locais, incluindo joint ventures, que são comuns no País. Depois, há a questão da língua. É aconselhável ter um bom tradutor ao alcance, que fala português fluentemente, já que o Inglês não é muito falado no Brasil, a menos que você esteja lidando com altos executivos”, aconselha o artigo (versão em inglês aqui).
 
 
Na revista dos ricaços Forbes, um artigo do articulista Andrew Cave diz que a Copa do Mundo do Brasil deixará ao menos cinco dicas para os CEOs das grandes empresas que lutam contra a maré de más notícias e acreditam no poder da marca, contra tudo e contra todos. 
 
“Antes da Copa, havia apenas relatos de estádios inacabados e desastres iminentes prestes a acontecer durante os jogos. Onde estão todos os críticos, agora que a Copa no Brasil parece destinada a ser uma das mais memoráveis do nosso tempo? Talvez essas histórias assustadoras tenham sido um alerta para todos os construtores se mexerem. Há aqui uma clara mensagem aos executivos e profissionais de marketing que realmente acreditam na missão de suas marcas: trabalhar e fazer acontecer é a melhor saída para as críticas”, afirma o articulista da Forbes (original clique aqui). 
 
 
A revista norte-americana Time, entretanto, destaca que o Brasil terá uma enorme ressaca pós Copa, em virtude do dinheiro investido na construção dos estádios. 
 
Segundo a revista, a grandiosidade do evento é destaque no mundo pela simpatia dos brasileiros, mas pouco renderá ao Brasil, já que a maior parte dos lucros devem ficar com a FIFA:
 
“O Brasil está dando uma festa que, no final, vai gerar algo entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões em receitas, de acordo com um relatório no Sports Business Journal. A FIFA mantém o lucro dos direitos de TV, dos ingressos, patrocínios corporativos e marketing. O Brasil, entretanto, conseguirá manter cerca de US$ 500 milhões em gastos turísticos. Não é uma equação muito favorável ao País”, escreve a revista Time.
 
 
 
Porta-voz do mercado financeiro, a revista “The Economist” também não poupa elogios para o Brasil na organização da Copa, mas argumenta que o evento pouco vai ajudar na retomada da economia nacional. 
 
“O vencedor da Copa do Mundo de futebol só será conhecido em 13 de julho. Mas o torneio já é um sucesso esportivo. Empates, especialmente sem gols, tem sido misericordiosamente raros na competição.Desde 1958 não acontece tantos gols por jogo na fase de grupos de uma Copa do Mundo. E fora de campo? A Federação Paulista de Comércio calcula que a produção perdida com os feriados dos jogos no Brasil podem chegar a R$30 bilhões (US$ 14 bilhões), mais que todos os investimentos da Copa do Mundo juntos. Os lucros relacionadas ao turismo, que o governo estima em R$6,7 bilhões, não vão compensar tudo isso”, adverte a publicação (leia aqui).
 
 
O jornal britânico “Mirror” também trouxe um artigo do jornalista Oliver Holt, que diz que os brasileiros fazem uma Copa do Mundo “magnífica e inebriante”, dentro e fora de campo.
 
Presente na partida em BH onde Brasil e Chile disputaram a vaga para as quartas-de-final nos pênaltis, Holt disse que o barulho da torcida após a primeira defesa do goleiro Júlio César superar qualquer coisa que ele já presenciou no mundo.
 
“Quando acabou o jogo, eu estava de pé e observando os torcedores saindo do estádio. Dois torcedores do Chile lutavam para deixar o local, em meio a uma multidão amarela eufórica no saguão. Um grupo de crianças zombavam deles, mas como eles continuaram o trajeto, mão após mão, cada brasileiro deu um tapinha nas costas dos chilenos, num gesto de admiração e de consolação”, narra o jornalista do Mirror (leia o artigo em inglês).
 
 
 
 

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