10 de junho de 2026

Bolsonaro disse que se não puder trocar chefe de Segurança do Rio, demitiria ministro

"Vai trocar! Se eu não puder trocar, troco o chefe dele. Não pode trocar o chefe? Troco o ministro! E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira."
Reprodução

Jornal GGN – No vídeo da reunião ministerial com Sérgio Moro, Jair Bolsonaro afirmou que já tinha “tentado trocar gente da segurança” do Rio de Janeiro, oficialmente, e “não conseguiu”. Mas disse que “isso acabou” e que iria trocar “alguém da segurança na ponta da linha” e, caso não pudesse, trocaria o chefe dele, e caso não pudesse, “troca o ministro, e ponto final”.

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A partir dos 8 minutos do vídeo da reunião disponibilizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é que o presidente trava o diálogo em que afirma que se não pudesse trocar “a segurança na ponta da linha” ou seu chefe, no Rio de Janeiro, tiraria o ministro.

Diz Bolsonaro:

“Mas é putaria o tempo todo para me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa, do Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar fuder a minha família toda, de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha, que pertence a estrutura. Vai trocar! Se eu não puder trocar, troco o chefe dele. Não pode trocar o chefe? Troco o ministro! E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira.”

Logo depois, o mandatário volta a adotar tom de ameaça, ao afirmar que ele iria tirar de seu governo o ministro que “não aceitar as suas bandeiras” e que “perde o Ministério quem for elogiado pela Folha ou pelo Globo”.

Em outro trecho, o mandatário fala sobre o acesso aos sistemas de segurança, afirmando que o seu, pessoal, “funciona”, mas que os “oficialmente, desinforma”.

“Sistemas de informações: o meu funciona. O meu particular funciona. Os que tem oficialmente, desinforma. E voltando ao tema: prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho.”

 

Redação

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2 Comentários
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  1. Boeotorum Brasiliensis

    22 de maio de 2020 7:59 pm

    Irão crucificar-me, mas, vá lá…
    Nessa briga torço por Bolsonaro e, parece que “iremos” levar essa.
    A reunião, um circo ou um hospício, melhor, um circo-hospício, não trouxe elementos que amparem a auto delação quase premiada de Moro. Mas, acho que a bomba mora deu xabu. O que mostra, antes de mais nada, que Moro, como sua vida pregressa atesta, tem grande dificuldades em distinguir indícios de prova.
    Moro é a razão de torcer pelo Bozo. Moro é uma ameaça muito maior ao futuro do País. Se Bozo derrotá-lo irá desmoralizá-lo por completo. Ficará escancarado seu mau-caratismo, sua ambição desmedida e sua perfídia. Traidor é traidor, quem trai um trai todos. Joaquim Silvério dos Reis reencarnado e, ainda por cima, medíocre. Como jurista um zero à esquerda e como ser humano abjeto. É um ignominioso com um projeto de poder que mostra-se uma paródia. Mas, é mais perigoso porque dá um toque “cheiroso” e traz um verniz de aparente civilidade ao projeto de poder em curso que, com ele, seguirá imutável e mais estável. Pior, tem mais condições do que Bolsonaro de entregar resultados aos seus patrocinadores.
    Já Bozo tem o pé-podre, não tem base que o sustente por muito tempo e vai morrer de morte morrida. Será defenestrado pela sua própria incompetência e tosquice.
    Então, Bozo 1 x 0 Moro é vitória de Pirro. Não terá sequer tempo de comemorar esse 1×0.
    Daí vamos ter que encarar um Mourão, mas isso já é outra história. Como se diz a cada dia, sua agonia

  2. Bo Sahl

    22 de maio de 2020 9:34 pm

    É importante DESTACAR que no momento em que o (des)presidente afirma exaltado: “…VOU INTERFERIR!…”
    ELE OLHA DIRETAMENTE PARA MORO, À SUA ESQUERDA, depois do Mourão.

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