300 brasileiros defensores da Amazônia foram assassinados nos últimos 10 anos

Das centenas de mortes, só 14 acabaram diante de um tribunal, revela a organização não governamental Human Rights Watch

Da Carta Campinas

Um país sangrento, desigual e violento. Esse é o retrato mais fiel do Brasil que tenta proteger as floresta e estar ao lado da lei. Apesar do aumento do número de assassinatos e da sensação de violência com o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, o Brasil já é o país da impunidade na área ambiental. Em 2018, o Brasil já era o país mais violento do mundo contra ambientalistas.

Dos 300 defensores da Amazônia brasileira assassinados na última década, só 14 casos acabaram diante de um tribunal, revela a organização não governamental Human Rights Watch (HRW) no relatório intitulado As Máfias da Floresta Tropical, divulgado nesta terça-feira, relata reportagem de Naiara Gortázar, do El País.

A reportagem lembra que no dia 7, um funcionário da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) foi assassinado a tiros quando circulava de moto em Tabatinga, no Amazonas. Em março, Dilma Ferreira da Silva, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), foi assassinada na região de Tucuruí, no Pará. A força-tarefa da Polícia Civil confirmou que Silva, seu esposo e um amigo do casal foram assassinados a mando do grileiro Fernando Ferreira Rosa Filho, conhecido como “Fernandinho”. O mandante era vizinho do assentamento que os ativistas viviam e queria as famílias fora da área.

O número de lideranças indígenas mortas em conflitos no campo em 2019 já é o maior nos últimos 10 anos, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados no último dia 9. O balanço final só será feito em abril do próximo ano.

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Para a Human Rights Watch (HRW) , ONG de defesa dos direitos humanos, destaca essas pessoas realizam para a preservação da flora e da fauna, além de alertar às autoridades sobre uma área que abrange 60% do território brasileiro.

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