10 de julho de 2026

Aliados de Moro temem que Tony Garcia transforme eleição no Paraná em palanque contra a Lava Jato

Em série de entrevistas ao GGN, Tony Garcia relatou supostas irregularidades na Lava Jato e na atuação de Moro; relembre

Embora apareça com menos de 2% das intenções de voto para o governo do Paraná, o empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia (DC) tornou-se motivo de preocupação para aliados do senador Sergio Moro (PL), líder nas pesquisas para a disputa estadual de 2026.

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Segundo reportagem do Estadão, integrantes da campanha avaliam que Garcia poderá usar os debates e o horário eleitoral para retomar denúncias contra Moro relacionadas ao período em que o hoje senador comandava a 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.

A preocupação é de se levar em conta. Garcia afirma ter atuado como um “agente infiltrado” da força-tarefa, realizando gravações clandestinas e monitorando autoridades por determinação de Moro e de procuradores da operação. O senador nega as acusações.

As denúncias apresentadas pelo ex-deputado são objeto de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Segundo Garcia, ele recebeu benefícios judiciais em troca de colaborar informalmente com a Lava Jato, gravando conversas e produzindo informações sobre políticos, empresários e integrantes do Judiciário. Parte desse material, afirma o empresário, teria sido utilizada para pressionar autoridades e influenciar decisões relacionadas à operação.

A defesa de Moro sustenta que Garcia é um condenado que busca desacreditar o ex-juiz e argumenta que os fatos narrados remontam a cerca de duas décadas. No entanto, diligências recentes da Polícia Federal alimentaram a hipótese de crime continuado, uma vez que investigadores apuram se materiais obtidos naquele período permaneceram armazenados e teriam sido utilizados posteriormente. As investigações seguem em andamento.

Em uma série de entrevistas concedidas ao jornalista Luís Nassif, na TV GGN, Tony Garcia detalhou sua versão sobre a atuação da Lava Jato e o papel que teria desempenhado durante a operação.

Relembre as principais revelações de Tony Garcia ao GGN

Garcia afirmou que foi orientado por Moro e integrantes da força-tarefa a manter contato com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para obter informações que pudessem subsidiar investigações envolvendo o PT. Segundo ele, as conversas eram conduzidas a partir de roteiros elaborados pelos procuradores e faziam parte de uma estratégia que contribuiu para o desgaste político do governo Dilma Rousseff. O empresário também afirmou enxergar semelhanças entre aquele contexto e a cobertura de casos envolvendo o governo Lula.

Em outra entrevista ao GGN, Garcia disse que realizou gravações envolvendo autoridades dos tribunais superiores e afirmou que parte desse material foi utilizada para pressionar magistrados e preservar decisões da Lava Jato. Entre os episódios relatados está uma conversa envolvendo o advogado ligado ao então ministro do STJ Félix Fischer, além da chamada “festa da cueca”, mencionada por Garcia como exemplo da obtenção de informações comprometedoras sobre autoridades. Moro nega ter utilizado esse tipo de expediente.

Garcia também declarou que servidores da antiga 13ª Vara Federal de Curitiba teriam dificultado o cumprimento de mandados de busca e apreensão determinados pelo STF. Segundo ele, a retirada do sigilo do inquérito poderá revelar novos elementos sobre a atuação da força-tarefa, incluindo supostas cooperações internacionais envolvendo agências norte-americanas.

Veja a entrevista de Tony Garcia na TV GGN:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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