Boas Festas 2017/2018

Mais um Natal se passou…

Mais um ano se encerra. 2017 se despede definitivamente em algumas horas…

Mais um ano se inicia. 2018 será anunciado com fogos e brindes…

Acredito que temos muito mais a agradecer do que a pedir. A vida é uma dádiva, é um dom. Acordar deveria ser simplesmente um momento mágico, afinal temos novamente a oportunidade de escrevermos a nossa história!

E escrever a história, a nossa história, significa muitas coisas, dentre elas aparar arestas e, especialmente, preencher lacunas. O que falta fazer, em que precisamos mais claramente evoluir?

Muitas vezes, a passagem de ano não passa de uma declaração de boas intenções, sistematicamente descumprida.

O que, decididamente, falta ser feito e depende exclusivamente de nós? Esta é uma pergunta essencial em uma reflexão que de fato vise avaliar e mudar nossas vidas. O que é viver bem? Que ações devem ser tomadas para que nossas vidas realmente valham à pena?

Penso que, em teoria, é relativamente simples listar algumas atitudes que deveriam sair do papel…

Vamos à lista:

– assumirmos mais claramente as próprias responsabilidades, parando de empurrar para os outros as razões de nossas dificuldades;

– cumprirmos a palavra, pois precisamos ir além da letra fria dos contratos e efetivamente assumirmos compromissos justos com firmeza;

– sermos mais tolerantes, discriminarmos menos, sermos mais flexíveis, pois a verdade nunca será realmente conhecida, sempre temos o que aprender e todos temos o que ensinar;

– sermos mais coerentes e menos hipócritas, pois o falso moralismo é uma praga e é preciso refletir seriamente sobre os riscos da estratégia “aos inimigos, a lei!”;

– finalmente, sair da mesmice, procurar a cada semana, ao menos, fazer algo verdadeiramente diferente, pois a grande riqueza da vida na verdade são as experiências, o que se vive depende muito mais de nós, fazer o bem é uma decisão, uma escolha, que ocorre a cada instante!

Neste momento, em que o Natal há pouco se passou, fico a pensar em como a vida de Jesus está transbordando de simbolismos que nos desafiam a nos sensibilizarmos mais com os outros, a nos abrirmos mais, a nos doarmos mais.

Jesus nasceu de modo silencioso, em uma estrebaria, acolhido pelos mais simples, longe do glamour dos salões e das festas. Escapou da morte ainda bebê, com seus pais fugindo para o Egito devido à vingança de Herodes, o que nos lembra do drama cotidiano de dezenas de milhões de refugiados. Foi caluniado, vítima da inveja e da ira. Ainda assim, fez o bem a todos, recebeu os desprezados pela sociedade. Foi condenado injustamente e teve uma morte cruel e humilhante. Ainda assim, perdoou a todos nós por nossa ignorância.

Quem receberia em nossa casa um casal de migrantes, ele marceneiro e ela grávida? José e Maria provavelmente nem teriam a chance de falarem comigo, pois moro em um apartamento e talvez um dos porteiros os dispensasse sem que ao menos eu tivesse que dizer não pelo interfone. Mas dizemos não pessoalmente em muitos outros momentos, para quem é próximo ou para quem apenas passa por nossas vidas, muitas vezes sem razão e por puro egoísmo. Dizer não é claramente necessário em algumas situações, porém talvez estejamos negando ajuda em uma frequência muito maior do que o eticamente aceitável.

Precisamos trilhar com mais vigor e alegria o caminho da generosidade. Esta talvez seja a mensagem mais importante do Natal.

É fundamental também reconhecermos que há fome de justiça, da verdadeira justiça, não da vingança, mas da justiça, libertadora, que é irmã da coragem e da sabedoria. E também reconhecermos que uma de nossas missões mais importantes no mundo é buscar a justiça, especialmente para aqueles que mais sofrem, que mais estão excluídos e necessitados.

Voltando à lista (se precisar, retorne alguns passos!), a chave para que a cumpramos melhor seria nos perguntarmos: como Cristo agiria, agora, em 2018? Que tal reconhecer em cada ser humano a presença d’Ele em meu dia-a-dia? O que Ele espera de mim?

Que o Espírito Santo nos ilumine!

Para todos vocês, a minha oração vem do Antigo Testamento, do livro dos Números:

“O Senhor te abençoe e te guarde;

O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;

O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!”

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