Celso de Mello compara Brasil à Alemanha de Hitler

Ministro do STF diz que a intervenção militar pretendida por bolsonaristas nada mais é que a instauração de "uma desprezível e abjeta ditadura militar"

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O ministro Celso de Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou mensagem aos ministros da Corte onde alerta que a intervenção militar desejada pelos bolsonaristas é a instauração “de uma desprezível e abjeta ditadura militar”.

“Guardadas as devidas proporções, o ‘ovo da serpente’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) parece estar prestes a eclodir no Brasil”, diz ele. “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito pelo voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg como chanceler da Alemanha, não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, impondo ao país um sistema totalitário de Poder”, diz Celso de Mello.

Segundo a jornalista Monica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, Bolsonaro compartilhou na última semana o vídeo de uma entrevista em que o jurista Ives Gandra Martins defende as Forças Armadas como poder moderador, de forma pontual, quando houver impasse entre os demais poderes.

O título do vídeo retuitado por Bolsonaro era “A politização no STF e a aplicação pontual da 142”. As falas de Ives Gandra têm sido invocadas por defensores de uma intervenção dos militares nos outros poderes.

Tal hipótese tem sido defendida pelo presidente e seus seguidores depois de terem sido contrariados por decisões do STF, que investiga a tentativa do presidente de intervir politicamente na chefia da Polícia Federal, além da investigação em torno da disseminação de fake news.

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6 comentários

  1. O citado jurista (não vou repetir o nome pois, como todos sabemos, depois que o turco levou uma trolhada do GM, ele está mais preocupado do que nunca em preservar as hemorróidas) é mais um dos mentalmente perturbados pelo fanatismo religioso – ou, mais provavelmente, um já mentalmente perturbado que buscou esconder os seus desvios de personalidade entre outros iguais a ele. É o exemplo típico dos influenciadores desse país, pessoas desequilibradas que pretendem conduzir a manada de cegos.

  2. Não seja tão modesto, ministro. O nazismo já chegou a nós muito antes, pela ação do conluio MP-PF-Judiciário, aplicando métodos nazistas nos processos midiáticos mensalão e lavajato, com isso atacando o principal núcleo político anti-neoliberalismo e antifascismo. O STF colaborou por ação e omissão. Não recuse as honras…

  3. Obviamente que o texto não é do decano-em-cano: ninguém mandaria tão longa mensagem via whatsapp ou coisa parecida. Muito menos para grupo seleto de amigos precisaria nomear todas as estripulias germânicas até chegar na ditadura aberta pelo rapaz-de-bigodinho-medonho. Com certeza, fake que atingiu seu objetivo ao ser imediatamente retuitado por diversos órgãos, como aqui. Lamentável, creio.

  4. Esse Ives “Opus Dei” Gandra cismou (como muitos) que as forças armadas são “poder moderador”.
    Ora, elas não são sequer “poder” (são 3), quanto mais “moderador”.
    Como crente, ele talvez tenha tido uma “visão” desta cisma, pois não há tal afirmação em nenhum lugar da Constituição. Só na cabeça dele (e de outros que “siamarram” num milico).
    Depois de tantos golpes nesta pobre nação, cuja república começou com um, criou-se uma cultura que, por trás de tudo, como “último bastião”, estão as FFAA.
    Mas é o contrário: como qualquer país desenvolvido, só passaremos a sê-lo quando elas pararem (ou forem parados) de se meter na política, para a qual sequer foram feitas. Piou oficialmente, vai preso!
    Hierarquia, disciplina e obediência (próprias para uma guerra) são a antítese da democracia, que pressupõe liberdades, pluralidades, debates, votos, diversidades, alternâncias, etc.
    Último bastião uma ova!
    isso, quando muito, pode ser o Ó de borogodÓ.

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