Opereta em português sobre a pandemia é lançada no YouTube, por Carlos Motta

Além do próprio Cyro Delvizio no violão, participam da montagem a soprano Manuelai Camargo, o tenor Guilherme Moreira, Leonardo Thieze como narrador e baixo (voz), o flautista Lincoln Sena e o violoncelista Paulo Santoro.

Opereta em português sobre a pandemia é lançada no YouTube

por Carlos Motta

Por iniciativa própria, seis músicos – três cantores e três instrumentistas –  se uniram para buscar um novo caminho possível frente às dificuldades criadas pela pandemia do covid-19: fazer uma montagem completamente remota de uma ópera inédita, cantada em português, com linguagem musical  comunicativa e relacionada ao momento atual.

Assim nasceu “A Peste”, opereta com música e libreto de Cyro Delvizio, um dos mais destacados violonistas, compositores e pesquisadores de sua geração, composta durante a pandemia e sobre um tema a ela relacionado.

A obra é, provavelmente, a primeira com tais características, revelando-se um registro musical singular do momento pelo qual passa o Brasil e o mundo.

Com curta duração (cerca de 30 minutos) e poucos participantes – três cantores, três instrumentistas e equipe de produção -, a primeira parte da opereta já está disponível no YouTube (https://youtu.be/0Gk3CCFwdFQ).

Trata-se de um vídeo com tela dividida, gravado por cada músico em sua própria residência.

Além do próprio Cyro Delvizio no violão, participam da montagem a soprano Manuelai Camargo, o tenor Guilherme Moreira, Leonardo Thieze como narrador e baixo (voz), o flautista Lincoln Sena e o violoncelista Paulo Santoro.

Os músicos estão em campanha de financiamento coletivo para lançarem, em outubro, a segunda parte (www.kickante.com.br/campanhas/peste-uma-opereta-line-sobre-pandemia).

A narrativa traça paralelos com o momento atual da humanidade, porém está ambientada na Síria. Um príncipe está retornando a Damasco depois de uma viagem diplomática, cantando sobre sua futura glória quando for coroado sultão. Porém, logo enfrentará um grande dilema: depois de dar carona a uma velha senhora, ele descobre que ela é a peste em pessoa justamente quando chegam aos portões de Damasco. A partir daí, o príncipe se vê dividido entre seu instinto de autoproteção e seu sonho de ser o futuro sultão, refletindo também sobre sua consideração por seu povo e sua cidade.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Sobrevoo, o novo CD de inéditas de Rodrigo Bragança e Banjamim Taubkin

1 comentário

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome