Muita coisa foi naturalizada no Brasil, nesse extraordinário retrocesso por que passa. Aceitam-se presidente sem compostura, Ministro da Educação abilolado, Ministro das Relações Exteriores negacionista, filhos desequilibrados.
Mas naturalizar genocídio, não dá!
A impotência do STF (Supremo Tribunal Federal), da PGR (Procuradoria Geral da República), do Ministério Público Federal e do Estadual no Rio de Janeiro, da Defensoria Pública é humilhante para eles próprios e para a própria democracia.
Pessoal, daqui a pouco essa onda bárbara vai refluir e, assim como as marés vazantes, vão expor os dejetos jogados na praia, os plásticos poluidores da inação do Supremo, o silêncio sepulcral dos Ministros cariocas, até daquele que só pratica o bem, a bondade e a verdade, a desmoralização final da Justiça do Rio.
Não é possível aceitar essa passividade em relação a um governador com instintos assassinos, colocando em risco crianças, cidadãos inocentes, ou mesmo executando criminosos.
A insensibilidade social é tão grande, que o mais grave crime perpetrado no Rio – o genocídio comandado pelo Estado – merece cobertura apenas da imprensa popular, para não estragar o café da manhã da zona Sul. Aliás, ainda bem que há jornalismo no Extra.
Leiam, por favor, a reportagem do Extra, sobre mais uma morte de criança.
A menina Ágatha Félix, de 8 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada deste sábado. Ela foi atingida nas costas por um tiro de fuzil, na noite desta sexta-feira, na Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Ela estava dentro de uma Kombi no momento em que foi baleada. A criança foi levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte.
O avô materno da criança, identificado como Ailton Félix, pediu explicações sobre o disparo:
— Quem tem que dar informações é quem deu o tiro nela. Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê o policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a família do governador ou do prefeito ou dos policiais que estão chorando, é a minha. Amanhã eles vão pedir desculpas, mas isso não vai trazer minha neta de volta. — exclamou o avô em tom de revolta.
A mãe de Ágatha, identificada apenas como Vanessa, teve que sair do hospital de cadeiras de rodas. Ela passou mal ao saber da notícia e teve que ser amparada por familiares e amigos.
Não é possível tamanha falta de empatia, tamanha desumanidade das autoridades. Por algum instante, projetem em um familiar, em algum filho, ou irmão, ou em vocês mesmo, o significado de ter uma criança de 8 anos sendo baleada em uma guerra alimentada por um genocida.
Não se trata de discussão acadêmica sobre a inutilidade de promover guerras contra o crime em territórios habitados por civis. Trata-se de impedir a continuidade das mortes.
Que as palavras desconsoladas do avô sejam a maldição de Witzel. Que o acompanhem em todos os seus atos, até que a civilização se imponha e ela seja preso, julgado e condenado. E, na cela em que dividir com outros criminosos, se coloque em um quadro as palavras desconsoladas do avô, lembrando que era uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro.
Fábio de Oliveira Ribeiro
21 de setembro de 2019 8:31 amNão vi o Geneneral Villas Boas comentar essa notícia. E você Luis Nassif? Ele ligou para Toffoli no STF pedindo a prisão do genocida Wilson Witzel? Não? A vida de uma criança inocente abatida a tiros é menos importante do que o neoliberalismo à moda gringa que ele defende?
Anônimo
21 de setembro de 2019 10:26 amFascista, Bandido..Acorda STF!! Vergonhosa a BARBÁRIE ,cruel que o Rio enfrenta.O Poder Judiciário do Rio não f AA z nada!
Naldo
21 de setembro de 2019 12:49 pmSTF???? Onde????
Adão Paim
21 de setembro de 2019 8:46 amAté quando seremos vítimas dos sentinalas da miséria.
Jackson da Viola
21 de setembro de 2019 9:46 amhttps://www.pscp.tv/w/1OyJAezOzyNJb
Jackson da Viola
21 de setembro de 2019 2:33 pmhttps://streamja.com/qAjX
Anônimo
21 de setembro de 2019 9:59 amNassif, Nassif, os sedizentes “liberais” precisam ser lembrados, eles JAMAIS deram uma palavra pelos DHs nas favelas e periferias. “O ponto em que chegamos” é que DHs virou “coisa de comunista”, “esquerdopata”, “defensor de bandido”…
Há, pelo menos, quarenta anos que a fascistada está aí fazendo apologia aa tortura e ao assassinato impunemente. Hora de plantar, hora de colher, não é? Boa parte da população já tem isso como “valores da família” (não é só a do Dalagnol, não).
A hora da maré “refluir”, portanto, ainda vai demorar um bocado. As facções judiciárias e os “liberais” não são “impotentes”, não, Nassif: são CÚMPLICES.
E já passaram do ponto de retorno há muuuito tempo. Estão doidos é pra pisar no acelerador, isso, sim.
Naldo
21 de setembro de 2019 12:51 pmA mídia incutiu um monte de bobagens na cabeça do brasileiro, só quando a realidade bate na nossa porta é que o pesadelo se impõe…..
Italo Carlos Pereira Batista Rosa
21 de setembro de 2019 11:13 amgovernador homicida sádico monstro insensível. a parcela da classe média que o apóia é repugnante
Anônimo
21 de setembro de 2019 11:22 amParece que de nada adiantam as poucas denúncias sobre as atrocidades desse verme que governa matando no Rio de Janeiro. A grande imprensa de canalhas do pseudo-jornalismo nada denunciam; os policiais e suas corporações calhordas em nada reagem contra um governante assassino; STF, STJ, tribunais estaduais, ministério público e políciafederal também nada fazem contra esses assassinos. Então, isso significa de que não precisamos ter esperança mas devemos ter vergonha na cara e começarmos a matar os filhos e os netos deles, governantes, policiais, juizes, promotores…pois quem sabe assim eles sintam na carne o mal que estão fazendo. A democracia infelizmente virou piada, parece que só a barbárie passa a ser solução. Infelizmente, infelizmente, infelizmente nossos cérebros passem a raciocinar por exclusão: se democraticamente nada se resolve, vamos para o pau minha gente, vamos começar a matar eles e os filhos deles…..vamos botar fogo em tudo……..é a leia do cão? Sim, mas nós temos que reagir olhos por olho dente por dente, pois ter esperança nas autoridades assassinas reais ou virtuais não nos leva a soluções. VAMOS AO MENOS FALAR NISTO, NA POSSIBILIDADE DE PARTIRMOS PRO PAU, NA CONVENIÊNCIAS DE MATARMOS ESSES FILHOS DA PUTA, DESDE OS FARDADOS QUE MATAM ATÉ O FARDADOS QUE ACEITAM ESSAS MORTES SEM PUNIÇÃO., MORTE A GOVERNANTES ASSASSINOS………..MORTE A POLICIAIS ASSASSINOS……..MORTE A MEMBROS DOS JUDICIÁRIO, DO MINISTÉRIO PÚBLICO ASSASSINOS…..É MUITO REVOLTANTE….INFELIZMENTE EU PRÓPRIO NÃO QUERIA CHEGAR A ESSES DESABAFO…….MAS CADÊ A SOLUÇÃO?
Anônimo
21 de setembro de 2019 2:18 pmsem sangue nos olhos não sairemos da inércia. no entanto, o sangue não deve jamais turvar nossa visão.
viva la vida! muera la muerte!
p.s.: o fascismo sempre foi a reação desesperada contra a força de uma revolução iminente no horizonte. Se ele voltou agora é porque o chão treme, é porque as fendas estão por toda parte. Ouçam como treme o chão, como há algo que quer atravessar o solo.
.
Wagner
22 de setembro de 2019 2:00 amSó mimimimimimi e bate no peito e dizer o que de verdade nada né .
Tudo e culpa da polícia e governo e o traficante e o mocinho da história.fumo ruim esse seu em kkkk
Angelo Frizzo
22 de setembro de 2019 12:38 pmParece que já estão voltando os anos(2001 e 2002) anteriores a ERA PT: ARRASTÕES E SAQUES A LOJAS E SUPERMERCADOS (quase nunca noticiados pela “grande imprensa Brasileira, por motivos óbvios) . A FOME, a miséria, a redução da RENDA e a inflação ESCONDIDA, são estopim para esta situação. Na época a CIA , que estava ocupada com o GENOCÍDIO no Oriente Médio, PERMITIU que Lula ganhasse as eleições e RESOLVESSE a questão interna do Brasil. E agora? Vão só continuar nos matando?
Anônimo
21 de setembro de 2019 12:25 pmserá que, pelo menos, as pessoas de periferia que votaram nesse assassino estão percebendo o erro que cometeram ?
espero que sim e que amanhã não vejamos esse genocida recebendo a faixa de bolsonaro.
flima
21 de setembro de 2019 1:19 pmSó li acusações a polícia e ao governador do Rio, não li menção alguma sobre a origem do disparo. Como sempre ignoram um contexto e se apegam a pequenos trechos que favorecem a narrativa.
Eliana Uchôa
21 de setembro de 2019 1:47 pmNão importam as qualidades da criança, são pessoas sendo assassinadas a troco do prazer assassino de Witzel. O subtítulo da matéria é melhor que o título
Jackson da Viola
21 de setembro de 2019 2:13 pmAgatha (8 anos) – foi a 16º criança baleada este ano no Grande Rio – a 5º que não resistiu aos ferimentos e morreu. Ela estava com o avô numa kombi quando foi atingida nas costas, ontem, no Complexo do Alemão. Estas são todas as crianças que foram vítimas em 2019:
https://twitter.com/fogocruzadoapp/status/1175421260450455552
Osmar Gonçalves Pereira
21 de setembro de 2019 2:48 pmA Gaza de Witzel.
Misael Farias
21 de setembro de 2019 3:50 pmSe esse safado que vcs elegeram governador, falou que bandido bom, é bandido morto. Porque já não mandaram ele pra vala?.
Não sou defensor de bandido
21 de setembro de 2019 5:10 pmA verdade é que tem um monte de pilantra defendendo bandido aqui. Bandido tem que ser morto mesmo. Infelizmente inocentes ainda pagarão com a vida nessa guerra.
Marcello Schimmit
21 de setembro de 2019 5:26 pmQuem matou a criança foram traficantes do local para paralisar as operaçoes policias
So nao ve Quem nao quer.
Anônimo
21 de setembro de 2019 6:43 pmde seu helicóptero exterminador, Herr Witzel prossegue com a limpeza étnica: a “solução final” para erradicar todos os goys.
a Faixa de Gaza é o Complexo do Alemão. ou mesmo toda a Floresta Amazônica. tanto faz… ao Povo Eleito a Terra Prometida, aos demais (nosotros) o inferno na Terra.
dias atrás, tive a honra de comparecer a um evento no qual um dos integrantes da mesa foi um fuzileiro naval.
um daqueles que em 1964 se recusaram a cumprir as ordens recebidas para aplicar a “solução final” nos operários, sargentos, marinheiros e ativistas reunidos no Sindicato dos Metalúrgicos, em 25/03/1964.
apesar de seus 75 anos, aquele senhor exibe uma forma, física e mental, invejável para qualquer um.
indignado com a catástrofre brasileira em curso, e com sangue nos olhos, foi peremptório: isto não pode, e não vai ficar assim – se necessário for, devemos ir às vias de fato.
saibam: não importa nossa idade, não importa quem temos sido, não importa nossa expectativa, a vida de cada um de nós só vai adquirir seu pleno sentido a partir de agora.
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Anônimo
21 de setembro de 2019 6:48 pmPor um desses acasos da vida, esta madrugada terminei de ler A GUERRA – Ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil, de Bruno Paes Manso e Camila Nunes Dias. Foram 3 semanas avançando 3 páginas e voltando duas. O que tem a ver com a tragédia? Tudo. O fio da meada vem de longe, como diz a professora e jornalista Sylvia Moretsohn, no seu Facebook:
Sylvia Moretzsohn – 7 h – Sobre a mais recente vítima infantil dessa insanidade, vale a pena recordar que o fio da meada vem de longe. Essa pilha de cadáveres é o resultado inevitável da política homicida de “guerra às drogas”. A menina do Tuiuti, cuja morte o então secretário de segurança do governo Moreira atribuiu a um “acidente de trabalho” (e por essa estúpida declaração foi exonerado, porque na época atitudes assim ainda tinham consequência), é um símbolo de toda essa tragédia. Porque Chico Buarque dedicou uma canção lancinante a essa menina do Brasil, uma menina igual a mil.
Hoje, a “absurda melodia” atinge níveis inimagináveis, na igualmente inimaginável associação entre dois psicopatas fascistas, um no governo do estado, outro na presidência. Um que salivava ainda durante a campanha, falando em “mirar na cabecinha”. O outro comemorando antecipadamente a cena dos que iriam “morrer como moscas”.
Como é possível continuar a viver numa cidade assim? Num país assim?”
http://observatoriodaimprensa.com.br/caderno-da-cidadania/a-absurda-melodia-das-criancas-mortas/?fbclid=IwAR3GVPGfZlQGtRf0J0Ra8RWpEVliCj2_XNLxKYXwvJURemqknk2bC8O3Mho
Nas páginas 323/324, os autores abordam o surgimento de jornalistas e mídias alternativas nas comunidades do Rio sujeitas a intervenção das forças federais. Um deles, Renê Silva, de 17 anos na época, responsável pelo jornal mensal Voz da Comunidade, em debate sobre jornalismo com um dos autores do livro falou sobre o efeito da “guerra nos morros” no cotidiano das favelas.
“qual o tamanho da população do Alemão? quantos moradores vocês acham que vivem no Alemão”, iniciou, voltando-se para a audiência. “São mais ou menos 100 mil moradores”, ele mesmo respondeu, para depois questionar. “Qual seria a porcentagem de traficantes? Podem chutar. Dez por cento? Com certeza não é tudo isso”, ele mesmo respondia. “Isso significa 10 mil traficantes, o que daria quase um traficante por rua da favela. Vamos pensar em um por cento? Também seria muito porque daria mil homens, bem acima da realidade. Talvez haja quinhentos homens, pra menos. Aí começamos a entrar numa estimativa razoável.” Depois do cálculo, ele arrematava com uma reflexão contundente.
“Pensem então o seguinte. Por causa de mais ou menos quinhentas pessoas ou 0,5% da população, 99 mil habitantes precisam se submeter a todo tipo de violência produzido pelas forças de segurança do Estado. Pessoas que são humilhadas pelo estigma que carregam, como se a morte de seus parentes e amigos não importasse para o resto da cidade.”
Carlos Elisio
21 de setembro de 2019 8:45 pmJá escrevi outras vezes sobre este fanfarrão
É um louco que só vai parar com bravatas quando um familiar dele ou de um chegado for alvejado.
Aí o discurso muda!
Diego Gomes Melo
21 de setembro de 2019 8:58 pmDefensores de bandidos de plantão sempre utilizam dessa hipócrita, seletiva e falaciosa manifestação contrária a quem enfrente as organizações criminosas que comandavam em brancas nuvens o crime organizado no Brasil até a eleição de Bolsonaro e Wilson Witzel em 2018. Em um País que mata mais que todos os Países do Hemisfério norte do Planeta juntos, querer usar como argumento para denegrir quem está enfrentando essa máquina mortífera criminosa criada pela esquerda em nosso País, após décadas de silêncio, participação e complacência, deve ser encarado como uma mal caratisse sem precedentes, só superado pelas atitudes desumanas comunistas e socialistas que mataram milhões por todo o mundo, e que hoje não enganam mais ninguém que tenha o mínimo de conhecimento e vontade de fazer o que é certo, ético e cristão.
CANALHA, COVARDE e MAL CARÁTER são adjetivos para sua atitude Luis Nassif.
Desculpem a sinceridade, mas sou um patriota que trabalhei e fiz curso com a PM do RJ e conheço de perto esse absurdo que vivem os cariocas e nossos irmãos de farda nessa cidade entregue aos bandidos há décadas.
JC
21 de setembro de 2019 9:00 pmPrezado senhor Nassif
O assustador é a base da tropa mostrar os dentes, inclusive ao topo da hierarquia, o sentimento é de tudo pode, o MJ e o PR liberaram…
Como o Min STF, MAM diz, tempos tenebrosos…
Misael
21 de setembro de 2019 9:19 pmVocê sugeriu ao leitor a matéria do Extra. Eu sugiro os comentários.
O Brasil de Bolsonaro está ali, fielmente explícito. Em comentários e curtidas. Um país cada vez mais dominado pela psicopatia e indigência mental.
Certa vez uma fala da Marilena Chaui sobre a classe média ficou muito famosa, e gerou, é claro, ataques por parte daqueles aos quais a carapuça serviu:
“A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Eu odeio a classe média”
O tempo passa e a razão dela só vai crescendo. Diria até que aquele comentário foi comedido demais.
Wagner
22 de setembro de 2019 1:56 amNo meu entende o problema não e o witzel, sim quem compra drogas dos traficantes.
Tudo e culpa da polícia nunca de quem compra drogas e dos traficante.
Essa bala que matou essa criança, com certeza veio de traficantes, que obrigam que no meio do combate obrigando, a população da favela ir para o meio da rua se não perdem sua moradia ou até serem mortos por esses vermes chamados traficantes .
Não concordo 100% de tudo que o witzel faz mais ele e o remédio para o Rio ou o veneno final.
E no momento ele tá de parabéns.
Francisco Augusto Carlos Monteiro
22 de setembro de 2019 7:18 amNossa sociedade está doente. Ao mesmo tempo que comemora a prisão de governadores condenados ou investigados por corrupção (Sergio Cabral, Pezão, Antony e Rosinha Garotinho), aplaude os assassinatos do genocida Witzel de negros e pobres da periferia carioca. Como disse Elza Soares: A carne mais barata do mercado é a carne negra…
Carlos Alberto
22 de setembro de 2019 7:55 amQual a melhor maneira de sufocar o crime organizado, é se organizando e não matando indiscriminadamente colocando a vida de inocentes em risco como o que está acontecendo em nossa cidade maravilhosa. Falta o uso da inteligência ou seja, sufoque o comércio de drogas evitando a entrada e livre comércio, mantenha um sistema de monitoramento 24 horas sobre tudo que entra e sai desses lugares ou seja menos polícia e mais inteligência, e sempre evitando o confronto. Paralelo a tudo isso, uma política de inclusão social tentando resgatar o infrator e não saindo exterminando pessoas do mal colocando no mesmo contexto pessoas ou famílias do bem. (A impressão que me dá e que esse genocida que infelizmente o povo carioca colocou para governar o Rio passou a infância dele assistindo RAMBO o exterminador do futuro, más com uma agravante, o fato esta presente na vida do povo sofrido desse estado, tudo isso com a anuência não só do Sr presidente más de toda nossa classe política, até quando.
Esmael
22 de setembro de 2019 10:12 pmMeus oito anos para Ágata Vitória Sales Félix
(Casimiro de Abreu modificado)
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como eram belos os dias
De despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não foi
Nem risonha a manhã!
Somente mágoas de agora,
Nessas terra de milícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filha das montanhas,
Eu ia bem satisfeita,
No rosto aberto o riso,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas quintais
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colar as miçangas,
Adorava chupar mangas,
Brincar à beira do mar;
Rezar às Ave-Marias,
Achando o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
[…]
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Tristeza,
os anos não virão mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Das coisas lindas do mundo
Coisas que não verei mais
Ai que saudades que tenho
Do futuro que se esvai
De meu sangue,
No meu ai.
Dos meus sonhos
Que não se realizarão jamais
Só deixam lagrimas
Nos rostos
De minha mãe e de meu pai,
Saudade de tantos beijos e abraços
Que agora não terei mais.
Meu deus, meu deus
Já não há felicidade ,
Somente muitos ais.
LUIS CARLOS B PINHEIRO
23 de setembro de 2019 10:09 pmReinhard WITZEL ; O AÇOUGUEIRO DO RIO DE JANEIRO