4 de junho de 2026

Alexandre de Moraes suspende processos contra médicos que fizeram aborto em SP

Dez profissionais respondem ações administrativas pela prática de assistolia fetal, vetada pelo CFM em abril, mas liberada por Moraes em maio
Alexandre de Moraes na presidência do TSE. Crédito: Antônio Augusto/TSE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estipulou o prazo de 48h para que o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) suspenda os processos contra médicos que praticaram a assistolia fetal como método de aborto. 

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Em resolução publicada em 3 de abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a assistolia fetal e, ao menos dez médicos que realizaram abortos legais na rede pública de saúde no Hospital Vila Nova Cachoeirinha de abril a 17 de maio, quando Moraes suspendeu a resolução, respondem processos administrativos. 

“Intime-se o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo para que comprove, com urgência, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, o cumprimento imediato da decisão de 24/5/2024, pela qual determinada a suspensão de todos os processos administrativos e disciplinares fundados na norma questionada na presente ADPF, sob pena de responsabilidade civil e penal. Intime-se com urgência. Publique-se”, informa o despacho de Moraes.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    26 de junho de 2024 7:16 am

    O STF altera una determinação do CFM em assuntos médicos !?

    Não sou médico nem advogado, alguém me explica.

    1. Thyago

      26 de junho de 2024 10:32 am

      A assistolia fetal é a prática recomendada na literatura médica para abortos em vários casos, o que o CFM fez foi tentar inviabilizar o aborto legal apenas levando em conta o viés ideológico.
      Atitude essa que é ilegal, o CFM não pode se sobrepor a constituição.
      Aliás o CFM já em outras situações se mostrou um lixo ideológico, como foi no caso da cloroquina que ficou provado na literatura médica que o mesmo tem apenas efeito placebo para tratar a COVID, mas o CFM liberou os médicos para recomendarem a Cloroquina.

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