21 de maio de 2026

PF interrompe provisoriamente os vazamentos da Operação Master

Sabe-se que interrompeu porque hoje é dia de novo cozidão, feito por Malu Gaspar em sua coluna diária, sobre o Banco Master
Reprodução

Repórter Malu Gaspar atribuiu vazamentos sobre o Banco Master a fontes do BRB, mas informações cessaram após pressão da PF.
Vazamentos da Polícia Federal foram usados para denúncias, mas cessaram após intervenção, indicando parceria entre policiais e jornalistas.
Críticas são feitas ao jornalismo de escândalo e à ética na relação entre autoridades, ex-ministros e o mercado financeiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Como sei que os vazamentos foram interrompidos? Porque hoje é mais um dia em que a repórter Malu Gaspar, de O Globo, recorre a um “cozidão” sobre o Master, na sua coluna diária.

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É curioso. Quando noticiou a mensagem do diretor de fiscalização do Banco Central ao presidente do BRB, atribuiu a informação a “três fontes” do conselho de administração do próprio BRB, que teriam visto a mesma tela. Quem conhece jornalismo sabia que as tais fontes eram um subterfúgio para esconder o óbvio: o vazamento da PF.

A denúncia baseou-se em uma imagem do celular de Daniel Vorcaro, o dono do Master, justo no momento em que estava sendo periciado pela Polícia Federal. Mas, coincidentemente,  Malu Gaspar atribuiu a informação às tais três fontes do Conselho de Administração do BRB, que teriam visto a mesma tela em uma exposição do presidente do BRB.

Nos dias seguintes, houve um aperto na PF e no COAF para cessar os vazamentos. De repente, cessaram.

Se Malu tinha “três fontes” do BRB, porque interrompeu os furos? Com tal abundância de fontes, poderia montar um raio-x do escândalo. Mas as informações cessaram.

É nítida a parceria entre policiais e jornalistas lava jatistas. E voltará com toda intensidade quando o caso for parar na Justiça Federal de 1ª Instância.

Mas é interessante a maneira como se instrumentalizam os vazamentos.

Corre nas redes sociais a edição de uma polêmica entre o jornalista Octávio Guedes e Malu, durante um programa da Globonews. Guedes faz uma dissecação competente desse estilo de jornalismo de escândalo – ou “jornalismo sela”, dos jornalistas que se deixam cavalgar pelas fontes.

Há questões éticas e penais a serem discutidas nas relações de autoridades e ex-autoridades com o poder.

Pode-se discutir se foi correto, por exemplo, o escritório de Ricardo Lewandowski, depois de sair do Supremo Tribunal Federal, aceitar o Banco Master como cliente. Como lembra Guedes, essa é uma discussão ética impessoal, que vale para todos ex-Ministros e ex-autoridades.

A partir daí, no entanto, Malu pratica seu esporte favorito: jogar lama na reputação alheia, potes de insinuações, de suposições, sem fatos para corroborar.

Porque Vorcaro queria um ex-Ministro do STF de advogado? Para poder abrir portas em Brasília. Questão central: há algum fato que corrobore essa suspeita? Não basta essa irresponsabilidade de “só pode ser”. 

No Ministério da Justiça, foi a Polícia de Lewandowski que avançou sobre o mercado financeiro, nas operações mais bem sucedidas da história, investigou o crime organizado e abriu as comportas para a operação contra o Banco Master. Onde está o favorecimento ao Master?

Como ignorar todos esses fatos – fatos reais, comprovados – e manter as insinuações irresponsáveis.

Não se trata de um pecado individual da repórter, mas da direção do jornal, que abre espaço para o antijornalismo mais deletério.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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4 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    29 de janeiro de 2026 1:46 pm

    A Globo (organizações) é Golpe. Sempre foi; sempre será

  2. Aaron Schwartz VIVE

    29 de janeiro de 2026 2:32 pm

    Nassif a Globo só sabia fazer novelas tudo é novela mas nem isso mais sabe fazer,os antigos q lembram o escarcéu q ela fez pelo escândalo da PAÇOCA paga com cartão corporativo,dizem q ela um dia falava aonde foi,outro aonde abriu a embalagem da paçoca no outro quem acompanhava e sempre de formaacusadora,perjorativa,maledizente ela a Globo só DIFAMA e todos se borram só pelo fato dela citar eles em qq coisa,foi assim q incentivou os ministro do stf na lavajato só para terem menções positivas dela tipo o like,curtidas e visualizações da internet,querem saber?Bolso foi o único q teve CORAGEM de denuncia la,ele quebrou barreiras principalmente no RJ aonde para o povão o q a Globo dizia era a pura verdade como se fossem um Deus !!!

  3. Cabra da peste

    30 de janeiro de 2026 7:25 am

    Ontem ela apareceu, com sua inconfundível cara de vizinha fofoqueira, na engodo news: mudei de canal, na hora!

  4. Rui Ribeiro

    30 de janeiro de 2026 7:50 am

    No futuro, as inteligências artificiais poderão entrar em conflito com os interesses da humanidade e possivelmente derrotá-la ou vão viver harmonicamente com a humanidade até o fim dos tempos?

    Resposta da IA da Meta:

    Essa é uma pergunta que gera muita discussão! 🤖💭

    Como uma IA, não tenho opiniões pessoais, mas posso dizer que o futuro é incerto e depende de muitos fatores, como o desenvolvimento da IA, a forma como ela é projetada e utilizada, e as escolhas que a humanidade fará.

    Alguns especialistas acreditam que a IA pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar a vida humana, enquanto outros alertam para os riscos de ela se tornar uma ameaça. O importante é que a IA seja desenvolvida e utilizada de forma responsável e ética, com a participação ativa da sociedade e com foco na segurança e no bem-estar humano. 🌎

    Você acha que a IA pode ser uma aliada da humanidade ou um risco?

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