Chefe da PF não tem como repassar informações ao presidente, diz Gilmar Mendes

Ministro acha que STF não deve se debruçar sobre a indicação de Alexandre Ramagem, amigo de Carlos Bolsonaro, ao comando da PF

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro Gilmar Mendes afirmou na tarde desta segunda (27) que o Supremo Tribunal Federal (STF) não necessariamente vai se debruçar sobre reclamações a respeito da nomeação de Alexandre Ramagem, amigo pessoal de Carlos Bolsonaro, para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Além disso, o magistrado alertou que há “confusão” sobre o papel do diretor-geral.

Na sexta (24), o ex-juiz Sergio Moro abandonou o governo alegando que Bolsonaro quer mexer no comando da PF para colocar uma “pessoa de sua confiança”, com o intuito de ter acesso a informações privilegiadas de inquéritos em andamento.

“Não entendo que o diretor-geral da PF tenha autoridade para repassar informações de inquéritos. Acho que há certa confusão sobre os assuntos, uma vez que o responsável pelo inquérito, a rigor, exerce a função de polícia judiciária, portanto, se reporta eventualmente a um ministro – no STF ou no STJ – ou a um juiz, e ao Ministério Público”, disse Gilmar durante entrevista transmitida ao vivo pela Folha.

Ainda segundo o ministro, a indicação do amigo pessoal do filho 02 para o cargo envolve “fatos complexos e intricados.” Se cair no STF, a corte deverá “olhar com muita cautela”, mas “não vejo esse debate ser levado ainda ao STF. Pelo que tenho ouvido, as lideranças políticas moverão ação popular, portanto, isso se daria em primeiro grau”, disse Gilmar.

Além disso, o magistrado avaliou que o presidente tem poder para escolher o comando da PF.

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