Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Webster Franklin
18 de maio de 2014 8:12 amANTI-COPA, ANTI-ELEIÇÃO & ANTI-JORNALISMO
Da ISTOÉ Independente
ANTI-COPA, ANTI-ELEIÇÀO & ANTI-JORNALISMO
Havia mais gente num ato do Planalto para anunciar condições de trabalho na Copa do que na maioria dos protestos anti-Copa
Só é possivel entender a importância atribuída pelos meios de comunicação aos protestos anti-Copa, ontem, como parte do esforço para colocar o govenro Dilma na defensiva quando faltam cinco meses para a eleição presidencial. É isso e só isso.
Na maioria dos protestos realizados do país, havia menos gente do que no Palácio do Planalto, às 15 horas da tarde de ontem, quando o governo, entidades patronais e as centrais sindicais – inclusive a Força Sindical – assinaram um acordo pelo trabalho decente durante da Copa do Mundo. A luta pelo “trabalho decente” é uma campanha da Organização Internacional do Trabalho e o evento ocorreu nessa perspectiva.
Você pode achar burocático. Mas veja as consequencias práticas.
No final do dia, em Brasília, grandes redes de alimentação e hoteis – estamos falando de Mac Donalds e Habibs, Accor, por exemplo – haviam firmado um acordo que, soube depois, era inédito no mundo.
Um total de 1600 empresas (o plano é chegar a 6000 nas próximas semanas), que empregam alguns dezenas de milhares de trabalhadores, firmou um compromisso para a Copa. Reforçar direitos trabalhistas, criar formas legais de evitar que trabalho temporário seja sinônimo de trabalho precário e impedir o avanço da exploração sexual de crianças e adolescentes, tão comum em situação desse tipo.
Sabe a preocupação social? Sabe aquele esforço para impedir que a Copa transforme o país num grande bordel? Pois é.
Você pode até achar que tudo isso é café pequeno diante das imensas causas e carências do país. É mesmo. Também pode se perguntar para que falar de iniciativas modestas, limitadas, quando a rua arde em chamas de pneus revolucionários.
São, definitivamente, iniciativas menos que reformistas, para falar em linguagem conhecida. Populistas, para usar um termo típico de quem não tem voto nem consegue comunicar-se com o povo. Eleitoreiras, é claro. Mas eu acho que os fatos de ontem ensinam muita coisa sobre o Brasil de hoje.
A menos que se acredite que em 2014 o Brasil se encontra às portas de uma revolução, numa situação que coloca questões econômicas como a expropriação dos meios privados de produção e criação de uma república de conselhos operários e populares, convém admitir que nossos meios de comunicação resolveram construir um embuste político em torno dos protestos e apresentar manifestações de rua fracassadas como se fosse um dado politicamente relevante, digno de muita atenção.
Não seja Ney Matogrosso: conheça os dados. Entre no debate real.
Veja quem defende, a portas fechadas, as “medidas impopulares”. Quem já se rendeu ao capital financeiro e quer entregar o Banco Central – istoé, a moeda dos brasileiros – aos mercados, para que possam jogar com ela, especular, comprar e vender. Não acredite na lorota de austeridade, de defesa da moeda acima da política e dos interesses sociais em eterno conflito. O que se quer é mais cassino em vez de mais salário mínimo. (Quase rimou…)
No cassino está o filé – que é sempre para poucos. E quando alguém falar no exemplo dos países desenvolvidos, recorde: no marmore da entrada do FED, o BC americano, está escrito que a instituição tem dois compromissos – defender a moeda do país e o emprego dos cidadãos. Lá, no coração do capitalismo, o BC tem essa função – ou missão, como dizem os RHs de hoje em dia. Toda luta pela independência do Fed consiste em lutar para revogar o compromisso com a defesa do emprego.
Numa conjuntura pré-eleitoral todo cuidado é pouco. Cada rua interrompida, cada pedrada, cada confronto desnecessário com a polícia e cada pequena labareda representa um desgaste das instituições políticas construídas democraticamente no fim da ditadura militar. O que se pretende é atingir um governo que toma medidas parciais mas concretas em defesa da maioria e favorecer uma restauração conservadora. O capítulo final do embuste — por isso é embuste — é este. Criar uma imagem, um borrão, um ruído, que embaralhe o debate da eleição.
No país real de 2014, as alternativas são duas. E todos sabem quais são. E é por causa delas que a revolta polilcial do Recife, ontem, recebeu o tratamento de um episódio menor e passageiros, não é mesmo?
Ocorrem protestos relevantes que, curiosamente, não foram divulgados nem explicados. Na região Sudeste de São Paulo, ontem, os trabalhadores cruzaram os braços em seis empresas. Mais tarde, avançaram por uma das pistas da Via Anchieta e fizeram uma passeata por por meia hora. Olha a falta de charme radical-televisivo dessa turma. Olha o tédio concreto de suas reinvindicações. A monotonia. Não vai ter vidro quebrado?
Certíssimo.
Ligados a industria de auto-peças, os trabalhadores querem a manutenção do IPI que ajuda a vender automóveis, até hoje o setor da industria que possui a cauda mais longa na produção de empregos diretos e indiretos. No país real, onde vive a maioria dos brasileiros, uma das prioridades é e sempre foi esta: emprego, que permite pagar a conta do fim do mes.
A reivindicação dos metalúrgicos não era improvisada. E nada tem a ver com anti-Copa, movimento que ignoram porque gostam de futebol, não querem perder a oportunidade de torcer pela seleção brasileira em seu próprio país. Também admitem que os empregos que a Copa criou ajudaram no orçamento de amigos, parentes e vizinhos.
Os sindicatos querem sentar com os empresários e o governo para discutir medidas que a CUT e a Força Sindical trouxeram da Alemanha, onde esiveram recentemente. Naquele país, onde trabalhadores, empresas e governo repartem custos que ajudam a manter o emprego mesmo nas situações em que a economia esfria – esse tipo de pacto é um dos motivos que explica a vitória eleitoral de Angela Merkel, que não aplica contra seu povo a política de austeridade que exige dos países mais fracos da União Européia.
No mundo real, vivemos a época do capitalismo rastejante, como definiu um dos dirigentes políticos de minha juventude. Cada emprego é uma epopéia, todo benefício social é um suadouro, garantir um horizonte de segurança para a família é uma utopia.
O que nossos conservadores mais reacionários pretendem é um confronto com todas as armas – inclusive o embuste — com um governo que, com todos os limites, falhas e alguns erros clamorosos, tem conseguido aliviar o sofrimento dos mais pobres.
Numa fase da história em que a desigualdade se amplia na maioria dos países, gerando uma situação social e econômica que bons estudiosos indicam como caminho seguro para novas catástrofes, o Brasil conseguiu avançar na direção contrária. O plano era fazer o país virar uma Grécia. Virou… o Brasil.
Vamos lembrar de 1964. Num país polarizado, com um governo que havia chegado no limite possíve, a revolta dos sargentos, e dos cabos, a radicalização dos camponeses, a campanha sistemática de denuncia dos políticos e do Congresso envolvia causas justas e corretas – mas seu efeito real foi abrir caminho para o golpe de Estado e uma derrota de 20 anos.
Lembrem de 1933, na Alemanha. Convencido de que havia chegado a hora do assalto ao poder, o Partido Comunista Alemão, orientado por Josef Stalin, estimulou uma política sectária de denúncia da social-democracia. Rompeu a unidade dos trabalhadores e passou a acusar os social-democratas de social-fascistas. O saldo foi Hitler – uma derrota que só seria revertida pela II Guerra Mundial.
A historia mudou bastante, de lá para cá. Mas convém entender que algumas lições permanecem.
http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/48_PAULO+MOREIRA+LEITE#.U3YP0SCDPFk.facebook
jns
18 de maio de 2014 8:26 amEuropa
Começa a acordar do sono letárgico
Manifestantes reuniram-se na frente da embaixada da Ucrânia em Roma, neste sábado, para protestar contra a ascensão do fascismo na Ucrânia e na Europa.
Julietto Kieza, organizador do evento, disse que a “chamada revolução Euromaidan foi financiada diretamente pelos Estados Unidos” e que, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, “o nazismo reaparece no centro da Europa, com a ajuda dos Estados Unidos.”
Manifestantes, expressando um ponto de vista semelhante, seguravam cartazes com referências à ex-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, como Hitler e solicitaram para a OTAN “ir embora”.
Uma das faixas dizia, em italiano: “Não ao golpe nazista de Estado na Ucrânia .
[video:http://youtu.be/DQJp8JWHIeM%5D
“Só agora percebo que a Europa está começando a entender o perigo que também enfrenta, porque não há solução para a crise que os Estados Unidos criou na Ucrânia e agora ela tem que pagar” – Julietto Kieza.
Fonte: http://rt.com/news/159664-italy-protest-nazism-ukraine/
IV AVATAR
18 de maio de 2014 8:28 amAna Maria Braga socorre Alckmin por falta d´agua
Até Ana Maria Braga sai em socorro de Alckmin na falta d’água
É curioso o tratamento diferenciado dado pela TV Globo para a crise de abastamento de água na grande São Paulopor Helena Sthephanovitz publicado 16/05/2014 12:11, última modificação 16/05/2014 13:02 ALEX FALCÃO/FOLHAPRESS
Alckmin: socorro da Globo para esconder crise de abastecimento de água é providencial
É curioso o tratamento diferenciado dado pela TV Globo para a crise de abastamento de água na grande São Paulo, sob a esfera de competência de um estadual governo tucano, de Geraldo Alckmin. Totalmente diferente do alarmismo e da politização que faz em torno do sistema elétrico, sob competência do governo federal petista.
A falta d’água em São Paulo é crítica, sentida pela população e empresas. Já há até multa – sob contestação na justiça – para quem não racionar de fato. E é tratada pela TV Globo como se a culpa fosse de São Pedro e do cidadão por supostamente desperdiçar água. Na linha editorial da emissora, nada se fala sobre a falta de investimentos e de planejamento da empresa estadual de águas, a Sabesp.
Na terça-feira (13), até o programa de variedades de Ana Maria Braga saiu em socorro do desgaste do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) abrindo com uma reportagem de dez minutos, fazendo campanha sóbria pelo racionamento “voluntário” de água, sem usar nenhum colar de tomates secos, como ela usou quando o preço do legume estava alto para criticar a inflação.
“Você já se antenou para a necessidade de não desperdiçar água? Parece uma conversa de tia chata… Ai, não gasta água! Mas a situação está calamitosa em São Paulo, em muitas cidades do interior e no Brasil (sic). A falta de chuva deixou os níveis dos reservatórios baixíssimos. A gente está vendo aí recordes históricos, mas recordes negativos”, disse a apresentadora.
Depois, veio uma reportagem feita de helicóptero sobre o sistema de represas da Cantareira e descrevendo a “gambiarra” de bombear a água do chamado volume morto, que garante o abastecimento por um tempo limitado. O repórter encerra a participação dizendo que assim, segundo o governo paulista, “não haverá racionamento”.
A apresentadora prosseguiu: “O governador Geraldo Alckmin tomou uma medida para evitar o desperdício. Você será multada… Para controlar este gasto da água… A multa foi criada para o morador que gastar mais do que a média atual da casa. Então, quem gastar acima da média, paga a conta 30% mais cara. Já os consumidores que conseguirem economizar 20% da conta receberão um desconto de 30% (…) Então, eu acho que é uma boa informação para os moradores de São Paulo. (…) Nessa hora, a gente tem que parar e pensar o que fazer para ajudar. Essa situação aflige agora… para ajudar o Estado de São Paulo, o pessoal de lá… Mas que você tem que entender que água é uma das coisas mais preciosas para a vida humana, né?”
E continua: “Para a vida no planeta como um todo. Então, se você não conscientizar que isso pode se estender para outras regiões do país… Que se fala que a água pode faltar neste planeta há muitos e muitos anos, mas a gente parece que não presta atenção. Fechando a torneira e o chuveiro durante algumas atividades diárias, a gente pode evitar o desperdício. (…) Apesar desta situação, o ministro das Minas e Energia, Édson Lobão, afirmou ontem, durante uma entrevista, que não há risco de falta de energia no país. Energia! E ainda descartou a necessidade de racionamento do consumo de energia em decorrência da estiagem do Sudeste. Segundo Lobão, desde 2003, a capacidade instalada de energia no país aumentou 73%, ao passo que o consumo cresce 51%. Nós vamos entender que energia é diferente de consumo de água, né? (…) Eu sugiro que nós, cidadãos, pensemos no futuro dos nossos filhos e dos nossos netos porque o planeta não é só para hoje, né?”
Uma ginástica e tanto misturar um problema localizado com o planeta e ainda incluir energia elétrica, onde não há medidas extraordinárias em curso, tais como multas extras.
Se o padrão da emissora fosse o de fazer sempre um jornalismo de serviços em momentos de anormalidade, seria mais compreensível, mas não é isso que vemos. O que se observa é que quando o governo é tucano há condescendência, poupando-o de cobranças de responsabilidades que possam levar a desgastes políticos. Quando o governo é petista, há a clara intenção de politizar, impor desgastes e apostar no quanto pior, melhor. Foi o caso do tomate, foi o caso do chamado “caos aéreo”, em que havia plantão de repórteres nos aeroportos e a toda hora entravam no ar. Para fazer um jornalismo que não tivesse dois pesos e duas medidas, teria que tratar todos os casos da mesma forma.
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:32 amGlobo escondeu protesto contra emissora
Globo escondeu protesto em sua porta
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/05/a-verdade-e-dura-tv-globo-esconde.html
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:39 amOs Marinho preconizam para a Petrobras e Brasil o que Sabesp fez
“Os Marinho preconizam para a Petrobras e Brasil o que Sabesp fez em SP”
publicado em 17 de maio de 2014 às 14:24
Os volume morto e o dinheiro vivo
Como não intuir o peso da riqueza de US$ 22,8 bilhões da família Marinho na esférica oposição da Globo a uma reforma fiscal que taxe as grandes fortunas?
por Saul Leblon, em Carta Maior
A família mais rica do Brasil – os Marinho e seu oceânico pecúlio de US$ 22,8 bilhões, conforme noticia a revista Forbes – é também a proprietária do maior conglomerado midiático do país.
A supremacia das Organizações Globo é conhecida.
Mas o fato de que essa casamata dispare diuturnamente contra qualquer variável que afronte a lógica argentária, da qual seus donos são os maiores expoentes e beneficiários, presta-se a algumas considerações.
Olhada dessa ótica, a fortuna dos Marinhos figura como uma questão política, talvez uma das mais sensíveis da política brasileira.
Ou será que quando interesses marmorizados em uma riqueza da ordem de R$ 50 bilhões –seis vezes o custo dos estádios da Copa– se entrelaçam ao poder de fogo de um dos maiores impérios midiáticos do mundo, seu poder de vigiar e punir em causa própria não assume proporções de uma ameaça à democracia?
O conjunto remete à metáfora de uma sociedade panóptica.
Nela a presença de um poder ubíquo exerce sobre os cidadãos uma vigilância equivalente à do sentinela da torre no controle diuturno dos encarcerados.
A onipresença asfixiante do vigia que tudo enxerga e avalia deu ao francês Michel Foucault (1926-1984), autor de “Vigiar e Punir”, a inspiradora metáfora para abordar a exasperação do controle social no século XX.
A torre do panóptico não assegura apenas a disciplina do sistema.
Sua perversidade consiste em aprisionar a subjetividade social tornando-a carcereira de suas próprias vontades.
Parece devaneio?
Quantas agendas o sistema político brasileiro não rebaixou ou protelou e protela (caso da regulação da mídia), para não se indispor com o poder de fogo da oceânica fortuna armada de irrespondível dispositivo emissor?
Essa invasiva capacidade de inocular agendas e interditar debates lubrificou, entre outras coisas, a imposição da cosmologia neoliberal no imaginário brasileiro nos anos 80/90.
Como não intuir o peso dos US$ 22,8 bilhões, por exemplo, na esférica oposição das Organizações Globo a uma reforma fiscal que taxe adicionalmente as grandes fortunas?
Ou na peroração incansável dos seus editoriais, a desafiar o Estado brasileiro ‘a fazer mais com menos’ – evocação à austeridade emitida do alto de uma montanha de dólares equivalente a 10% do PIB de Portugal?
Ou duas vezes o orçamento total do Bolsa Família que beneficia 50 milhões de brasileiros pobres.
Ainda: como elidir o interesse argentário da maratona vitoriosa dos seus veículos e disciplinados colunistas contra o imposto do cheque, em 2007?
A CPMF, recorde-se, de baixíssima alíquota, funcionava como um incômodo sensor de movimentações financeiras graúdas, nem sempre alinhadas à legalidade.
Foi decepada do orçamento brasileiro em 2007.
Um comparativo da OMS mostra o quanto há de perversidade na fotografia que imortalizou aquele ato, cometido na madrugada de 13 de dezembro, depois de encorajadora campanha sistemática das Organizações Globo & assemelhados.
A imagem estampada no jornal dos Marinhos no dia seguinte ao sacrifício, mostra a nata do retrocesso político, em festa obscena pela subtração de R$ 40 bilhões por ano à saúde pública.
A indecência, se panfletada nas filas do SUS, ainda guarda um teor de nitroglicerina para sublevar o país.
Mais com menos?
Segundo a OMS, o gasto público mundial per capita com a saúde chegou a US$ 571 por ano em 2010. Inclua-se nessa média os US$ 6 mil da Noruega e os US$ 4 per capita do Congo.
O valor brasileiro é de US$ 466/ano ( US$ 107 per capita ao final do governo FHC).
O deserto real é ainda mais árido: apenas 42% daquilo que o país gasta com saúde tem origem e destino público. Sai do governo e chega na fila do SUS, que atende mais de 75% da população.
Outros 58% só circulam entre os 25% que tem plano de saúde.
Os mesmos que gargalhavam na madrugada de 13 de dezembro de 2007 fuzilariam o ‘Mais Médicos’ seis anos depois, com igual despudor e patrocínio da mesma emissora & veículos da família mais rica do país.
É só uma ilustração do ardil que encurrala a sociedade em um labirinto de impasses e protelações angustiantes .
Cinicamente, o desespero é acolhidos pelo dispositivo dos Marinhos & assemelhados como uma evidência do malogro progressista na condução do desenvolvimento brasileiro.
Seria apenas um escárnio.
Não fosse, sobretudo, a moldura de uma campanha sucessória.
Através dela pretende-se incensar candidatos e agendas que preconizam adicionar ao desespero uma renúncia disfarçada de audácia.
Em nome de desobstruir canais que impedem o crescimento, preconiza-se recuar ainda mais o papel coordenador do Estado sobre a economia.
Um exemplo da ardilosa cicuta oferecida em favos de mel.
É sabido que o portfólio de investimentos dos Marinhos inclui uma bilionária carteira de ações da Petrobrás.
A república dos acionistas tem nos donos da Globo o porta-voz incansável de um sonho reprimido.
Qual?
‘Realizar’ depressa o valor potencial das maiores reservas de petróleo descobertas no planeta nos últimos 30 anos: o pré-sal, que Lula regulamentou e fundiu ao destino da sociedade pelo regime da partilha.
O nome do atalho cobiçado é petroleiras internacionais.
O método: remeter in bruto o óleo, sem refino.
E gerar caixa.
Uma dinheirama como nunca o mercado viu, nem verá.
A república dos dividendos saliva.
Ganharia duplamente se a Petrobrás deixasse de gastar como investidora universal da exploração, com pelo menos 30% em cada poço, como manda a lei.
A economia numa ponta engordaria as carteiras dos acionistas na outra.
A pilha de US$ 22,8 bilhões dos Marinhos subiria mais depressa.
Incharia, ademais, se o petróleo fosse bombeado direto para fora do país.
Sem alimentar impulsos industrializantes, sem investir em quatro refinarias ao mesmo tempo; sem expandir polos tecnológicos; sem engatar cadeias de equipamentos com elevados índices de nacionalização e prazos mais largos de exploração.
Tudo isso, afinal, que só gera corrupção e desperdício…
Nove em cada dez referências das Organizações Globo à Petrobrás são desse teor, muito embora a estatal tenha dado um lucro de R$ 23 bilhões em 2013.
Eles querem mais .
A república dos acionistas gostaria de ficar com o equivalente projetado para o fundo soberano, formado de royalties do pré-sal, que permitirá elevar a 10% do PIB o orçamento da educação pública, ademais de suprir lacunas da saúde brasileira.
Transitamos, como se vê, no campo da injeção de interesses direto na veia do noticiário.
A Sabesp, em São Paulo, conforme mostra reportagens do Viomundo e de Carta Maior, fez exatamente o que os Marinhos preconizam para a Petrobrás e para o Brasil.
Afastou o interesse público do comando estratégico da gestão.
Em vez de investir, tucanos distribuíram nos últimos anos cerca de R$ 500 milhões, em média, aos acionistas da empresa.
Sobrou para a sociedade o volume morto da Cantareira.
A partir deste domingo, as torneiras de milhões de residências estarão gotejando neoliberalismo líquido.
A sociedade que emergiu das conquistas sociais e econômicas acumuladas a partir de 2002 não cabe nos limites estreitos que essa lógica oferece.
Dito de outra forma.
A coexistência de um Brasil urgente, disposto a comandar seu próprio destino, é imiscível com a estrutura de riqueza e comunicação simbolicamente condensada no caricato papel que a família Marinho e seus negócios protagonizam no país.
Seu poder desmedido para manipular conflitos , desqualificar projetos e usufruir privilégios distorce e constrange as vozes que precisam ser ouvidas nesse Rubicão da nossa história.
A travessia só se completará de forma emancipadora se o campo progressista souber erguer linhas de passagem feitas de reformas, prazos e metas críveis aos olhos da população.
Trata-se de estender o horizonte da sociedade para além do volume morto, ao qual os campeões daForbes gostariam de circunscrevê-la.
E começar por dizê-lo, claramente, nesta campanha eleitoral.
Leia também:
Venício Lima: Na Argentina, Lei da Mídia põe no ar 53 emissoras de rádio e três canais de TV de povos originários
Tucanos deveriam ter se antecipado à crise da água, diz Lula
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:42 amO sucesso da Marco Regulatório dos Meios de Comunicação na Argen
O sucesso da Marco Regulatório dos Meios de Comunicação na Argentina
http://www.viomundo.com.br/politica/venicio-lima-na-argentina-lei-da-midia-poe-no-ar-53-emissoras-de-radio-e-tres-canais-de-tv-de-povos-originarios.html
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:45 am.
Luciano Martins Costa: Globo, um poder grande demais
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um_poder_grande_demais
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:45 am.
Mídia rejeita direito de resposta
A 9ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão, Eleições e Democracia promovido pelo Instituto Palavra Aberta trouxe à agenda das discussões em reunião ontem, na Câmara dos Deputados, a regulamentação do direito de resposta a matérias jornalísticas, questão que, como sempre cobrou aqui o ex-ministro José Dirceu, nunca, mas nunca mesmo foi devidamente respeitada pela imprensa no Brasil.
A proposta de regulamentação está para ser votada na Câmara nos próximos dias. Pelo projeto original, o Judiciário terá 30 dias para conceder ou negar um direito de resposta. Atualmente, a legislação não estabelece prazos.
Evidentemente que a oposição – à frente o deputado tucano Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS) – e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) defendem alterações na proposta. O deputado diz que a atual legislação já dá conta dos direitos de quem se sente ofendido. Nós aqui do Blog do ex-ministro José Dirceu sabemos muito bem que não.
Barões da mídia, como sempre, contra
A ANJ também vai na linha de que com o projeto não haveria direito a recurso para os jornais porque seria muito difícil suspender um direito de resposta. Diz ainda que a proposta, da forma como está redigida para ir à votação, pode distorcer o “espírito do direito” (sim isso mesmo que vocês leram). E mais: que o projeto tal como está prejudicaria a retificação de informação incorreta – aquela linha lá no pé da página que eles fazem, quando aceitam fazer… – ao permitir que na resposta se fale sobre outro assunto e o direito seja usado para polemizar. Polemizar! Vejam só vocês…
Sabe o que querem? Que a situação fique exatamente como está. Sem regulamentação nenhuma do direito de resposta. Para que eles possam continuar a cometer as maiores aberrações, levantar as mais infâmes acusações, de páginas e páginas até, e concordem em dar, como direito de resposta – quando concordam – notinhas de uma ou duas linhas naquelas seções “erramos”, “erratas”, de pé de página, ou ao final de uma reportagem (num quadradinho), espaço máximo que se julgam no dever de conceder e que não tem nada a ver com a acusação feita.
Movimentos sociais denunciam abusos contra Venezuela
Enquanto oposição e mídia tentam impedir que o direito de resposta seja, finalmente, regulado aqui no Brasil… Os movimentos sociais arregaçam as mangas e se reúnem em um grande ato para alertar a nossa população sobre as distorções – grosseiras inclusive – na cobertura da situação política e dos conflitos na Venezuela.
As manifestações acontecem em Brasília, no Rio e, hoje, em São Paulo, desde as 16h. Trata-se de um ato em defesa da integração latinoamericana e, sobretudo, de uma denúncia acerca das distorções praticadas pela grande mídia sobre a realidade venezuelana. A manifestação na Avenida Paulista faz parte das atividades da Jornada Continental de Luta pela Paz, que esta acontecendo em seis países (Argentina, Peru, Honduras, México, Cuba e Brasil) entre os dias 11 e 17 de maio.
Participam da jornada, no Brasil, o MST, o Levante Popular da Juventude, a Central de Movimentos Populares (CMP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE), e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entre outros.
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 8:52 amTudo é culpa da Dilma e do PT
Tudo é culpa da Dilma e do PT
“Governos municipais e estaduais não existem mais no Brasil”
O título acima tomei emprestado do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que durante uma palestra sobre o Marco Civil da Internet, na CUT-RJ, na noite desta quarta-feira, 14 de maio, usou essa expressão muito apropriada para mostrar a desfaçatez da cobertura midiática sobre os problemas atuais do Brasil. É que a julgar pelo insistência obsessiva da velha mídia de responsabilizar o governo federal por todas as mazelas do país, prefeitos e governadores tiveram seus mandatos cassados.
Tudo é culpa da presidenta Dilma. Greve dos professores da rede pública estadual e municipal do Rio? Culpa da Dilma e do PT. Greve dos vigilantes e rodoviários do Rio? Culpa da Dilma e do PT. Linchamentos como o que ceifou a vida de uma mulher no Guarujá? Culpa da Dilma e do PT. Protestos por melhorias na mobilidade urbana e contra o preço das passagens de ônibus? Seca de Cantareira, em São Paulo? Culpa da Dilma e do PT. Greve da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, na terra do oposicionista Eduardo Campos? Culpa da Dilma e do PT.
Essas manipulações grosseiras e orquestradas revelam uma tentativa desesperada do consórcio mídia golpista/PSDB/DEM/PPS/pseudos intelectuais de direita/setores do Judiciário e do MP de desmoralizar o governo federal, disseminando a desesperança e criando um ambiente eleitoral favorável à derrota da presidenta Dilma nas eleições do outubro.
No futuro, certamente essa quadra que vivemos será pautada pelos cursos de comunicação como um dos mais infames da história da imprensa brasileira. Só não dá para cravar que é mais infame porque logo vem à cabeça o cerco que levou Vargas ao suicídio, a luta dos barões da mídia contra a posse de Jango e o apoio decidido ao golpe de 1964.
Contudo, basta saber juntar A com B e ter mais de dois neurônios para perceber que quando o jornal O Globo, com sua vasta folha de serviços prestados às causas antidemocráticas e antipopulares, dedica uma primeira página inteirinha ao apoio à greves que pipocam em vários estados e chega a publicar um calendário de manifestações contra a Copa, alguma coisa está muito fora da ordem. Tirante os analfabetos políticos, os fanáticos antipetistas e a banda reaça até a medula e escravocrata da classe média, quem vai dar crédito a essa súbita conversão global às lutas trabalhistas e populares?
Esse é o ponto: estão indo longe demais e podem estar dando um tiro no pé. Senão vejamos: nunca antes na história deste país, um spot de alguns segundos de um partido na televisão virou manchete de capa de O Globo e teve grande destaque também no Estadão e na Folha. Sem falar nos espaços dedicados ao assunto nos telejornais da TV Globo, nos quais foram ouvidos os “especialistas” de sempre.
Bastou que o PT levasse ao ar uma peça inteligente e criativa de marketing político para causar um estrondo no mundo político conservador. Mas só causou tanto reboliço porque não era uma propaganda vazia. Ao contrário, tinha conteúdo. E um conteúdo avassalador para os neoliberais que sonham com a volta ao poder.
É que ao contrário do medo de Regina Duarte, em 2002, que apontava para as incertezas do futuro diante da iminência da derrota do seu candidato tucano, o medo de que fala o PT tem sólidas raízes na realidade. O povo brasileiro já o sentiu na pele pelos longos oito anos da era FHC. O esperneio midiático diante da simples comparação entre os governos do PT e do PSDB mostra mais uma vez que o monstro oposicionista tem pés de barro. Uma pena que o PT e o governo tenham passado tanto tempo rendidos, sem dispensar ao inimigo o tratamento adequado às circunstâncias, abdicando da contundência necessária nas respostas e no enfrentamento.
Contudo, como diz o Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador, “é tarde, mão não muito tarde”. Não custa lembrar que o monopólio midiático é quebrado nos períodos eleitorais, quando vai ao ar a propaganda gratuita de rádio e televisão, em horário nobre. E se a política, e não o marketing, estiver no posto de comando da propaganda do PT, Aécio Neves e seu aparato midiático têm muitos motivos para sentir medo da campanha eleitoral, afinal, Dilma terá o dobro de tempo de televisão do que seus adversários somados.
joao
18 de maio de 2014 1:56 pmDefinir!
O comentarista, o leitor, o cidadão tem de colocar claro esta definição de Estados e Federação!
Responsabilidades das prefeituras, do Estado e do que Federal. Quem eh quem em seus encargos.
Saber cobrar de um vereador, um deputado estadual e do Governo estadual, muito distintamente de um deputado Federal e Senador que participa das decisões em estaco de direitos e econômicos da população em geral.
Os ministros não são subordinados, aliados, para fazer uma politica social e politica do Brasil.
Tem de cobrar a vigilância entre os três poderes.
Rorgéio Marco Antonio Silva
18 de maio de 2014 9:15 am.
Antonio Lassance: Pq a oposição tem medo
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/De-quem-e-a-estrategia-do-medo-/4/30938
Assis Ribeiro
18 de maio de 2014 9:45 amDe quem é a estratégia do
De quem é a estratégia do medo?
Confrontada com imagens do passado, a oposição partidária e midiática reclama de que a ‘estratégia do medo’ estaria sendo usada em favor de Dilma.
Nesta semana foi ao ar a propaganda “Fantasmas do Passado”, do Partido dos Trabalhadores (PT), em inserções na tevê e no rádio.
A peça expõe cenas em que pessoas são confrontadas com a imagem delas próprias, no passado. Mais pobres, mais tristes, abandonadas à própria “sorte”.
O programa quer – e consegue – fazer com que as pessoas tentem se lembrar de como era o Brasil antes dos governos de Lula e Dilma. No mínimo, que elas se recordem de como elas mesmas estavam – onde e em que situação.
Os candidatos da oposição acusaram o golpe e imediatamente reclamaram de que PT usa uma “estratégia do medo” e um “discurso do medo”.
Ato contínuo, a velha mídia simplesmente copiou e colou o discurso oposicionista. Transformou as aspas da oposição em suas manchetes, literalmente. Estão em todos os jornalões: “estratégia do medo” e “discurso do medo”.
Questiona-se em que medida o PT não estaria usando a mesma estratégia de FHC e Serra, disparada contra Lula em 2002. Boa pergunta – boa, capciosa e omissa.
A pergunta tem um pressuposto ardiloso, que é o de que a estratégia do medo é um recurso que deve ser exclusivo de quem faz oposição ao atual governo.
A pergunta omite 2004, 2006, 2008, 2010 e 2012, quando a oposição partidária e midiática usou a “estratégia do medo” em eleições presidenciais, estaduais e municipais.
Em 2006, as campanhas eleitoral e midiática instilavam o pavor a que dinheiro público fosse gasto com pobres, de que o Bolsa Família criasse uma legião de vagabundos e de que o País estivesse sendo transformado no pior dos mundos. Continuamos às voltas com esse discurso em cada esquina.
Em 2010, o medo era do aborto, do casamento de homossexuais e de uma candidata que tinha um passado de luta contra a ditadura. Esse mesmo medo irá proporcionar pelo menos uma candidatura nas eleições deste ano, a do PSC, mas promete estar na boca de muito mais gente.
Em 2014, a “estratégia do medo” é a de repetir – assim como se fez durante todo o ano de 2013 – que a inflação está fora de controle; que o país caminha para um apagão elétrico e de infraestrutura; que ninguém está satisfeito com nada.
De repente, a maioria da população virou “ninguém” e o país pode ser traduzido como “nada”. Belo discurso.
Os brasileiros foram meticulosamente convencidos a terem medo da Copa do Mundo, de protestos, de greves. De quem, afinal, é a estratégia do medo?
A oposição sente calafrios não da peça publicitária, mas da ideia força que ela traz para o debate público.
O programa veiculado coloca, nas mãos dos eleitores, uma pergunta simples e direta, que até então não havia sido feita: de 2003 a 2014, sua vida melhorou ou piorou? Aquilo que você conquistou, de mais importante, foi conquistado antes ou depois de 2003?
A oposição, até mesmo Eduardo Campos, vestiu a carapuça de ser o fantasma a que o programa se refere – e treme por ter que carregar o apelido.
Seu medo maior é que as pessoas, no fundo, já não mais acreditem em fantasmas.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/De-quem-e-a-estrategia-do-medo-/4/30938
Assis Ribeiro
18 de maio de 2014 9:47 am‘Não vamos criar
‘Não vamos criar Frankensteins’, diz MTST sobre aproximação conservadora em atos
Coordenador de movimento classifica como ilegítima ideia de Campos e Aécio de pregar que manifestações são provocadas por insatisfação com Dilma, embora critique presidenta por falta de avanços
Por Rodrigo Gomes, Da Rede Brasil Atual
Assim como fez o Movimento Passe Livre (MPL) no ano passado, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, reafirmou hoje (14) a postura “de esquerda” das manifestações que antecedem a Copa do Mundo no Brasil e rejeitou que setores conservadores se apropriem das mobilizações.
Nesta entrevista exclusiva à RBA, concedida logo após a coletiva do MTST no início da tarde de hoje, no centro da capital paulista, Boulos criticou a postura de parte da imprensa e dos pré-candidatos à presidência da República Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que pregam que as ações são reflexo de uma insatisfação com o governo de Dilma Rousseff (PT).
O militante explicou ainda que as ações têm objetivos que dialogam com a pauta de reivindicações do movimento e não se prestam a uma difusa mobilização anti-Copa, embora entenda que os movimentos devam aproveitar o megaevento para agir e colocar em debate pautas consideradas importantes.
As pautas de reivindicação do MTST já estão nas ruas há bastante tempo, mas a vitrine da Copa transforma tudo uma grande agenda antiCopa. Como evitar essa situação?
Isso é um problema. Uma coisa é o que o movimento defende e o que o movimento faz. Outra coisa é a forma como parte da mídia e setores conservadores se utilizam disso para fazer a sua própria política. Isso não está sob controle do movimento. Nós cumprimos o papel de deixar claras as nossas pautas, de se mobilizar em torno delas.
Mas o MTST também não pode deixar de fazer mobilizações sob o risco de que essas ações sejam utilizadas por esses setores para objetivos políticos que nós não concordamos. De fato, essa é uma dificuldade hoje, que não só o MTST está passando, como vários outros movimentos populares legítimos, com pautas no campo da classe trabalhadora.
Visivelmente há uma campanha buscando atacar o governo da presidenta Dilma Rousseff a partir da Copa do Mundo. Da nossa parte nós não nos somamos a essa campanha. Nós estamos com aqueles que assumem posturas críticas quanto à realização da Copa. Não vemos o evento como um processo benéfico para a maioria da população trabalhadora brasileira. Temos as nossas reivindicações quanto a isso e nos mobilizamos.
O MTST se declara independente no cenário político. Mas há pré-candidatos à Presidência interessados em pegar carona nas mobilizações para dizer que o povo está insatisfeito “com tudo que está aí”.
Nós achamos completamente ilegítimo. O discurso de Eduardo Campos e Aécio Neves é completamente esquizofrênico. Ao mesmo tempo que dizem estar com as mobilizações, que estão ouvindo a voz das ruas, defendem políticas que impedem qualquer governo de atender às pautas de reivindicação que estão sendo colocadas pela população.
Quando Campos diz que vai reduzir a meta de inflação e aumentar o superávit primário, ou o Aécio convida Armínio Fraga para ser seu ministro da Fazenda, caso eleito, tudo que essas pessoas estão anunciando que não vão fazer é atender às reivindicações dos trabalhadores.
Esse uso é no mínimo oportunista e o MTST considera isso lamentável. E fazemos questão de deixar bem claro que esses grupos políticos não nos representam.
Vocês têm mantido uma mobilização que tem certa constância, de colocar na rua de cinco a dez mil pessoas com certa facilidade. Já as manifestações sobre Copa, em geral, não são tão massificadas. Não está havendo adesão da população?
Na verdade, você tem uma insatisfação bastante considerável em relação à copa, medida por pesquisas. Agora, se isso não se vincula a uma pauta concreta, o discurso fica vazio e as pessoas não vão às ruas mesmo. Elas se mobilizam por questões claras.
Nós temos a nossa pauta, que se vincula a outras, e vários setores têm as suas. Não temos qualquer pretensão de nos tornarmos o eixo aglutinador de todas as pautas e trazer toda a população para a rua. Até porque, se isso não se der em torno de uma proposta política bem definida e claramente de esquerda, a coisa fica perigosa…
Repete-se o que ocorreu em junho de 2013…
Sim, pode ocorrer o que houve no final de junho. As ações iniciais eram muito legítimas, por conta do aumento da passagem, uma reivindicação concreta. E terminou com cartazes pedindo redução da maioridade penal e a volta da ditadura. Isso nós não queremos causar. Não vamos criar Frankensteins. Vamos fazer mobilizações sobre nossas pautas.
As mobilizações têm girado em torno de empreiteiras que lucraram com a Copa, questões de moradia, direitos dos trabalhadores. Vocês pretendem seguir nessa dinâmica de atender diferentes pautas em cada ação?
Não vamos focar exatamente assim. Começamos pelos construtores porque foram os verdadeiros vencedores da Copa. Foram os que ganharam mais dinheiro abocanhando dinheiro público com as obras. No caso de hoje, o objetivo era fazer ações de maior visibilidade, por isso esse número e a descentralização.
A próxima vem no sentido de trazer pautas de outros setores da classe trabalhadora. A pauta não é exclusiva sobre moradia. O processo vai ser pensado conforme é realizado, não existe um planejamento definido.
Falando em mobilizações de trabalhadores, você avalia que eles estão fora do processo? Tem havido pouco envolvimento da classe trabalhadora organizada?
Isso vai da dinâmica de cada categoria. As pessoas se mobilizam pelos seus direitos e interesses imediatos. Não tem como inflar e constituir mobilizações individuais. Alguns sindicatos têm buscado fazer ações e enfrentado condições que nem sempre são favoráveis. Outros têm tentado inibir mobilizações e são atropelados, por exemplo, no caso dos garis e dos rodoviários, no Rio de Janeiro, em que a direção sindical tomou uma decisão que não representava a categoria.
Nós evitamos julgar o movimento sindical sobre suas mobilizações, mas é claro que a entrada de trabalhadores organizados enriqueceria esse processo.
http://www.brasildefato.com.br/node/28536
Gilberto Cruvinel
18 de maio de 2014 12:58 pmEntrevista com Fernando Haddad por Bruno Torturra
[video:http://youtu.be/aKJwHbK8bKM%5D
A íntegra da entrevista que Bruno Torturra conduziu com Fernando Haddad, prefeito de São Paulo.
Após 4 meses de programa Braços Abertos, a prefeitura de São Paulo autorizou a instalação de cercas na região da Luz como forma de delimitar o espaço para os usuários de crack.
Parte deles não aceitou a medida e, para evitar um confronto com a polícia, se refugiaram na tenda do próprio Braços Abertos.
O cercamento foi muito mal recebido também por membros do conselho de drogas da cidade, pessoas que trabalham com redução de danos e de alguns dos elaboradores do próprio programa.
Após fazer um post com duras críticas à medida em seu Facebook, Bruno Torturra recebeu um telefonema do prefeito. Rebatendo as críticas e oferecendo sua visão do assunto.
Foi acertada uma entrevista para a manhã seguinte, no gabinete do prefeito, como forma de tornar pública tal conversa e argumentos.
Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.
Câmera e edição: Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.
ACERCA DAS CERCAS
Bruno Torturra
Enfim, aqui vai a íntegra da entrevista que fiz com o prefeito na manhã de ontem. A primeira não ao vivo pelo Fluxo.
Em meus posts anteriores explico bem o contexto que a produziu.
E aqui digo um pouco das minhas intenções nela.
É um papel ao mesmo tempo interessante e ambíguo realizar essa conversa. Porque tenho a função de jornalista, de olho na pauta e nas possíveis inconsistências do programa e do discurso do prefeito.
Por outro lado, como membro do Conselho de Drogas da cidade, como alguém que torce pelo sucesso do programa e tem uma opinião clara e repetidamente publicada sobre como abordar a questão das drogas sob outra perspectiva.
Encontrar esse equilíbrio era a dificuldade. Não ser chapa branca ou poupar o prefeito das principais críticas que tenho e escuto, nem mirar todo meu foco nos problemas, criando o tipo de confronto que pode gerar mais ruído do que esclarecimento.
Sigo com a opinião fundamental de que as cercas foram um erro. Inegociável do ponto de vista simbólico, filosófico, conceitual. Mas saio da entrevista com a compreensão de que a prática, a instabilidade do cenário e o tamanho da bucha institucional que é criar harmonia na chamada cracolândia (termo que hoje abomino) são complicadas demais para vaticínios rápidos.
Sigo com algumas e fundamentais críticas à implementação do projeto, mas sou solidário ao prefeito ao acreditar de fato que não é demagogia quando ele afirma buscar na autonomia crítica, na racionalidade do próprio dependente de crack um caminho para uma vida diferente, mais conectada com a cidade e a sociedade, independente de seguir usando ou abandonando as drogas.
Por isso, sigo apoiando e pronto para colaborar no que puder para ver o Braços Abertos evoluir, alcançar mais áreas de cidade. E que sirva para se tornar, senão um modelo, uma inspiração para novas abordagens e políticas que relacionem o cuidado com o usuário, antes de mais nada, com sua dignidade.
Uma hora de conversa. Nela o prefeito discute as motivações do cercamento (já suspenso), as premissas e dificuldades na execução do Braços Abertos, os planos para o futuro imediato do programa, as críticas que vem recebendo e um pouco da sua visão sobre a política de drogas no âmbito nacional.
Câmera, edição e a parceria fundamental das companheiras Fernanda Ligabue e Carol Quintanilha.
E segue o Fluxo!
Rui Daher
18 de maio de 2014 1:30 pmTerra Magazine
Pra sabadear no país da insatisfação, por Rui Daher
http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2014/05/17/pra-sabadear-no-pais-da-insatisfacao/
joao
18 de maio de 2014 2:12 pmNegros, Indios e Portugueses
Na historia do Brasil tem de ser revistas, a diversidade entre portugueses, índios e negros tem que ser apoiada colocando sem as influencias das correntes e pensamentos “vira lata”. Temos sim de ter orgulho e caráteres com estas correntes. O extermínio dos índios no Estado do Rio de janeiro, contado por minha historia, é de uma consternação assombrosa, caçados como animais têm de vir a publico.
Os nossos ancestrais nunca descansaram em paz. Seja pelas verdades apropriada e desacomodada.
Que a realidade seja nossa consciência.
Hoje às 07h04
A importância de conhecer a nossa história
Gilmar Silvério*
Para um país como o Brasil, em que a diversidade cultural é imensa, pode parecer estranho quando se fala na história dos nossos antepassados. Ainda mais se pensarmos na forma como ocorreu a formação da nossa sociedade, a partir das influências recebidas dos diferentes ciclos migratórios.
Saber a história de uma nação significa resgatar e preservar a tradição daqueles que contribuíram para que chegássemos ao ponto em que nos encontramos. Trata-se de uma oportunidade única para compreender, inclusive, a nossa própria identidade.
A despeito da visão europeia, que ainda é predominante nos livros didáticos e paradidáticos, há outra corrente que defende que a história da humanidade seja contada com base em outros relatos e visões de mundo. Nesse sentido, existe uma legislação federal que torna obrigatório o ensino nas escolas da cultura afro-brasileira e indígena. Essa lei, que acaba de completar dez anos, infelizmente ainda é pouco conhecida. Compete a nós, militantes e especialistas da área de educação, colocarmos isso em prática.
Como exemplo, podemos citar o que ocorre em Santo André, na região do ABC paulista. No final de 2013, teve início a capacitação sobre cultura indígena para os professores de educação física da rede municipal de ensino. O objetivo é fazer com que o docente passe a utilizar em suas aulas as danças, os jogos cooperativos e as brincadeiras oriundas dessa tradição.
Trazer essa visão de mundo para os alunos é importante para se perceber como a influência desse povo se faz muito presente no nosso dia a dia. Para ficar em um só aspecto, vale mencionar o hábito do banho diário. Sem falar nas centenas de palavras e termos de origem indígena que usamos para nos expressarmos.
Essa percepção, que por vezes passa despercebida face ao contexto globalizado em que vivemos, é fundamental para mostrar às nossas crianças e jovens a riqueza da cultura e da tradição dos primeiros habitantes do nosso país.
Ao oferecer essa possibilidade aos alunos, estamos contribuindo para resgatar o papel dos índios na formação do Brasil. Serve, ainda, para evitar possíveis percepções preconceituosas em relação a esse povo, que deve ser reverenciado pelas inúmeras contribuições que, hoje, se encontram naturalmente incorporadas ao nosso cotidiano. Significa também dar à cultura indígena o devido protagonismo que ela tanto merece.
* Gilmar Silvério, professor da rede estadual de ensino, é secretário de Educação de Santo André, SP. – [email protected].
http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2014/05/18/a-importancia-de-conhecer-a-nossa-historia/
joao
18 de maio de 2014 2:20 pmO Brasil Vive!
Vergonha é roubar e não poder carregar.
17 de Maio de 2014
VERGONHA: famílias devolvem produtos saqueados em PE
Em vários municípios da Região Metropolitana do Recife, moradores procuraram, durante a sexta-feira, 16, as autoridades policiais para devolver eletrodomésticos, eletrônicos e outros bens furtados nos saques realizados durante a greve da PM. Na cidade de Abreu e Lima, uma das mais atingidas pela onda de arrastões e violência, pelo menos 15 famílias procuraram a delegacia da cidade para entregar os produtos. Apesar da volta da PM às ruas, com apoio da Força Federal e do Exército, ainda há registro de problemas isolados.
Segundo dados do balanço da Polícia Civil, divulgado nesta sexta, 234 pessoas foram detidas por agentes da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), durante os quase três dias de paralisação da polícia. Desse total, 102 foram autuadas em flagrante por furtos, roubos, perturbação do sossego, porte ilegal de arma de fogo e dano qualificado. Pelo menos 30 episódios de saque e 15 arrastões foram registrados.
De acordo com informações da Secretaria de Defesa Social (SDS), a Força Nacional deverá permanecer no Estado pelo menos até o dia 29. O assessor de comunicação do Comando Militar do Nordeste, major Danilo Hereda, informou que existem cerca de mil homens do Exército reforçando a segurança.
A Polícia Civil faz uma campanha na Região Metropolitana para que os envolvidos nos saques entreguem o que foi levado das lojas, com a garantia de que não serão presos. Pelo menos 12 pessoas foram detidas só em Abreu e Lima por envolvimento em roubos.
“Não vamos prender nem fichar quem trouxer as coisas para a delegacia. Eles serão identificados, ouvidos e liberados”, diz a campanha. No fim da tarde desta sexta, já faltava espaço no prédio da delegacia para receber o material. Os policiais registraram cinco máquinas de lavar roupa, três geladeiras, cinco fornos de micro-ondas, quatro fogões, nove aparelhos de TV e dezenas de bens menores, como celulares, aparelhos de som e liquidificadores.
Mãe entrega filho. Na cidade de Paulista, no norte da Região Metropolitana, uma dona de casa que preferiu não se identificar, mãe de um jovem de 15 anos que participou dos saques, procurou o gerente da loja que foi alvo do filho para devolver um computador levado pelo adolescente. O gerente do estabelecimento, Josias Guimarães, afirmou ter ficado “impressionado com a atitude”.
No bairro de Cavaleiro, no município de Jaboatão dos Guararapes, a Polícia Civil também começou a receber material trazido pelos saqueadores “arrependidos”. A delegada titular, Beatriz Leite, informou que, além das entregas espontâneas, foram recuperados bens roubados por seis pessoas, presas em suas casas após o recebimento de denúncias anônimas. Até o meio-dia desta sexta, chegaram até a delegacia dois fogões, um forno micro-ondas, caixas de som, uma parte de um armário de cozinha, dois espremedores de suco, além de vários cabides. A delegada ainda informou que muitas pessoas estavam jogando produtos roubados em uma mata de Cavaleiro, com medo de represálias da polícia.
Estadão
foto: Leia Já Imagens
http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20140517034336&cat=policial&keys=vergonha-familias-devolvem-produtos-saqueados-pe
Alexandre Weber - Santos -SP
18 de maio de 2014 3:29 pmFim do Dollar
Não é segredo para ninguém que a Rússia tem se esforçado em conseguir
acordos comerciais que venham a diminuir a participação (e influência) do
dólar americano desde o início da crise ucraniana (e mesmo antes): a
questão já foi abordada antes nestas páginas (veja: Gazprom prepara
emissão simbólica de títulos em Yuan chinês)
Petrodólar em alerta: Putin prepara-se para anunciar o Santo Graal
Rússia e China prestes a assinar o Santo Graal
Acordo sobre gás Bancos Centrais apostam que esta será a nova moeda de reserva
Afinal de contas, não é realmente “ridículo” que qualquer país possa
sequer considerar viver fora dos limites ideológicos e… religiosos do
Petrodólar? Porque se qualquer um puder fazer isso, todos poderão e isso,
vocês sabem, significará para os EUA a hiperinflação, colapso social,
guerra civil e tudo o que sói acontecer apenas em repúblicas de bananas
como a Venezuela, que infelizmente não possui de seu nenhuma moeda mundial de reserva para dar-lhe um pontapé na…
Ou pelo menos é isso que os economistas *keynesianos*, também conhecidos como grão sacerdotes da já mencionada religião do Petrodólar nos querem fazer acreditar.
*Desglobalização*
Porém ainda que isso esteja sendo chato para os estadistas lerem, a Rússia está trabalhando duro para ver o dólar dos Estados Unidos pelo espelho retrovisor, com a firme intenção de substituí-lo por um sistema monetário que seja livre dele. Ou, como está sendo chamado na Rússia, um mundo “desdolarizado”.
A *Voz da Rússia citando fontes da imprensa russa, reporta que *o Ministério das Finanças está pronto para iniciar um plano para incrementar radicalmente a participação do rublo russo nas operações de exportação, o que acarretará a redução do percentual nas transações com utilização do dólar americano*.
Fontes do governo crêem que o setor bancário russo está “preparado para organizar o incremento no número de transações com utilização do rublo”.
Conforme a agência de notícias Prime, o governo organizou em 24 de abril um encontro especial cujo mote foi a procura de uma forma de se livrar do dólar nas operações russas de exportação.
Experts de nível superior dos setores energético, bancário e de agências governamentais foram convocados e colocados frente a certo número de medidas a serem tomadas como uma resposta às sanções aplicadas à Rússia pelos Estados Unidos.
Pois é… Se o mundo ocidental queria uma resposta russa ao crescente número de sanções contra o país, está na iminência de vê-la.
A reunião de desdolarização presidida pelo vice primeiro Ministro da
Federação Russa, Igor Shuvalov, é prova de que Moscou tem sérias intenções de parar de usar o dólar americano. A reunião seguinte foi presidida pelo vice Ministro das Finanças, Alexey Moiseev o qual declarou mais tarde ao canal Rossia 24 que será incrementada a proporção atual de contratos em rublo acrescentando que nenhum dos especialistas e representantes de bancos, ao serem inquiridos, viu qualquer problema no plano governamental de aumentar a quota dos pagamentos em rublo.
Então, se você pensou que apenas o supremo Obama poderia reinar sozinho através de ordens executivas, você estava enganado. Os russos também podem fazer isso de forma tão eficiente quanto.
Alexey Moiseev
É interessante que em sua entrevista, Moiseev tenha mencionado um instrumento legal que pode ser descrito como ordem executiva de troca de moeda, afirmando que o governo russo tem o poder legal de obrigar as companhias russas a comerciar uma percentagem de certos bens e serviços apenas em rublos. Referindo-se aos casos em que essa proporção pode chegar a 100%, a autoridade russa afirmou que seria um caso extremo e não posso dizer neste momento como e quando o governo russo usará esse poder.
Bem. A todo o tempo em que a opção for válida.
Mas o mais importante não é que a Rússia tenha realmente qualquer chance prática de implementar as medidas, se não fosse a existência de outras nações que se disponham a relações de comércio bilateral livres do dólar.
Ocorre que esses países existem e não deve ser surpresa para ninguém que dois deles que já intensificaram essa prática são nada mais nada menos que Irã e China.
Claro, o sucesso da campanha de Moscou para a mudança para o rublo ou outras moedas regionais nas negociações comerciais depende da boa vontade de seus parceiros comerciais de se livrar do dólar. Dois países estariam dispostos a apoiar a Rússia, conforme fontes citadas por Politonline.ru: Irã e China.
Dado que Vladimir Putin deve visitar Pequim em 20 de maio próximo, pode-se especular que os contratos de gás e petróleo que deverão ser assinados entre Rússia e China o serão em rublos e yuans, não em dólares.
Em outras palavras, no tempo de uma semana veremos não apenas o anúncio do Santo Graal no acordo do gás Rússia-China já descrito aqui, mas seu termo financeiro, que agora parece quase certo que será fechado exclusivamente em RUBLOS e YUANS e não em DÓLARES AMERICANOS.
E como já explicamos repetidamente, quanto mais o ocidente hostiliza a Rússia, quanto mais pesadas se tornam as sanções, mais a Rússia se vê forçada a abandonar um sistema de comércio dominado pelo dólar americano, voltando-se para a China e a Índia. É por isso que o anúncio a ser feito na próxima semana é inovador e, certamente será, mas é apenas o começo.