10 de junho de 2026

Aborto: Lula demonstra visão mais liberal sobre os direitos reprodutivos da mulher

“A sociedade evoluiu muito, os costumes evoluíram muito e precisamos ter coragem para fazer esse debate”, disse Lula
Lula segurando um microfone com o outro dedo em riste
Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Lula defendeu na última terça (5) que o aborto no Brasil seja tratado como “questão de saúde pública”. Candidato presidencial líder nas pesquisas com vistas à eleição de 2022, Lula afirmou “que as mulheres pobres morrem tentado fazer aborto”, enquanto mulheres com dinheiro recorrem a procedimentos no exterior.

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No Brasil, o aborto eletivo é proibido por lei, mas para Lula “deveria ser transformado numa questão de saúde pública, e todo mundo ter direito e não ter vergonha.”

A fala do ex-presidente mostra uma visão mais liberal sobre os direitos reprodutivos das mulheres. Além de lançar luz sobre uma questão que mata milhares de mulheres todos os anos, Lula defendeu que nenhuma lei deveria exigir que uma mulher “precisa cuidar” de um filho que ela não deseja ter. Lula afirmou que a decisão deveria ser discutida no seio familiar: mulher com seu companheiro.

A fala de Lula provocou reações entre bolsonaristas que não só defendem a criminalização do aborto como apoiam projetos como a “bolsa estupro”, que serviria para sustentar mulheres vítimas de estupro que venham a ser convencidas a não recorrer ao aborto em troca de um benefício financeiro do governo federal.

Nas redes sociais, a ministra da Mulher Damares Alves atacou Lula: “Nas próximas eleições nossas escolhas serão: vida protegida desde a concepção x morte de crianças inocentes.” Damares é suspeita de ter usado a estrutura do Ministério para impedir que uma menina de 13 anos, estuprada pelo tio, tivesse acesso à interrupção da gravidez em Recife.

Lula ainda mandou um recado ao bolsonarismo. “Essa pauta da família, pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada, e ela é autorizada por um homem que não tem moral pra fazer isso. Ele não cuidou dos filhos deles”, disse.

A declaração do ex-presidente ainda surpreende porque foge da estratégia defendida por setores da esquerda, de que Lula não deveria tocar em assuntos polêmicos na eleição de 2022. Em entrevista à TVGGN, a jornalista Cynara Menezes disse que Lula poderia se concentrar na agenda econômica e deixar a agenda de costumes e as pautas identitárias de lado em suas manifestações públicas, já que são assuntos mais afetos ao Congresso.

1 – O pior do Brasil não é o analfabeto político, é a mídia que manipula, diz Cynara Menezes

2 – Ipespe: Sem Moro, Bolsonaro cresce 4 pontos e chega a 30%; Lula tem 44%

3 – “Acredito na vitória no 1º turno”: Renan Calheiros põe Tebet de lado e defende apoio do MDB a Lula

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. CésarRocha

    6 de abril de 2022 5:03 pm

    O Lula vende até a alma, para ser presidente. Faz tanta concessões às minorias… esquece que se elege é com os votos da maioria – na maioria das vezes – silenciosa. O discurso “liberal-moderninho’ do Lula o levará à derrota em 2022. Não se esqueça que quando foi eleito com os votos da esquerda, governou com os VETOS da direita.

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