Alguém está detectando algo bem mais sinistro!

Começam a causar espécie (que expressão mais antiga!) discursos conciliadores provindo de onde jamais se pensaria que viria como Gilmar Mendes, Reinaldo Azevedo, FHC e outros, que espantam ouvidos que escutavam duras críticas destes mesmos. As interpretações são as mais diversas, porém parece que alguém bem mais em cima destes arautos da direita começa a transmitir a senha que o cuidado deve ser redobrado para evitar que mãos mais impuras toquem no Bolo.

Temos simplesmente que imaginar que o Império tem o seu próprio roteiro, e como o Brasil não é um pequeno país da América Latina ou da África. E talvez o roteiro previsto foi executado com muita velocidade e efeitos colaterais começam a ser detectados.

Vamos imaginar um cenário, o Império deseja países integrados no grande circuito monetário bombeando recursos e produtos para a matriz, para isto as figuras tradicionais do PSDB eram as ideais, as do PMDB mais enraizada nas oligarquias locais são passíveis de retrocessos na internacionalização do país e de alianças com governos mais progressistas, já o velho PSDB não.

Porém na ânsia de golpear mais forte no PT deixou-se crescer o que um dos citados logo no início chama a Direita Xucra, que na realidade é um verdadeiro “pot-pourri” de coisas bizarras que não conseguem nem muito se comunicar entre si. Temos basicamente os chamados “intervencionistas” que podem parecer um bloco coeso, entretanto suas origens são as mais diversas possíveis, desde monarquistas conservadores, adeptos de grandes teorias conspiratórias universais, militantes de religiões conservadoras até simples saudosistas, que rigorosamente não poderia ter saudade de coisas que não conheceram. Ou seja, uma bela confusão que nem os próprios sabem para onde ir.

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Não há um partido ou mesmo uma ideologia política clara do que eles querem, querem conservar, porém exatamente o que ninguém sabe, nem os próprios conservadores, porém a medida que os movimentos populares assumem uma dada importância, estes conservadores se põe nervosos e começam passar de “intervencionistas” para “conspiradores”.

Caso haja alguma forma de achar um discurso inicial e comum para a “conspiração” esta pode até ser tentada, porém o “day after” será o pior, pois como não há uma liderança com capacidade de agregar, a direção que tomará esta conspiração ninguém sabe, e que menos o Império gosta é da incerteza.

O problema principal é que a economia, o tecido social, os papéis das diversas corporações estão tão desalinhadas, que pode se prever uma verdadeira hecatombe tipo uma invasão zumbi do que uma transição para alguma direção, e este cenário pode levar a qualquer coisa. Esquecem muitos que em 1964 tínhamos políticos que geraram o golpe e foram substituídos por generais amigáveis ao Império depois deste dado. Porém havia certa convergência de diversos grupos golpistas, enquanto agora já a primeira fase do golpe, já dada está fracassando mais rápido do que se pensava e uma segunda fase ainda não foi pensada.

Observemos com olhos bem abertos os próximos passos dos golpistas de primeira hora, pois dos recuos do mesmos veremos a intensidade do medo de grandes mudanças nada gerenciáveis.

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