19 de junho de 2026

Bolsonaro e militares querem censurar o que bispos discutem sobre o Brasil lá no Vaticano

Governo aciona agência de inteligência para "acompanhar" a Igreja Católica como ameaça de "esquerda"

Jornal GGN – Os militares do governo Bolsonaro acreditam que o Sínodo que será promovido pelo Vaticano em outubro próximo discutirá “pautas de esquerda”, representando uma “interferência indevida” em assuntos do Estado brasileiro. Na pauta: Amazônia, povos indígenas, quilombolas e aquecimento global.

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Numa reação contra essa suposta “interferência” na política brasileira, o Itamaraty decidiu pedir ao governo Italiano que “interceda” junto ao Vaticano para “impedir” que o encontro mundial – que envolve 250 bispos de todas as nacionalidades – ataque diretamente os planos de Bolsonaro para o meio ambiente e a Amazônia. É o que informa o portal Uol, nesta segunda (11).

No domingo (10), o Estadão revelou que os militares no governo usam a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para espionar o que a Igreja Católica anda discutindo a respeito das políticas de Bolsonaro. Na visão deles, os cardeais tendem a falar mal dos projetos do Planalto. O general Augusto Heleno quer impedir que isso aconteça.

“Estamos preocupados e queremos neutralizar isso aí”, disse o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, que comanda a contraofensiva. “O trabalho do governo de neutralizar impactos do encontro vai apenas fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia. (…) A questão vai ser objeto de estudo cuidadoso pelo GSI. Vamos entrar a fundo nisso”, acrescentou.

A Abin tem feito relatórios sobre os “recentes encontros de cardeais brasileiros com o papa Francisco, no Vaticano, para discutir a realização do Sínodo sobre Amazônia, que reunirá em Roma, em outubro, bispos de todos os continentes.”

Agentes em Manaus, Belém, Marabá e Boa Vista estão acompanhando “reuniões preparatórios para o Sínodo em paróquias e dioceses’. Em paralelo, o Itamaraty foi mobilizado para buscar uma solução no Vaticano e o Ministério do Meio Ambiente está ocupado tentando descobrir se haverá ONGs e outras instituições participando do Sínodo.

“Com base nos relatórios de inteligência, o governo federal vai procurar governadores, prefeitos e até autoridades eclesiásticas que mantêm boas relações com os quartéis, especialmente nas regiões de fronteira, para reforçar sua tentativa de neutralizar o Sínodo”, aponta o Estadão.

A reportagem afirma que, na visão do governo, “a Igreja é uma tradicional aliada do PT e está se articulando para influenciar debates antes protagonizados pelo partido no interior do País e nas periferias.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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11 Comentários
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  1. Paulo Araújo

    11 de fevereiro de 2019 12:08 pm

    Patéticos!!!
    Mas de patetas mesmo!

  2. Martha

    11 de fevereiro de 2019 12:37 pm

    Então… O Messias já se julga o próprio, pois quem manda no papa é o carinha lá de cima

  3. Rui Ribeiro

    11 de fevereiro de 2019 12:51 pm

    Os Milicos estão no governo ou o governo está nos milicos?

    Um Coxinha me dizia que Lula está preso não por perseguição política, mas porque é ladrão.
    Eu indaguei-lhe: Se a prisão do Lula fosse por roubo, o Aécio Neves, o Michel Temer e o Flávio Bolsonaro estariam presos também.

  4. jcordeiro

    11 de fevereiro de 2019 12:52 pm

    Nassif: é facil a solução. Por que tanto barulho? Basta que o governo daBala, por sua República de CruzAlta, proiba o evento. Agradará a todos os seus — os avivados do Templo, os NaziSionistas, os VerdeSauvas, a FamiliaImperial e, principalmente a quase totalidade dos seus 56 milhões de eleitores. Os 91 milhões de eleitores contrários que se danem. Que vão se queixar ao Papa…

  5. Marcos Videira

    11 de fevereiro de 2019 1:14 pm

    É preciso alertar ao general Augusto Heleno sobre sua contradição ao afirmar:
    “…fortalecer a soberania brasileira e impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo…”
    Desde quando um militar entreguista está preocupado em defender nossa Soberania ?

  6. Rogério

    11 de fevereiro de 2019 1:29 pm

    Vivemos um momento doente.

  7. +almeida

    11 de fevereiro de 2019 1:41 pm

    Os supostos nacionalistas tentam censurar a igreja católica brasileira no Vaticano alegando interferência em assuntos internos indevidos. Porém, quando se travestem de paus mandados dos americanos e, feito Peru de fora, escancarando suas peruanas e até ameaças de invadir a área e os assuntos internos de países como, Venezuela, Cuba, Palestina e outros, eles não conhecem limites e tão pouco se lixam se são ou não apoiados pela população, que, aliás, já se manifestou claramente contra essas indevida e reprovada política externa.

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    11 de fevereiro de 2019 2:26 pm

    A ABIN do vagabundo Jair Bolsonaro espiona a CNBB. Não a vi espionar os pastores evangélicos que viajam para os EUA a fim de receber dinheiro e instruções sobre as políticas que devem defender no Brasil. E vocês?

  9. Schell

    11 de fevereiro de 2019 2:54 pm

    A canalhice, a calhordice e a idiotice não conhece limites. Pior do que um idiota, um idiota com ambição e iniciativa… Haja saco ter de aguentar este país de merrecas.

  10. Marcos Lemones

    11 de fevereiro de 2019 3:49 pm

    Isso é simples de resolver: se não querem que os bispos falem mal dos planos do governo simplesmente FAÇAM PLANOS BONS.

  11. Cláudio

    11 de fevereiro de 2019 3:57 pm

    Não tem mais limites essa mafiosa simbiose neopentecostais e nazifascistas…

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