Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
2 de maio de 2015 4:20 amPor que ‘Lula de novo’ assusta tanto a Globo?
Brasil 247
Por que ‘Lula de novo’ assusta tanto a Globo?
A capa de Época deste fim de semana contra o ex-presidente Lula é tão ruim, mas tão ruim que não conseguiu repercussão nem no Jornal Nacional, da Globo; eis os motivos: (1) Silvia Faria, diretora de jornalismo da TV Globo, não engole o estilo de Diego Escosteguy, que dirige a parte policial de Época; (2) a reportagem extrapola os limites da canalhice ao condenar Lula como “operador” de um esquema, a partir de uma denúncia de caráter político aberta há uma semana (!!!) pelo Ministério Público; (3) o que o texto demonstra é, na verdade, o lobby de Época em favor de uma empreiteira chinesa, a Gezhouba, e não o de Lula em favor da Odebrecht; diante de uma matéria que envergonha o jornalismo, a questão: por que tanto medo de que as cenas acima, de Lula tomando posse em 2002 e 2006, voltem a se repetir?
1 de Maio de 2015 às 21:44
247 – Com uma das reportagens mais canalhas dos últimos anos, Época bem que tentou, mas não conseguiu nem 30 segundos de Jornal Nacional.
Trata-se da capa que retrata o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como “operador” de um esquema no BNDES para favorecer a construtora Odebrecht.
As provas? Quais seriam? Alguma condenação? Algum batom na cueca? Nada.
Apenas a investigação aberta há apenas uma semana – isso mesmo, uma semana – pelo Ministério Público Federal.
Eis o texto da revista:
“ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil”.
Em tempos normais, antes da contaminação do jornalismo por uma agenda política e ideológica ensandecida, essa descoberta mereceria, no mínimo, uma nota de rodapé.
A matéria, que produziu a capa escandalosa de Época, portanto, envergonha o jornalismo e também mancha a reputação do Ministério Público, comandado por Rodrigo Janot, como demonstra artigo do jornalista Luis Nassif (leia aqui).
Lobby em favor de empreiteiras chinesas
Época, que pertence à Globo, não conseguiu ser repercutida no Jornal Nacional, também da Globo, por múltiplas razões. A principal, o fato de a matéria ser um traque. A segunda, a péssima imagem que Silvia Faria, diretora de Jornalismo da Globo, tem do jornalista Diego Escosteguy, que dirige a parte policial de Época.
O terceiro é outro aspecto polêmico da reportagem. O texto de Época é nascido do lobby. Em vez de revelar lobby de Lula em favor da Odebrecht, demonstra apenas que a revista fez lobby por uma empreiteira chinesa derrotada pela construtora brasileira na China e na América Latina.
Ao comentar uma obra na República Dominicana, Época entrega o ouro:
“As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial”.
Certo, portanto, na visão de Época seria o BNDES não financiar uma obra de uma construtora brasileira, e abrir as portas para a expansão de empreiteiros chineses, num momento de grande disputa geopolítica – quem quiser saber mais a respeito, deve pesquisar sobre a expressão “Chináfrica”.
Aliás, as empreiteiras chinesas têm notórios lobistas que vêm se movimentando com frequência por Brasília e por redações de veículos de comunicação nas últimas semanas.
Medo de Lula em 2018
Época não saiu no JN, mas cumpriu uma missão para a Globo: a de tentar colocar mais uma pedra no caminho da eventual volta de Lula, em 2018. A esse respeito, eis o que escreveu o jornalista Leandro Fortes, no texto “jornalismo de encomenda”:
Aí, um núcleo do Ministério Público em Brasília abre uma “investigação” porque descobriu que o ex-presidente Lula, como todos os ex-presidentes do planeta, usa de seu prestígio no exterior para conseguir negócios para empresas brasileiras.
Logo em seguida, a “investigação” é entregue à revista Época.
Quem ainda tem alguma dúvida de que, com a ajuda de parte do Judiciário, o Ministério Público vai trabalhar para tentar interditar a candidatura de Lula, em 2018?
Ao que Lula respondeu: “pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga” (saiba mais aqui).
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/179271/Por-que-%27Lula-de-novo%27-assusta-tanto-a-Globo.htm
Webster Franklin
2 de maio de 2015 4:25 amLula sobre Veja e Época: “lixo, não valem nada”
Brasil 247
Lula sobre Veja e Época: “lixo, não valem nada”
Eis o trecho do discurso antológico do ex-presidente Lula sobre reportagens recentes de Veja e Época, que tentam, desesperadamente, ligá-lo à Operação Lava Jato, e também forçar empresários a fazer delações contra ele ou contra a presidente Dilma Rousseff; “Ah, lá na Operação Lava, tão esperando que alguém cite o nome do Lula. Ah, porque o objetivo é pegar o Lula. Aí vêm essas revistas brasileiras que são um lixo, não valem nada, falando a mesma coisa”, disse ele, no Primeiro de Maio; “Convoquem um congresso de empresários e dá um prêmio para citar o meu nome. Oferece quem dá mais. Quem sabe seja mais fácil resolver o problema”; Lula disse ainda que conheceu vários grupos de comunicação falidos e que não se negou a ajudá-los; por fim, fez um desafio; “pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga”
1 de Maio de 2015 às 17:05
247 – Nesta sexta-feira, o ex-presidente Lula fez um importante discurso sobre meios de comunicação que tentam, de forma quase desesperada, conectá-lo à Operação Lava-Jato, seja com denúncias estranhíssimas (é o caso de Época deste fim de semana), seja com pressões para forçar empresários a delatá-lo. Confira alguns trechos:
Ah, lá na Operação Lava, tão esperando que alguém cite o nome do Lula.
Ah, porque o objetivo é pegar o Lula.
Aí vêm essas revistas brasileiras que são um lixo, não valem nada, falando a mesma coisa.
Pegue todos os jornalistas da Veja, da Época, e enfie um dentro do outro, que não dá 10% da minha honestida
Não tem um cara da elite brasileira que já tenha recebido favor do Estado brasileiro.
Eu recebi muitos meios de comunicação falidos e ajudei porque acho que a comunicação tem que ser forte.
Agora, eu queria dizer uma coisa.
Cada um olhe pro seu rabo, ao invés de olhar para o rabo dos outros.
Se alguém acha, que eu cheguei onde cheguei, que vou baixar a minha crista por conta de insinuação… pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga.
Confira, abaixo, o vídeo:
[video:https://youtu.be/Av5xSBb9ZA0%5D
romério rômulo
2 de maio de 2015 6:02 amintelectual brasileiro tem complexo de vira latas: Di Massi
domenico di massi:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/05/1623474-intelectual-brasileiro-tem-mentalidade-de-terceiro-mundo-diz-sociologo.shtml
romério
José C Lima
2 de maio de 2015 6:07 amtestemunhas contra padb
testemunhas contra padb sempre viram presunto ou se suicidam ou desaparecem
https://www.facebook.com/lucas.gomesarcanjo/videos/972153496131075/?pnref=story
José C Lima
2 de maio de 2015 6:23 amPM do Paraná feriu 4
PM do Paraná feriu 4 adolescentes. Eles gritavam “sem violência, sem violência”
http://ponte.org/pm-do-parana-feriu-4-adolescentes-eles-gritavam-sem-violencia/
Webster Franklin
2 de maio de 2015 6:32 amGlobo e MP centram fogo em Lula
O Cafezinho
Por Miguel do Rosário, postado em maio 1st, 2015
De um lado, temos o exemplo do ex-presidente FHC, que viaja o mundo falando mal do Brasil.
Do mesmo lado, o exemplo do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que saiu do governo, abriu a Gávea Investimento e a vendeu ao JP Morgan. Ficou bilionário oferecendo todo o tipo de informação privilegiada que obteve enquanto foi governo.
De outro, o ex-presidente Lula, que usa o seu capital político para ampliar as exportações de serviços das empresas brasileiras, gerando empregos e renda para o país.
Quem é o bandido?
Para a Globo, é Lula.
A matéria da Época, o braço da Globo no mercado de revistas semanais, é um primor de mentira e manipulação.
O primeiro parágrafo nos permite vislumbrar a aparência e o odor do chorume da reportagem como um todo:
“Quando entregou a faixa presidencial a sua pupila, Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o petista Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto, mas não o poder. Saiu de Brasília com um capital político imenso, incomparável na história recente do Brasil. Manteve-se influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África – líderes, muitos deles tiranetes, que conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente, a fim de, sobretudo, mover a caneta de seus respectivos governos em favor das empresas brasileiras. Mais especificamente, em favor das grandes empreiteiras do país, contratadas por esses mesmos governos estrangeiros para tocar obras bilionárias com dinheiro, na verdade, do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, presidido até hoje pelo executivo Luciano Coutinho, apadrinhado de Lula.”
*
E dá-lhe infográficos, aqueles mesmos que nunca fizeram para a Operação Zelotes.
Uma liderança política não se esgota no cargo que ocupa. Claro que Lula se manteve “influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África”. Influência não é crime, sobretudo se ela nasce do sufrágio universal e do prestígio de ter realizado um bom governo.
Influência perniciosa é a da Globo, que nasce da ditadura.
Em seguida, a matéria fala em “tiranetes, que [Lula] conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente.”
Afora o estilo Veja, grosseiro e preconceituoso, temos aqui um modelo maravilhoso de hipocrisia.
A Globo, antes de exportar novelas para um país, avalia se o líder político desse país é chamado de tiranete?
O primeiro mundo se tornou primeiro mundo não apenas fazendo acordos com “tiranetes”, mas ele mesmo implantando tiranias mundo à fora. Os Estados Unidos, por exemplo, fez isso aqui. Ajudou a instalar uma ditadura no Brasil, e daí ampliou seus negócios com o país.
No caso do Brasil, as empresas brasileiras estão tentando exportar para quem está interessado em comprar. Ponto.
Nos EUA, ex-presidentes que ajudam empresas americanas a ampliarem seus negócios no exterior são tratados com estadistas e patriotas.
Aqui, Lula é tratado como bandido.
Europa é fechada para nossas empresas, em virtude de suas rígidas (embora disfarçadas) políticas de reserva de mercado. Os EUA são mais abertos, mas a concorrência é imensa com as próprias companhias americanas. Mesmo assim, uma empreiteira brasileira – a mesma Odebrecht, que a Globo tenta criminalizar – está construindo o aeroporto de Miami.
Fechando o parágrafo, a mentira final, de que as obras são tocadas “com dinheiro do BNDES”.
Ora, o BNDES serve para quê? Para emprestar dinheiro às empresas brasileiras.
É empréstimo. O empresário pega e depois paga, com juros e correção monetária.
Uma das linhas mais avançadas do BNDES, em termos de incentivo ao desenvolvimento da nossa economia, é justamente o financiamento à exportação de serviços. O BNDES empresta e recebe de volta. É assim que o BNDES ganha dinheiro. A Globo está saudosa do tempo em que o BNDES era o seu banco privado? Ou melhor, seu sócio?
Como a Globo acha que a China ou qualquer país asiático ou europeu amplia a presença de suas empresas no exterior? Com empréstimos do Citibank? Não, com financiamentos de seus bancos públicos de fomento.
O BNDES, na era Lula, se tornou o que deveria ter sido desde o início: fomentador de empresas brasileiras, para ampliarem suas atividades no Brasil e no exterior; e não o que se foi durante o pesadelo neoliberal, quando servia para emprestar dinheiro para os compradores de nossas estatais, ofertadas a preço de banana.
E por causa disso, os lucros anuais do BNDES passaram do patamar de R$ 1 bilhão antes da era Lula para 8 ou 9 bilhões nos últimos anos.
Ou seja, o BNDES está lucrando muito mais, financiamento muito mais.
Por que a mídia acha isso ruim? Seria porque ela não representa o interesse nacional, e sim o interesse de forças estrangeiras, que não desejam um Brasil mais desenvolvido e mais autônomo?
Essa cumplicidade criminosa entre setores partidários do Ministério Público com a grande mídia tem produzido um clima de terror político que não traz nenhum bem social, político ou econômico ao país.
Ao contrário, parece que o objetivo é mudar a rota do Brasil, fazendo-o acelerar violentamente em direção a um passado de subdesenvolvimento e desesperança.
*
Abaixo, texto do Nassif publicado há pouco, denunciando a politização do MP.
Na Época, o alto custo da politização do Ministério Público Federal
SEX, 01/05/2015 – 09:18
Luis Nassif, em seu blog.
Não há mais limites para a politização do Ministério Público Federal.
A denúncia da Procuradoria da República do Distrito Federal contra a Odebrecht e Lula, por suas ações para conquistar mercados em países emergentes, é um dos capítulos mais graves da atuação política do órgão (http://migre.me/pGGtG).
Desde o início dos anos 90, obras de construtoras brasileiras no exterior foram enquadradas na categoria “exportação de serviços”, tendo acesso a linhas de financiamento do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).
Já em 2003, o banco contava com um departamento especializado em América do Sul, com US$ 2,6 bilhões de projetos em carteira.
Junto com as obras vão equipamentos brasileiros, insumos brasileiros e, frequentemente, trabalhadores brasileiros.
Reconhecendo que as características da venda de serviços são similares a de exportação de produtos, houve enquadramento no PROEX (Programa de Financiamento às Exportações).
Em 15 de outubro de 2014, a Época Negócios exaltava a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras (http://migre.me/pGFJi) a partir de estudos da Fundação Dom Cabral.
A conclusão do estudo foi a de que o melhor mercado para as multi brasileiras são países em desenvolvimento: “Como as empresas brasileiras inovam mais em processos, acabam se dando melhor em países não desenvolvidos, porque sabem lidar melhor com instituições desestruturadas”.
E qual a razão da melhor competitividade das empresas brasileiras?
“Nesse sentido, o estudo mostra que os brasileiros têm conseguido muita “aceitabilidade” e lidam melhor que os norte-americanos, por exemplo, com a diversidade cultural de outros países. “Ao invés de chegar e sobrepor a sua cultura àquele país, a maioria das empresas brasileiras adaptam processos, produtos e culturas aos do anfitrião”.
A primeira colocada no ranking da Dom Cabral foi a Construtora Norberto Odebrecht (http://migre.me/pGFQN), com um índice de internacionalização de 54,9%.
A ascensão das multinacionais brasileiras foi um feito celebrado por todas as escolas de administração. Em 2005 a revista Forbes passou a incluir empresas de países emergentes entre as 500 maiores do mundo. Esse mesmo mapeamento passou a ser feito pela Boston Consulting, que incluiu 14 empresas brasileiras na lista dos “100 maiores desafiantes globais” (http://migre.me/pGG0i).
No ranking da Dom Cabral. A Odebrecht aparecia em 28 países do mundo.
As suspeitas do MPF
Saindo do governo, através do Instituto Lula, o ex-presidente focou sua atividade internacional na África. Da mesma maneira que a Fundação Clinton, do qual FHC é membro. E a o soft power brasileiro – cuja maior expressão é a imagem pública de Lula no mundo – foi utilizada para enfrentar a invasão chinesa na África e em outros países do terceiro mundo.
De repente, o que era uma estratégia brasileira vitoriosa, nos olhos da inacreditável Procuradoria da República do Distrito Federal – e da inacreditável revista Época – torna-se objeto de inquérito.
Trechos da reportagem da revista Época sobre as investigações do Ministério Público Federal de Brasília a respeito das viagens de Lula e dos negócios da Odebrecht em outros países.
As suspeitas são de superfaturamento de obras… em outros países.
Um resumo das denúncias:
1. A Odebrecht venceu uma licitação para obras na República Dominicana, usinas termelétricas em Pinta Catalina no valor de US$ 2 bilhões. “Suspeita do Ministério Público”, segundo a revista: superfaturamento da obra (na República Dominicana) porque o valor proposto pela Odebrecht seria o dobro da segunda colocada. O MPF acolhe denúncia do grupo chinês que perdeu a disputa.
2. Obra da Odebrechet em Gana, logo após a visita de Lula: construção de corredor rodoviário no valor de US$ 290 milhões. A “suspeita” do MPF é que, quatro meses após a visita de Lula, a Odebrecht fechou o contrato.
A maior empreiteira brasileira, a mais internacionalizada, a maior cliente do BNDES no setor, com obras em 28 países, é colocada sob suspeita devido a duas obras em pequenos países de terceiro mundo.
Entre 2009 e 2014, a construtora fechou 35 contratos com o BNDES, para financiar obras de infraestrutura em outros países, , Angola, Argentina, Cuba, Equador, Venezuela e República Dominicana, construindo aeroportos, rodovias, linhas de transmissão, hidrelétricas, gasodutos, metrôs, portos (http://migre.me/pGGeH). E 32 desses contratos firmados com governos nacionais, que são os entes responsáveis pelas obras de infraestrutura.
Nesse oceano de contratos, o Ministério Público Federal do Distrito Federal levantou um caso – o fato da construtora ter obtido uma obra em Gana após a visita de Lula – e transforma-o em algo suspeito.
Há uma disputa insana entre as construtoras brasileiras e as chinesas pelo mercado da África. As chinesas são acusadas até de levar empregados chineses, abrigados em containers de navios, quase como mão de obra escrava. Têm a facilidade de estruturar financiamentos de forma rápida, em condições mais vantajosas.
Para tentar competir, o BNDES estruturou carteiras de financiamento (http://migre.me/pGGjE) e as empresas brasileiras passaram a oferecer treinamento e utilização da mão de obra local como contrapartida.
Estudos da Ernest & Young situaram a África como o mercado mais promissor para as multinacionais brasileiras, segundo matéria do Estadão (http://migre.me/pGGmv):
“A África é, ao lado da América Latina, o principal vetor da expansão internacional de grupos brasileiros. Segundo um estudo da Ernst & Young, embora o Brasil só participe com 0,6% do total dos investimentos estrangeiros nos 54 países africanos, a expansão nos últimos cinco anos tem acompanhado de perto o ritmo chinês. Desde 2007, a atividade brasileira cresceu 10,7% ao ano na África, enquanto a chinesa subiu 11,7%.
Junto com o direito de explorar os recursos naturais do continente vem a obrigação de realizar obras de infraestrutura para os governos – o que abre um mercado cativo para as empreiteiras. Não é por acaso que Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht estão entre os grupos brasileiros mais bem conectados no continente”.
É hora de clarear esse jogo. É extremamente alto o custo da politização do Ministério Público e a falta de responsabilidade da mídia.
O Procurador Geral Rodrigo Janot precisa sair de sua zona de conforto, esquecer o show midiático, e garantir um mínimo de seriedade e responsabilidade institucional no órgão que comanda.
http://www.ocafezinho.com/2015/05/01/globo-e-mp-centram-fogo-em-lula/
Jaime
2 de maio de 2015 6:59 amMinistério Público fez recomendações a Beto Richa no dia 29/4
O Ministério Público fez recomendações expressas ao Governador Beto Richa, ao Secretário de Segurança Pública do Paraná e ao Comando da PM, no dia 29/4, sobre o que não deveriam fazer durante as manifestações sob risco de responsabilização desses agentes públicos. As recomendações foram completamente ignoradas. Transcrevo parte do documento abaixo e deixo o link para a recomendação no site do MP. Em particular, destaco: “b) no acompanhamento da realização de manifestações pacíficas nelas não intervenham, salvo para assegurar a segurança de seus
participantes ou para conter a prática de infrações penais, sendo certo que, neste caso, a atuação deve incidir tão somente em relação ao indivíduo que estiver cometendo o ilícito;”
RECOMENDAÇÃO 1/2015
O Ministério Público do Estado do Paraná …
Considerando … a Declaração Universal dos Direitos Humanos e no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, promulgado pelo Decreto n. 594, de julho de 1992.
Considerando que, nos termos … da CF, é livre a manifestação do pensamento. …
Considerando que … é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
Considerando que, de acordo com … a CF, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização …
… ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária …
… acerca da garantia de direitos humanos e aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos.
… é responsabilidade do Estado assegurar proteção à vida, à incolumidade das pessoas e garantir o respeito aos demais direitos fundamentais;
Considerando a decisão judicial no proc. de Habeas Corpus de 28 de abril de 2015, garantindo o pleno acesso às dependências do referido órgão público à população.
que às instituições de segurança pública compete a defesa do cidadão, o que implica respeito aos direitos fundamentais relacionados à liberdade de reunião, de manifestação e de expressão, bem como a garantia de seu exercício.
… que a livre e democrática manifestação do pensamento insere-se no conceito de ordem pública – que, num regime democrático, é aquela balizada pelos direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, construídos pelo direito internacional dos direitos humanos nas últimas décadas de história da civilização – e não pode, só por força de sua ocorrência, ser reprimida ou obstada, cabendo às policias garantir o direito coletivo e o exercício individual de manifestação do pensamento, bem como assegurar o livre exercício profissional da imprensa;
Considerando a necessidade de adoção de iniciativas que desvinculem as manifestações populares, bem como qualquer setor da sociedade civil (organizada ou não) que delas participam, da ideia de criminalização, sem prejuízo da individualização e empenho na apuração dos ilícitos penais cometidos durante as manifestações por civis ou militares.
…
RECOMENDA
AO SENHOR GOVERNADOR, ao Secretário de Estado de Segurança Pública e
ao Comando-Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná que adotem as
seguintes providências:
a) garantam o direito à realização de manifestações públicas e pacíficas nos arredores da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, a partir do livre acesso àquele espaço público, sem prejuízo do livre e regular funcionamento do Parlamento;
b) no acompanhamento da realização de manifestações pacíficas nelas não intervenham, salvo para assegurar a segurança de seus participantes ou para conter a prática de infrações penais, sendo certo que, neste caso, a atuação deve incidir tão somente em relação ao indivíduo que estiver cometendo o ilícito;
c) havendo a necessidade de atuação repressiva da PM, observem os meios adequados e proporcionais de contenção, evitando-se o uso de qualquer espécie de armamento (não letal ou letal), salvo em caso de necessidade inafastável;
d) evitem, especificamente quanto ao armamento letal, o contato direto de Policiais Militares que o portem com manifestantes, devendo a atuação destes ficar limitada à contenção de atos de violência que ensejam risco `integridade física do próprio policial ou de terceiro;
e) orientem os policiais militares a fim de que nas abordagens policiais, motivadas por critérios objetivos, a revista seja realizada por agentes do mesmo sexo do abordado, sem qualquer tipo de tratamento vexatório ou discriminatório;
f) seja garantido o acesso de representantes da sociedade civil no acompanhamento dos trabalhos legislativos, na medida em que o espaço o comporte e sem prejuízo da ordem interna do trabalhos;
g) assegurem que, na eventual necessidade de adoção de medidas para garantia do regular exercício da atividade parlamentar, a autoridade policial cometente observe as orientações do Presidente da Casa, observando o contido na alínea “b”.
Por oportuno, registre-se que o descumprimento da presente recomendação poderá acarretar a responsabilização dos agentes públicos que deixarem injustificadamente, de exercer suas obrigações funcionais.
Finalmente, solicita-se sejam prestadas as informações sobre o cumprimento desta recomendação, indicando, se for o caso, eventuais incidentes verificados.
Curitiba, 29 de abril de 2015.
Gilberto Giacoia – Procurador-Geral de Justiça
Olympio de Sá Sotto Maior Netto – Procurador de Justiça
http://www.mppr.mp.br/…/impre…/2015/Recomendacao_01_2015.pdf
José C Lima
2 de maio de 2015 10:08 amo momento em que o pitbull de
o momento em que o pitbull de francichini, beto e traiano morde cinegrafista
https://www.facebook.com/bandcuritiba/videos/vb.392102310832676/892536567455912/?type=2&theater
José C Lima
2 de maio de 2015 10:12 amas relações entre aecio e o
as relações entre aecio e os perrela
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/12/perrela-helicoptero-cocaina-aecio-neves.html
José C Lima
2 de maio de 2015 10:18 amo nepotismo eh forte no
o nepotismo eh forte no governo Rixa
http://www.esmaelmorais.com.br/2014/09/mae-de-richa-tem-aposentadoria-vitalicia-ate-no-senado-federal-denuncia-requiao/
Anna Dutra
2 de maio de 2015 6:53 pmExclusão Estrutural
Vale passar os olhos …
Marcio Tavares d’Amaral, Segundo Caderno de O GLOBO, 02/05.
http://oglobo.globo.com/cultura/globalizacao-e-nos-com-isso-16036933
André Paulistano
2 de maio de 2015 7:06 pmCopo meio cheio ou copo meio vazio?
Morte de ciclistas em SP cresce 34% em 2014
Bruno Ribeiro – O Estado de S. Paulo
01 Maio 2015 | 03h 00
Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego mostram o maior aumento porcentual de casos já registrado; só um foi em ciclovia
SÃO PAULO – O ano de 2014 registrou aumento de 34,3% no número de ciclistas mortos em acidentes de trânsito na cidade de São Paulo. É o maior porcentual de crescimento já registrado na capital. Em números absolutos, foram 47 mortes de ciclistas, ante 35 registradas em 2013. O dado está no Relatório de Acidentes Fatais de 2014 da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado nesta quinta-feira, 30.
O crescimento das mortes acontece paralelamente ao avanço do projeto da gestão Fernando Haddad (PT) de instalar 400 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas na cidade. O programa começou em junho do ano passado. Em 2013, terminou com cerca de 150 quilômetros de ciclovias construídos.
“A estatística de 2014 é a segunda menor em dez anos, a contar desde 2005”, diz a CET, em nota. Embora o crescimento porcentual tenha sido elevado, a variação do total de mortes – 12 casos – foi menor do que o aumento de 41 casos de mortes de pedestres e de 37 de motociclistas. Mas, como a ocorrência desses casos é bem maior, o aumento porcentual de mortes de pedestres foi de 8% e o de motociclistas, de 9%.
Dos 47 ciclistas mortos no ano passado, 43 eram homens, 16 tinham entre 10 e 19 anos e 12 deles eram estudantes. Além disso, dez vítimas morreram no local do acidente, na hora, 17 no mesmo dia, depois do socorro médico, 15 morreram até um mês após o acidente e 5, depois de um mês de internação.
O relatório detalha que 35 mortes foram ocasionadas por colisões com outros veículos: duas com motocicletas, sete com caminhões, 11 com ônibus e 15 com carros.
A CET argumenta que apenas uma das mortes de ciclistas aconteceu nas recém-construídas ciclovias. Foi um caso de queda, em que o ciclista perdeu o equilíbrio. E que, de agosto a dezembro, com os primeiros quilômetros de novas ciclovias em operação na capital, houve registro de 17 casos – menos da metade.
“Portanto, essa iniciativa está em processo de implementação e os benefícios são notados no decorrer do tempo. Tanto é assim que é notório o aumento do uso dessas vias por ciclistas”, diz a CET. “Essa conjuntura justifica a ampliação da infraestrutura cicloviária e a formatação de sistema interligado com outros modos de transporte. Esses procedimentos são fundamentais para garantir a segurança dos usuários.”
A CET afirma ainda que em 2013 havia tido uma queda atípica no total de acidentes.
Reações. Cicloativistas lamentaram o dado do relatório, mas fizeram ressalvas. Leandro Valverdes, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), por exemplo, destaca que era preciso verificar o aumento da frota de bicicletas na cidade.
“Como não há um total de bicicletas, não dá para saber se, em relação à frota, houve aumento ou redução de casos”, afirmou.
Daniel Guth, diretor da associação Ciclocidade, afirma que, em todas as cidades do mundo em que ciclovias foram instaladas, houve um primeiro momento de crescimento de acidentes com mortes.
“O que podemos esperar é que, daqui para frente, as quedas sejam constantes.” Segundo Guth, os exemplos mundiais mostram que, quanto mais bicicletas nas ruas, mais raros são os casos de acidentes com mortes.
Mortes. No geral, o Relatório de Acidentes Fatais da CET apontou elevação de 8,4% no total de mortes no trânsito da capital paulista em 2014. Os casos saltaram de 1.115, em 2013, para 1.249 no ano passado. O dado representa a interrupção de uma sequência de quedas nas mortes que vinha desde 2011.
Por isso, a Prefeitura anunciou que vai reduzir a velocidade máxima permitida nas Marginais do Tietê e do Pinheiros de 90 km/h para 70 km/h a partir de junho, depois que a nova sinalização viária estiver instalada. Velocidades menores reduzem tanto a quantidade de acidentes quanto a letalidade dos casos, segundo especialistas.
SP: 2014 tem segundo menor registro de mortes de ciclistas em dez anos
Brasil Post | De Pedro Sibahi
Publicado:
01/05/2015 21:25 BRT Atualizado: 01/05/2015 21:43 BRT
Em São Paulo, durante o ano de 2014 foram registradas 47 mortes de ciclistas, ante 35 registradas em 2013. Em números percentuais, o aumento equivale a 34,3%, mas em números absolutos, é a segunda menor estatística em dez anos.
O dado está no Relatório de Acidentes Fatais de 2014 da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado nesta quinta-feira, 30. O documento também mostra que a maior parte das mortes de ciclistas são causadas por colisões com carros ou ônibus, sem indicar o responsável.
O crescimento de acidentes acontece paralelamente a um aumento do uso de bicicleta como meio de transporte na cidade. Não existem dados disponíveis sobre o aumento do número de ciclistas no mesmo período, nem sobre o impacto do uso da bicicleta na saúde da população.
Um plano cicloviário está sendo implementado na cidade pela gestão de Fernando Haddad (PT), que pretende instalar 400 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas. O programa começou em junho do ano passado. Em 2013, terminou com cerca de 150 quilômetros de ciclovias construídos.
“A estatística de 2014 é a segunda menor em dez anos, a contar desde 2005”, diz a CET, em nota. Embora o crescimento porcentual tenha sido elevado, a variação do total de mortes – 12 casos – foi menor do que o aumento de 41 casos de mortes de pedestres e de 37 de motociclistas. Mas, como a ocorrência desses casos é bem maior, o aumento porcentual de mortes de pedestres foi de 8% e o de motociclistas, de 9%.
Perfil
Dos 47 ciclistas mortos no ano passado, 43 eram homens, 16 tinham entre 10 e 19 anos e 12 deles eram estudantes. Além disso, dez vítimas morreram no local do acidente, na hora, 17 no mesmo dia, depois do socorro médico, 15 morreram até um mês após o acidente e 5, depois de um mês de internação.
O relatório detalha que 35 mortes foram ocasionadas por colisões com outros veículos: duas com motocicletas, sete com caminhões, 11 com ônibus e 15 com carros.
A CET argumenta que apenas uma das mortes de ciclistas aconteceu nas recém-construídas ciclovias. Foi um caso de queda, em que o ciclista perdeu o equilíbrio. E que, de agosto a dezembro, com os primeiros quilômetros de novas ciclovias em operação na capital, houve registro de 17 casos – menos da metade. A CET afirma ainda que em 2013 havia tido uma queda atípica no total de acidentes.
O cicloativista Leandro Valverdes, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), destaca que era preciso verificar o aumento da frota de bicicletas na cidade. “Como não há um total de bicicletas, não dá para saber se, em relação à frota, houve aumento ou redução de casos”, afirmou.
Geral
O Relatório de Acidentes Fatais da CET apontou elevação de 8,4% no total de mortes no trânsito da capital paulista em 2014. Os casos saltaram de 1.115, em 2013, para 1.249 no ano passado. O dado representa a interrupção de uma sequência de quedas nas mortes que vinha desde 2011.
Por isso, a Prefeitura anunciou que vai reduzir a velocidade máxima permitida nas Marginais do Tietê e do Pinheiros de 90 km/h para 70 km/h a partir de junho, depois que a nova sinalização viária estiver instalada. Velocidades menores reduzem tanto a quantidade de acidentes quanto a letalidade dos casos, segundo especialistas.
(Com Estadão Conteúdo)
emerson57
2 de maio de 2015 11:27 pmjornalixo “pole position”
Manchete principal do “jornal da orla” (gratuito, mas é caro) de Santos de 3/5/2015:
GOVERNO DILMA AUMENTA APOSTAS DAS LOTERIAS EM ATÉ 100%
seguido de fotos de Dilma e de Levy,
na contra capa:
GOVERNO DILMA ENFIA A FACA NOS APOSTADORES
Meus amigos ficam bravos quando afirmo que a lavagem cerebral do santista formou alienados que não tem mais cura.
http://www.jornaldaorla.com.br/jornalimpresso/696/
alfeu
3 de maio de 2015 2:37 am*
Promotora indicia seis policiais pela morte de Gray
Deutsche Welle
http://www.dw.de/promotora-indicia-seis-policiais-pela-morte-de-gray/a-18423842
Marilyn Mosby afirma em Baltimore que morte de Freddie Gray foi homicídio. Seis agentes envolvidos na prisão do jovem negro vão responder por crimes que acarretam penas entre três anos e 30 anos de prisão.
A promotora Marilyn Mosby afirmou nesta sexta-feira (01/05), em Baltimore, que a morte do afro-americano Freddie Gray foi homicídio. A promotoria decidiu indiciar seis policiais pelo assassinato do jovem: Brian Rice, Alicia White, William Porter, Garrett Miller, Edward Nero e Caesar Goodson. O pedido de prisão para os policiais foi emitido.
Os seis policiais envolvidos na detenção de Gray serão indiciados por crimes que vão desde agressão, má conduta, negligência, prisão ilegal e até homicídio, com penas previstas entre três anos de detenção, podendo chegar até 30 anos de prisão.
No entanto, apenas o motorista da viatura, Goodson, será indiciado por homicídio de segundo grau – quando há intenção de matar, mas sem planejamento prévio. Rice, Porter e White são acusados de homicídio culposo, entre outros crimes.
Mosby disse que o médico legista confirmou que a morte de Gray foi um homicídio e que as lesões em sua coluna cervical ocorreram por ele ter sido colocado na viatura sem cinto de segurança ou outra proteção. A autópsia comprovou que a lesão fatal foi causada por uma pancada dentro do carro.
A promotora afirmou, ainda, que houve paradas não relatadas em diferentes locais, além de outra detenção efetuada e alegações que não correspondiam aos depoimentos prestados pelos seis policiais. Segundo Mosby, a viatura parou seis vezes.
“Para a população de Baltimore e os manifestantes em todos os EUA, eu vou a sua chamada para ‘enquanto não houver justiça, não há paz’. A paz é necessária enquanto eu trabalho para fazer justiça em nome desse jovem”, afirmou Mosby durante a entrevista coletiva, um dia após a polícia ter concluído a investigação.
A decisão de indiciar os seis policiais e a velocidade com a qual Mosby fez o anúncio foram recebidas com grande comemoração nas ruas de Baltimore, onde manifestantes, na última terça-feira, saquearam, queimaram carros e entraram em confronto com a polícia.
Mais manifestações foram planejadas em diversas cidades neste final de semana, embora o anúncio desta sexta-feira possa mudar o tom dos próximos protestos. Gray morreu no último dia 19 de abril após sofrer graves lesões na coluna.
alfeu
3 de maio de 2015 2:40 am*
China e Rússia vão realizar exercício no Mar Mediterrâneo
Por Alexandre Martins, Publico
http://www.publico.pt/mundo/noticia/china-e-russia-vao-realizar-exercicio-no-mar-mediterraneo-1694323
É o primeiro na região entre os dois países e deverá começar logo após as comemorações do Dia da Vitória em Moscovo, a 9 de Maio.
A China e a Rússia vão realizar um exercício conjunto no Mar Mediterrâneo nas próximas semanas, o primeiro do género naquela região, numa altura em que Moscovo é alvo de um isolamento na Europa por causa da guerra na Ucrânia e o Japão anunciou o reforço dos seus laços militares com os EUA.
“O objectivo é aprofundar a cooperação prática e amistosa entre os dois países, e aumentar a capacidade das nossas armadas para lidarem em conjunto com ameaças à segurança marítima”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Geng Yansheng.
Na mesma comunicação, o responsável frisou que o exercício “não tem como alvo uma terceira parte, e não está relacionado com a situação na região”.
Geng não avançou uma data precisa para o início do exercício, mas jornais norte-americanos e russos avançam que deverá começar logo após as comemorações do Dia da Vitória, a 9 de Maio – o dia em que a Rússia comemora a capitulação nazi na II Guerra Mundial.
A maioria dos líderes ocidentais não estará presente em Moscovo nesse dia, devido ao clima de tensão provocado pela situação na Ucrânia, mas é esperada a presença do Presidente chinês, Xi Jinping.
No exercício, designado “Mar Conjunto 2015”, vão participar nove navios, três dos quais chineses, actualmente envolvidos nas operações antipirataria ao largo da Somália.
Apesar da pouca relevância militar do exercício, os dois países enviam um sinal ao Ocidente de que estão dispostos a aprofundar os seus laços militares, e também a responderem, cada um, aos seus próprios desafios – a Rússia a transmitir a mensagem de que mantém um poderoso aliado apesar do isolamento a que foi votada na Europa e nos EUA, e a China a sinalizar que mantém a sua estratégia de expansão das capacidades navais, criticada pelos EUA, pelo Japão e pela Coreia do Sul.
“A Rússia quer mostrar aos EUA que não está isolada e que consegue realizar exercícios nas proximidades da Europa de Leste. E, em resultado da visita do primeiro-ministro do Japão aos EUA e do reforço da relação militar entre os dois países, o Presidente chinês quer mostrar aos EUA que tem boas relações com a Rússia”, resumiu Shi Yinhong, professor de Relações Internacionais na Universidade Renmin, em Pequim, ouvido pelo The New York Times.
Para este especialista, o sinal é claro: “A frota chinesa nunca realizou um exercício no Mediterrâneo e, para além disso, vai fazê-lo com a Rússia. Os dos países querem mostrar que subiram um nível na sua parceria estratégica.”
Apesar de nunca ter realizado exercícios militares no Mediterrâneo, a China enviou navios para a região nos últimos anos – em 2011 para resgatar dezenas de milhares de chineses da Líbia após a queda do regime de Muammar Kadhafi; e em 2013 e 2014 para participar na retirada do arsenal químico do Governo de Bashar al-Assad, na Síria.
Por essa razão, James Hardy, editor da revista Jane’s Defense Weekly para a região da Ásia-Pacífico, disse ao The New York Times que “não é inédito” ver navios chineses no Mediterrâneo, apesar de “a importância geopolítica de um exercício com a Rússia não escapar aos EUA e à NATO”.
Apesar de poder franzir alguns sobrolhos nos EUA e na União Europeia, o exercício conjunto entre a Rússia e a China deve ser tratado com normalidade, defende Hardy: “Seria rude se alguém no Ocidente se queixasse, dada a quantidade de exercícios militares conjuntos que os EUA e os seus aliados realizam nos mares próximos da China”.
alfeu
3 de maio de 2015 2:45 am*
Sistema socioeducativo amedronta jovens; profissionais defendem aprimoramentos
Por Daniel Mello, Agência Brasil
http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/05/sistema-socioeducativo-amedronta-jovens-profissionais-defendem-aprimoramentos
Medo é a primeira palavra usada pelos jovens infratores para definir a experiência com os sistemas Judiciário e socioeducativo. “Tenho medo, como o medo que estou agora”, revelou Anderson*, de 16 anos, sobre o que sentia em relação à possibilidade de redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, em discussão no Congresso. Era a segunda vez que o tráfico de drogas o levava a passar por um processo nas varas especiais da Infância e Juventude da cidade de São Paulo. O fórum, que em 2014 julgou 13,4 mil processos de atos infracionais, é considerado o maior do gênero na América Latina.
Acompanhado da mãe, o jovem temia não só as possíveis repercussões da discussão na Câmara dos Deputados, mas também a decisão do juiz que seria anunciada em breve.
Confira a cobertura do debate sobre a redução da maioridade penal no Portal EBC
Ele aguardava a audiência em uma fila na porta da 4ª Vara de Infância e Juventude. O prédio, construído em 1910, fica no bairro do Brás, zona leste paulistana. As salas são montadas com divisórias de escritório e os corredores são estreitos para o grande fluxo de pessoas. Sem bancos ou cadeiras, os adolescentes e as famílias aguardam as audiências em pé.
“Veja esse fórum, onde nós tratamos da geração futura, que são os infratores. Um prédio caindo aos pedaços que já devia ter sido restaurado, reformado, estruturado”, reclama o juiz titular da 4ª Vara e coordenador do fórum, Raul Khairallah de Oliveira e Silva.
A estrutura física das varas reflete, na opinião de Khairallah, a falta de prioridades do Poder Público no tratamento do jovem infrator. “Vai lá no Fórum Criminal na Barra Funda, veja a estrutura que eles têm. Parece uma cidade. Um monte de policiais para fazer escolta e tudo mais. Ali você está lidando com criminosos que você dificilmente vai ter como ressocializar”, compara o magistrado que também foi juiz criminal. “Enquanto você está na fase de desenvolvimento, a chance de você poder fazer alguma coisa para a ressocialização é infinitamente maior”, enfatiza.
Sempre com o olhar baixo e as mãos para trás, ainda que não estivesse algemado, Anderson relatou que a segunda apreensão estava relacionada à anterior. “Eu tinha que pagar as drogas que eu perdi na primeira [apreensão]”, contou o jovem que foi pego novamente vendendo cocaína.
Pelo flagrante, o adolescente estava há um mês e seis dias internado provisoriamente, como ele mesmo informou com precisão. Sobre a passagem pela Fundação Casa, Anderson tinha críticas. “Tudo errado”, resumiu levantando o rosto pela primeira vez durante a entrevista. “O jeito que nos tratam lá, agredindo e batendo”, detalhou.
“Em muitas unidades, em vários locais do país, inclusive São Paulo, existem inúmeras denúncias de maus-tratos, tortura e ociosidade. Mas são casos mais pontuais, enquanto o problema é mais generalizado quando nós tratamos do sistema penitenciário”
Apesar dos problemas, o advogado e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo Ariel de Castro Alves acredita que o sistema socioeducativo ainda possibilita maiores chances de recuperação para os infratores do que as penitenciárias. “Em muitas unidades, em vários locais do país, inclusive São Paulo, existem inúmeras denúncias de maus-tratos, tortura e ociosidade. Mas são casos mais pontuais, enquanto o problema é mais generalizado quando nós tratamos do sistema penitenciário”, avaliou.
“Se ocorresse um aprimoramento para cumprir corretamente o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei das Medidas Socioeducativas de 2009, certamente nós teríamos muito mais resultados no sentido de reduzir ainda mais a reincidência”, acrescenta Ariel.
Opinião que coincide com a do vice-presidente do Movimento do Ministério Público Democrático, Tiago Rodrigues. “Se nós não utilizamos todas as ferramentas, todos os recursos que a lei já nos dispõe, de que adianta ampliar isso?”, questiona o promotor que atua na área da Infância e Juventude da capital paulista sobre a proposta de reduzir a maioridade penal.
Entre as medidas que Rodrigues considera subutilizadas está a semiliberdade, quando o jovem trabalha e estuda durante o dia, retornando para a unidade de internação para dormir. “De modo que o assistente social, o psicólogo e toda a equipe técnica envolvida no processo de reeducação possa observar um comportamento muito mais natural desse adolescente e verificar, com precisão, se ele está preparado para voltar ao convívio comunitário.”
Segundo um levantamento feito com os 3,36 mil casos que passaram pela promotoria da Infância e Juventude entre agosto de 2014 e março de 2015, apenas 271 adolescentes, dos 1.232 que passaram por internação no período, progrediram para a semiliberdade. “Os demais foram direto da internação para o meio aberto”, destacou.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas socioeducativas que podem ser aplicadas a adolescentes a partir dos 12 anos: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê seis medidas socioeducativas que podem ser aplicadas a adolescentes a partir dos 12 anos: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração.
Após um mês de internação provisória, o adolescente Gustavo* passou a cumprir liberdade assistida. Sobre o período na Fundação Casa, o jovem, hoje com 17 anos, lembra da relação difícil com os funcionários da instituição. “Eles não passam confiança. Passam medo”, lembra. “Se você não faz o que eles mandam, eles dão tapa na cabeça. Dão chutes”, conta.
O receio também vinha das incertezas do jovem sobre os desdobramentos do processo por roubo. “Eu não sabia se ia ficar fichado. Não sabia o que ia acontecer. Eu tinha esse medo de não poder arrumar emprego, não poder ter cargo público”, acrescenta.
Hoje, Gustavo avalia que a experiência acabou tendo pontos positivos, principalmente a participação em atividades culturais e rodas de conversa – que faziam parte das medidas socioeducativas cumpridas no período de liberdade assistida no Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedeca) em Sapopemba, zona leste paulistana.
Segundo ele, essas atividades acabaram despertando o seu interesse pela política e pelo funcionamento institucional do país. “Tem uma parte da sociedade que tem todos os seus direitos. Já tem uma que tem os seus direitos negados. Principalmente os adolescentes que estão dentro da fundação, esses não têm direito nenhum. Mal sabem dos seus direitos”, analisa o jovem que, além de estudar para concursos públicos, pretende cursar dois cursos universitários: psicologia e ciências sociais. “A Fuvest [vestibular da Universidade de São Paulo] não é um bicho de sete cabeças”, conclui otimista.
Sobre as denúncias de supostos desrespeitos aos jovens, a Fundação Casa, por meio de sua assessoria, disse que leva em consideração os direitos humanos dos adolescentes e não tolera qualquer tipo de prática de violência nos centros socioeducativos. “A instituição pauta seu atendimento pelas diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), com respeito à integridade física e psicológica dos jovens”, disse em nota.
A instituição destacou ainda que aplica sanções administrativas, por meio da corredegoria-geral, aos funcionários que participam de episódios identificados de violência. Essas medidas podem ir de suspensão à demissão por justa causa.
SAIBA MAIS:
Reduzir maioridade para crimes hediondos pode afetar jovens acusados de tráficoJovens discutem a redução da maioridade penal em videoconferênciaMaioridade penal: conheça a posição dos deputados da comissão especial sobre o tema