4 de junho de 2026

Campos Neto responde a Lula sobre autonomia do Banco Central

"Quanto mais independente você é, mais eficaz você é, menos o País pagará de custo de ineficiência da política monetária", argumentou
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante lançamento do Novo Marco de Garantias.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, usou um evento em Miami para romper o silêncio sobre as críticas que o presidente Lula tem feito nos últimos dias. Campos Neto defendeu a independência da instituição.

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Segundo Campos Neto, a independência do BC é “muito importante”. “A principal razão da autonomia da autonomia do BC é desconectar a política monetária do ciclo político”, disse, frisando que os interesses do governo e do banco seria “distintos”.

“Quanto mais independente você é, mais eficaz você é, menos o País pagará de custo de ineficiência da política monetária”, argumentou.

A autonomia do BC foi estabelecida em lei em 2021, a partir da imposição de mandato de 4 anos para o presidente do órgão. Esse mandato não é paralelo ao mandato do presidente da República, de modo que Campos Neto deve permanecer até 2024.

Nos últimos dias, Lula passou a criticar as decisões do BC, sobretudo após o banco comunicar que a Selic vai ficar em 13,75%. É a quarta vez consecutiva que o Banco Central mantém a taxa básica de juros neste patamar alto.

Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e apareceu em uma foto da Folha de S. Paulo como membro de um grupo de WhatsApp onde estavam ministros alinhados com a ideologia bolsonarista.

Lula disse que vai esperar “esse cidadão” (Campos Neto) terminar o mandato dele “para a gente fazer uma avaliação do que significou o BC independente”. A declaração foi dada em entrevista à RedeTV!

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3 Comentários
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  1. josé Oliveira de Araújo

    8 de fevereiro de 2023 8:53 am

    SE HOUVESSE A POSSIBILIDADE DE UM BANCO CENTRAL SER INDEPENDENTE, TALVEZ O BOB FIELD NETO, TIVESSE RAZÃO. NO ENTANTO, NÃO É O CASO DO BRASIL, POIS QUANTO MAIS INDEPENDENTE DO GOVERNO, MAIS DEPENDENTE DO DEUS MERCADO, POIS O REFERIDO SENHOR, ALÉM DE SER ORIUNDO DO MUNDO FINANCEIRO, É UM DOS SEUS SACERDOTES. POR CONSEQUÊNCIA, AS MEDIDAS TOMADAS, TEM POUCO A VER COM O CONTROLE DA INFLAÇÃO E MAIS COM A GARANTIA DE ALTA RENTABILIDADE PARA O DEUS MERCADO. PARA QUE HOUVESSE UMA POSSIBILIDADE DE REAL INDEPENDÊNCIA DO BANCO CENTRAL, SERIA NECESSÁRIO QUE A COMPOSIÇÃO DE SUA DIRETORIA, FOSSE COMPOSTO POR REPRESENTANTES DOS DIFERENTES GRUPOS DA SOCIEDADE E NÃO COMO É HOJE, QUE É COMPOSTO POR PROFISSIONAIS DO MERCADO, CUJO MÉTODO DE CONTROLAR A INFLAÇÃO SE RESUME AO MONOCÓRDICO AUMENTO/REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS, SEM AVALIAR AS CAUSAS REAIS DA INFLAÇÃO. MAIS É FÁCIL ENTENDER A RAZÃO PARA TAL, OU SEJA: SE HÁ EXPECTATIVA DE AUMENTO DA INFLAÇÃO, AUMENTA-SE A TAXA DE JUROS, SE O AUMENTO PERSISTE, AUMENTA-SE MAIS E ASSIM VAI ATÉ PROVOCAR UMA RECESSÃO TRAZENDO ENORMES PREJUÍZOS PARA A POPULAÇÃO E AÍ A GRITA PASSA A SER GERAL. MAS AÍ OS PSEUDO SÁBIOS E SEU SÉQUITO DE COMENTARISTAS COOPTADOS, VÃO ALEGAR QUE O SACRIFÍCIO FOI NECESSÁRIO PARA DEBELAR A INFLAÇÃO.NO ENTANTO, ELES ESCONDEM QUE O SEU OBJETIVO DE DEBELAR A INFLAÇÃO ERA SECUNDÁRIO, O SEU VERDADEIRO OBJETIVO ERA GARANTIR AOS GIGOLÔS DO TESOURO, UMA ALTA RENTABILIDADE.

  2. Rui

    8 de fevereiro de 2023 12:11 pm

    Independência para manter a taxa de juros na estratosfera e privilegiar a especulação em vez de privilegiar a produção. Grande merda!
    Quanto mais a inflação sobe, mais a taxa de juros se eleva. Aí a inflação se eleva de novo e a taxa de juros se eleva ainda mais. Taxa de juros alta não inibe inflação e taxa de juros baixa não provoca inflação. Se fosse assim, os EUA, cuja taxa de juros é muito baixa quando comparada com a a nossa taxa de juro, deveria ter inflação galopante, enquanto a nossa inflação deveria ser bem menor do que a inflação dos EUA, por exemplo.

  3. José Carvalho

    9 de fevereiro de 2023 1:26 pm

    O problema no que foi dito pelo presidente do BCB é que ele (Campos Neto) não mostrou essa eficiência desde que está à frente do Banco Central. Sua capacidade não amplia e nem diminui com a maior ou a menor autonomia oferecida ao BCB. Ele sempre contou com total liberdade por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro e o então ministro da economia Paulo Guedes, mas não mudou nada em relação a nenhum outro antecessor. A retórica é atraente, tanto quanto o que se fala no País sobre competitividade, sustentabilidade, produtividade, infraestrutura, etc; a questão é que discurso não resolve, frases de efeito também não. Seria desejável ao presidente Lula não transformar o seu direito de opinião e de defesa para alguma mudança, num enfrentamento com o BC e toda sua diretoria. Seria igualmente elegante ao presidente do Banco Central, ajudar o País evitando confrontar o governo. Ambos devem servir ao Brasil no âmbito de suas funções. Mais do que independência o Banco Central precisa de interesse pelo Brasil e de trazer ideias que resolvam o que está subordinado a ele. A independência ou autonomia não dá direito a criar uma oposição ao governo ou aos interesses do País que é constituído por mais de 200 milhões de habitantes e não apenas pelo mercado financeiro. Milhões de pequenas, médias e grandes empresas que empregam querem que o governo e o Banco Central deêm condições para poder crescer e dar mais empregos. O BCB tem uma responsabilidade a cumprir com o País e não é apenas o governo ou o presidente Lula que deve resposta à população inteira do Brasil.

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