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  1. IV AVATAR

    14 de maio de 2014 3:20 am

    Mídia hegemônica volta a defender voto facultativo

    Voto: um direito ou um dever?

    Volta e meia, o tema reaparece. A revista inglesa The Economist, em um artigo recente, atribuiu à obrigatoriedade do voto, as desgraças do liberalismo.

    por Emir Sader, na Carta Maior

     

    Emir Sader

     

    A cada tanto tempo, o tema reaparece: como o voto, de um direito se transformou em um dever? Reaparecem as vozes favoráveis ao voto facultativo.

    A revista inglesa The Economist chegou, em artigo recente, a atribuir à obrigatoriedade do voto, as desgraças do liberalismo. Partindo do pressuposto – equivocado – de que os dois principais candidatos à presidência do Brasil seriam estatistas e antiliberais, a revista diz que ao ser obrigado a votar, o povo vota a favor  de mais Estado, porque é quem lhe garante direitos.

    Para tomar logo um caso concreto de referência, nos Estados Unidos as eleições se realizam na primeira terça-feira de novembro, dia de trabalho – dia “útil”, se costuma dizer, como se o lazer, o descanso, foram inúteis, denominação dada pelos empregadores, está claro -, sem que sequer exista licença para ira votar, dado que o voto é facultativo. O resultado é que votam os de sempre, que costumam dar maioria aos republicanos, aos grupos mais  informados, mais organizados, elegendo-se o presidente do  pais que mais tem influência no mundo, por uma minoria de norteamericanos. Costumam não votar, justamente os que mais precisam lutar por seus direitos, os mais marginalizados: os negros, os de origem latinoamericana, os idosos, os pobres, facilitando o caráter elitista do sistema político norteamericano e do poder nos EUA.

    O voto obrigatório faz com que, pelo menos uma vez  a cada dois anos, todos sejam obrigados a interessar-se pelos destinos do país, do estado, da  cidade, e sejam convocados a participar da decisão sobre quem deve dirigir a sociedade e com que orientação. Isso é odiado pelas elites tradicionais, acostumadas a se apropriar do poder de forma monopolista, a quem o voto  popular “incomoda”, os obriga a ser referendados pelo  povo, a quem nunca tomam como referência ao longo de todos os  seus mandatos.

    Desesperados por serem sempre derrotados por Getúlio, que era depositário da grande maioria do voto popular, a direita da época – a UDN – chegou a propugnar o voto qualitativo, com o argumento de que o voto de um médico ou em engenheiro – na época, sinônimos da  classe média branca do centro-sul do país – tivesse uma ponderação maior do que o voto de um operário – referência de alguém do povo na época.

    O voto obrigatório é uma garantia da participação popular mínima no sistema político brasileiro, para se contrapor aos mecanismos elitistas das outras instâncias do poder no  Brasil.     
     

     

  2. Webster Franklin

    14 de maio de 2014 4:09 am

    Secom da Presidência da República contrata algoz de Gushiken

    Do Correio do Brasil

    Secom da Presidência da República contrata algoz de Gushiken como ‘secretário adjunto’

     

    13/5/2014 13:36

    Por Redação – de Brasília

     

        

    Gushiken

    Luiz Gushiken recebeu um desagravo por parte do ministro Lewandowski

     

    Embora o Partido dos Trabalhadores tenha perdido, em 13 de setembro de 2013, uma de suas figuras históricas, lutador pelas causas sociais e amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, companheiro de mais de 30 anos de luta sindical e política, a memória de Luiz Gushiken é colocada à prova no governo da presidenta Dilma Rousseff.

    Gushiken participou da fundação do PT, foi presidente da legenda, três vezes deputado federal e ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) até julho de 2005. Naquele momento, em meio às denúncias do ‘mensalão’, deixou o cargo. Em 2012, no julgamento da Ação Penal 470 (AP 470), foi absolvido de todas as acusações. A matéria que começou a assassinar a reputação de Gushiken e a derrubá-lo da Secom foi publicada na revista semanal de ultradireita Veja, edição de 6 de julho de 2005: Ação entre amigos, do repórter Ronaldo França. A reportagem levantava acusações sem nenhuma prova capaz de sustentá-las.

    A história, repleta de afirmações infundadas e sempre em tom de suspeita, afirmava que “Gushiken também exercitou sua influência para nomear o titular da Secretaria de Previdência Complementar, do Ministério da Previdência Social, Adacir Reis, que foi assessor de seu gabinete no Congresso. Apesar de sua influência no setor, quando ainda estava à frente da empresa, Gushiken não tinha tantos clientes quanto seus sucessores conquistaram”. As afirmativas não passavam de um amarrado de mentiras.

    “Não foi só. Em parceria com as empresas PricewaterhouseCoopers e Kiman Solutions, a Globalprev foi contratada pela Petros para gestão do fundo de pensão dos funcionários da Sanasa, a companhia de saneamento do município de Campinas. Há indícios de favorecimento no ofício em que o secretário-geral da Petros, Newton Carneiro da Cunha, indicado por Gushiken, propõe a contratação do grupo de empresas integrado pela Globalprev. Ele defende a contratação sem tomada de preços em virtude de “notória especialização” da parceria formada pelas três companhias. ‘Notória especialização’?”, acrescenta o então repórter da revista, que viu sua tese desmontada na Justiça, quase uma década depois, quando Gushiken já estava mal de saúde.

    Quase nove anos já se passaram e o mesmo Ronaldo França, cuja reportagem deu início à queda de Gushiken, está trabalhando desde o final de fevereiro na mesma Secom de onde Gushiken precisou sair para defender sua honra. No expediente da Secretaria, França aparece como secretário adjunto de imprensa. Em outra área do portal, é apresentado como assessor especial da Secretaria Executiva.

    Segundo informação da Secom à editora Conceição Lemes, do site Viomundo, ele foi contratado para cuidar, até julho deste ano, das ações do governo para a Copa do Mundo, uma das prioridades do governo da presidenta Dilma Rousseff.

    “Daí uma pergunta óbvia: como alguém que disse que o PT ‘sucumbiu à praga do patrimonialismo que sufoca o Estado brasileiro’ pode agora defender um governo do PT justamente no local que ajudou a detonar?”, questiona Lemes.

    “Independentemente da duração do trabalho e da qualificação do jornalista, essa contratação é estranha. É mais do que um deboche. É um desrespeito à memória de Gushiken. É tapa na cara da família. É bola nas costas da militância, que sua a camisa e amassa barro. E um emblema de como Dilma, a direção do PT e o governo lidam com a Comunicação e estão reféns da mídia tradicional”, conclui a jornalista.

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/secom-da-presidencia-da-republica-contrata-algoz-de-gushiken-como-secretario-adjunto/703935/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140514

    1. Edivaldo Dias Oliveira

      14 de maio de 2014 10:28 am

      Dor

      Essa doeu na alma.

  3. Webster Franklin

    14 de maio de 2014 4:16 am

    Tucano de alta plumagem é exposto em esquema de corrupção

    Do Correio do Brasil

    Tucano de alta plumagem é exposto em esquema de corrupção

     

    13/5/2014 13:07

    Por Redação – de São Paulo e Genebra

     

        

     

    Identidade de tucano misterioso está prestes a ser revelada

    Identidade de tucano misterioso está prestes a ser revelada

     

    Segue encoberto o nome de um segundo brasileiro; além do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Robson Marinho, que teria recebido parte dos US$ 2,7 milhões depositados por empresários a título de propina para o fechamento de contratos de energia, durante o governo do tucano Mário Covas. As autoridades suíças e brasileiras encobrem o nome do suspeito, que ocupa uma posição estratégica no PSDB nacional, “para seguir adiante com as investigações”, afirmou um agente judiciário à reportagem do Correio do Brasil, nesta segunda-feira, na condição de anonimato. O esquema teria se prolongado durante as gestões dos também tucanos José Serra e Geraldo Alckmin.

    Os dados sobre a conta bancária secreta foram divulgados nesta terça-feira, na página do Tribunal Penal Federal da Suíça, na internet, e a movimentação completa com os pagamentos realizados pela multinacional será enviada à Justiça brasileira nas próximas horas. Na semana passada, a Justiça suíça já havia identificado outra conta de Robson Marinho, pela qual passaram depósitos na ordem de R$ 1,9 milhão, realizados por Sabino Indelicato, suposto pagador de propinas do caso Alstom.

    Chances reduzidas

    O conselheiro – que exerce alta influência na cúpula do PSDB no Estado de São Paulo – teria recebido suborno, segundo os investigadores, para liberar um contrato entre a Alstom e a Eletropaulo, então estatal de energia paulista. A Justiça suíça apurou que a conta de Marinho chegou a movimentar US$ 2,5 milhões, dos quais R$ 2,3 milhões estão bloqueados. Marinho segue como um dos principais suspeitos no Ministério Público Estadual. A identidade daquele segundo tucano suspeito “estaria prestes a ser revelada”, segundo afirmou o funcionário público ao CdB.

    O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) também foi citado no escândalo. Ex-diretor da multinacional alemã Siemens, outra empresa acusada de pagar propina a políticos tucanos paulistas, Everton Rheinheimer revelou, em depoimento à Polícia Federal, manter relações com o lobista Arthur Teixeira, indiciado sob acusação de intermediar propinas no cartel, com quem o parlamentar tucano se relacionaria.

    Nunes Ferreira nega o envolvimento com Teixeira mas, na semana passada, perdeu o controle ao ser questionado sobre o caso e gritou impropérios a um blogueiro de Brasília. Cotado para ser vice de Aécio Neves, ele viu suas chances ficarem reduzidas ao xingar Rodrigo Grassi, que mantém uma página de notícias e comentários na internet.

    Nesta terça-feira, o deputado Carlos Giannazi, líder do PSOL na Assembleia, voltou a pedir a convocação de Marinho para depor, na tentativa de apurar o grau de envolvimento de líderes tucanos com o propinoduto. Ele aponta para a “injustificada inércia desta Casa Legislativa na tomada de qualquer providência, diante do poder-dever fiscalizador inerente ao Legislativo”.

    Esquemão

    O esquema de corrupção criado pela Alstom, segundo apura a Justiça suíça, pode ter sido mais abrangente. A multinacional francesa teria criado empresas-laranjas, com sede em Genebra, e que funcionariam para repassar propinas a agentes públicos brasileiros. Os suíços acreditam que o segundo suspeito, ligado à alta cúpula dos governos Serra e Alckmin e que tem sua identidade mantida em segredo “também estaria implicado nos demais esquemas de corrupção”. A conta recebeu, entre 1998 e 2005, um montante total de mais de US$ 2,6 milhões.

    O dinheiro, segundo a investigação, foi depositado por uma empresas criada pela Alstom. O titular da conta, que também não teve sua identidade revelada, seria uma pessoa envolvida no esquema de pagamentos de propinas no Brasil. Os suíços constataram uma transferência no mesmo dia, 17 de março de 1998, pela empresa da Alstom a duas pessoas relacionadas com as investigações no Brasil. A conta identificada recebeu US$ 146,4 mil. A empresa depositou exatamente metade desse valor para uma pessoa citada apenas com a letra L e que seria “secretária” de um funcionário público brasileiro de alto escalão.

    O advogado Celso Vilardi, que defende Marinho, afirma que as provas do caso Alstom são nulas porque derivadas de uma investigação em Genebra que foi declarada nula pela Justiça suíça.

    – No Brasil não existe possibilidade de se utilizar esse tipo de documento derivado de provas ilícitas – disse a jornalistas.

    A Alstom, institucionalmente, manifesta-se contrária ao pagamento de propinas.

    http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/tucano-de-alta-plumagem-e-exposto-em-esquema-de-corrupcao/703922/

    1. Maria Carvalho

      14 de maio de 2014 4:33 am

      Se fosse do PT

      estaria sendo divulgado primeiro o nome do partido, certamente!

  4. nilo

    14 de maio de 2014 5:05 am

    RECORDAR – BASE DO FUTURO –

    RECORDAR – BASE DO FUTURO – ELEIÇÃO – UNIÃO DE FORÇAS

     

    INFLAÇÃO

     

    1 – O FIM DA INFLAÇÃO FOI UM MOVIMENTO UNIVERSAL PROVOCADO PELA GRANDE LIQUIDEZ E AJUSTES DOS PAÍSE DE ALTA INFRAÇÃO.

     

    NESSE CONTEXTO MUNDIAL, O BRASIL NÃO MELHOU MUITO:

    DA MAIS ALTA INFRAÇÃO SUPERAMOS – AO FINAL DO GOVERNO DE FHC – APENAS A RÚSSSIA E A TURQUIA.

     

    em 2003 (FHC), com 9,301% só havíamos ultrapassado a Rússia (11,978%) e a Turquia (12,710);

     

    Todos os outros países continuaram a ter uma inflação menor que a do Brasil;

     

    PASSAMOS ENTÃO DO PAIS MAIS INFLACIONÁRIO PARA O ANTE PENÚLTIMO PAÍS MAIS INFLACIONÁRIO.

     

    –       Já em 2013 (DILMA), com uma inflação de 5,911% – melhoramos um pouquinho no quadro – ficamos ainda com menos inflação que a Rússia (11,719%) e a Turquia (9,355%) e ultrapassamos também a Indonésia (8,377%) e a Índia (9,113).

     

    JUROS

     

    2 – O PULO DO GATO DOS FINANCISTAS, FOI A INFLAÇÃO (25,14% TAXA SELIC) NO FINAL DO GOVERNO DE FCH, A MAIS ALTA DO MUNDO E A MANIPULAÇÃO CAMBIAL.

     

    A INFLAÇÃO REMUNERA A AGIOTÁGEM, A ESPECULAÇÃO, OS RENTISTAS, OS ARGENTÁRIO, O CAPITAL QUASE PARASITÁRIO, NÃO PRODUTIVO, VALORIZA O CÂMBIO E MATA A INDUSTRIA NACIONAL.

     

    3 – NO GOVERNO DE FHC, TRÊS VEZES QUEBRAMOS  E NOS SOCORREMOS DO FMI; QUEIMARAM-SE NOSSAS RESERVAS MONETÁRIAS; QUEBROU-SE O BANCO DO BRASIL (2X) E A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CONFESSADAS POR FHC OU MANOBRA/FARSA PARA PRIVATIZAÇÃO); A PRODUÇÃO CAIU; AUMENTAMOS AS TAXAS DE DESEMPREGO; O BRASIL RESTOU “QUASE ESTAGNADO” (BRESSER PEREIRA, Ministro de FHC)

     

    POLÍTICA ECONÔMICA

     

    4 – LULA NÃO SEGUIU A POLÍTICA ECONÔMICA DE FHC,

     

    BASTA RECORDAR AS POLÍTICAS ECONÔMICAS EXPANSIONISTA APLICADAS (AUMENTO DO CRÉDITO; REDUÇÃO DO JUROS; REDUÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA QUE PASSOU A TER MAIS BANDAS DE DESCONTO E PERMITINDO MAIS RECURSOS À CLASSE MEDIA BAIXA E INTERMEDIÁRIA; AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO ACIMA DA INFLAÇÃO; MAIOR DISTRIBUIÇÃO DE RENDAS; FORTALECIMENTO DO CONSUMO INTERNO; AUMENTO SUBSTANCIAL DO INVESTIMENTO PUBLICO, OBRAS ESTRUTURAIS, DE INFRAESTRUTURA; CAPITALIZAÇÃO DO ESTADO COM AUMENTO SUBSTANCIAL DAS RESERVAS, ETC)

     

    BEM AO CONTRÁRIO DAS CONTRACIONISTAS, DE FREIO, DE FHC (CÂMBIO VALORIZADO; AUMENTO DAS TAXAS DE JUROS; REDUÇÃO DE CRÉDITO; DIMINUIÇÃO DA DEMANDA E DO CONSUMO; BAIXAR AS TAXA DE CRESCIMENTO; ETC).

     

    ESTABILIDADE

     

    5 – SÓ O ÊXITO DAS ADMINISTRAÇÕES DE LULA – FOCADO NUM ESTADO FORTE, INDUTOR E SOBERANO, VOLTADO À POLÍTICAS SOCIAIS DE DESENVOLVIMENTO E DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDAS – AINDA QUE COM AMARRARAS DAS QUAIS NÃO É FÁCIL SE VER LIVRE – A CONTINUIDADE DA ESTABILIDADE FINANCEIRA TRAZIDA PELA URV, MOEDA VIRTUAL DE DESINDEXAÇÃO DO PLANO REAL. 

     

    6 – “A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, O CÂMBIO LIVRE, AS METAS DE INFLAÇÃO E O SUPERÁVIT PRIMÁRIO, MEDIDAS DE FATO HERDADAS E ADOTADAS PELO GOVERNO LULA, NÃO FAZIAM PARTE DO PLANO REAL. FORAM MUDANÇAS IMPOSTAS AO GOVERNO FHC PELO FMI EM SUCESSIVAS OCASIÕES COMO CONDIÇÕES PARA EMPRESTAR AO BRASIL.

    AS “PERNAS” DO PLANO REAL, CÂMBIO FIXO COM PARIDADE A 1:1 (SEGUIDO DA BREVE FANTASIA DAS “BANDAS” CAMBIAIS), “CORTE DE GASTOS” E PIRATIZAÇÃO, CONDUZIRAM O PAÍS À QUASE-FALÊNCIA, E FORAM POLITICA E DEMAGOGICAMENTE MANTIDAS, COM EXCEÇÃO DO CÂMBIO, GRAÇAS À LIQUIDAÇÃO ACELERADA DO SERVIÇO PÚBLICO E DA INFRAESTRUTURA, EM NOME DO “CORTE DE GASTOS”, E AO AUMENTO GALOPANTE DA DÍVIDA PÚBLICA.

    O GOVERNO FHC LIQUIDOU O PATRIMÔNIO PÚBLICO POR CEM BILHÕES DE DÓLARES, E ENTREGOU O PAÍS COM UMA DÍVIDA MUITAS VEZES MAIOR DO QUE QUANDO COMEÇOU” (DUBEAUX, RAFAEL).  

     

    AMARRAS AO DESENVOLVIMENTO HERDADAS

     

    7 – AS METAS DE INFLAÇÃO E O SUPERÁVIT PRIMÁRIO GARANTIDO PELA ALTA TAXA SELIC SÃO AS AMARRAS IMPOSTAS A SEREM ROMPIDAS PARA UM DESENVOLVIMENTO SADIO, INDEPENDENTE, NACIONAL.

    8 – ESSE O VERDADEIRO LEGADO DE FHC

     

    NÃO PODEMOS RETROCEDER.

     

    É HORA DAS FORÇAS VERDADEIRAMENTE PROGRESSISTAS E DESENVOLVIMENTISTAS SE UNIREM PARA DEFENDER AS CONQUISTAS ALCANÇADAS E AVANÇAR MAIS AINDA.

     

    MAS RÁPIDO, QUANTO (E QUANDO) MAIS FORTE.

     

  5. Webster Franklin

    14 de maio de 2014 5:33 am

    Nunca deixem a folha fazer uma obra!

    Do Tijolaço

    Nunca deixem a Folha fazer uma obra!

    13 de maio de 2014 | 18:29 Autor: Fernando Brito

    viaduto

    Se a elite brasileira tivesse um tiquinho, um tiquinho só, de lucidez e humanidade, estaria aplaudindo obras que permitissem ao povo nordestino não ser de seguir a sina do “Asa Branca”.

    Mas ela prefere se dedicar ao exercício da babaquice.

    Diante de uma obra imensa, a Folha publica uma matéria com chamada de capa no site dizendo que um viaduto que cruza o canal de transposição do São Francisco, passa “sobre o nada”.

    Nas próprias fotos vê-se que o canal está pronto até alguns metros antes do viaduto e também concluído alguns metros depois.

    Sob o viaduto, está escavado, mas não concretado.

    Se o repórter e o jornal não fossem idiotas – e odiotas, de ódio –  fariam uma simples pergunta: como é que a estrada ia passar se o canal fosse feito primeiro?

    Como os carros passariam pelo canal, de pinguela? De galochas?  De pernas-de-pau?

    É lógico que se faz o viaduto e, depois, escava-se o pedacinho que falta para ligar as duas pontas do canal (como já foi feito) e concreta-se.

    Não precisa engenheiro para dizer isso, talvez nem mestre de obras. Um pedreiro experiente já saberia.

    Pelo amor de Deus, não contratem a Folha de S. Paulo para fazer uma obra.

    Vai ser um quebra-quebra que deus me livre!

    A burrice, realmente, é algo que não encontra limites.

    Só perde, de pouquinho, para o ódio e a arrogância.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=17413

     

  6. Gunter Zibell - SP

    14 de maio de 2014 5:54 am

    Conchita Wurst dedica vitória aos que sonham com futuro

    http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,conchita-wurst-dedica-vitoria-aos-que-sonham-com-futuro-sem-discriminacao,1165296,0.htm

    Conchita Wurst dedica vitória aos que sonham com futuro sem discriminação

    VIENA – Conchita Wurst, a cantora austríaca que venceu na noite desse sábado o Festival Eurovision, dedicou a vitória aos que acreditam “em um futuro sem discriminação” e disse que também é uma mensagem para alguns políticos, como o presidente russo Vladimir Putin.

    Conchita Wurst com o troféu do Festival Eurovision - Jordi Kuhslugar/EfeJordi Kuhslugar/EfeConchita Wurst com o troféu do Festival Eurovision 

     

    “Não foi uma vitória apenas para mim, mas para quem acredita em um futuro que funciona sem discriminação e baseado na tolerância e no respeito”, respondeu Wurst a perguntas da Efe em uma movimentada entrevista coletiva após seu retorno a Viena.

    Wurst conquistou o júri do Eurovision com uma bela voz, uma música-chiclete e uma estética provocadora: uma chamativa barba que contrasta com sua maquiagem e seus vestidos justos de noite.

    A artista, “alter ego” do cantor Tom Neuwirth, foi recebida no aeroporto de Viena por milhares de fãs que não paravam de cantar “Rise like a Phoenix”, canção com que conquistou o segundo triunfo da Áustria no Eurovision – o primeiro foi em 1966.

    Com o troféu nas mãos e distribuindo sorrisos e acenos, Wurst foi cercada por uma multidão de jornalistas que queriam registrar seu retorno triunfal à Áustria.

    Conchita disse à imprensa que sua vitória é uma mensagem a “alguns políticos”, entre os quais citou Putin, mas insistiu que não se trata de abrir um debate de direitos humanos entre Europa e Rússia.

    “A tolerância não tem fronteiras. Na Rússia também há lugares onde sou muito bem-vinda”, disse Wurst, que lembrou que sua atuação recebeu cinco pontos do país, o que mostra que “nem todo o mundo lá tem as mesmas opiniões” sobre gêneros. Por isso, a artista deixou claro que sua mensagem vai além das fronteiras e se dirige a “políticos que conhecemos”.

    “Só quero dizer que, no final, o bem sempre vence e que somos imparáveis”, declarou sobre os que, como ela, acreditam na tolerância.

    Apesar da bandeira antipreconceito, Conchita Wurst disse que não pretende ser uma embaixadora da tolerância, mas dar sua pequena contribuição a uma missão em que, disse, felizmente não está sozinha. “Há pessoas mais poderosas que eu que poderiam fazer mais, mas me deram esse dom. Para mim é importante, e minha obrigação como artista é trabalhar nesse sentido”, declarou.

    Wurst também se referiu às críticas que recebeu em seu próprio país quando foi escolhida para concorrer ao Eurovision. Uma pesquisa de um jornal sensacionalista de grande circulação concluiu que 79% dos austríacos não estavam orgulhosos de sua candidata.

    “Os comentários contra mim não me interessam. Não me interessaram antes nem me interessam agora”, sentenciou.

    Quanto aos planos para o futuro, a cantora reconheceu ser ambiciosa. “Quero o mundo inteiro”, confessou. “Meu grande objetivo é um Grammy. E no caminho pegarei tudo que puder”, avisou Wurst, que já recebeu ofertas de produtores de Los Angeles e de vários eventos de celebração do orgulho gay.

    Conchita Wurst é um personagem criado por Tom Neuwirth, um estilista de moda e cantor homossexual de 26 anos.

    Após ficar em segundo lugar em “Starmania”, um programa caça-talentos da TV pública austríaca em 2006, Tom participou brevemente de um grupo musical. Em 2011, o artista se reinventou e apareceu em um novo concurso já como Conchita Wurst. Neuwirth explica que Conchita surgiu como uma resposta à intolerância que sofreu na adolescência por ser homossexual.

     x-x-x-x-x-x-x 

    http://www.publico.pt/cultura/noticia/conchita-wurst-recebida-em-festa-no-aeroporto-de-viena-1635514#/0

     

    Conchita Wurst recebida em festa no aeroporto de Viena

    No seu regresso à Áustria, após a vitória no Festival Eurovisão da Canção, a cantora “barbuda” foi felicitada pelo presidente Heinz Fischer e saudada por uma multidão de fãs, alguns com barbas pintadas na cara.

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    MULTIMÉDIA

     

     

     

    MAIS

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    Conchita Wurst, o travesti austríaco que venceu o Festival Eurovisão da Canção, cuja final se disputou no sábado em Copenhaga, na Dinamarca, regressou neste domingo ao seu país e foi recebido no aeroporto de Viena por mais de um milhar de fãs, alguns deles com barbas falsas pintadas na cara, que gritavam palavras de apoio, fotografavam a “diva” e lançavam ao ar mãos-cheias de purpurinas.

    Alguns traziam bandeiras da Áustria, outros bandeiras com o arco-íris da comunidade homossexual. A cantora posou para as câmaras de televisão, mostrando o troféu que trouxera da capital dinamarquesa.

    O Presidente austríaco, o socialista Heinz Fischer, afirmou, numa declaração escrita, que o triunfo de Conchita Wurst “não é apenas uma vitória para a Áustria, é-o antes de mais para a diversidade e a tolerância na Europa”.

    A generalidade dos partidos políticos austríacos seguiu o exemplo presidencial e também já saudou o triunfo da intérprete, e mesmo a extrema-direita do FPÖ [Partido da Liberdade Austríaco], que classificara como “ridícula” a representação do país na Eurovisão, teve agora de reconhecer que “é da ordem das coisas que as pessoas se regozijem quando há uma vitória”.

    Nascida em 1988 com o nome Thomas Neuwirth, Conchita Wurst venceu a competição com uma balada clássica, no estilo das músicas dos filmes de James Bond dos anos 1960, Rise Like a Phoenix, que uma estação de rádio de Viena, a Radio 88,6, difundiu ininterruptamente durante quatro horas.

    Thomas Neuwirth, que se refere a si próprio no feminino quando assume a personagem de Conchita Wurst (wurst é a palavra alemã para salsicha ou, mais genericamente, para enchido; mas em austríaco a expressão significa “não quero saber”), apresentou-se em palco com um visual de diva – vestido comprido, cabelos longos e maquilhagem pesada –, ao qual somou uma barba e bigode falsos.

    A Áustria não vencia o Festival Eurovisão da Canção desde 1966, quando Udo Jürgens conquistou o primeiro lugar no Luxemburgo, com a canção Merci Cherie. Apesar do título francês, o tema era cantado em alemão. Tinha mesmo de o ser, já que nesse ano entrou em vigor a regra que obrigava os concorrentes a cantar na língua oficial do seu país. A alteração, que foi imposta pelos protestos de alguns países contra o facto de a Suécia ter apresentado, em 1965, uma canção interpretada em inglês, fará sorrir os que assistiram a esta última edição do festival, no qual constituíram excepção os temas que não foram cantados em inglês.

     

  7. Gunter Zibell - SP

    14 de maio de 2014 6:03 am

    Sociedade moderna é isso!

    http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/the-sims-4-proibido-para-menores-na-russia-por-causa-de-lei-antigay-12459474#ixzz31X6mGMjE

    ‘The Sims 4’ é proibido para menores na Rússia por causa de lei antigay
     

     
No jogo, personagens podem construir relações homoafetivas
Foto: Reprodução

    No jogo, personagens podem construir relações homoafetivas Reprodução

    MOSCOU – Mesmo antes de seu lançamento, o game de simulação de vida “The Sims 4” causa polêmica na Rússia. O jogo foi proibido para menores de 18 anos para estar de acordo com a lei 436-FZ, que ficou conhecida como lei antigay.

    A legislação é “sobre a proteção das crianças contra informações prejudiciais à sua saúde e desenvolvimento”. A produtora do jogo, Electronic Arts, não informou que tipo de conteúdo entrou em conflito com a lei para que a classificação fosse definida.

    “Um dos princípios de The Sims é que cabe ao jogador decidir como jogar. Nós oferecemos o ambiente do simulador e as escolhas do jogador e sua criatividade fazem o resto”, comentou a EA, que não tem planos de alterar o jogo para o mercado russo.

    Na maioria dos países, o jogo é liberado para adolescentes. No Brasil, por exemplo, o game tem classificação indicativa de 12 anos, mas alguns pacotes de expansão não são recomendados para menores de 16 anos.

    Como simulador de vida, a série “The Sims” permite que os jogadores controlem personagens que estudam, trabalham, fazem amizades e se relacionam, inclusive com personagens do mesmo sexo. A lei russa penaliza informações que contenham imagens pornográficas ou que promovam “relações sexuais não convencionais”, entre outros artigos.

     

     

  8. Assis Ribeiro

    14 de maio de 2014 9:02 am

    Os adversários de

    Os adversários de Dilma

    Empurrados para a radicalização pró-mudanças, eles agradam apenas a quem detesta o lulopetismo

    À medida que o tempo passa, mais claro fica o quadro: nenhum dos possíveis adversários de Dilma Rousseff na eleição deste ano demonstra ter fôlego para vencê-la. Não é impossível que algum venha a encontrá-lo, mas o certo é que, até agora, ninguém conseguiu.

    A afirmação pode soar estranha a quem presenciou a celebração de nossa “grande imprensa” nos últimos dias, a propósito da divulgação de pesquisas de institutos como MDA, Datafolha e Sensus. Em manchetes às vezes garrafais, a mídia corporativa as apresentou como reveladoras de um quadro novo, desfavorável à presidenta e propício às oposições.

    Foram pesquisas a respeito de intenções de voto e avaliação do governo federal. E todas mostraram uma queda na popularidade da presidenta e do governo, acompanhada de uma redução quase idêntica na proporção daqueles que dizem pretender votar em Dilma.

    Até aí, tudo natural. Se alguém está insatisfeito com o desempenho do governo, se está convencido de que as coisas não vão bem em Brasília, é lógico não desejar a continuidade. O passo seguinte é igualmente lógico: não querer votar em quem a representa.

    Eleições são, no entanto, semelhantes àquilo que os economistas chamam jogo de “soma zero”, o que um jogador perde é igual ao que o outro ganha. Neles, é impossível todos lucrarem ou terem prejuízo ao mesmo tempo. Na divisão de um bolo, por exemplo, se alguém aumenta o tamanho de seu pedaço, a parte restante aos outros fica menor. Os votos que um candidato não consegue obter (ou deixa de ter) são repartidos pelos demais.

    Desse modo, era de esperar que a queda de Dilma beneficiasse algum ou vários de seus adversários. Mas não foi o que as pesquisas mostraram.

    Note-se: esses levantamentos foram feitos logo após o ciclo de propaganda partidária dos oponentes de Dilma. Como sabemos à luz do ocorrido em eleições anteriores, pesquisas feitas nesses momentos costumam provocar “picos” nas intenções de voto, que tendem a desaparecer com o transcurso do tempo.

    Primeiro foi a vez de Eduardo Campos, que, no fim de março, usou as inserções e o programa do PSB para se promover. Depois, Aécio Neves, em meados de abril, fez o mesmo com o tempo do PSDB. Até o Pastor Everaldo, na segunda quinzena de abril, utilizou o estratagema de dizer que fazia propaganda de seu partido, o PSC, para praticar, de fato, proselitismo a favor de sua candidatura (o que a legislação proíbe, mas ninguém respeita).

    Quando se consideram o contexto em que as pesquisas foram realizadas e a queda apontada de Dilma, deveríamos ter resultados favoráveis aos adversários da presidenta. Pelo que vimos no passado, a expectativa, na verdade, é que fossem muito favoráveis.

    Contudo, só o tucano cresceu e em patamar modesto. O pernambucano e o pastor ficaram fundamentalmente iguais, movendo-se dentro da margem de erro. As oposições melhoraram pouco, menos do que deveriam e menos do que precisam para alcançar a candidata do PT.

    A esta altura da eleição, os problemas que atingem a imagem da presidenta, do governo e do PT afetam a candidatura, mas pouco benefício trazem às oposições, apesar da ininterrupta campanha de desconstrução movida pela mídia oposicionista. O saldo? Dilma cai (apesar de menos do que seus inimigos gostariam) e ninguém sobe (de maneira significativa).

    É sempre bom lembrar que, com números de popularidade e intenção de voto semelhantes aos de Dilma hoje, Fernando Henrique Cardoso reelegeu-se no primeiro turno em 1998. Em junho daquele ano, estava empatado com Lula. Na urna, o ultrapassou com folga. E era Lula e não algum candidato pouco conhecido e com imagem problemática.

    Vamos fazer neste outubro uma eleição diferente. Não será de pura continuidade, como aquelas de 1994, 1998, 2006 e 2010. Não será tampouco de pura mudança, como as de 1989 e 2002. O eleitorado busca agora uma boa mistura entre as duas possibilidades.

    Os adversários de Dilma, empurrados para a radicalização pró-mudança pela fúria do oposicionismo de uma parte da sociedade, do empresariado e da mídia, agradam apenas a quem detesta o lulopetismo. Afastam-se, porém, daqueles que desejam que diversas coisas mudem no País, mas têm certeza de que há muito que deve continuar. E permanecem a léguas da ampla parcela que prefere a continuidade.

    Talvez por isso não cresçam.

    http://www.cartacapital.com.br/revista/799/os-adversarios-de-dilma-3434.html

     

  9. Assis Ribeiro

    14 de maio de 2014 9:13 am

    Em documento, Aécio prega

    Em documento, Aécio prega acordo ‘urgente’ com EUA e fim do Mercosul

    Retomar a Alca entra no rol das possíveis ‘medidas impopulares’ do candidato tucano, que como presidente da Câmara cobrou fechamento imediato de acordo de livre comércio com Casa Branca

    Em recente passagem por Porto Alegre, para uma palestra durante o chamado Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), o senador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, propôs o fim do Mercosul, que na sua visão deveria ser substituído por uma área de livre comércio.

    A proposta remete à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), um projeto, digamos, neocolonizador para a América Latina, lançado pelo ex-presidente dos EUA Bill Clinton e abraçado pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

    Não chega a causar surpresa as declarações do senador mineiro, se resgatarmos sua atuação como presidente da Câmara dos Deputados.

    No ano de 2001, por exemplo, Aécio Neves estendeu o tapete vermelho do Parlamento brasileiro para o então secretário de Defesa dos EUA, William Cohen, empurrar a Alca goela abaixo do Brasil. O seminário “O Brasil e Alca”, na Câmara, tinha oficialmente o objetivo de debater o tema, mas politicamente foi uma ação de pressão política, para reduzir resistências e abrir caminhos para a implementação daquele projeto.

    Do encontr, foi produzido o compêndio – há quem chame de livro – com o mesmo nome do seminário, organizado pelo ex-deputado neoliberal Marcos Cintra (PFL) e pelo diplomata Carlos Henrique Cardim. O prefácio é de Aécio Neves e, nele, encontramos um pouco de seu pensamento de rendição à dependência econômica do país, via Alca.

    O atual presidenciável dava como certa a implementação da Alca, e tratava o evento que acabara de patrocinar como “um marco” para alcançar os objetivos (estadunidenses), chamados por Aécio como “formidável”:

    “De fato, o Seminário “O Brasil e a Alca”, realizado nas dependências da Câmara dos Deputados, por iniciativa desta Casa, nos dias 23 e 24 de outubro de 2001, pode ser interpretado – e certamente assim o será nos anos vindouros – como um marco na trajetória de nosso processo de integração continental.
    (…)

    Sem dúvida, a liberalização do comércio em um território habitado por mais de 800 milhões de pessoas, com um PIB conjunto de US$ 11 trilhões, simultaneamente à construção de uma normativa comum em áreas como a de serviços, de investimentos, de compras governamentais e de propriedade intelectual, é, em si mesma, um objetivo formidável.”

    Este parágrafo acima é uma pérola de servilismo, que parece até escrita pelo Departamento de Estado dos EUA e apenas entregue a Aécio para assinar, pois nem sequer cita as barreiras impostas pelos norte-americanos para a entrada de produtos agrícolas brasileiros, um contencioso histórico.

    Ou seja, defendeu integralmente que o Brasil abrisse seu mercado interno para os EUA, sem sequer exigir qualquer contrapartida, mesmo em setores que o Brasil já era mais competitivo.

    Como se não bastasse, o prefácio de Aécio ainda trata a Alca como “acordo já firmado”, “caráter urgente”, e estabelece prazo-limite para 2005, o que faz o texto parecer mais uma peça de lobismo escancarado.

    “… Há que se ressaltar o caráter relativamente urgente de tão ambicioso empreendimento. Com efeito, não defrontamos com um mero protocolo de intenções, mas, sim, somos partícipes de um acordo já firmado sobre o cronograma das correspondentes negociações, o qual prevê a conclusão dos entendimentos no horizonte já visível do ano de 2005”.

    Para se ter uma ideia, a proposta de fazer um tratado de livre comércio amarrando compras governamentais condenaria todo o futuro da política de conteúdo nacional na exploração do pré-sal. Hoje o Brasil já cria uma indústria até de sondas de perfuração, a qual nunca teve. Com a Alca, teria de comprar eternamente tudo em Houston. O resultado imediato disso? Desemprego e desindustrialização no Brasil.

    Com a Alca, dificilmente teríamos como escolher o caça sueco Grippen e participar de seu desenvolvimento tecnológico. Seríamos praticamente obrigados, por tratados, a comprar os caças da Boeing e nas condições deles de não oferecer transferência de tecnologia.

    Também eram um desastre anunciado as cláusulas de proteção de investimento. Se um investidor americano fizesse uma aplicação financeira no Brasil e o dólar aqui desvalorizasse, teríamos de pagar indenização por isso.

    Outro desastre seria a abertura irrestrita do mercado a bancos e seguradoras dos EUA. Imaginem o rico dinheiro da poupança do cidadão brasileiro aplicado no Lehman Brothers, que faliu na primeira das recentes crises internacionais, em 2008…

    Agora, a ameaça de acabar com o Mercosul e retomar a agenda da Alca entra no rol das “medidas amargas” e impopulares – já anunciadas, mas ainda obscuras – propostas pelos tucanos.

    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/05/documento-da-camara-atesta-visao-subalterna-de-aecio-aos-eua-8706.html

     

     

  10. Assis Ribeiro

    14 de maio de 2014 9:24 am

    Eleição presidencial: a

    Eleição presidencial: a disputa no palanque e o discurso na economia

    Especialistas apontam tendências de cada um e analisam preparo para os debates

    Faltando menos de cinco meses para o primeiro turno das eleições, os pré-candidatos à Presidência da República dão sinais de como serão seus programas de governo em relação à política econômica. As candidaturas oficiais, contudo, só estarão disponíveis a partir de 6 de julho. Especialistas oferecem uma análise dos discursos que mais têm se destacado nos últimos meses e traçam um perfil do eleitorado que cada um deles buscar atingir. 

    Em relação à atual presidenta, Dilma Rousseff (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, Marcus Ianoni, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), comenta que o “campo do PT está um tanto quanto ocupado pelo próprio PT”, no sentido de articular um modelo de desenvolvimento voltado para a atividade produtiva, que interesse tanto aos capitalistas do setor produtivo quanto aos trabalhadores, além de propiciar arrecadação de impostos para a oferta de políticas sociais.

    Heron do Carmo, professor no Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP), por sua vez, acredita que o discurso do governo atual é mais voltado para o público de baixa renda, que se beneficia do Bolsa Família. “O foco do discurso do governo atinge mais de perto essa população, se preocupa com a questão da adequação do discurso, sempre se posiciona com o ‘nós fizemos’ e ‘vamos continuar a fazer’, no presente.”

    O candidato que tem aparecido em segundo lugar nas pesquisas, Aécio Neves (PSDB), foca, principalmente, no mercado financeiro, conforme explica Marcus Ianoni. Ele ressalta que o coordenador do programa econômico do Aécio é Armínio Fraga, o que “já diz muito”, devido à trajetória de Fraga no mercado financeiro, como executivo e como empresário, que já foi presidente do BCB. 

    “Seu discurso é, em primeiro lugar, para os grandes capitalistas do mercado financeiro e para os rentistas. Tem falado, por exemplo, em fazer reforma tributária logo no início do mandato e em convergir as metas de inflação para o centro da meta. Obviamente, seria uma reforma tributária que aumentaria o caráter regressivo da estrutura tributária brasileira. Por outro lado, a política de conduzir as metas de inflação para o centro seria implementada com a elevação das taxas de juro, de modo que haveria um desestímulo às atividades de produção e consumo e um estímulo ao rentismo associado aos títulos públicos, com o que as instituições financeiras, a começar pelos bancos, também se beneficiariam”, pontua Ianoni.

    Heron avalia que Aécio tem um discurso mais voltado à questão das reformas, com foco no ajuste do Plano Real, na queda da inflação, em uma busca de distanciamento do PT. Discursos como o do Plano Real, no entanto, salienta o professor da USP, não atraem os mais jovens, por exemplo, que pouco usaram as moedas anteriores ou nem chegaram a usá-las.

    “Em termos de eleição, você tem que agradar o eleitorado e o eleitorado que você tem que agradar não está nem aí com o mercado. O mercado é importante para menos de 1% da população. (…) aplicação, os juros, isso está muito fora da realidade de 95% da população brailiera. A tentativa de agradar o mercado é para conseguir financiamento”, pondera Heron, que lembra, todavia, que um discurso voltado à inflação é importante também, no sentido de agradar o eleitor de renda média e até de baixa, pela necessidade da responsabilidade salarial, discurso que deve estar no programa de Aécio.

    Quanto ao terceiro colocado nas pesquisas, Eduardo Campos (PSB), que contará com Marina Silva como vice, Ianoni destaca que um dos principais assessores de candidato é Eduardo Gianetti da Fonseca, um economista liberal. “O candidato tem falado em formalizar a independência operacional do BCB, que hoje funciona de modo informal. Essa medida sinaliza comprometimento com os interesses dos agentes dos mercados financeiros. Além disso, ele também fala em focar a inflação no centro da meta, embora implementaria isso ao longo de seu eventual mandato. Propõe também uma reforma tributária a ser feita em prazo mais longo, oito anos.”

    Ianoni considera que, como há dois grandes campos em disputa política no Brasil, o social desenvolvimentismo e o neoliberalismo, o primeiro ocupado pelo PT, qualquer projeto de oposição tende a convergir no sentido do campo neoliberal. “Aécio Neves já é vinculado ao PSDB, partido que colocou em prática as políticas neoliberais, após a tentativa fracassada de Collor. Essa mesma tendência a ocupar o campo liberal observa-se em Eduardo Campos, talvez em um grau um pouco menor que o de Aécio, mas fica claro que o candidato do PSB tende muito mais a se afastar do PT e a se aproximar das propostas do PSDB do que o contrário.” Eduardo Campos, todavia, com ajuda de Marina Silva, vem se empenhando para realçar suas diferenças em relação às propostas de Aécio.

    Para Heron, o discurso político econômico de Eduardo Campos é o que parece mais interessante, por propor inflação de 3%. “Eu tenho notado que os governos prometem reformas que não dependem do executivo e esquecem de algo que é fundamental para colocar o país nos eixos, que é o controle da inflação, que depende do executivo. Não adianta fazer reforma, sem pensar na inflação. É uma questão de acertar a política fiscal e monetária”, explica. 

    O problema, no entanto, é que trata-se do tal discurso que não faz sentido para a maior parte do eleitorado, que percebe que o preço do tomate subiu, mas não compreende os mecanismos do IPCA. “Falar em IPCA com o eleitor, mesmo o bem instruído, não quer dizer nada”.

    O discurso adotado pela vice Marina na semana passada, acrescenta Heron, no entanto, acabou encantando os jovens.

    Heron também destaca que o discurso econômico do pastor Everaldo Pereira, candidato do PSC, surpreendeu por seu caráter liberal e inédito, muito próximo das ideias da igreja calvinista, de apontar que cada um dos eleitores é responsável pela sua vida, e que é preciso “fazer por merecer”, o que se encaixa na ética protestante.

    O professor da USP pondera, contudo, que ainda não foi possível ver um candidato com propostas realmente novas, como Jânio Quadros com sua vassoura ou Collor com a caça aos marajás. “Falta alguém com uma metáfora mais contundente. Se alguém achar isso, o governo está perdido, as pessoas estão à espera disso.” Dilma e Aécio, acredita, estariam tomando “muito cuidado” com o que dizem, e por isso pareceria que “falta alguma coisa”. 

    Uma distinção maior entre as diversas linhas de política econômica dos candidatos, completa Heron, só será possível em um período mais próximo da divulgação do programa eleitoral.

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/05/13/eleicao-presidencial-a-disputa-no-palanque-e-o-discurso-na-economia/

  11. Maria do Carmo

    14 de maio de 2014 9:27 am

    A desconfortável incertezaAs

    A desconfortável incerteza

    As decisões capitalistas estão obrigadas a especular sobre o futuro e a inventá-lo

    O futuro será melhor do que o presente?”, indagou o entrevistador ao filósofo italiano Giorgio Agambem. Ele respondeu: “Otimismo e pessimismo não são categorias úteis para pensar”.

    Imagino que Agambem não tenha pensado nas alternâncias entre otimismo e pessimismo que marcam a vida dos negócios no capitalismo contemporâneo. Keynes desconfia de que as decisões dos proprietários de riqueza são tomadas em condições de incerteza radical. De nada adianta valer-se do conhecimento do passado ou das toadas do presente, projetando essas tendências para o futuro. Tampouco as decisões podem se amparar na atribuição de probabilidades numéricas às trajetórias imaginadas da economia.

    Para vencer esse estado desconfortável de incerteza irredutível, cada um dos controladores da riqueza e do crédito tem de lançar mão de informações, avaliações e crenças a respeito das decisões dos demais. Incorporar nas próprias avaliações os julgamentos dos seus pares significa ser obrigado a decidir a despeito da mais profunda ignorância.

    Os controladores da riqueza realizam seus cálculos prospectivos como um ritual de exorcismo para expulsar os demônios da ignorância e do medo. Frágeis e ariscas subjetividades, os escravos da imensa fábrica social montada para produzir riqueza abstrata agarram-se à utopia do mundo racional e calculável para fugir à realidade do imponderável.

    A liberdade dos potentados do capitalismo os condena a realizar os desígnios da razão sistêmica: desejam sempre mais por temer ficar com menos, ou, pior, receiam o aniquilamento de seu poder-servidão.

    Essa compulsão os afasta da utopia de Bentham e dos utilitaristas, cuja filosofia social está nas origens da teoria econômica. Os profetas do radicalismo burguês viam o metabolismo da nova sociedade mercantil-capitalista como o encontro do desejo com a sua satisfação, a realização da felicidade geral.

    A felicidade sonhada pelos possuidores de riqueza está, no entanto, na liberdade de dispor da riqueza monetária, empreender e acumular mais riqueza sob a forma geral e abstrata do dinheiro. As almas torturadas pela sede insaciável de riqueza balançam entre os extremos fatais, o zênite da euforia compartilhada e o nadir do medo contagioso.

    Os períodos de “normalidade”, esses são sustentados por arranjos sociais e formas institucionais que compõem um determinado “estado de crenças e convenções”. Nesse ambiente cognitivo e psicológico, o presente parece confirmar o passado e indicar os critérios para o futuro.

    Desafortunadamente, no momento em que a cadeia de certezas e autocomplacência atinge o auge, irrompe a reversão e muitas vezes o colapso. Quando a maré sobe, não há prudência nem conselho capazes de resistir à liberação completa das forças da ambição. Estas se apresentam, aliás, como omniscientes e omnipotentes, sólidas e inexpugnáveis. Até o momento em que se desmancham nos ares do pessimismo.

    No clássico A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, Weber procura desvendar os caminhos que levaram ao “desencantamento do mundo”. Da Reforma ao Iluminismo, o Ocidente buscou se desvencilhar do Império da Crença para se refugiar no Reino do Cálculo.

    A concepção de ordem revelada foi progressivamente substituída pela ideia de ordem natural, cujos fundamentos estavam à mercê da análise racional. A sociedade, enquanto aglomerado de indivíduos, sedes da razão, estava submetida a leis de funcionamento semelhantes àquelas que presidiam o reino da natureza. O impulso de perseguir os próprios interesses expunha o indivíduo ao relacionamento com os demais, e o complexo dessas relações voluntárias constituía a sociedade global e ditava as normas de seu funcionamento.

    A Reforma e a Ilustração construíram as novas subjetividades e, assim, rasgaram a cortina que enclausurava a visão dos homens nas crenças da Ordem Revelada e impuseram o calculo como único paradigma de avaliação e julgamento.

    O espírito do capitalismo nascido da ética protestante, diz Bernard Stiegler, cedeu à tentação de dissolver o mundo da crença nos reagentes do cálculo racional.

    As pretensões do mundo calculável naufragaram nas profundezas do tempo histórico. As decisões capitalistas estão não só obrigadas a especular sobre o futuro, mas condenadas a inventá-lo.  As decisões não têm bases firmes,  não há “fundamentos” racionais que possam livrá-las da incerteza. Apoiados em convenções e crenças precárias, os detentores de riqueza são compelidos a tomar decisões que podem dar origem a trajetórias eufóricas seguidas do colapso das expectativas e do mergulho nos abismos do pessimismo.

    http://www.cartacapital.com.br/revista/799/a-desconfortavel-incerteza-9490.html

     

  12. Maria do Carmo

    14 de maio de 2014 9:29 am

    Entenda como funciona o Bolsa

    Entenda como funciona o Bolsa Família

    Criticado por Ney Matogrosso e peça da campanha de Aécio e Dilma, o benefício é pago para 14 milhões de famílias; valor básico é de 70 reais

    Uma das principais bandeiras dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o programa de transferência de renda Bolsa Família entrou na pauta eleitoral de 2014.

    O anúncio do reajuste de 10% em cadeia nacional, feito às vésperas do 1º de maio pela presidenta Dilma Rousseff, e as críticas de seu opositor Aécio Neves – de que o aumento é insuficiente e não atende às recomendações das Nações Unidas sobre o combate à pobreza – mostram que o benefício dado pelo governo federal será alvo de debate e disputa durante a campanha eleitoral. Recentemente, o cantor Ney Matogrosso também desqualificou o governo, ao tecer críticas ao programa social.

    Conheça mais sobre o Bolsa Família e veja quais as respostas às perguntas mais frequentes sobre ele:

    O que é o Bolsa Família?
    O Programa Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza do País. O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria, que tem como foco de atuação brasileiros com renda familiar per capita inferior a 70 reais mensais.

    Quantas pessoas são atingidas pelo Bolsa Família?
    De acordo com o governo, no mês de abril de 2014 o Bolsa Família foi pago a 14.145.274 famílias, atingido cerca de 50 milhões de pessoas.

    Qual o valor que cada família recebe e como ele é calculado?
    O programa oferece às famílias quatro tipos de benefícios: o Básico, o Variável, o Variável para Jovem e o para Superação da Extrema Pobreza.

    O Básico, concedido às famílias em situação de extrema pobreza, é de 70 reais mensais, independentemente da composição familiar. Já o Variável, no valor de 32 reais, é concedido às famílias pobres e extremamente pobres que tenham crianças e adolescentes entre 0 e 15 anos, gestantes ou nutrizes, e pode chegar ao teto de cinco benefícios por família, ou seja 160 reais. As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício Básico e o Variável, até o máximo de 230 reais por mês.

    O benefício Variável para Jovem, de 38 reais, é concedido às famílias pobres e extremamente pobres que tenham adolescentes entre 16 e 17 anos, matriculados na escola. A família pode acumular até dois benefícios, ou seja, 76 reais.

    Já o para Superação da Extrema Pobreza é concedido às famílias em situação de pobreza extrema. Cada família pode ter direito a um benefício. O valor varia em razão do cálculo realizado a partir da renda per capita da família e do benefício já recebido no programa.

    As famílias em situação de extrema pobreza podem acumular o benefício Básico, o Variável e o Variável para Jovem, até o máximo de 306 reais por mês, como também podem acumular um benefício para Superação da Extrema Pobreza.

    Qual o máximo que uma família já recebeu?
    O benefício do Bolsa Família é variável, uma vez que é pago o valor suficiente para que uma família possua uma renda per capita mensal mínima de 70 reais (77 reais, a partir de junho de 2014).

    No entanto, um dos valores mais altos pagos a uma família, de 19 membros, foi de 1.332 reais. A quantia repassada pelo Bolsa Família, no ano de 2012, teve valores combinados através do Brasil Carinhoso.

    Como o governo sabe quem tem que receber o Bolsa Família?
    A seleção das famílias para o Bolsa Família é feita com base nas informações registradas pelo município no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, instrumento de coleta e gestão de dados que tem como objetivo identificar as famílias de baixa renda existentes no Brasil. Com base nesses dados, o Ministério do Desenvolvimento Social seleciona as famílias que receberão o benefício.

    Quais são as regras para poder receber o benefício?
    Podem receber o benefício as famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até 70 reais por mês; aquelas que são consideradas pobres, renda per capita entre 70,01 reais e 140 reais por mês; e as que são pobres ou extremamente pobres e tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos (sendo nesses últimos casos um valor maior do que o fornecido às famílias sem crianças, adolescentes ou gestantes).

    Para ser beneficiário, será preciso apresentar um documento de identificação, como o CPF, por exemplo, entrar no Cadastro Único. O cadastramento, no entanto, não significa que o recebimento será imediato. Quem seleciona as famílias que receberão o Bolsa Família é o Ministério do Desenvolvimento Social, com base na renda per capita.

    As prefeituras municipais são responsáveis por cadastrar, digitar, transmitir, manter e atualizar a base de dados, acompanhar as condições do benefício e articular e promover as ações complementares destinadas ao desenvolvimento autônomo das famílias pobres do município.

    Quais as contrapartidas que a família precisa dar?
    Na área de saúde, as famílias devem acompanhar o cartão de vacinação e o crescimento e desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos também devem fazer o acompanhamento médico. Quando gestantes ou lactantes devem realizar o pré-natal e o acompanhamento de sua saúde e do bebê.

    No que diz respeito a educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar matriculados e ter frequência escolar mensal mínima de 85% da carga horária. Já os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%.

    Na área de assistência social, crianças e adolescentes com até 15 anos em risco ou retiradas do trabalho infantil devem participar dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e obter frequência mínima de 85% da carga horária mensal.

    De que maneira as contrapartidas são checadas?
    Cabe ao poder público fazer o acompanhamento gerencial para identificar os motivos do não cumprimento das condicionalidades. A partir daí, são implementadas ações de acompanhamento das famílias em descumprimento, consideradas em situação de maior vulnerabilidade social.

    A família que encontra dificuldades em cumprir as contrapartidas deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) ou a equipe de assistência social do município.

    Caso não tome nenhuma dessas atitudes, corre o risco de ter o benefício bloqueado, suspenso ou até mesmo cancelado.

    Dos brasileiros que recebem o Bolsa Família, qual a porcentagem de mulheres e de homens?
    Entre os titulares responsáveis pelas famílias que recebem, 93% são mulheres. Do total de pessoas que são beneficiadas pelo programa, 56% são mulheres e 44% são homens.

    Qual o número de brasileiros que deixaram de precisar do programa e abriram mão do benefício?
    Desde o início do programa, em 2003, 1,7 milhão de famílias deixaram o programa por informarem renda per capita mensal superior aos limites estabelecidos.

    Há outras iniciativas neste sentido?
    O Brasil Sem Miséria lançou a Ação Brasil Carinhoso Para atender as crianças de zero a seis anos – fase crucial do desenvolvimento físico e intelectual. A Ação Brasil Carinhoso foi concebida numa perspectiva de atenção integral que também articula reforço de políticas ligadas à saúde e à educação. Por isso, envolve o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação (MEC).

    Em um primeiro momento, foi criado um complemento do benefício do Bolsa Família, que garante que todos os beneficiários tenham uma renda mensal de pelo menos 70 reais, saindo da situação da extrema pobreza. Atualmente, entretanto, esse complemento foi estendido para as famílias com crianças e jovens de até 15 anos e a todas as famílias em situação de extrema pobreza.

    Segundo o governo, entretanto, hoje não é mais possível considerar que o complemento do Bolsa Família para famílias em extrema pobreza seja parte do Brasil Carinhoso. Ele é nominado como complemento do Brasil Sem Miséria.

    Recentemente, a presidenta Dilma Rousseff anunciou um reajuste de 10% no Bolsa Família. Como ele será feito?
    De acordo com o Decreto nº 8.232, de 30 de abril de 2014, esse aumento terá efeitos a partir de 1º junho de 2014. Assim, o programa passará a atender famílias que tenham renda mensal por pessoa de até 77 reais (extrema pobreza) e famílias com renda per capita entre 77,01 reais e 154 reais (pobreza), desde que, nesse caso, haja crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.

    Assim, os valores mensais pagos às famílias também terão aumento. Enquanto o benefício Básico passa a ser de 77 reais, o Variável aumentará para 35 reais e o Variável Jovem passa a ser 42 reais. Já o para Superação da Extrema Pobreza terá aumento caso a caso, pois deverá ser concedido para famílias que, mesmo após receber os demais benefícios do Bolsa Família permaneçam com renda por pessoa de até 77 reais.

    O que garante o Bolsa Família? Uma lei?
    O Bolsa Família foi criado por meio da Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004. Sua regulamentação se deu por meio do Decreto nº 5.209, de 17/09/2004.

    Como o programa poderia vir a se tornar um direito constitucional?
    Criado para atender aos direitos sociais expressos no artigo 6º da Constituição (a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados), o Bolsa Família não é um direito constitucional. No entanto, projeto de lei do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, prevê que o programa seja incorporado à Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) com objetivo de assegurar o benefício como política pública. Já o presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, prometeu incluir mais famílias no benefício do governo federal.

    Há estudiosos do programa que defendem que se o benefício se tornar um direito constitucionalizado deixará de ser uma política pública de governo – ou atrelada a um partido – para se tornar de Estado.

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/entenda-como-funciona-o-bolsa-familia-248.html

  13. Antônio Bierrenbart

    14 de maio de 2014 9:32 am

    Ruralistas entram com ação no

    Ruralistas entram com ação no STF contra ‘lista suja’ do trabalho escravo

    Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária tenta acabar com cadastro de empregadores flagrados ao submeter trabalhadores a condições indignas

    A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a relação de empregadores flagrados com trabalho escravo mantido pela Portaria Interministerial N.º 2/2011, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Secretaria de Direitos Humanos – a chamada “lista suja” da escravidão. A Adin 5115, que pode ser acompanhada neste link, foi protocolada no dia 24 do mês passado e está sob relatoria da ministra Carmen Lúcia.

    O cadastro oficial serve de base para as empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que se comprometem a não travar relações comerciais com empregadores flagrados com escravos, e também para bancos públicos, que usam a tabela como referência para concessão de créditos.

    A tentativa de anular a “lista suja” está sendo criticada por autoridades envolvidas no combate à escravidão e representantes de organizações, empresas e movimentos sociais. A CNA é presidida pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que é integrante da Frente Parlamentar de Agropecuária, a Bancada Ruralista, e tem interesse direto na questão.

    Seus dois irmãos, André Luiz Abreu e Luiz Alfredo de Feresin Abreu,  tiveram seus nomes envolvidos em flagrantes de escravidão em 2012 e 2013, respectivamente. A Repórter Brasil solicitou posicionamento da CNA sobre as críticas à ação e o conflito de interesses, mas não obteve resposta.

    A iniciativa da CNA de recorrer ao STF é criticada até mesmo por produtores rurais. Em nota, a Cargill, uma das empresas agrícolas signatárias do Pacto Nacional, se posicionou destacando que o grupo “atua em todas as suas cadeias de suprimentos para buscar a erradicação do trabalho análogo ao escravo no país”, e que considera “o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas a de escravo um importante instrumento para contribuir com esta causa”.

    A empresa defende ainda que “o trabalho escravo é uma prática inaceitável e deve ser combatida em todas as suas formas e de todas as maneiras possíveis pela sociedade civil, empresas e governo”. Além da Cargill, entre os signatários do Pacto Nacional estão algumas das principais corporações agropecuárias do Brasil, tais como o Grupo André Maggi e a Marfrig, além de organizações de produtores, como Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    Direito à informação

    “A quem interessaria o Ministério do Trabalho e Emprego sonegar tais informações? Para o agricultor que trabalha com honestidade, respeitando os princípios de responsabilidade social e preocupado em estabelecer uma concorrência leal, saber quem emprega ou não trabalho escravo é algo extremamente útil”, defende o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae) do MTE, Alexandre Lyra

    “A divulgação do nome dos empregadores flagrados é um serviço para o mercado. É melhor do que fazer como o governo americano, que faz barreiras comerciais de todo um setor por conta de flagrantes. Nós estamos indicando quais são os empregadores e deixando claro quem são os responsáveis”, completa.

    A entidade pede medida cautelar para suspender imediatamente a “lista suja”. Entre os argumentos apresentados pelo advogado Carlos Bastide Horbach, que representa a CNA na ação, estão o de que a inclusão de nomes no cadastro contraria os direitos de ampla defesa e presunção de inocência, e o de que a imposição de “sanções administrativas antes mesmo de a condenação penal existir ou transitar em julgado caracteriza violação patente ao princípio da presunção de inocência”.

    Lyra destaca que as sanções comerciais por parte das empresas não são de responsabilidade do MTE, tampouco as restrições de crédito por parte de bancos, e lembra que, antes de serem incluídos, todos os empregadores têm chance de se defender no processo administrativo aberto com base na lavratura dos autos de infração. Ele defende que a publicização dos nomes é um dever do MTE e está em sintonia com medidas de boa governança e democracia com abertura de dados que devem ser públicos.

    “É uma obrigação a gente informar à sociedade o nome dos empregadores que mantiveram escravos. Como agentes públicos, temos obrigação de fornecer esses dados à sociedade. Observamos o princípio de publicidade e transparência na gestão”, define.

    Referência internacional

    Por fortalecer o mapeamento de cadeias produtivas e subsidiar sanções diretas por empresas com preocupação socioambiental, a “lista suja” é considerada uma referência internacional na construção de mecanismo de combate ao trabalho escravo. Em 2010, o cadastro foi elogiado pela então relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para as Formas Contemporâneas de Escravidão, a advogada armênia Gulnara Shahinian, que ao apresentar o relatório de sua visita ao Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas citou a medida como um exemplo.

    No ano passado, a iniciativa também foi elogiada no relatório “The Global Slavery Index”, divulgado organização não governamental Walk Free.A “lista suja” também é citada como referência pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    “A gente defende a manutenção da lista porque ela possibilita, como um instrumento oficial do governo brasileiro, o monitoramento das condições de trabalho e responsabilidade social em cadeias produtivas.

    É um instrumento essencial para quem busca informações sobre sustentabilidade social em questões que envolvem trabalho escravo e forçado”, diz o coordenador de Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho, Luiz Machado.

    Ele lembra que, apesar de nesta terça-feira (13) de maio, ser comemorada a assinatura da Lei Áurea no Brasil, a escravidão ainda é uma realidade no país. “Infelizmente constatamos que o trabalho forçado vem aumentando. A data simboliza um momento histórico aqui no Brasil, mas o país ainda precisa avançar muito para acabar com a escravidão contemporânea, que pode ser ainda mais brutal em suas formas modernas se comparadas com escravidão colonial, assim como apontado em nosso último relatório global“, destaca.

    http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2014/05/ruralistas-entram-com-acao-no-stf-contra-lista-suja-do-trabalho-escravo-1902.html

  14. Edivaldo Dias Oliveira

    14 de maio de 2014 10:27 am

    BarbosaXJanot

    Matéria do jornal “O Tempo” de minas. Lí hoje no IG.

     

     

    ‘Condenados no mensalão têm direito a trabalho’, diz Rodrigo Janot

    Na semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, rejeitou os pedidos do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para trabalhar em um escritório de advocacia

    iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

    13/05/2014 23:36:04 José Cruz/ABr Condenados no mensalão têm direito a trabalho externo, diz Janot

    Os condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, têm direito ao trabalho fora do presídio, disse nesta terça-feira (13) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para ele, o benefício deve ser concedido.

    O procurador-geral fez a declaração antes da cerimônia de posse do ministro Dias Toffoli na presidência do Tribunal Supeiror Eleitoral (TSE). Segundo ele, o trabalho externo ajuda na reintegração dos presos à sociedade. “Minha manifestação é que, se há oferta de emprego digna para o preso e condições de ressocialização, ele tem direito ao trabalho externo”, declarou o procurador.

    Na semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, rejeitou os pedidos do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para trabalhar em um escritório de advocacia. Conforme decisão do presidente, para terem direito ao benefício, os condenados devem cumprir um sexto da pena.

    Além de Dirceu, que não chegou a deixar o presídio para trabalhar, Barbosa revogou os benefícios de trabalho externo do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, do ex-deputado Romeu Queiroz e do ex-advogado Rogério Tolentino. Antes das decisões de Barbosa, o procurador havia dado parecer favorável ao pedido de trabalho externo de alguns condenados.

    Com Agência Brasil

  15. Francisco de Assis

    14 de maio de 2014 12:32 pm

    JANOT NA ENCRUZILHADA: O PASSO A PASSO PARA A DESMORALIZAÇÃO

    A REGALIA QUE DAMOS A RODRIGO JANOT

    O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse ontem, 13 de maio, que José Dirceu e outros apenados no regime semi-aberto têm direito ao trabalho externo a partir do momento em que iniciam este tipo de regime. Ou seja, segundo ele, a decisão do PSICOPATA JOAQUIM BARBOSA NÃO É CORRETA e, portanto, FERE A LEI e, em consequência, FERE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA.

    Ora, doutorJanot, a SOCEDADE NÃO LHE DELEGA AS FUNÇÕES apenas para DIRIGIR-SE à Rede Globo, apoiadora do golpe e da ditadura de 64 e do projeto de ditadura em gestação no STF, e a outros órgãos da imprensa da mesma cepa anti-democrática da Globo, e DIZER que não concorda com o Tiranete de Paracatu, E QUE ACHA que o sujeito está errado.

    NÓS, A SOCIEDADE BRASILEIRA, LHE PAGAMOS, doutor JANOT, PARA AGIR COMO FISCAL DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO. 

    E lhe delegamos e lhe atribuímos UMA MISSÃO NOBRE, UMA REGALIA ÚNICA, a INDEPENDÊNCIA para AGIR contra os Chefes dos 3 poderes da República, e outras altas autoridades, para impedir que se tornem FORAS DA LEI e ESTUPRADORES da Constituição.

    E se um Supremo Tiranete FERE A LEI e, PORTANTO, A CONSTITUIÇÃO, como o senhor afirma, NÓS LHE PAGAMOS PARA QUE AJA, para QUE TOME A INICIATIVA, para FAZER VALER A LEI E A CONSTITUIÇÃO.

    Portanto, o senhor só tem uma coisa a fazer para não se desmoralizar e prevaricar, por omissão: DIRIGIR-SE FORMALMENTE ao PLENÁRIO DO STF e, se necessário, ao SENADO DA REPÚBLICA, com a grandeza do cargo que lhe delegamos, PARA FAZER VALER AS LEIS E A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRAS, e ABORTAR as ações golpistas do indivíduo abjeto e repugnante que ESTÁ na Presidência do Supremo, trazendo, e incentivando, a INSUBORDINAÇÃO, A QUEBRA DE HIERARQUIA, A ANARQUIA E A DESMORALIZAÇÃO ao Poder Judiciário Brasileiro, ao Ministério Público e a todas as demais Instituições do Estado Brasilerio..

    Não prevarique, doutor Janot, pois também o senhor não está acima das Leis e da Constituição. E a SOCIEDADE BRASILEIRA, que lhe paga o salário e lhe delega as funções, está atenta, a lhe observar.

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    ( comentário anterior, em 12/05/2014 )

    JANOT NA ENCRUZILHADA: O PASSO A PASSO PARA A DESMORALIZAÇÃO

    Que o senhor Joaquim Barbosa já desmoralizou o Poder Judiciário Brasileiro não há dúvida alguma. 

    Verifica-se agora que também está a um passo de desmoralizar o PGR Rodrigo Janot e, por extensão, o Ministério Público.

    A promotora Milhomens achou que deveria espionar a Presidência da República. Como não tem atribuição legal para isso, deveria expor suas razões à chefia imediata no MP, que então encaminharia o pedido na cadeia de comando da Instituição, até chegar a quem tem o poder para tanto, o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot. Que daria então seu parecer, interno ao MP, assumindo, ele próprio, a solicitação perante o Supremo, ou rejeitando-a.

    Qual o quê? Em vez disso, Milhomens levou o pedido, ela própria, através do juiz-fantoche da VEP, diretamente ao Presidente do STF. Que então pediu parecer de Janot a respeito, numa anarquização e quebra de hierarquia totais das duas instituições, sacramentando o crime, a insubordinação e o bypass da promotora sobre o seu chefe em última instância, o Procurador-Geral da República.

    Rodrigo Janot deveria responder apenas isto a Barbosa: “Meritissimo, a promotora, minha subordinada, tentou usurpar minhas funções, e portanto praticou um crime funcional, motivo pelos qual já determinei que seja investigada. Assim, como Chefe do MP, considero nulo, por ilegal, o pedido da promotora Milhomens, e V. Excia. deve imediatamente desconsiderá-lo. Informo ao Meritíssimo que, se e quando achar que deva investigar a Presidência da República, eu mesmo tomarei a iniciativa perante o STF, como reza a Constituição Brasileira. É o que tenho para o momento. Respeitosamente.”

    Em vez disso, Janot se submete a Joaquim Barbosa e, por extensão, à promotora Milhomens, num primeiro passo para a desmoralização do cargo que ocupa, traindo desta forma a Sociedade, que lhe paga o salário e lhe delega as funções.

    E, não bastasse, faz ainda um vergonhoso parecer corporativo, em defesa de promotores do DF, inclusive Milhomens, em que acolhe, ele próprio, denúncias anônimas, depomentos informais, e notícas de colunas político-sociais de jornais, que atuam confessadamente (v. dona Judith) como partidos políticos. E conclui, absurdamente, que elas são ‘robustecidas’ por depoimentos de um confesso usuário de cocaína, doente mental portanto, e seu assumido companheiro de ‘trabalho’ no presídio, encrencados pela acusação de consumo/tráfico de drogas no presídio e naturalmente querendo se safar desta denúncia. E este parecer, levando combustível ao moinho do ódio do abjeto e repugnante Joaquim Barbosa, é por este aceito, como era de se esperar.

    Janot faz também vários pareceres aprovando o trabalho externo de Dirceu, que Barbosa simplesmente joga no lixo, ao manter o seu refém em prisão fechada, em desacordo com a decisão do Pleno do STF e desmoralizando uma vez mais o Ministério Públco.

    Encontra-se Janot, por tanto, numa encruzilhada. São três os seus caminhos:

    1. Recupera a dignidade e a independência do seu cargo e do Ministério Público, avacalhado por Joaquim Barbosa, agindo perante o Pleno do Supremo Trbunal Federal e, caso necessário, perante o Senado da República, no sentido de fazer valer os seus pareceres, as Leis e a Constituição. E, ao mesmo tempo, ajuda a Justiça Brasileira a se levantar do poço fundo e fétido da vingança, onde Barbosa a colocou;

    2. Assume-se como um incompetente e, desmoralizado, faz novo parecer, voltando atrás e concordando com a estupidez jurídica de Barbosa, sendo então obrigado a editar Norma para que todo o Ministério Público, em todo o Brasil, recorra para recolocar em regime fechado os mais de cem mil detentos do regime semi-aberto que trabalham externamente, e que se enquadram na nova “jurisprudência” de um homem só, única no mundo. Com isto dispara Janot, a mando de Barbosa, uma revolta nacional nos presídios brasileiros, destampando o caldeirão de ódio e a violência campal na sociedade brasileira, que são os objetivos penúltimos de Barbosa e da extrema direita que lhe apoia, os herdeiros da ditadura na mídia e nas sombras, que desejam, à falta de votos, tomar à força o poder dos trabalhadores, conquistado sucessivamente em eleições livres, limpas e democráticas;

    3. Assume-se como um incompetente e, ainda mais desmoralizado, agindo de modo infame, concorda com a estupidez, aplicando-a apenas aos prisioneiros de exceção sequestrados e torturados continuamente por Joaquim Barbosa. E, assim fazendo, comete crime contra o Estado Brasileiro.

    Vada a bordo, doutor Rodrigo Janot.

  16. marlon

    14 de maio de 2014 12:33 pm

    Trilhos ligando norte-sul estão prontos

    Vamos ver se essa notícia sairá em rede nacional!

    Enfim, os trilhos estão prontos ligando o Centro-Oeste ao Norte

    Depois de 27 anos do início da construção, ferrovia finalmente deve ser inaugurada na próxima semana

    Lúcia Monteiro14 de maio de 2014 (quarta-feira)  

     

     

     Diomício Gomes2C-B_WEBTrilhos da Norte-Sul no município de Petrolina de Goiás: ferrovia está pronta para transportar mercadorias de Goiás para o Porto de Itaqui, no Maranhão

    Muitos chegaram a duvidar que um dia isso pudesse se tornar realidade. Mas depois de uma longa lista de percalços e atrasos, finalmente, chegou o dia em que a imprensa pode noticiar que a Ferrovia Norte-Sul já está pronta para levar mercadorias de Goiás até o Porto de Itaqui, no Maranhão, saindo de Anápolis. O POPULAR conferiu in loco que os trilhos já instalados ligam as regiões Centro-Oeste e Norte do País e são uma promessa de redução dos custos com transporte e de mais desenvolvimento econômico para várias regiões.

    De acordo com a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pela obra, já está concluído o trecho de 1.575 quilômetros, entre Açailândia (MA) e Anápolis, que exigiu cerca de R$ 6 bilhões em investimentos, apesar da empresa não saber precisar o valor exato investido até agora. Trens carregados com brita a dormentes de concreto para serem usados na própria obra já saíram do Maranhão e chegaram à Anápolis no início deste ano.

    A Norte-Sul começou a ser construída ainda em 1987, no governo do então presidente José Sarney, mas o primeiro trecho de 215 quilômetros, no Maranhão, só foi concluído em 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso. Ao longo desses 27 anos, a obra foi marcada por denúncias de irregularidades, como superfaturamento, construções mal feitas e escândalos de corrupção.

    Intervenções feitas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) paralisaram a construção da ferrovia por um bom tempo. O ex-presidente da Valec, o goiano Juquinha das Neves, chegou a ser preso acusado de desviar recursos. Alguns trechos precisaram até ser reformados antes da entrega.

    INAUGURAÇÃO

    O presidente Lula não conseguiu entregar a ferrovia pronta ligando Goiás ao Maranhão em seu mandato, como pretendia, mas fez os trilhos avançarem mais. No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, a previsão de entrega do trecho goiano era julho de 2010. Lula chegou a vir a Goiás para fazer uma inauguração simbólica da obra inacabada. Mas a ferrovia acabou sendo concluída mesmo só no governo da presidente Dilma Rousseff, que deve vir a Goiás na próxima semana para a inauguração.

    Ainda não é possível chegar ao Porto de Itaqui somente pela Norte-Sul, já que ainda resta um trecho de 477 quilômetros a ser concluído no Maranhão. Porém, a carga pode sair de Anápolis e seguir para o Norte até o porto pela Estrada de Ferro Carajás. Também é possível fazer o caminho inverso, sendo descarregada e carregada em qualquer dos pátios durante o trecho. A ferrovia tem pátios multimodais nas cidades de Porangatu, Uruaçu, Santa Isabel, Jaraguá e Anápolis.

    O trecho entre Açailândia e Palmas (TO), que está concessionado à Vale S.A., já opera desde 2008. A própria Valec vai operar o trecho ligando o Tocantins a Goiás, pelo novo modelo. No início dessa semana, como O POPULAR mostrou, a Valec publicou um comunicado no Diário Oficial da União oferecendo ao mercado a capacidade de transporte do trecho de 855 quilômetros da ferrovia entre Porto Nacional (TO) e Anápolis, onde está o Porto Seco.

    Ontem, o POPULAR constatou que o pátio de manobras da ferrovia no Porto Seco está em fase final de construção. A expectativa da empresa responsável pelas obras é que tudo esteja finalizado em até duas semanas. No local, foram construídos 14 quilômetros de linhas num espaço de 3 quilômetros apenas. É que, em alguns pontos, são seis linhas paralelas para a realização de manobras dos trens.

    TRANSPORTE

    Enquanto um caminhão transporta, no máximo, 35 toneladas, apenas um vagão transporta, em média, 130 toneladas, segundo a Universidade de Brasília. Somente a Vale, que já opera na ferrovia, tem composições que chegam a 320 vagões.

    A ferrovia vai transportar no sentido Sul-Norte produtos agrícolas e industrializados (algodão, soja, açúcar, farelo e óleo de soja) e minerais. No sentido Norte-Sul, combustíveis e fertilizantes, permitindo a exploração comercial de uma área de cerca de 1,8 milhão de quilômetros quadrados. A estimativa é que o custo com transporte seja reduzido em 30% pelos trilhos.

    TESTES

    No mês de março último, foram realizados testes em trechos da Norte-Sul. Entre eles, está o trecho Porto Nacional – Anápolis, onde foi realizado o teste de reconhecimento da infra e superestrutura com uma locomotiva puxando 29 vagões carregados de dormentes de concreto com 2.240 toneladas brutas de peso, para verificar a necessidade de ajustes.

    No mesmo trecho Porto Nacional – Anápolis foi realizado o teste operacional com uma locomotiva mais 30 vagões carregados com minério de ferro, com 3.870 toneladas bruta, quando houve necessidade de ajustes.

     

    Fascínio e medo com a passagem do trem

    (LM)14 de maio de 2014 (quarta-feira) 

    O trecho urbano da Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis, trouxe fascínio e medo entre a população do bairro Paraíso. “Quando as crianças ouvem o apito do trem já saem correndo para vê-lo bem de perto. Elas chegam a subir nos trilhos”, conta a diarista Marissol Francisca Peres. Ela acrescenta que fica apreensiva porque as crianças precisam atravessar os trilhos para chegar à escola. “Acho que eles deveriam ter construído um local mais seguro para essa travessia”, sugere Marissol.

    Ela já prevê que terá de acompanhar as crianças na travessia quando o movimento dos trens aumentar. A dona de casa Camila de Souza Santos diz que muitas crianças fazem questão de ficar bem perto do trem quando ele passa. Para ela, isso virou uma diversão. Muitas adoram ficar soltando pipas sobre os trilhos, já que o local é elevado. Camila já chegou a pegar os dois filhos pequenos sobre os trilhos no momento em que os trens estavam passando. Quase nenhuma casa no bairro tem muros.

    Já o trabalhador autônomo Weberson Siqueira dos Reis não teme acidentes porque os trens costumam buzinar muito quando se aproximam desse trecho urbano.

    O barulho também não incomoda, pois passa rápido. Para ele, a chegada dos trilhos trouxe mais valorização aos imóveis da região, “já que ela sempre foi muito esquecida pelas autoridades”.

    1.546481 1.546479http://www.opopular.com.br/editorias/economia/enfim-os-trilhos-est%C3%A3o-prontos-ligando-o-centro-oeste-ao-norte-1.546479

     

  17. Mário de Oliveira

    14 de maio de 2014 1:46 pm

    Carta Capital: Licitação do Transporte coletivo em Florianóplis

    Sociedade

     
    Tudo tende a piorar depois da licitação do transporte em Florianópolis
    Prefeitura e empresários comemoram o término do processo de licitação do transporte coletivo da cidade. Ameaça de demissão dos cobradores é a primeira medida esperada

    por Por Victor Khaled, militante do Movimento Passe Livre Florianópolis — publicado 14/05/2014 05:11

     

     
     
    Reprodução

    MPL Floripa

    Cartazes contra licitação em Florianópolis

     

    Desde setembro de 2013 o processo da nova licitação do transporte na cidade de Florianópolisse arrastava na base do autoritarismo, da falta de diálogo e da arbitrariedade do poder público, que recusou de todo jeito a participação popular. Não foi pequena a resistência e a luta contra a manutenção deste sistema, ou seja, contra a licitação.

    Mas a prefeitura, blindada pelo silêncio da grande mídia e pela omissão da Câmara de Vereadores, Tribunal de Justiça, Ministério Público e outras instituições amigas dos donos do poder e do dinheiro, manteve-se até o final cega e surda para as vontades da população. Enquanto isso, foi firme na defesa dos interesses dos empresários. E não foram poucas as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE) após auditoria do sistema, irregularidades deixadas de lado para que nada desse errado com a licitação.

    Sob o discurso da “modernização” e da “racionalização”, tudo ficou como estava, inclusive se mantiveram as mesmas empresas que já exploravam o setor, que continuarão lucrando sobre nossos deslocamentos por mais 20 anos. Com a licitação, o sistema continuará precário, caro e ineficiente, o transporte público seguirá sendo tratado como um mero negócio e a população, como sempre, afastada das decisões.

    Renasce a Fênix

    O nome escolhido pelo consórcio vencedor (e único participante) da licitação parece até provocação: Fênix. Formado pelas 5 empresas que controlam o transporte de Florianópolis desde 1926, ano em que os primeiros ônibus começaram a circular pela cidade, a Fênix irá explorar o sistema até 2034, totalizando 108 anos de controle do transporte da cidade! Nas palavras do TCE: “Constatando-se apenas a alteração de razão social e incorporação, com fortes características de grupos familiares e nichos de mercado”.

    Nem bem o contrato de concessão do transporte foi assinado, o primeiro bater de asas desta fênix não poderia ser mais trágico: a ameaça de demissão de 350 cobradores, reduzindo pela metade o número destes trabalhadores em todo o sistema.

    Ao contrário do que a prefeitura afirmou cinicamente em comunicado divulgado no dia 07/05/2014, de que “(…) o contrato de concessão assinado na semana passada entre a administração municipal e o consórcio vencedor da licitação não prevê nenhuma demissão de cobradores ou motoristas”, as demissões já estavam previstas e fazem parte do pacote da licitação.

    Prova disso é um ofício da própria prefeitura, encaminhado ao TCE em 29/11/2013, afirmando que “realmente há uma previsão de desmobilização de 50% do número de cobradores.” Este ofício está juntado ao processo do TCE nº ELC 13/00620061, não restando dúvidas de que esse era o plano da prefeitura desde o início.

    Restava então colocar o plano em prática e, aproveitando a campanha salarial dos trabalhadores do transporte, a proposta apresentada pelas empresas foi de reajuste salarial de 8% condicionado ao corte de 350 cobradores do quadro funcional. Com uma frota estipulada em cerca de 517 ônibus, o número de cobradores por veículo se reduzirá de 2,6 para 1,3 cobrador por ônibus da frota total. Obviamente uma redução tão drástica no número de cobradores não poderá se dar por demissões voluntárias, readequações e promoções destes trabalhadores, como tem sido afirmado pelas empresas e prefeitura. É evidente que haverá demissões e fortes pressões para que a redução do número de cobradores seja implementada.

    Tal redução do número de cobradores, além das centenas de demissões, terá um impacto sobre todo o sistema, piorando ainda mais o serviço. Não serão apenas os cobradores os prejudicados com a medida, já que as condições de trabalho dos motoristas devem ser ainda mais difíceis, tendo que lidar com o stress no trânsito e a responsabilidade de transportar centenas de pessoas em segurança, somada à função de cobrar a tarifa, calcular o troco, garantir sozinho que não haja conflitos no veículo, prestar informações aos usuários, auxiliar idosos e cadeirantes no embarque e desembarque, entre tantas outras funções.

    Nessas condições a população sofrerá com um maior tempo de espera nos pontos e nos trajetos e um pior atendimento, além de menor segurança, prejudicando ainda mais seus deslocamentos.

    Por isso, a luta contra a demissão e a redução do número de cobradores é de toda população, é a luta contra uma maior precarização de um serviço que já é precário e ano a ano tem sido alvo de revoltas em Florianópolis e em todo o país.

    Contra a tarifa e contra a concessão

    Que modelo de transporte queremos para a cidade? Décadas de concessão, de privatização do sistema, nos mostraram que o transporte público não pode ser visto sob a ótica do negócio, do corte de “custos” de operação. Pelo contrário, necessita de investimentos na sua melhoria. O sistema precisa ser valorizado, oferecendo rapidez, qualidade e acesso à todos e todas, passo fundamental para solucionar os problemas de mobilidade que passamos.

    O transporte público deve ser pensado sob outra lógica, como um direito, um serviço público essencial, gerido e administrado pelo poder público com controle popular, atendendo aos interesses da coletividade, sem exclusão social.

    É preciso avançar no debate sobre o financiamento do sistema. Não é a tarifa cobrada dos usuários, geralmente a parte mais pobre da população, que deve financiar o sistema de transporte. Que toda sociedade, sobretudo os mais ricos, paguem esta conta, distribuindo renda, democratizando o acesso e ampliando o direito à cidade. Afinal, não são os usuários os únicos (ou mesmo os principais) beneficiados pelo funcionamento do transporte coletivo, toda cidade depende dele pois sem transporte público a cidade para. Portanto, não é justo que apenas quem usa o transporte pague esta conta.

    As Revoltas da Catraca, do Buzu, assim como as Jornadas de Junho de 2013 e tantas outras revoltas contra os aumentos nas tarifas mostram o tamanho da crise e do saturamento deste modelo de transporte.

    Precisamos estar lado a lado com os trabalhadores e trabalhadoras do transporte, mostrando solidariedade e nos fortalecendo contra nossos verdadeiros inimigos.

    É nessas horas que descobrimos a força que temos,em nossas lutas e em nossos corações.

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/tudo-tende-a-piorar-depois-da-licitacao-do-transporte-em-florianopolis-5360.html

     

     

  18. Mário de Oliveira

    14 de maio de 2014 1:54 pm

    DF erradica o analfabetismo

    Como o Distrito Federal conseguiu erradicar o analfabetismo
    Segundo Agnelo Queiroz, estratégia foi priorizar alfabetização de jovens e adultos, envolver os movimentos sociais e firmar parceria com o governo federal.

     

     

    Najla Passos

     
    Dênio Simões

     

    Brasília – Primeira unidade da federação a erradicar o analfabetismo, o Distrito Federal usou uma estratégia aparentemente simples, mas funcional: priorizou a alfabetização de jovens, adultos e idosos como principal política pública educacional, se apropriou das tecnologias, experiências e investimentos que o Ministério da Educação disponibiliza e envolveu sociedade civil e movimentos sociais no esforço coletivo.

    “Minha primeira decisão, já no governo, foi priorizar o programa de alfabetização de jovens e adultos, contatar os movimentos sociais que fazem alfabetização e determinar que a Secretaria de Educação colocasse isso como prioridade, o que nunca foi nas administrações anteriores. Também fizemos parceria com o governo federal e investimos mais recursos em contrapartida”, contou à Carta Maior o governador Agnelo Queiroz (PT).

    De acordo com ele, é por isso que a conquista é uma vitória do seu governo, mas também das parcerias que permitiram o sucesso do programa de alfabetização de jovens, adultos e idosos. “Saber que a nossa capital federal é território livre do analfabetismo é motivos de orgulho, mas também aumenta a nossa responsabilidade. A gente vem batalhando desde 2011 com um programa muito ofensivo, e agora vamos intensifica-lo ainda mais”, acrescentou.

    A certificação que resultou no título foi feita com base no Censo Domiciliar 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que, das pessoas residentes no DF, 96,4% sabem ler e escrever. O MEC considera, para a certificação, que uma cidade ou estado é território livre do analfabetismo quando mais de 96% da população já está alfabetizada. Caso não só do DF, mas de outros 207 municípios que receberão o título até o final de 2004.

    Apesar do censo de ter sido fechado antes de Agnelo assumir o governo, em 2011, uma outra pesquisa, mais recente, feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostra a contribuição decisiva da sua administração para a erradicação do analfabetismo no DF. Segundo o anuário estatístico 2013, desde o início da sua gestão, o índice de analfabetos caiu ainda mais: agora, 97,9% da população alfabetizados já está alfabetizada.

    O aumento de 1,5% não é pouca coisa. Com 2,7 mil habitantes, o Distrito Federal, que engloba a capital do país e as cidades satélites, é a quarta região metropolitana mais populosa do Brasil, perdendo apenas para Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. E mais do que as outras, recebe continuamente uma população migrante, de difícil acesso, acima das taxas nacionais. Pelo último censo, o número de habitantes cresceu 7,2%, enquanto a população do país aumentou 2,83%.

    Ainda assim, o poder público tem conseguido chegar aos analfabetos e cercá-los com políticas  que mudem essa condição. “Já alfabetizamos mais de 20 mil pessoas, tendo em vista não só diminuir o analfabetismo, mas erradicá-lo. E este ano vamos alfabetizar mais 10 mil”, contabiliza Agnelo.

    O governador acredita que a parceria com o governo federal foi inspiradora. “Eles criaram o Programa Brasil Alfabetizado e nós criamos o DF Alfabetizado, para melhorar ainda mais os investimentos na área. Para cada real que o governo federal coloca na alfabetização, eu coloco mais um real. Com isso, os professores-colaboradores que atuam na alfabetização de jovens e adultos recebem uma bolsa extra de mais R$ 400 do GDF”, explica.

    De acordo com ele, há incentivos também para os jovens, adultos e, principalmente, idosos que aderem ao programa. “Se for beneficiário do Bolsa Família, eu pago uma bolsa a mais: a Bolsa Alfa, que é de R$ 30, valor que nós vamos reajustar agora”, acrescenta. O governador conta que os alunos do programa de alfabetização também recebem kit material escolar e merenda adquirida da produção dos agricultores familiares do DF.

    Erradicação total

    Agora, Agnelo quer enfrentar o desafio de atingir os 2,1 % de analfabetos que persistem e erradicar de vez o problema no DF. Sabe que será cada vez mais difícil atingir o público residual, formado em grande parte por idosos, residentes na zona rural e com dificuldades de locomoção. “Vamos aumentar a ofensiva”, promete.
     
    Na última segunda (12), o governo iniciou treinamento de servidores do judiciário que se mobilizaram para atuar na empreitada, como voluntários. Na abertura do curso, ministrado pela Coordenação de Educação de Jovens e Adultos (Cejad), a subsecretária de Educação, ressaltou a importância das parcerias para os bons resultados alcançados pelo DF.

     

     

     

    Najla Passos

     
    Dênio Simões

     

    Brasília – Primeira unidade da federação a erradicar o analfabetismo, o Distrito Federal usou uma estratégia aparentemente simples, mas funcional: priorizou a alfabetização de jovens, adultos e idosos como principal política pública educacional, se apropriou das tecnologias, experiências e investimentos que o Ministério da Educação disponibiliza e envolveu sociedade civil e movimentos sociais no esforço coletivo.

    “Minha primeira decisão, já no governo, foi priorizar o programa de alfabetização de jovens e adultos, contatar os movimentos sociais que fazem alfabetização e determinar que a Secretaria de Educação colocasse isso como prioridade, o que nunca foi nas administrações anteriores. Também fizemos parceria com o governo federal e investimos mais recursos em contrapartida”, contou à Carta Maior o governador Agnelo Queiroz (PT).

    De acordo com ele, é por isso que a conquista é uma vitória do seu governo, mas também das parcerias que permitiram o sucesso do programa de alfabetização de jovens, adultos e idosos. “Saber que a nossa capital federal é território livre do analfabetismo é motivos de orgulho, mas também aumenta a nossa responsabilidade. A gente vem batalhando desde 2011 com um programa muito ofensivo, e agora vamos intensifica-lo ainda mais”, acrescentou.

    A certificação que resultou no título foi feita com base no Censo Domiciliar 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que, das pessoas residentes no DF, 96,4% sabem ler e escrever. O MEC considera, para a certificação, que uma cidade ou estado é território livre do analfabetismo quando mais de 96% da população já está alfabetizada. Caso não só do DF, mas de outros 207 municípios que receberão o título até o final de 2004.

    Apesar do censo de ter sido fechado antes de Agnelo assumir o governo, em 2011, uma outra pesquisa, mais recente, feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), mostra a contribuição decisiva da sua administração para a erradicação do analfabetismo no DF. Segundo o anuário estatístico 2013, desde o início da sua gestão, o índice de analfabetos caiu ainda mais: agora, 97,9% da população alfabetizados já está alfabetizada.

    O aumento de 1,5% não é pouca coisa. Com 2,7 mil habitantes, o Distrito Federal, que engloba a capital do país e as cidades satélites, é a quarta região metropolitana mais populosa do Brasil, perdendo apenas para Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. E mais do que as outras, recebe continuamente uma população migrante, de difícil acesso, acima das taxas nacionais. Pelo último censo, o número de habitantes cresceu 7,2%, enquanto a população do país aumentou 2,83%.

    Ainda assim, o poder público tem conseguido chegar aos analfabetos e cercá-los com políticas  que mudem essa condição. “Já alfabetizamos mais de 20 mil pessoas, tendo em vista não só diminuir o analfabetismo, mas erradicá-lo. E este ano vamos alfabetizar mais 10 mil”, contabiliza Agnelo.

    O governador acredita que a parceria com o governo federal foi inspiradora. “Eles criaram o Programa Brasil Alfabetizado e nós criamos o DF Alfabetizado, para melhorar ainda mais os investimentos na área. Para cada real que o governo federal coloca na alfabetização, eu coloco mais um real. Com isso, os professores-colaboradores que atuam na alfabetização de jovens e adultos recebem uma bolsa extra de mais R$ 400 do GDF”, explica.

    De acordo com ele, há incentivos também para os jovens, adultos e, principalmente, idosos que aderem ao programa. “Se for beneficiário do Bolsa Família, eu pago uma bolsa a mais: a Bolsa Alfa, que é de R$ 30, valor que nós vamos reajustar agora”, acrescenta. O governador conta que os alunos do programa de alfabetização também recebem kit material escolar e merenda adquirida da produção dos agricultores familiares do DF.

    Erradicação total

    Agora, Agnelo quer enfrentar o desafio de atingir os 2,1 % de analfabetos que persistem e erradicar de vez o problema no DF. Sabe que será cada vez mais difícil atingir o público residual, formado em grande parte por idosos, residentes na zona rural e com dificuldades de locomoção. “Vamos aumentar a ofensiva”, promete.
     
    Na última segunda (12), o governo iniciou treinamento de servidores do judiciário que se mobilizaram para atuar na empreitada, como voluntários. Na abertura do curso, ministrado pela Coordenação de Educação de Jovens e Adultos (Cejad), a subsecretária de Educação, ressaltou a importância das parcerias para os bons resultados alcançados pelo DF.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Como-o-Distrito-Federal-conseguiu-erradicar-o-analfabetismo/4/30909

     

     

  19. Fabio !

    14 de maio de 2014 3:07 pm

    Ives Gandra fala em indenização aos condenados do Mensalão

     http://blogdomorris.blogfolha.uol.com.br/2014/05/13/ives-gandra-martins-critica-decisao-do-stf-e-fala-em-indenizacao/

    Ives Gandra Martins critica decisão do STF e fala em indenização aos condenados do Mensalão
    Por Morris Kachani

    13/05/14 19:05

    IVES2Se José Dirceu e outros mensaleiros estão proibidos de sair da prisão por terem sido condenados ao regime semi-aberto, onde está o aberto desse regime?

    Cabe entrada com recurso solicitando indenização por danos morais e patrimoniais, na medida em que cumprem uma pena para a qual não foram condenados.

    “De toda forma esta decisão não deve passar pelo plenário. Se passasse, seria desastroso para o sistema carcerário brasileiro”.

    Estas são considerações do jurista Ives Gandra Martins, 79. Não é a primeira vez que ele critica uma decisão do STF sobre o Mensalão. Em setembro, Gandra já havia afirmado que Dirceu foi condenado sem provas, questionando a teoria do domínio do fato, que serviu como base para o julgamento.

    Desta vez, o questionamento recai sobre a decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, que nos últimos dias revogou a autorização de trabalho fora da prisão de quatro condenados do Mensalão, sob a argumentação de que precisariam cumprir um sexto da pena para obter o benefício de deixar a cadeia durante o dia.

    Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, não poderia ser enquadrado exatamente como um militante petista, ou de esquerda.

    Nesta entrevista inclusive, critica duramente algumas políticas dos governos Lula e Dilma. Em mais de uma hora de conversa, Gandra fez também uma avaliação crítica sobre a atuação do STF. Para ele, o tribunal não deveria assumir o papel de legislador positivo em questões como o casamento civil homossexual ou utilização de células tronco em pesquisas científicas. “Quem faz as leis é o Congresso. Cabe ao STF julgá-las, se são constitucionais ou não”.

    Gandra também explica por que, sob seu ponto de vista, é legítimo que o Mensalão petista tenha sido julgado pelo STF e o Mensalão tucano não o seja.

    *

    Como interpreta a decisão do presidente do STF, Joaquim Barbosa, em revogar o trabalho externo de José Dirceu?

    Respeito a cultura do ministro e sua decisão, mas nesse particular não concordo. É a primeira vez que vejo essa interpretação. É uma decisão mais rígida.

    Mas não é o que diz a Lei de Execução Penal, invocada pelo próprio presidente do STF?

    Sim, mas existia uma jurisprudência do STJ,  em que concretamente, os condenados ao regime semi-aberto não precisavam cumprir um sexto da pena para trabalhar fora do presídio. Mais do que isso, o normal era cumprir um sexto da pena trabalhando fora para já passar ao regime aberto, dependendo do parecer de uma comissão julgadora.

    Esta decisão pode prejudicar milhares de presos que estão no semi-aberto e encoraja o aumento da população carcerária. É preferível que se abra mais espaço no nosso sistema prisional, e não o contrário. A situação de nossos presídios é desumana.

    Tenho a impressão de que o plenário vai derrubar esta decisão.

    Barbosa chegou a argumentar que Dirceu não precisa exercer atividade fora porque trabalha na Papuda, onde ajuda a organizar a biblioteca e realiza faxina.

    Trabalhar dentro do presídio é como se você estivesse cumprindo uma pena no regime fechado.

    Quando alguém cumpre uma pena para a qual não foi condenado, tem todo direito de entrar com ação indenizatória por danos morais e patrimoniais. Os condenados a regimes abertos ou semi-abertos que acabarem por cumprir a pena em regimes fechados, estarão pagando à sociedade algo que não lhes foi exigido, com violência a seu direito de não permanecerem atrás das grades.

    Dirceu está sendo muito vigiado, é o preso mais vigiado do Brasil. Se ele fica gripado, no primeiro espirro todos sabem. Houve suspeita de que os presos do Mensalão estivessem recebendo alimentos e visitas fora do horário, ou usando celular.

    O que está em jogo é o bom comportamento. Qualquer abuso na utilização do regime semi-aberto, pode implicar uma sanção como o regime fechado. Em todo caso, não acho que estes elementos sejam capazes de mudar um regime. Não houve prova cabal, isso é mais uma suspeita do que realidade.

    Que acha de Joaquim Barbosa?

    É um grande humanista. Dá palestras em alemão na Alemanha, em francês na França. Nos poucos encontros que tivemos, revelou um conhecimento profundo sobre literatura, música clássica e direito. Agora, no Supremo, tem sido um homem extremamente duro. Ele tem esse temperamento, de quem veio do Ministério Público.

    Como avalia a atuação do STF?

    Tenho criticado o STF por achar que o tribunal deva ser um legislador negativo, e não positivo – positivo é quando faz a lei e cria uma nova situação, como no caso das células tronco, união civil homossexual ou aborto de anencéfalos.

    O STF não deve propor. Quem cria é o Congresso. Ao STF cabe julgar se a decisão é constitucional ou não.

    Que acha da TV Justiça?

    Por um lado foi boa para o Brasil, democratizando o acesso. Por outro, o fato dos julgamentos serem exibidos faz com que os processos sejam muito mais demorados. Hoje todos ministros querem mostrar sua cultura . Criou-se certo teatro em função da televisão. Como dizia Erasmo de Roterdã, “a loucura do homem é a vaidade”.

    É legítimo que o Mensalão petista tenha sido julgado pelo STF e o Mensalão tucano não o seja?

    Foi correto o Mensalão petista ter sido julgado pelo STF. Eram 40 pessoas, o grosso delas vinculadas a competência originária do Supremo e outras não. Se fosse separar as instâncias, as decisões poderiam ser conflitantes. Mais correto foi julgar em um mesmo processo todo mundo, vinculado. A grande diferença do Mensalão tucano, é que com exceção de Eduardo Azeredo, todos os réus estão em instâncias inferiores. Isso é definido pela Constituição.

    Foi positivo o Mensalão ter sido julgado pelo STF e televisionado?

    Acho que sim, passou a impressão de que a corrupção efetivamente está sendo combatida. Só tenho minha dúvida com relação à teoria do domínio do fato. Se fosse para aplicá-la efetivamente, era o Lula que devia ter sido condenado, não o Dirceu. Fujimori foi condenado pelos crimes praticados por seus subordinados. Videla, na Argentina, porque era presidente nos anos de chumbo.

    Não havendo prova consistente, a teoria do domínio do fato evoca o testemunhal, tentando colocar o réu como organizador daquilo tudo. Pessoalmente sou contra a teoria do domínio do fato.

    Os criminosos têm que ser defendidos da sociedade. Sem provas consistentes não dá para condenar. Penso na defesa dos réus e não da sociedade, que clama por justiça com as próprias mãos. Só assim evitaremos linchamentos como esse ocorrido no Guarujá e outros que temos visto por aí.

    Quando o povo deseja um resultado, deseja independente do direito. O povo tinha convicção de que aquela mulher era bruxa.

    Aprecia a composição do STF?

    Ministro por ministro, são todos muito bons. Agora, minha sugestão é de que os operadores do direito ou seja, o Conselho Federal da Ordem, o Ministério Público e os três tribunais superiores, indicassem 18 nomes, e que cada presidente escolhesse os ministros que estivessem mais no seu perfil, e não um amigo seu.

    Como se define politicamente?

    Não acredito em ideologias, acredito em eficiência de um governo. Quando um cidadão assume o poder, se identifica com ele, se considera vocacionado. Detesto demagogia e populismo.

    6% do orçamento está comprometido com os gastos dos programas sociais do governo Lula e influem diretamente na reeleição de Dilma –Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos etc.

    Tenho a impressão de que estamos destruindo as instituições brasileiras. Acho que estamos vivendo um momento de carência absoluta de estadistas. Dilma indiscutivelmente demonstrou incapacidade e prepotência.

    Precisamos de um Estado mais enxuto. Obama tem 200 cargos comissionados,  Dilma tem mais de 20 mil. O Brasil perdeu uma grande oportunidade de crescer no momento em que o mundo estava em crise.

     

  20. Osvaldo Ferreira

    14 de maio de 2014 4:19 pm

    Orientações aos brasileiros

    Orientações aos brasileiros sobre turistas na Copa

    A Copa pode ser um momento difícil para os brasileiros, tendo que aguentar gente sem a mínima educação, achando que são civilizados visitando bárbaros

    14 de maio – 12:04

    Por Emir Sader, na Carta Maior

    O brasileiro é conhecido por sua simpatia e amabilidade com todo mundo, inclusive com os turistas. Mas é preciso tomar precauções quando nos preparamos para recebemos grande quantidade de turistas, munidos de preconceitos, clichês, taras, etc. Vamos recebê-los com a hospitalidade de sempre, mas temos que levar em conta certas normas, baseadas na nossa experiência de tratamento com os turistas, mas também em  conhecimento de coisas que acontecem hoje no mundo e que nos obriga a ficarmos muito alertas com os turistas, especialmente os da Europa, dos EUA e de outras regiões do mundo que se consideram superiores aos outros, “civilizados” que vem a um país “bárbaro”.

    São gente em geral com boa disposição com o Brasil mas que, colocando pra fora algumas taras pessoais, alimentando preconceitos e clichês, podem se tornar pessoas sumamente perigosas, violentas, sob o efeito do álcool, de drogas e outros estupefacientes.

    Turistas desembarcam no Brasil (Agência Brasil)

    Turistas desembarcam no Brasil (Agência Brasil)

    Vai ser um momento mudo bom, mas também muito cheio de provas para nós, brasileiros. Podemos ter certeza de que sairemos bem dessa circunstância, mas para isso temos que obedecer a certas normas e comportamentos.

    1. Muitos turistas, especialmente vindos de alguns países da Europa, já contratam em agências de turismo, programas de turismo sexual, inclusive de pedofilia. Vamos ser muito duros com eles, nos mantermos vigilantes, denunciarmos suas atitudes, acompanharmos os procedimentos policiais e garantirmos que eles sejam punidos exemplarmente aqui mesmo.

    2. Muitos turistas acham que vivem aqui no paraíso das drogas, que podem consumir o que bem entenderem, entrar em contato com traficantes e aviõezinhos, fumar e cheirar o que bem entendam. Devemos cuidar para que depois não venham denunciar que caíram em algum golpe de forma inocente.

    3. Muitos torcedores – especialmente europeus – costumam se comportar de maneira preconceituosa e desrespeitosa com pessoas que julgam de menor nível de vida e, especialmente, de outras etnias. Os europeus desenvolveram, ao longo da sua história, uma concepção de que “negro serve para ser escravo”, para trabalhar como raça inferior para que eles se enriquecessem. Até hoje, muitos ainda consideram os negros uma raça inferior. Por isso que grita ofensas aos jogadores negros nos campos de futebol, jogam bananas para alguns deles.

    Devemos estar muito vigilantes com esses comportamentos estúpidos de alguns turistas. Discriminação aqui é crime inafiançável, previsto na Constituição. Por lá eles tendem a ser condescendentes com esse tipo de comportamento, porque é o sentimento que grande parte deles tem em relação aos imigrantes, por exemplo, fazendo com que a força política que mais cresça lá seja a extrema direita, que ataca fortemente os direitos dos imigrantes e os discrimina fortemente, desejando expulsá-los dos seus países.

    4. Muitos turistas vem de países em que a mídia e mesmo meios governamentais os preparam para vir encontrar um caldeirão de conflitos e violências por aqui. Acreditam que podem ser assaltados a cada esquina, que vão encontrar macacos, cobras, em cada rua, que não podem sair à noite pelas ruas. Que, ao contrário do que Lula propalou pelo mundo afora, a miséria, a pobreza, o desemprego, só aumentam, há uma crise social prestes a explodir.

    5. Na Europa em particular, os níveis de desemprego são altíssimos. Em países como a Espanha, Portugal, Grecia, mais do que 50% dos jovens são desempregados, há anos. Eles não estão acostumados mais a situações de pleno emprego. Podem estranhar. Não tem um líder popular como o Lula. Podem estranhar. Ainda mais se lerem os jornais, lembrarem do que leram nos seus países, podem achar que há um Estado policial que impede as pessoas a se manifestarem por emprego, por salário, por licença desemprego. Podem se comportar de maneira estranha.

    Em suma, a Copa pode ser um momento difícil  para os brasileiros, tendo que aguentar muita gente sem a mínima educação, achando que são os “civilizados”, se achando os “democratas”, sem saber conviver com pessoas diferentes etnicamentemente, em comportamentos, em valores. Mas acho que vamos sobreviver, com nossa hospitalidade, nosso costume de conviver com gente diferente, nossa forma bem humorada de levar adiante os problemas, de gozar os “gringos” que vierem metidos a besta.

    Escrito por: Redação

  21. s4ndr0

    14 de maio de 2014 7:09 pm

    Famílias mais ricas do Brasil.. Adivinha quem está em primeiro?

    http://economia.ig.com.br/2014-05-14/veja-quais-sao-as-15-familias-mais-ricas-do-brasil.html

    Juntas, as fortunas somam cerca de US$ 122 bilhões, o equivalento a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País

    A revista norte-americana Forbes divulgou nesta quarta-feira (14) a lista das 15 famílias mais ricas do Brasil. Juntas, as fortunas somam cerca de US$ 122 bilhões, o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

    De acordo com a publicação, a melhor maneira de atingir o status de bilionário ainda é nascendo em uma família já rica. Dos 65 brasileiros que aparecem na lista de bilionários da Forbes, 25 são parentes. No primeiro ranking de bilionários da revista, criado em 1987, apenas 3 brasileiros faziam parte – Roberto Marinho (Organizações Globo), Sebastião Camargo (Camargo Correa), Antonio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim)

    Veja abaixo a lista da Forbes com as 15 famílias mais ricas do País:

    Família

    Empresa / Setor

    Fortuna

    1º – Marinho

    Organizações Globo

    US$ 28,9 bilhões

    2º – Safra 

    Banco Safra

    US$ 20,1 bilhões

    3º – Ermírio de Moraes

    Grupo Votorantim

    US$ 15,4 bilhões

    4º – Moreira Salles

    Setor bancário

    US$ 12,4 bilhões

    5º – Camargo

    Camargo Correa

    US$ 8 bilhões

    6º – Villela

    Setor bancário

    US$ 5 bilhões

    7º – Maggi

    Soja

    US$ 4,9 bilhões

    8º – Aguiar

    Setor bancário 

    US$ 4,5 bilhões

    9º – Batista

    Carne bovina

    US$ 4,3 bilhões

    10º – Odebrecht

    Grupo Odebrecht

    US$ 3,9 bilhões

    11º – Civita 

    Grupo Abril

    US$ 3,3 bilhões

    12º – Setúbal

    Banco Itaú

    US$ 3,3 bilhões

    13º – Igel

    Gás e petroquímicos

    US$ 3,2 bilhões

    14º Marcondes Penido

    Estradas

    US$ 2,8 bilhões

    15º – Feffer

    Grupo Suzano

    US$ 2,3 bilhões

     

  22. alfeu

    15 de maio de 2014 2:35 am

    Entidade estadunidense e anticubana é expulsa do Equador

    Adital

    http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=80598

     

    Vinculada recentemente a planos subversivos anticubanos, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) será expulsa do Equador neste ano. Segundo a secretária equatoriana de Cooperação Internacional, Gabriela Rosero, em entrevista à imprensa local, o prazo para deixar o país é o dia 30 de setembro. Até lá, a Usaid não poderá executar nenhuma atividade nova nem ampliar prazos de execução de projetos.

    Gabriela explicou que o encerramento dos programas da Usaid no país é uma consequência da postergação do Governo dos Estados Unidos em acatar as regras do governo equatoriano sobre a cooperação e se negar a colaborar para que fossem instaladas mesas de diálogo bilaterais sobre o assunto.

    Recentemente, a entidade estadunidense teve de se explicar ao Senado equatoriano por financiar um plano que buscava subverter a ordem constitucional em Cuba. O projeto, conhecido como Zunzuneo, utilizava redes sociais digitais, semelhante ao Twitter, para influenciar jovens cubanos e tentar criar conflito como o que ocorreu com a Primavera Árabe (série de manifestações populares que acontecem de 2010 até hoje) na ilha caribenha.

    A Usaid já tinha os dias contados no país sul-americano desde dezembro de 2013, quando se negou a firmar um convênio com o governo encabeçado pelo presidente Rafael Correa para fixar os termos da cooperação e a natureza de seus projetos. “Não necessitamos de caridade, as esmolas que a Usaid dava, muitas vezes com clientelismo, o Estado pode assumir”, asseverou, à época, o mandatário.

    Correa acrescentou que o Equador necessita de transferência tecnológica e investimentos, o que não era observado no caso da “cooperação blindada” da agência estadunidense. Segundo Gabriela, boa parte dos recursos gastos pela Usaid no país, nos últimos seis anos, foram para financiar despesas administrativas de organizações não governamentais e projetos privados.

    “A Usaid deve entender, como entendem outros cooperadores, que as regras do jogo em matéria de cooperação mudaram no Equador, e já não se trata de uma dádiva nem de uma compensação”, sentenciou a secretária, no final do ano passado.

    Em entrevista à imprensa, o porta-voz da Embaixada estadunidense em Quito, capital equatoriana, Jeffrey Weinshenker, confirmou que, no ano passado, o Estado do Equador já havia informado que a Usaid não poderia continuar com suas atividades no país ou estendê-las, a menos que fosse negociado novo convênio bilateral de assistência que regulasse sua presença em território equatoriano.

    “A Usaid havia incorrido em custos importantes para lançar quatro novos e grandes projetos e seu cancelamento foi a única opção prudente desde o ponto de vista financeiro. Os programas restantes não justificavam custos administrativos de manter um escritório da Usaid no Equador”, afirmou Weinshenker. Ele assinalou que o encerramento dos programas será realizado de maneira paulatina e que a agência cumprirá o prazo do mês de setembro para deixar o país sul-americano.

    A diretora da Usaid no Equador, Jeannie Friedmann, por sua vez, aproveitou a ocasião para fazer uma ameaça ao Governo do Equador, assinalando que, a partir da saída da entidade, o apoio dos Estados Unidos ao país sul-americano “será diferente”.

    * Com informações de Hispan TV e Prensa Latina.

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