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  1. Gilberto Cruvinel

    26 de agosto de 2014 3:27 am

    Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014)

    Juca Kfouri

     

     

      

    IMG_2202.PNG

    Quase oito anos atrás escrevi a coluna abaixo na “Folha de S.Paulo”.

    À minha utopia, Antônio Ermírio de Moraes respondeu com o humor de que era capaz.

    Sim, ele estava de brincadeira, coisa rara para um brasileiro que sempre levou tudo muito à sério.

    Minha homenagem e minha saudade.

    São Paulo, domingo, 03 de setembro de 2006

    JUCA KFOURI

    Antônio Ermírio, presidente

    Que o Lula não se preocupe. Aqui a coisa é muito séria. Estou me referindo é à presidência do Corinthians

    PAREI PARA pensar.

    Faço isso, às vezes, por mais que não pareça. Dói um pouco, é verdade. Mas dá resultado, também às vezes.

    Como agora. Depois de muito matutar sobre a crise corintiana, acredito que achei uma solução.

    E, como é freqüente, estava na cara, quase aqui mesmo, ali ao lado, na página 2 desta Folha, meu companheiro colunista, Antônio Ermírio de Moraes.

    Sim, ele não gostará nem um pouco do que lerá aqui, mas é a solução para o Corinthians. Corintiano, conselheiro vitalício do clube há décadas, já fez tudo o que podia na vida, com sucesso. Entre uma coluna e outra neste jornal, ainda escreve peças de teatro e, nas horas de folga, comanda o Grupo Votorantim.

    Não é pouca coisa, convenhamos. Principalmente se somarmos ao trabalho que também desenvolve, não é de hoje, na Beneficência Portuguesa, complexo hospitalar que tratou de salvar, com louvor.

    Na flor da idade, aos 78 anos, poderia muito bem estabelecer uma meta para quando completar a marca espetacular dos 80, com lucidez e competência: ter salvado o glorioso SC Corinthians Paulista.

    Um nome acima de quaisquer suspeitas, realizado, incapaz de se envolver com nebulosas transações ou se cercar de gente de má qualidade, que só pensa em se aproveitar do clube.

    Claro que há outros corintianos ilustres, mas nenhum deles com as características do caro colega colunista Antônio Ermírio. Dom Paulo Evaristo Arns, por exemplo, seria outro. Mas está com a saúde um pouco debilitada e seria demais pedir a ele, depois do tanto que já fez, um milagre deste porte: salvar o Corinthians de seus demônios.

    Washington Olivetto é ainda muito jovem para a empreitada, comporia maravilhosamente a equipe de Antônio Ermírio, como fez com brilho, por sinal, nos tempos dourados, para o alvinegro, da Democracia Corintiana.
    Imagino um executivo do porte de Antônio Ermírio na presidência do Corinthians.

    Trataria de fazer uma radiografia imediata da situação. Constataria que a parte social do clube atrapalha o futebol, que é o que interessa à esmagadora maioria dos corintianos, e as separaria. Daria, ao futebol profissional, tratamento profissional. Com gente paga, bem paga dada a grandeza, importância e potencial de rentabilidade de um Corinthians, muito maior que muitas poderosas multinacionais que estão por aí.

    E cobraria, exigiria resultados, contrataria e demitiria por méritos ou falta deles, jamais por politicagem rasteira.

    E premiaria, bonificaria, aqueles que atingissem suas metas ou as superassem, como é de lei. Jamais estimularia sentimentos xenófobos, porque sabe bem o valor de um Borges, de um Piazzolla, de um Maradona.

    Além do mais, pavimentaria (e quem sabe pavimentar como ele?) a estrada do primeiro centenário corintiano, em 2010, sem o risco de vê-lo na segunda divisão. Risco que o time tem corrido permanentemente, com espasmos de sucesso aqui ou ali, sabem Deus e a Fiel como.

    Parece claro que o Corinthians não pode ficar como está. E, como sonhar é das poucas coisas que ainda não pagam impostos no Brasil, não custa provocar Antônio Ermírio a aceitar esse desafio, que coroaria sua vida com um serviço inestimável não só à nação alvinegra mas a todo o futebol nacional.

    Mas não demorais, Dr. Antônio!

    IMG_2204.JPG

     

  2. romério rômulo

    26 de agosto de 2014 3:58 am

    Marina Silva vai abençoar o Papa Francisco

    segundo o Pedro Simon.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/08/1505704-em-anuncio-da-candidatura-simon-ataca-dilma-e-compara-marina-ao-papa.shtml

    romério

  3. Webster Franklin

    26 de agosto de 2014 5:24 am

    “Os documentos estavam no avião”, sugere tesoureiro de Marina.

    Do Tijolaço

     

     “Se não tem avião, não tem papéis”

     

    25 de agosto de 2014 | 22:36

     

    Autor: Fernando Brito    

    franca

    O senhor Márcio França, tesoureiro de campanha de Marina Silva, acaba de dar uma declaração ao IG dizendo que “”documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais (os documentos)”

    É uma das maiores abjeções de caráter que já vi, ao longo de 56 anos de vida, ser praticada.

    Sabe, meu amigo e minha amiga, não é diferente de você dizer que, se um carro pegou fogo, “documento de carro você carrega no carro e, se o carro pegou fogo, já não existe mais”.

    Márcio França não é um imbecil, mas é um debochado.

    Quer dizer que havia uma pastinha no avião com todos os contratos – se é que havia contrados – de compra e venda, de registro de propriedade e de manutenção. Ninguém pagou, ninguém recebeu, ninguém tem nada com isso.

    O avião fica, assim, como algo que não existiu.

    Estava tudo no “porta-luvas”.

    É bom que Marina Silva arranje logo outras explicações e outro tesoureiro.

    Um homem capaz de dizer isso não tem condições morais de tomar conta do caixa de uma barraquinha de festa junina.

    “Caiu um buscapé aqui e queimou todas as contas do caixa”

    É o impensável da canalhice algo assim, perdoem-me por sair do meu equilíbrio.

    Morreram sete pessoas, outras ficaram feridas e dezenas perderam suas casas.

    Mas não é responsabilidade de ninguém, os documentos estavam no avião e, agora, ninguém é dono dele.

    Isso é um escândalo de proporções inimagináveis que, se não for corrigido, coloca o centro da campanha de Marina Silva no campo do escárnio para com a opinião pública.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=20426

     

    1. nilo

      26 de agosto de 2014 10:44 am

      É e o estranho  (providencial

      É e o estranho  (providencial e oportuno) incêndio no Galpão da Prefeitura de Cláudio – a do aeroporto do Aécio – que destruiu arquivos, documentos e computadores da prefeitura…

      Cadê a mídia investigativa?

  4. Webster Franklin

    26 de agosto de 2014 5:38 am

    Campos usou outro avião de Apolo

    Do Tijolaço                                                                                                                                                                                  

    Estadão confirma notícia do Tijolaço: Campos usou outro avião de Apolo

     

     

    25 de agosto de 2014 | 10:33 Autor:Fernando Brito                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

    estadaoaviao

     

    A teimosia dos fatos é a grande inimiga da mentira.

    Hoje,  em boa e segura reportagem no Estadão, o repórter Ricardo Brant apurou que, de fato, houve um segundo jato cedido pela Bandeirantes Companhia de Pneus, aparentemente de propriedade de Apolo Vieira (leia aqui sobre ele), servindo à campanha de Eduardo Campos, como este blog publicou na sexta-feira.

    A figura de Apolo vai se tornando, cada vez mais, central neste episódio.

    Leia a matéria de Brandt, publicada hoje na página A-4 do Estadão, que está repercutindo em vários dos grandes portais de notícias:

    Campos usou outro jatinho de empresário investigado pela PF

    Ricardo Brandt

    Em maio, então candidato do PSB viajou em aeronave comprada por Apolo Vieira,envolvido em negócio do avião que caiu em Santos

    Uma das empresas investigadas na compra do jato Cessna Citation 560 XLS, que caiu matando o candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, e outras seis pessoas, a Bandeirantes Companhia de Pneus Ltda. tem em seu nome outra aeronave que, em maio, foi usada pelo ex-governador de Pernambuco durante visita de pré-campanha na Bahia.

    Trata-se do Learjet 45, prefixo PP-ASV, que Campos usou no dia 20 de maio, em visita a Feira de Santana. Em fotografia retirada pela imprensa durante sua chegada é possível ver a aeronave.

    Mais modesto que o Citation 560 XLS, o avião biorreator usado pelo candidato naquele dia está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em nome da Bandeirantes, que tem sede em Pernambuco, e pertence a Apolo Santa Vieira. Pelo registro na Anac, o Learjet 45 foi financiado pela Bandeirantes. Como foi comprado por leasing, enquanto a empresa não terminar de pagá-lo, pertence ao Bank of Utah Trustee.

    Apolo Santa Vieira é um dos três empresários pernambucanos investigados pela Polícia Federal como supostos laranjas na negociação de arrendamento do Citation, que caiu em Santos (SP), no dia 13. A aeronave está em nome da AF Andrade, que está em recuperação judicial. Em maio, o empresário pernambucano João Carlos Lyra de Melo Filho assinou compromisso de compra da aeronave e indicou as empresas Bandeirantes e BR Par para assumir dívidas junto à Cesnna.

    Agentes da PF, com auxílio da Receita Federal, tentam identificar de onde veio o dinheiro para a Bandeirantes Pneus, uma importadora e recuperadora de pneus, comprar o Learjet e o Citation.

    Por meio de nota, a empresa informou que tentou assumir o leasing do Citation (que vale US$ 8,5 milhões), mas que a compra não se efetivou. A AF Andrade informou que já havia recebido parte das parcelas.

    Apolo Viera é réu em um processo por sonegação fiscal na importação de pneus, via porto de Suape (PE), que gerou um prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos. Sua antiga empresa, a Alpha Pneus, e outras, recorrem em segunda instância.

    A Bandeirantes foi criada em 2004, em Jaboatão dos Guararapes (PE) e funciona em um galpão de médio porte. O Estado localizou uma movimentação de importação financiada registrada pelo Banco Central, em dezembro de 2010, de US$ 1,4 milhão, via banco Ilhas Cayman e Banco Safra.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=20399

     

  5. romério rômulo

    26 de agosto de 2014 5:42 am

    Aldo Rebelo: o marido de Marina Silva vendeu mogno.

    https://www.youtube.com/watch?v=pCiVjcXBnC8

    romério

  6. Webster Franklin

    26 de agosto de 2014 5:44 am

    O “jurista” Serra revoga a lei e diz que cartel não é crime

    Do Tijolaço                                  

    25 de agosto de 2014 | 20:47 Autor: Fernando Brito                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

    serrahenrique

    Inacreditável.

    José Serra, às vésperas de prestar depoimento na Polícia Federal sobre a formação de cartéis liderados pela dupla Alston-Siemens – no seu e em outros (todos) os governos tucanos – e reformou a legislação.

    Segundo ele, agora, “cartel não é sinônimo de crime”.

    Para não parecer implicância minha com o o nosso tucano “Walking Dead”, peço que o leitor tenha paciência de ler a matéria da Folha:

    “O ex-governador do Estado de São Paulo José Serra, candidato ao Senado, disse nesta segunda-feira (25) em um evento de empresários do setor de comunicação que nem sempre a existência de um cartel significa que algum tipo de delito foi cometido. “Você não pode olhar do ponto de vista moral. Os grupos econômicos se articulam”, afirmou.

    O candidato tucano fez a afirmação ao ser questionado por uma pessoa da plateia sobre práticas adotadas por veículos de comunicação contrárias à livre concorrência empresarial.

    “Você não me perguntou isso, mas posso dizer aqui para a mídia: cartel virou sinônimo de delito, mas cartel não é nada mais nada menos que monopólio. São empresas que combinam um preço, não que tomam o preço. Esse é um fenômeno super comum no mundo inteiro”, disse o tucano.

    Serra acrescentou: “Quando os jornais do interior combinam de aumentar e diminuir preço do jornal, há cartel aí, porque não é possível que se aumente e diminua no mesmo dia. Isso não significa que cartel é um delito. De repente, em estação de metrô, em obra pública, diz que se formou um cartel e parece que é ‘opa’, tem cartel aí, mas é o mesmo que se dizer que se formou um monopólio, um oligopólio, um duopólio”.

    Ô, seu Serra, o senhor que ser Senador e não sabe a lei. Está lá, na que leva o número 8.137, com as modificações feitas em 2011, pela Lei 12.529:

    Art. 4° Constitui crime contra a ordem econômica:

    I – abusar do poder econômico, dominando o mercado ou eliminando, total ou parcialmente, a concorrência mediante qualquer forma de ajuste ou acordo de empresas

    II – formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando:     

    a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas;      

    b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas;     

    c) ao controle, em detrimento da concorrência, de rede de distribuição ou de fornecedores.    

    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa.

    Como não é crime, Serra, se dá cadeia? Acho melhor o senhor trocar de advogado até o dia do seu depoimento na PF sobre o escândalo do “trensalão”.

    Este aí que está lhe ensinando direito, vai colocá-lo numa furada, doutor…

     

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=20421

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  7. romério rômulo

    26 de agosto de 2014 5:58 am

    o marido de Marina Silva e sua ONG exportadora de mogno

    https://www.youtube.com/watch?v=qsLFJWCRarI

    romério

  8. Webster Franklin

    26 de agosto de 2014 6:31 am

    O Brasil espremido entre dentaduras e dentadas

    Carta Maior

     

    25/08/2014 00:00

     

    O Brasil espremido entre dentaduras e dentadas

     

    Enquanto a dentadura da boca sertaneja é tratada como um escândalo, a dentada rentista desfruta o espaço de uma pauta séria nos seus espaços midiáticos.

     

    por: Saul Leblon

     
     

          

    Arquivo

     

    O Brasil espremido entre dentaduras e dentadas

    A dentadura que devolveu o sorriso à boca de uma sertaneja pobre de Paulo Afonso, na Bahia, foi transformada pela mídia isenta em um escândalo eleitoral.

    As escolhas que ela envolve são mais sérias do que esse factoide.

    Oito incisivos, 4 caninos e 20 molares de resina da sertaneja Nalvinha receberam da mídia um tratamento equivalente ao dispensado ao aeroporto de R$ 14 milhões que Aécio construiu com dinheiro público na fazenda do tio Múcio.

    Mereceram a mesma gravidade atribuída ao misterioso jatinho Cessna, de R$ 24 milhões, cuja queda matou Eduardo Campos e abriu uma cratera de dúvidas quanto à origem, a legalidade e os interesses que embalam a candidatura do PSB.

    Não importa que os trinta e dois dentes novos façam parte de um amplo programa federal lançado em março de 2004, destinado a devolver o sorriso a milhões de brasileiros cujo único vínculo com a saúde bucal era o velho boticão.

    Não é uma miragem.

    Ao completar uma década, o ‘Brasil Sorridente’ já entregou quase 500 mil próteses dentárias parecidas com a de Nalvinha. Estendeu o direito a tratamento dentário a 79,6 milhões de adultos e crianças em 4.971 municípios brasileiros.

    A julgar pelo martelete midiático, tudo não passa de uma fraude.

    A tola e/ou ingênua decisão de providenciar a prótese da sertaneja Nalvinha na véspera da visita da Presidenta Dilma a sua casa, também equipada de cisternas –o governo federal já financiou 481 mil delas em 1.426 municípios do semiárido nordestino e liberou R$ 1 bilhão este ano para chegar a 750 mil até dezembro— alimentou o banzeiro.

    Foi o suficiente para que o maior programa de saúde bucal do mundo evaporasse na conveniência da narrativa conservadora.

    O episódio seria só mais um embate em torno de um programa social, não fosse tão representativo da imensa dificuldade que é mover a fronteira da inclusão social no Brasil à margem do Estado e das políticas públicas.

    Entre outras coisas, a polêmica da ‘dentadura eleitoral’ sonegou ao eleitor alguns paradoxos de uma matriz conhecida.

    Por exemplo, o fato de o Brasil ser o país com o maior número de dentistas do mundo.

    Tem-se aqui quase 20% dos profissionais de odontologia do planeta.

    São cerca de 250 mil dentistas de um total pouco superior a um milhão no mundo; um contingente que mesmo em termos relativos impressiona. Com população superior a nossa, os EUA, por exemplo, dispõem de pouco mais que 170 mil dentistas; a Alemanha tem 70 mil deles; França, México e Argentina contam com 40 mil cada.

    A dianteira pelo jeito veio para ficar.

    A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) informa que quase 15 mil novos dentistas chegam ao mercado brasileiro a cada ano, formados pelas 203 faculdades de odontologia existentes no país.

    O segundo paradoxo: esse superlativo arsenal está longe de se refletir no sorriso de boa parte da população que não tem acesso ao cuidado odontológico.

    Até entrar em campo o ‘Brasil Sorridente’, um contingente da ordem de 30 milhões de brasileiros nunca havia sentado em uma cadeira de dentista.

    A razão é a mesma que levou o governo a importar mais de 14 mil médicos cubanos para levar assistência a 50 milhões de brasileiros pobres, através do ‘Mais Médicos’.

    A mesma que gerou o Bolsa Família. A mesma que levou à criação do Prouni. A mesma que promoveu a instituição de cotas na universidade. A mesma que impulsionou o crédito subsidiado à agricultura familiar. A mesma que leva o BNDES a carrear recursos do Tesouro para áreas do interesse estratégico do país. A mesma que fez o governo Lula instituir uma regulação soberana para o pré-sal. A mesma que encorajou a Petrobrás a impor um índice de nacionalização de 60% nas encomendas de serviços e equipamentos necessários à exploração.

    A razão é que o capitalismo deixado à própria sorte é incapaz de construir uma sociedade. E menos ainda uma democracia social como a que se pretende no Brasil.

    O sorriso devolvido à sertaneja Nalvinha não é fruto das forças de mercado.

    Ele só ressurgiu no rosto da sertaneja de Paulo Afonso porque os governos Lula e Dilma tomaram a decisão política de resgatá-lo investindo R$ 10 bilhões no ‘Brasil Sorridente’.

    Vem daí a pergunta incomoda, abafada pela pauta dos operadores e herdeiros da alta finança.

    Se nem mesmo uma dentadura chega à boca do brasileiro pobre, sem a ação do Estado, como conceber que um novo ciclo de desenvolvimento associado à justiça social possa florescer por força da lógica estrita da ‘racionalidade dos mercados’?

    Aquela que inclui entre os seus preceitos a ideia de que a moeda de uma nação deve ser entregue à administração de um banco central independente do governo e da democracia.

    A diretriz anunciada tanto pelo operador tucano Armínio Fraga, quanto pela coordenadora do programa do Partido Socialista, Neca do Itaú, vende como ciência aquilo que é a essência da dominação financeira no capitalismo: o manejo dos juros na economia.

    Trata-se de ‘proteger’ as decisões monetárias das pressões originárias do mundo político, alega-se.

    Por mundo político entenda-se o conflito de classes, ilegítimo aos olhos de quem enxerga a política como excrescência e o seu interesse como uma segunda natureza, e não parte de uma correlação de forças que disputa o destino da economia e o da sociedade.

    A repartição do ônus gerado pela maior crise do capitalismo dos últimos 80 anos demonstra a pouca aderência dessa visão à realidade.

    Seis anos após o colapso de 2008, a lucratividade dos bancos norte-americanos registrou lucros recordes nesse segundo trimestre.

    Em contrapartida, a subutilização da força de trabalho –indicador que soma emprego parcial e desistência de buscar vaga- atinge assustadores 13%.

    Na maior economia capitalista da terra, metade das vagas criadas no pós-crise é de tempo parcial, com salários depreciados.

    Não é um aquecimento de motores. É o padrão de uma economia desossada em seus esteios produtivos , por obra da desregulação financeira promovida pelo ciclo neoliberal, a partir de Reagan.

    É esse subenredo de uma recuperação tíbia que leva a criteriosa presidente do BC de lá, Janet Yellen, a resistir às pressões dos interesses rentistas para elevar as taxas de juros do mercado.

    Pressões políticas, como se vê, partem muitas vezes de onde menos esperam os defensores da independência do BC por essas bandas.

    Um dos maiores gargalos do Brasil nesse momento é justamente a ausência de espaço para a discussão madura dessas interações entre política e economia, entre opções, custos, concessões, salvaguardas e requisitos à ordenação de um novo ciclo de crescimento, que só virá por força de uma repactuação democrática da sociedade.

    A eleição deveria servir para isso.

    Mas enquanto a dentadura da boca sertaneja é tratada como escândalo, a dentada rentista subjacente ao BC independente desfruta do privilégio de pauta ‘séria’.

    Sob a pressão desse maxilar ideológico o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro gira em círculos que sonegam futuro ao país e esclarecimento à sociedade.

    Não é uma combinação promissora. E a história já evidenciou isso algumas vezes. A ver.

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/O-Brasil-espremido-entre-dentaduras-e-dentadas/31673

  9. Gilberto Cruvinel

    26 de agosto de 2014 10:06 am

    O que deve mudar na Veja

    O que deve mudar na Veja agora que a revista não terá um Civita no controle editorial

     

    Postado em 25 ago 2014por :  Fábio Barbosa e Roberto Civita

    Fábio Barbosa e Roberto Civita

      

    O derramamento de sangue nos altos escalões da Abril nesta segunda-feira não surpreende.

    O novo presidente executivo da editora Abril, Alexandre Caldini, foi para lá para comandar o desmantelamento da divisão de revistas.

    Sobrarão, com o massacre da internet, quatro ou cinco títulos, e bem diminuídas, num espaço de poucos anos.

    E a Abril tem ainda uma estrutura feita para produzir dezenas de revistas que quase ninguém mais quer ler e nas quais cada vez menos anunciantes estão dispostos a anunciar.

    Demissões, fechamento de revistas, cortes de custos desesperados – este é o futuro da Abril.

    Então, não há surpresa nas dispensas de hoje.

    O que chama a atenção é que, pelo comunicado interno da Abril, pela primeira vez a redação da Veja vai responder a alguém que não seja um Civita.

    Ao executivo Fabio Barbosa, presidente da Abril Mídia, responderá o diretor de redação da Veja, Eurípides Alcântara.

    O fundador da Abril, Victor Civita, controlou a Veja nos primórdios, ao lado do filho Roberto. Depois, ainda vivo, o patriarca entregou tudo a Roberto.

    Morto Roberto, num primeiro momento a Veja esteve sob a supervisão do filho caçula de Roberto, Victor Civita Neto.

    São previsíveis duas coisas sob Barbosa.

    Primeiro, um forte ajuste nas despesas da revista. Sob a proteção de Roberto, um apaixonado sem limites pela Veja, a revista virtualmente passou ao largo das demissões ocorridas nos demais títulos da Abril.

    A Veja tem cinco redatores-chefes, uma extravagância que nem a Time nos anos de ouro das revistas semanais de informações ousou cometer.

    Barbosa chega sem os compromissos de Roberto Civita – herdados pelos filhos – com as pessoas-chave da Veja.

    Não deve estar nada fácil o clima na revista. Na realidade de hoje – publicidade e circulação em queda livre – uma redação do porte da Veja não se sustenta.

    A segunda mudança previsível é na linha editorial da revista.

    Fábio Barbosa, ao longo de sua carreira, se caracterizou por posições muito mais progressistas – ou menos radicais no campo da direita — do que o que se lê na Veja.

    Era conhecido por suas posições a favor da sustentabilidade, por exemplo – coisa que para a Veja é bobagem de esquerdistas interessados em atrapalhar o capitalismo.

    A Veja acabou se transformando num depósito do pensamento ultradireitista de Olavo de Carvalho, nela representado por nomes como Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Felipe Moura Brasil e Lobão, para citar uns poucos entre tantos.

    Barbosa, pode-se imaginar, tentará reconduzir a Veja para o terreno que ela ocupou nos anos 1980, quando era considerada a melhor escola de jornalismo do Brasil.

    Isso significa dar a ela feições liberais, pró-livre iniciativa, ao estilo americano – mas sem babar.

    Significa também deixar de ser panfleto para ser uma revista propriamente dita.

    No mundo, há um exemplo que pode servir de modelo: a inglesa Economist. É uma revista de centro-direita que faz um jornalismo sério, de alto nível.

    Modelo, há.

    O que é difícil é recuperar a credibilidade destruída nos últimos anos por um jornalismo panfletário, manipulador e inconsequente.

    De toda forma, vai ser interessante observar o comportamento da revista nas próximas semanas.

     

  10. Cyro

    26 de agosto de 2014 11:54 am

    Presidente ucraniano dissolve parlamento e convoca eleições

    Presidente ucraniano dissolve parlamento e convoca eleições antecipadas

    2014/08/26

    Agência Xinhua

     

    KIEV, 26 ago (Xinhua) – O presidente ucraniano, Petro Poroshenko dissolveu o parlamento na segunda-feira e convocou eleições antecipadas em 26 de outubro, em momento em que as tensões ainda estão elevadas no leste da Ucrânia em meio a combates entre as forças governamentais e os rebeldes.

     

    “Temos de começar a purificação do mais alto órgão legislativo. A atual composição do Parlamento (Verkhovna Rada) tem sido o esteio do (ex-presidente Viktor) Yanukovich por um ano e meio,” disse.

     

    Muitos legisladores foram “responsáveis, cúmplices diretos ou pelo menos simpatizantes” de separatistas, e eles eram responsáveis ​​por “leis ditatoriais” que mataram ativistas pró-europeus durante os protestos no ano passado, disse ele.

     

    Observando que a eleição de 2012 não foi justa nem democrático, Poroshenko disse que “a corrupção, o desemprego e a pobreza não causam menos danos do que “Grad” (foguetes) ou “Buk” (sistema anti-aéreo).”

     

    A sociedade mudou tão rápido que os membros do parlamento devem refletir o desenvolvimento histórico, acrescentou.

     

    Poroshenko disse reforma parlamentar sucesso foi um “processo inter-relacionado” com o ganho militar recente de forças do governo em regiões ucranianas do sudeste de Lugansk e Donetsk.

     

    “Assim, as eleições legislativas antecipadas fazem parte do meu plano de paz”, disse ele.

     

    Os legisladores irão assumir a responsabilidade até que o novo parlamento seja eleito, disse ele. O primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk, que assumiu o atual cargo em fevereiro, após a destituição do ex-presidente Viktor Yanukovych, permanecerá em um papel interino até que seu sucessor está instalado.

     

    Os conflitos militares entre tropas governamentais e milícias pró-independência já mataram mais de 2.000 pessoas no sudeste da Ucrânia, desde março, com centenas de milhares de outras pessoas deslocadas.

     

    REUNIÃO EM MINSK

     

    A violência continuua na Ucrânia faz com que a reunião de terça-feira entre Poroshenko e o presidente russo, Vladimir Putin recebendo cada vez mais atenção. Muitos esperavam que esta poderia facilitar uma solução política para a crise em curso.

     

    Na terça-feira, os presidentes dos países membros da União Aduaneira, ou seja, Belarus, Cazaquistão, Rússia, bem como a Ucrânia e representantes da União Europeia (UE) vão se reunir em Minsk para discutir resolução da crise ucraniana e as relações espinhosas de autoridades de Kiev com a entidade econômica liderada por Moscou.

     

    Tanto Moscou e Kiev têm manifestado a sua vontade de encontrar uma solução pacífica para os conflitos antes da reunião, mas culpam o outro lado pela fúria da guerra.

     

    “Estamos prontos para qualquer formato, qualquer coisa para iniciar o movimento do confronto militar para o diálogo civil, para a formação da unidade nacional que foi mencionada no acordo de 21 de fevereiro”, disse segunda-feira o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

     

    “Reconhecemos Poroshenko como presidente e esperamos que ele use o mandato presidencial para acabar com a guerra e não para incitar mais conflitos”, acrescentou.

     

    Na sexta-feira, Poroshenko disse que Kiev também estaria pressionando por um diálogo político durante a reunião para acabar com a crise no leste da Ucrânia.

     

    Ele previu que a intensidade do diálogo seria “muito alta”.

  11. Cyro

    26 de agosto de 2014 1:22 pm

    Poupança Jovem de Aécio só “existe” em 9 dos 853 municípios
    25 de agosto de 2014 – 11p9
    Poupança Jovem de Aécio só “existe” em 9 dos 853 municípios de Minas

    http://www.vermelho.org.br/noticia/248303-1

    O candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, disse em seu programa de TV no sábado (23), que vai implantar o “Poupança Jovem Brasil”, programa que prevê o depósito de R$ 1 mil a cada ano no ensino médio por estudante, como forma de combater a evasão escolar. Mas a proposta é vaga, a exemplo de outras, já que em campanha no Nordeste ele diz que vai implantaria o programa para a região. Então, ninguém sabe se é um programa nacional ou só para o Nordeste.

    Muda Mais

    Mas baseando-se no que foi feito em Minas Gerais, onde Aécio foi governador e os tucanos ainda governam, é mais fácil chegar a uma conclusão: o programa funciona em 9 dos 853 municípios do estado.

    Mas os problemas não param por aí: os participantes do Poupança Jovem que cursaram o ensino médio entre 2010 e 2013, por exemplo, reclamaram do não recebimento das bolsas prometidas pelo governo mineiro. No ano passado, a maior parte dos 2.258 alunos atendidos em Juiz de Fora não recebeu a bolsa do programa ou a recebeu parcialmente.

    O pagamento referente aos alunos só foi realizado no final de 2013, após meses de atraso. Em 2014, o pagamento foi prometido para março, depois para julho e agora o governo do Estado informou que o dinheiro sairá até o fim do ano.

    A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), Beatriz Cerqueira, afirma que o Poupança Jovem não passa de um programa vitrine. “Ele não tem nenhuma repercussão no estado e não atende ao seu objetivo. Não chega à maioria da juventude e, portanto, se torna ineficaz”, enfatiza a sindicalista.

    Minas Gerais têm 708.500 alunos matriculados no ensino médio, de acordo com o último Censo Escolar de 2013. Mas o programa, criado há sete anos, atendeu uma média de 17 mil alunos por ano, ou seja, pouco mais de 2% do total de estudantes mineiros e apenas 1% do total de municípios do Estado. Apenas R$ 6 milhões foram executados até 2014, dos R$ 57,6 milhões previstos no orçamento do ano.

    De 2010 até hoje, o governo aplicou R$100,3 milhões no programa, valor que atenderia a pouco mais de 33 mil alunos se fosse destinado integralmente às bolsas dos estudantes. A soma investida é inferior ao que foi gasto pela Secretaria de Estado de Governo (Segov) em publicidade em 2013: R$115 milhões.

  12. BRAGA-BH

    26 de agosto de 2014 2:03 pm

    No 1° debate na TV, Dilma e Aécio evitarão confronto direto com
    No 1° debate na TV, Dilma e Aécio evitarão confronto direto com Marina

    Por Luciana Lima e Marcel Frota – iG Brasília |

    26/08/2014 06:00

     
    Diante do crescimento da ex-senadora, adversários pretendem fazer crítica indireta e expor contradições da candidata do PSB

    A ex-senadora Marina Silva transformou-se no centro da estratégia do PT e do PSDB para o primeiro debate com os presidenciáveis, que será realizado nesta terça-feira (26), em São Paulo, pela TV Bandeirantes. Enquanto a presidente Dilma Rousseff vê em Marina uma ameaça numa eventual disputa de segundo turno, o tucano Aécio Neves empenha-se em assegurar o segundo lugar na corrida ao Palácio do Planalto.

    As duas campanhas chegam ao embate desta noite empenhadas em evitar ataques à ex-senadora.

    No PT, a ordem é evitar críticas diretas, mas buscar expor as contradições do discurso de Marina. Na tarde da última segunda-feira (25), assessores de Dilma trataram de municiá-la de respostas sobre assuntos que possam causar constrangimento, temas que possam aparecer nas perguntas dos jornalistas que participarão do debate, ou mesmo, eventuais em provocações de Marina.

    Divulgação
    Marina (PSB) não ser atacada de maneira direta pelos adversários Dilma (PT) e Aécio (PSDB)

     

    Um dos integrantes da campanha de Dilma diz que a presidente não deve atacar, mas reagir com firmeza, como fez ao responder as provocações de Marina ao dizer que o país não precisava de um “gerente” e sim de políticos. Dilma respondeu que ser presidente não é como ser rei ou rainha.

    Boa parte da preparação de Dilma para o debate ficou a cargo de Franklin Martins, ex-ministro da Comunicação Social do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atual responsável pelas redes sociais da campanha. Para se concentrar, Dilma viajou para São Paulo, onde ocorrerá o debate, na noite de segunda. Durante toda terça, a presidente ficará a disposição da preparação.

    A presidente tentará se concentrar na apresentação dos feitos de seu governo, na comparação da gestão petista com o período tucano e nas contradições de Marina. Isso não exclui espetadas indiretas em seus adversários. “Sempre me preparo para os debates porque acho que é minha obrigação chegar e responder às perguntas o melhor que eu posso. É obvio que eu, como presidente da República, tenho que dar explicação sobre vários assuntos”, disse a presidente em conversa com jornalistas na segunda. 

    Também preocupado com Marina, o comando da campanha de Aécio decidiu lidar com a candidata do PSB de forma cuidadosa. Nos bastidores, existe a avaliação que um ataque frontal a Marina neste momento poderia ser muito ruim para a imagem do candidato tucano. O centro da campanha de Aécio esteve reunido na última quinta-feira (22) para tratar de diretrizes da campanha e discutir as estratégias para o debate.

    Desse encontro, saiu uma estratégia muito semelhante àquela discutida pelo PT. Ficou definido que Aécio fará o enfrentamento a Marina de maneira sutil, ou seja, debater sem confrontar, mas buscando explorar as contradições nos discursos da candidata e assuntos que acreditam que poderão ser difíceis para ex-senadora lidar. Eventuais mudanças de posição também deverão ser exploradas pelo tucano.

    Um desses possíveis aspectos é a participação dela no governo petista à frente do ministério do Meio Ambiente. Ela esteve à frente da pasta de janeiro de 2003 até maio de 2008. Em 2009, Marina rompeu com o PT e deixou o partido rumo ao PV, legenda pela qual disputaria sua primeira eleição presidencial em 2010.

    Para o primeiro debate, Aécio quer atuar de forma serena e sentir o terreno. Iniciará o confronto com os adversários de forma propositiva e com uma pauta positiva. Quer se apresentar e mostrar a cara ao eleitor. Por isso mesmo, Aécio não deverá subir muito o tom nem mesmo com Dilma, embora reforce críticas que já vem fazendo nessa primeira etapa da campanha. Os tucanos avaliam que o momento é de se preocupar com sua passagem para o segundo turno.

    Presidente Dilma Roussef, Lula, e políticos prestam homenagem a Eduardo Campos (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersPresidente e candidata à releição Dilma Rousseff visita trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Anápolis (11/08). Foto: Divulgação/PTComitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma visita ferrovia em Iturama, Minas Gerais (8/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa do congresso Nacional de Mulheres Ciben 2014 das Assembleias de Deus Ministério de Madureira. Foto:  Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma almoça na Usina de Belo Monte (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasA presidente Dilma Rousseff e o governador paulista Geraldo Alckmin participaram da inauguração do Templo de Salomão nesta quinta (31), em SP . Foto: Divulgação/Igreja Universal Presidente Dilma, candidato à releição pelo PT, é sabatinada por jornalistas em Brasília (28/07). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma tem encontro com prefeitos em churrascaria em São João de Miriti, no Rio de Janeiro (24/7). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma cumprimenta baiana em convenção do PT em Salvador (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma Rousseff posa para fotos na convenção nacional do PT que oficializou a sua candidatura à reeleição (21/6). Foto: Cadu Gomes/DivulgaçãoAécio Neves (PSDB) é entrevistado pelos apresentadores do Jornal Nacional, Willian Bonner e Patrícia Poeta (11/08).. Foto: Globo/João CottaAécio Neves e a mulher, Leticia Weber, deixam hospital com o pequeno Bernardo no colo, no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/InstagramPresidenciável Aécio Neves visita a comunidade ribeirinha Julião, no Amazonas. Foto: Igo Estrela/Coligação Muda BrasilAécio Neves, presidenciável do PSDB, joga sinuca com eleitores na cidade de Botucatu, em São Paulo (08/07). Foto: Divulgação/PSDBTucanos Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra fazem selfie na fábrica Wurth, em São Paulo (07/08). Foto: Divulgação/PSDBAécio Neves dança com Ana Amélia, candidata do PP ao ao governo do Rio Grande do Sul em encontro em Porto Alegre (2/8). Foto: Igo Estrela/ObritoNewsAécio Neves dá coletiva na Confederação Nacional da Indústria (30/7). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaGeraldo Alckmin (PSDB), candidato ao governo de SP, e o presidenciável Aécio Neves na Feira Tecnológica da Zona Leste paulistana (26/07). Foto:  Marcos Fernandes/ObritoNewsAécio Neves  visita a Vigário Geral, no Rio de Janeiro (RJ), e toca com AfroReagge (25/7). Foto: Orlando Brito/Coligação Muda BrasilCandidato faz uma oração no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no Ceará (20/7). Foto: Igo Estrela/PSDBAécio começa caminhada pelo Brasil por São João Del Rei (13/6). Foto: Reprodução/InstagramEduardo Campos era candidato e morreu em acidente aéreo em Santos no dia 13. Ele comemorou aniversário durante campanha em Alagoas (8/8). Foto: PSBCampos fazia sua campanha ao lado de Marina Silva, sua vice e quem deve assumir a candidatura à Presidência (8/8). Foto: DIVULGAção/PSBEduardo Campo e Marina Silva registram candidatura presidencial pelo partido PSB. Com a morte de Campos, partido deve oficializar Marina (Foto de 3/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBPastor Everaldo, presidenciável do PSC, participa de entrevista no Jornal Nacional, da TV Globo (19/08). Foto: Globo/João CottaPastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência (22/7). Foto: Divulgação/PSCPastor Everaldo participa de caminhada em Osasco e dá entrevistas para jornal local (23/7). Foto: Facebook/Pastor EveraldoCandidato do PSC à Presidência participa da Missão Carismática Brasileira (21/7). Foto: Facebook/Pastor EveraldoPastor Everaldo durante culto na Igreja Atalaia do Deus Vivo, e, Fortaleza (CE) (14/7). Foto: Facebook/Pastor EveraldoPastor participa de entrevista em Casemiro de Abreu, no Rio de Janeiro, e se diverte com banda local (13/7). Foto: Facebook/Pastor EveraldoCandidata à presidente Luciana Genro (PSOL) grava programa eleitoral em Porto Alegre (22/7). Foto: Divulgação/PSOLLuciana Genro caminha por Santo André, região do Grande ABC de São Paulo (19/7). Foto: Facebook/Luciana GenroZé Maria, representante do PSTU na disputada pela Presidência, em agenda de campanha em Curitiba (22/7). Foto: Divulgação/PSTUZé Maria discursa em ato em defesa do povo palestino e contra o massacre do Estado de Israel contra a Palestina (27/7). Foto: Facebook/Zé MariaEduardo Jorge, representante do PV na disputa pela Presidência (22/6). Foto: Divulgação PVEduardo Jorge registra candidatura à Presidência no TSE (3/7). Foto: Divulgação/PVEymael é o candidato à Presidência da República pelo PSDC (29/6). Foto: PSDC Levy Fidelix, candidato à Presidência pelo PRTB, deve começar campanhas nas ruas em agosto. Foto: Facebook/Levy FidelixEveraldo corre por fora 

    Apesar de ver parte de seu eleitorado migrando para a candidatura de Marina, o Pastor Everaldo (PSC) tentará deixar claro que tem ideias consolidadas a respeito de temas polêmicos, como a defesa da “família” nos moldes constitucionais, bandeira clássica dos evangélicos. A equipe do candidato do PSC diz que não terá um plano específico para Marina no embate de hoje.

    Alguns segmentos evangélicos cobram de Marina uma posição mais clara sobre questões polêmicas. Nesse sentido, Everaldo quer ter uma fala mais clara sobre esses temas e sinalizar ao eleitor que não titubeia. Além disso, procurará se vender com o diferente, sempre ressaltando pontos em que difere dos adversários. O candidato PSC fez a promessa mais polêmica até aqui ao anunciar que pretende privatizar a Petrobras caso seja eleito.

     

  13. Max

    26 de agosto de 2014 3:54 pm

    Brasil, um país sem uma política de segurança pública

    Do El País

    http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/26/politica/1409006289_962975.html

     

    Brasil, um país sem uma política de segurança pública

     

    Especialistas dizem que o Governo federal não é protagonista no combate à criminalidade

    AFONSO BENITES São Paulo 25 AGO 2014 – 19:49 BRT

    Há duas décadas as primeiras pesquisas de opinião identificaram que a segurança pública seria um dos temas que deveriam ser levados aos debates presidenciais no Brasil. Isso porque é um assunto que passou a preocupar os cidadãos, diante do aumento das taxas de roubos e homicídios, da baixa resolução dos crimes e do consequente aumento da sensação de insegurança.

    Naquela época, a taxa de homicídios era de 20,2 para cada grupo de 100.000 habitantes. Ou seja, a cada dia 83 pessoas eram assassinadas no país. Depois de dois governos tucanos (Fernando Henrique Cardoso – 1995 a 2002) e quase três petistas (Lula da Silva – 2003 a 2010 e Dilma Rousseff – 2011 a 2014) a taxa saltou para 29, o que quer dizer que 154 assassinatos acontecem por dia.

    Com exceção dessa elevação, pouco parece ter mudado, segundo analistas consultados pelo EL PAÍS e conforme os mais recentes levantamentos feito a esse respeito. Uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no início deste mês mostrou que 25% dos brasileiros dizem que o problema que mais o aflige é a segurança pública. Só a saúde tem um índice maior, 32%.

    Casos recentes de assassinatos, como uma chacina em janeiro no interior de São Paulo ou a rebelião em uma penitenciária do Paraná neste fim de semana, só reforçam essa percepção negativa que atinge governadores, prefeitos e o presidente da vez. “Para os cidadãos não importa se a lei diz que a responsabilidade pela segurança pública é do Estado. Para eles, todos são responsáveis e, de certa maneira, eles têm razão”, ponderou o coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília, Arthur Trindade Costa.

    “O governo federal se mostrou muito tímido na tarefa de induzir reformas e em buscar instrumentos que melhorem a segurança” Arthur Trindade Costa, professor da UnB

    Pesquisador do tema há quase vinte anos, Costa diz que as ações precisariam de uma integração maior entre todos os entes e esse protagonismo deveria ser da União. “Até agora, o governo federal se mostrou muito tímido na tarefa de induzir reformas e em buscar instrumentos que melhorem a segurança”, avalia.

    O que chama a atenção é a falta de continuidade de projetos nas trocas de governos. Um exemplo é o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), criado na gestão Lula, mantido nos primeiro anos de Rousseff, e extinto por ela mesma na segunda parte de seu mandato em troca do projeto Brasil Mais Seguro.

    “Em muitos casos a participação do governo federal se resume em comprar viaturas e oferecer treinamento para os policiais. Isso não é uma política de segurança”, diz o sociólogo José Luiz Ratton, professor da Universidade Federal de Pernambuco e um dos idealizadores do Pacto Pela Vida, projeto do governo pernambucano que reduziu os homicídios em quase 60% em sete anos.

    “A vida vale muito pouco no Brasil” Pedro Bodê de Moraes, professor da UFPR

    Obscuro

    A falta de transparência na divulgação dos dados é outro fator que dificulta a criação de um plano nacional de segurança e de qualquer outro planejamento. Países como os Estados Unidos ou o Canadá produzem há quase um século anuários estatísticos detalhando onde ocorreram os principais crimes. O governo brasileiro nunca fez por si só nada parecido. Ao invés disso, financia alguns projetos específicos, como o anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ou Mapa da Violência. São iniciativas importantes, mas sem o carimbo direto da União.

    Sem informação, o índice de esclarecimento de crimes se reduz. Isso sem contar a falta de estrutura que influencia diretamente nesse quesito também. O estudo “Investigação sobre homicídios no Brasil”, lançado em maio de 2013, mostra que dependendo do Estado menos de 15% dos casos são solucionados. Um dos problemas é a falta de estrutura. Em algumas cidades do entorno do Distrito Federal, por exemplo, há quatro policiais para esclarecer qualquer crime. “Para se solucionar um homicídio, o ideal é que o policial esteja no local do assassinato em menos de 24 horas depois do ocorrido. Mas com essa quantidade de pessoal, isso não é possível”, afirma o pesquisador Trindade Costa.

    Outro empecilho é a falta de empenho dos governantes. “O papel do gestor de segurança é fundamental. Os casos brasileiros em que houve um avanço tiveram a participação direta dos secretários ou governadores. Isso deveria ser replicado nacionalmente”, pondera o pesquisador Bráulio Silva, do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais.

    Nas eleições deste ano o tema voltou a fazer parte dos programas de governo dos principais candidatos. As equipes das campanhas do PSDB, de Aécio Neves, e do PSB, de Marina Silva, já deixaram claro que vão tentar repetir as ações que seus partidos tomaram em dois Estados que governaram, Minas Gerais e Pernambuco. Já o PT, de Dilma Rousseff, não deixou claro se manterá a atual política de financiamento eventual dos Estados, sem uma intervenção direta, ou se implantará algo mais profundo.

    Para o sociólogo Pedro Bodê de Moraes, da Universidade Federal do Paraná, sem uma política de segurança que privilegie a redução principalmente dos homicídios, o Governo vai passar um duro recado à sociedade: “A vida vale muito pouco no Brasil”.

  14. Max

    26 de agosto de 2014 4:00 pm

    O Brasil não pode mais perder 50.000 vidas para a violência

    Do El País

    http://brasil.elpais.com/brasil/2014/08/25/opinion/1409001123_689002.html

     

    O Brasil não pode mais perder 50.000 vidas para a violência

    A taxa de assassinatos de 2012 foi maior do que a do ano anterior e a mais alta dos últimos 11 anos. Os jovens são os mais atingidos

    C. RICARDO, J. L. RATTON E L. RECHENBERG 25 AGO 2014 – 18:12 BRT

    Dados do mais recente Mapa da Violência indicam que, em 2012, 56.337 pessoas foram vítimas de homicídio no Brasil. A taxa de pessoas assassinadas naquele ano foi maior do que em 2011 e a mais alta dos últimos 11 anos. Ou seja, o problema não é grave somente em função do total de vidas perdidas a cada ano, mas também porque o país não está conseguindo reverter esse quadro.

    Os jovens brasileiros são os mais atingidos; os homicídios respondem por praticamente 40% das mortes deste grupo. Os custos econômicos e sociais das mortes violentas de jovens são altíssimos. Um estudo do IPEA (2013) demonstrou que a violência letal pode reduzir a expectativa de vida de homens ao nascer em até quase três anos e que o custo dessas mortes prematuras é de cerca de R$ 79 bilhões a cada ano, o que corresponde a cerca de 1,5% do PIB nacional.

    Considerando que a segurança pública é um dos principais desafios para a gestão que vai comandar o país nos próximos quatro anos, fica evidente que a redução dos homicídios deve ser incluída como um tema prioritário. Essa é uma das propostas que compõem a Agenda de Propostas Prioritária para a segurança no país, elaborada por diversas organizações e especialistas, como o Instituto Sou da Paz. A ideia da Agenda é apresentar caminhos concretos para a construção de um país menos violento.

    Para que a redução de homicídios seja tratada com a devida importância, será necessário articular todos os esforços para incentivar que os Estados priorizem também a redução desses crimes. Um plano nacional de enfrentamento aos homicídios deve prever a produção de diagnósticos sólidos, o estabelecimento de metas de redução e produzir indicadores de avaliação dessas metas.

    Conhecer a fundo as dinâmicas associadas aos homicídios, buscando superar discursos estereotipados e identificar onde, como, porque acontecem essas mortes é um passo importante para desenvolver ações de caráter preventivo. Outra medida urgente é aumentar o índice de esclarecimento dos crimes cometidos. Ainda que seja um dado de difícil mensuração, as taxas de esclarecimento variam de 8% a 69%, predominando o percentual de 15% em estados como Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Nos EUA, esse percentual é de 64% e na Inglaterra de 81%.

    A criação de departamentos especializados voltados para os crimes contra a vida, o incentivo ao cumprimento de mandados de prisão dos acusados de homicídio, o investimento nas perícias criminais e o fortalecimento das Varas do Tribunal do Juri são medidas decisivas para aumentar a capacidade de as Polícias esclarecem os homicídios e de priorizar o julgamento dos crimes pelo Poder Judiciário.

    Implementar uma política de controle de armas também trará impactos significativos já que o percentual de mortes cometidas com estes artefatos supera os 60%. Fortalecer o controle sobre categorias com acesso a armas (como empresas de segurança privada, atiradores e colecionadores), aprimorar programas de retirada de armas de circulação, implementar mecanismos de rastreamento de armas e ampliar a marcação de munições, fomentar a criação de sistemas estaduais de rastreamento das armas apreendidas integrados ao Sistema Nacional de Armas (SINARM) e estimular mecanismos estaduais de destruição rápida de armas e munições são medidas que reduzirão o acesso a esses artefatos.

    Por fim, a agenda de redução dos homicídios deve contemplar também o desenvolvimento de ações para reduzir o número de mortos em ações policiais, tanto civis, quanto policiais. É possível, por exemplo, substituir a categoria “resistência seguida de morte” por homicídio/morte decorrente de intervenção policial, estimular a atuação das Corregedorias e Ouvidorias com foco na redução da letalidade, desarticular grupos de extermínios com forças-tarefa inter-institucionais e disseminar protocolos e procedimentos de uso da força em todos os níveis.

    Para um problema tão complexo e persistente, não há solução única – e definitivamente, ela não passa por promover mudanças na legislação penal. É preciso que cada instância de governo assuma suas responsabilidades e que haja um compromisso político de que todos os esforços serão feitos para evitar mais mortes. Desde o presidente da República, até cada Governador eleito, é esse o compromisso que precisamos cobrar.

    Carolina Ricardo é analista sênior do Instituto Sou da Paz, José Luiz Ratton é professor do Departamento de Sociologia da UFPE e Ligia Rechenberg é coordenadora de Gestão do Conhecimento do Instituto Sou da Paz.

  15. Henrique, O outro

    26 de agosto de 2014 4:20 pm

    LEITORES DO ESTADÃO SÀO OS ÚLTIMOS A SABER

    E o Estadão descobriu que o Cantareira secou…

    26 de agosto de 2014 | 08:35 Autor: Fernando Brito

    corgo

    Há mais de um mês, no dia 24  de julho, este blog publicou, com fotos, a informação de que o maior dos reservatórios do Sistema Cantareira tinha virado um lodaçal.

    E dizia que a imprensa paulista não achava importante mostrar aos seus leitores que a fonte da água que os abastece tinha virado, como se diz na roça, “um corgo“.

    Quero me penitenciar publicamente diante dos meus leitores.

    Porque não é verdade.

    O Estadão diz hoje que os reservatórios do Jaguari-Jacareí “viraram um córrego“.

    Um dos maiores jornais de São Paulo e do país levou mais de um mês para perceber o que um blogueiro carioca já tinha publicado.

    Um mês!

    E publica na página 15, sem sequer uma chamada na capa, muito menos as fotos dramáticas que seu fotógrafo tirou do valão.

    Como não é um problema de competência – porque o Estadão , como aFolha, tem inúmeros repórteres capazes de cobrir, com grande competência, qualquer assunto – chega-se à conclusão que o problema é o servilismo moral a que se entregam, aceitando passivamente a versão de Geraldo Alckmin.

    E o pior é que continuam fazendo isso hoje, quando aceitam a informação de que Alckmin vai tirar do “corgo” mais 100 bilhões de litros de água!

    Será que não tem um cristo que veja que não existem ali os 29 bilhões de litros que restam da “primeira parcela” do volume morto e mais os 100 bilhões que dizem que não tirar?

    Será que teriam u’a varetinha  pro mode de medir a fundura do corgo?

    A imprensa brasileira, tão rápida em publicar as versões que lhe interessam, quando publica a verdade o faz tão tardiamente que fica assim, ridícula.

    Pior, criminosa.

     

  16. jns

    26 de agosto de 2014 6:22 pm

    EBOLA

    Surto de ebola mata mais de 120 profissionais de saúde, segundo OMS

    Agência Brasil | Reportagem: Aline Leal | Edição: Fábio Massalli | 25/08/2014

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou hoje (25)  que o número profissionais de saúde contaminados pelo vírus ebola já é sem precedentes.

    Ao todo, 240 profissionais ficaram doentes e mais de 120 morreram em decorrência da febre.

    A morte de pessoas das equipes afeta o trabalho de combate ao vírus, pois, além de reduzir o número de pessoas, assusta os profissionais que poderiam vir a colaborar. Em Serra Leoa, na Libéria, na Guiné e na Nigéria morreram 1.427 pessoas em decorrência do vírus desde o início do ano.

    info_ebola

    Segundo a OMS, a escassez e o uso indevido de equipamentos de proteção são fatores que ocasionam a disseminação da doença entre os profissionais de saúde. Outra causa da disseminação é o baixo número de profissionais para o tamanho da epidemia, que faz com que os que estão atuando trabalhem mais do que o recomendado, podendo ocasionar falhas na proteção.

    De acordo com a organização, o surto atual é diferente, pois se disseminou por capitais e por áreas rurais remotas. Como os sintomas iniciais da doença podem ser confundidos com malária e febre tifoide, pacientes com ebola podem ter contato com médicos desprevenidos.

    A OMS estima que, nos três países mais atingidos, apenas um ou dois médicos estão disponíveis para tratar 100 mil pessoas e estes profissionais estão fortemente concentrados em áreas urbanas.

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-08/surto-de-ebola-mata-mais-de-120-profissionais-de-saude

    1. jns

      26 de agosto de 2014 7:25 pm

      ZMapp

       

      DROGA EXPERIMENTAL SOB SUSPEIÇÃO

      Médico da Libéria recebe o tratamento com o ZMapp e morre contaminado pelo Ebola

      Um médico liberiano morreu apesar de tomar o medicamento experimental anti-Ebola, informou o Ministro da Informação da Libéria.

      Abraham Borbor foi um dos três médicos no país que tinham recebido o medicamento ZMapp e estavam mostrando sinais de recuperação.

      O ZMapp foi aplicado em vários pacientes que recuperam da infecção por vírus Ebola, incluindo dois médicos norte-americanos.

      De acordo com o Ministro da Informação da Libéria, Lewis Brown, Abraham Borbor estava mostrando melhora até o dia 24 de agosto.

      Mais de 120 profissionais de saúde já morreram, segundo a Organização Mundial de Saúde.

  17. BRAGA-BH

    26 de agosto de 2014 7:59 pm

    Marina não tem responsabilidade sobre avião de Eduardo Campos, d
    Marina não tem responsabilidade sobre avião de Eduardo Campos, diz PSB

    Por iG São Paulo |

    26/08/2014 14:14- Atualizada às 26/08/2014 14:23

     
    Aeronave seria de responsabilidade do comitê de campanha de Campos. Marina criou outro comitê ao assumir candidatura
    Vanderlei Preite Sobrinho/iG
    Marina Silva posta para fotos ao lado de eleitores na Bienal do livro, em São Paulo

    Para o PSB, a candidata à Presidência Marina Silva não vai responder sobre o avião que era usado por Eduardo Campos e que caiu em Santos no dia 13 de agosto. O político e as seis pessoas que estavam no Cessna PR-AFA morreram no acidente. A aeronave não havia sido declarada à Justiça Eleitoral e, agora, o partido afirma que Marina Silva, que assumiu a candidatura, não tem que ser envolvida no caso. 

    Segundo informações desta terça-feira (26) do jornal O Globo, Marina tem um novo comitê de campanha, com um novo CNPJ, como determina a lei eleitoral em caso de morte de um candidato. O avião usado por Campos era de responsabilidade do comitê de campanha do ex-governador de Pernambuco e que já foi extinto com a sua morte.

    Diante disso, Marina não teria que respoder na Justiça pelo uso do avião. Quem deveria prestar contas e explicar o motivo para a aeronave não ter sido declarada na prestação de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o antigo comitê, segundo dirigentes do PSB. Um dirigente disse ao jornal que com a morte de Campos, uma prestação de contas se interrompe e começa uma outra com Marina. 

    A publicação diz ainda que a versão do PSB para o assunto reforça uma tese de que o avião teria entrado em um caixa dois na campanha de Campos, ou seja, o gasto não foi declarado regularmente. 

    Ainda segundo O Globo, o partido segue duas linhas para explicar a falta de declaração. Uma delas é que Eduardo Campos poderia ter feito um acordo verbal com empresários. Outra é que os documentos estariam dentro do avião e também foram destruídos no acidente. Márcio França, novo tesoureiro da campanha presidencial do PSB, também levantou a segunda hipótese na segunda-feira (25), antes de um debate para o governo de São Paulo. Nos dois casos, o PSB reconhece que não haveria recibo registrado no TSE, como exige a lei. 

     

  18. Andre Borges Lopes

    26 de agosto de 2014 11:11 pm

    A Ficha, a Folha e a Propaganda.

    No dia 5 de abril de 2009, início de campanha da eleição presidencial passada, o jornal Folha de São Paulo publicou na capa da sua edição de domingo a reprodução de uma ficha policial falsa da então candidata Dilma Roussef. Uma falsificação tão tosca e grosseira, que embora circulasse há meses na internet, não valia a pena perder tempo com ela, Ao menos até a hora em que essa fraude foi parar na capa do maior jornal do País como se fosse um documento legítimo, a comprovar a acusação mentirosa de que Dilma teria sido presa pela ditadura como terrorista, assaltante de banco e assassina.

    Nesse momento, eu  – por amor ao ofício e por simpatia pela candidata – me armei de paciência para elaborar e divulgar na internet (inclusive aqui no Blog do Nassif) um relatório técnico mostrando por A + B que – ao contrário do que defendia a Folha – não havia a menor possibilidade daquela ficha ser um documento válido. Para completar, falei com o então ombudsman do jornal (profissional sério, meu ex-professsor na ECA) e ele, na sua coluna, deixou claro que a posição da Folha era insustentável. Mas a Folha não deu o braço a torcer e manteve a posição de que a autenticidade “não poderia ser assegurada nem descartada”. Uma grande bobagem, como comprovaram posteriormente outros dois laudos técnicos encomendados pela própria Dilma.

    Vencida a eleição, a presidenta retribuiu os bons tratos recebidos durante a campanha prestigiando – com pompa, circunstância e grande séquito de acólitos – a festa de 90 anos do jornal pouco honesto. Mas até aí, dava para colocar essa deferência na conta da diplomacia e do protocolo do cargo.

    Agora, quatro anos depois, eis que ressurge a ficha falsa. Onde? Na propaganda política na TV. Mas não na dos adversários. Surgiu na propaganda do PT, feita pelos marqueteiros da própria candidata Dilma. Meio de relance, é verdade, mas tempo o suficiente para que a Folha tripudie sobre a história. Com toda razão, aliás. Eu, na mesma situação, tampouco perderia essa chance.

    É um bom retrato do precário nível de politização dos assessores e da completa falta de noção dessas equipes profissionais contratadas – certamente a peso de ouro – para vender a imagem da presidenta.

    E depois se queixam da imprensa. Haja paciência.

    Aqui o PDF do relatório sobre a ficha falsa:

    http://idiarte.files.wordpress.com/2010/08/fichafalsa.pdf

    Aqui a coluna do Ombudsman:

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om0507200902.htm

    Aqui a notícia da Folha falando da ficha que aparece na propaganda da Dilma:

    http://www.naofo.de/18o1

  19. Ninguém

    5 de março de 2018 12:48 pm

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