Clarín: Gilmar critica Lava Jato e prevê julgamento de Moro ainda em 2019

Ao jornal argentino, ministro do STF admitiu que Moro ajudou Jair Bolsonaro na eleição de 2018 ao condenar e conseguir a prisão do ex-presidente Lula

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse ao jornal Clarín que o julgamento da suspeição de Sergio Moro em relação ao ex-presidente Lula deve acontecer ainda neste ano. De acordo com o ministro, a discussão envolverá o uso das mensagens de Telegram reveladas pelo Intercept Brasil para provar que a Lava Jato atuou em conluio contra o petista.

“É importante que seja avaliado. Certamente, o que surgirá no debate é se os motivos que estão lá [no processo] são suficientes ou se poderemos usar o que está nas informações do Intercept”, comentou.

Na mesma entrevista, Gilmar disse que Moro colocou sua imagem de juiz isento em xeque quando decidiu ser ministro de Jair Bolsonaro.

“Quem foi questionado foi o próprio Ministro da Justiça, quando ele decidiu deixar o cargo de juiz e assumir uma função governamental servindo um governo que derrotou as forças da oposição e é beneficiário, de alguma forma, de suas decisões. Ele é um ministro que até ontem foi juiz, determinou a prisão do principal candidato a presidente da República e depois aceita a posição de seu adversário”, admitiu.

Ao Clarín, Gilmar ainda defendeu que o combate à corrupção não pode ser feito de maneira “extravagante”, ou seja, abusando ou alterando leis ao sabor da crise, e tampouco a Lava Jato pode monopolizar essa luta.

“Não vejo necessidade de usar mecanismos extravagantes para combater a corrupção. Temos que estar dentro dos parâmetros do estado de direito. O uso de prisão preventiva para obter uma queixa para mim é um absurdo. Eu vejo isso com muita preocupação. Por que não então torturar? Isso deve ser devidamente esclarecido. O Brasil tomou grandes ações contra a corrupção e isso não é graças ao juiz Moro. Antes, por exemplo, no julgamento do Mensalão, realizado pelo STF. A questão é o que fazer para combater a corrupção dentro da lei.”

7 comentários

  1. “O Brasil tomou grandes ações contra a corrupção e isso não é graças ao juiz Moro. Antes, por exemplo, no julgamento do Mensalão, realizado pelo STF. A questão é o que fazer para combater a corrupção dentro da lei.””

    Gilmar, eis aí a gênese da Lava Jato.
    A permissividade com o Domínio do Fato, ocultação de provas do cartão Visa, inclusão de Genoíno apenas e tão somente para formar a quadrilha, condenação de Rosa Weber por que a lei lhe permitia e a condenação do Fux a Dirceu porque este, réu, não conseguiu provar sua inocência. Dever ter mais, só não me lembro, ajuda aí gente!
    O Mensalão, Gilmar, é o pai da Lava Jato, portanto, ao tentar matar a própria e maldita filha e eu torço para que consiga, não fazem mais que se penitenciar por tão vergonhosa cria.

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  2. Ora, ele também, ao dar uma liminar sem sentido impedindo Lula de ser legitimamente nomeado ministro, sem contar as ameaças do tse em cassar a chapa do PT………sei…..

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  3. Essa reação do ministro GM aos lavajatistas é uma questão pessoal dele. A LJ queria seu impedimento e ele está lutando pela preservação de seu cargo. Só isso.

  4. Nassif: a peripécia não é nova. Tem história. Lembra do Rezek (o Felizardo)? Lógico, ali os VerdeSauvas atuaram devagar, pois estavam acuados, depois de vinte anos da CasaDoTerror de Petrópolis, e não queriam dar as caras. Agora não. Tanto que sua cria, o meliante TogaSuja, deita e rola no chamado EstadoDeDireito, a qual já começaram transformar em EstadoDaCaserna. Com direito a DemocriaDaBaioneta. Por isto que vivo te dizendo — ouça Saint-Hilaire, inseticida neles…

  5. Sim, é uma briga do GM contra os lava-jateiros que tentam inviabilizar não somente ele, mas outros membros da corte em que “they don’t trust”.
    Mas isso não significa que não se possa transformar esta picuinha em um bom combate.
    Afinal, é sempre importante aproveitar todas oportunidades para ampliar a exposição do lado partidário e destrutivo para o país destes que se intitularam “heróis na luta contra a corrupção”

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