Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
15 de maio de 2015 4:42 amFHC fala mal do Brasil e espanta investidores de Alckmin
Brasil 247
Durante o Lide Business Meeting, realizado nesta semana em Nova York e organizado por João Doria Jr para dar palco ao projeto de 2018 do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um discurso duro contra o Brasil; o tucano voltou a criticar a política econômica adotada após a crise mundial de 2008; “Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado”, disse; ex-presidente foi na contramão do objetivo principal do evento, que era de atrair investidores
14 de Maio de 2015 às 15:05
Rede Brasil Atual – Em meio a greve dos professores, e sem nenhuma proposta apresentada aos trabalhadores, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou a capital paulista e foi para Nova York, bancado por uma associação de empresários, onde participou de um encontro cujo propósito oficial seria atrair investimentos para o estado.
Mas pelo jeito quem se deu bem foi só o promotor do evento, João Dória Jr. – mentor e organizador do Lide Business Meeting, realizado na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Pausa para falar do promotor. Ultimamente, quando João Dória Jr. não está organizando eventos tipo “fora Dilma” por aí, está junto com a seleção brasileira de futebol. Isso porque ele foi nomeado pela insuspeita CBF para chefiar a delegação brasileira que vai disputar a Copa América, no Chile, a partir de 12 de junho. A decisão tem causado muita polêmica, pelo simples fato de que Dória Jr. nunca trabalhou com futebol.
Ele foi secretário de Turismo no governo de Mário Covas em São Paulo e presidente da Embratur na gestão do presidente José Sarney, além de ser o fundador e presidente do Lide – Grupo de Líderes Empresariais
Voltando ao encontro empresarial, foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que abriu o evento, antes da apresentação do governador Alckmin, na quarta-feira (13). Porém, na véspera, quando esteve na mesma Câmara de Comércio para receber o prêmio “Pessoa do Ano” (alguém que possa dizer o que ele fez de realmente relevante no ano passado?). FHC proferiu mais um de seus discursos falando mal do Brasil, e criticando Dilma e Lula.
Como todo mundo sabe, fazer proselitismo negativo de um produto “não vende”. Ou seja, não atrai investidores – e esse era o objetivo do evento. Não era o local nem a hora para fazer um discurso de oposição apropriado para convenções partidárias do PSDB ou do DEM.
O ex-presidente tucano criticou a política econômica adotada após a crise mundial de 2008, apesar de o Brasil ter sido um dos países que melhor se saíram no mundo, o que é reconhecido até pelos americanos. O êxito na geração de empregos e sustentação da economia por pelo menos cinco anos de crise mundial profunda é incontestável.
Só recentemente as respostas aos estímulos econômicos deixaram de surtir o mesmo efeito de antes e daí a necessidade de ajustes para retomar o crescimento. Porém são ajustes bem mais suaves do que aquelas crises provocadas pelo governo do tucano que levaram o Brasil a quebrar e precisar ser socorrido pelo FMI.
Hoje o Brasil continua sendo grau de investimento, coisa que o governo FHC nunca conseguiu chegar perto. É esta visão realista, sem perder a oportunidade de realçar os aspectos positivos, que um ex-presidente que quisesse ajudar um governador de seu partido deveria passar.
Em vez disso, FHC recorreu aos velhos chavões neoliberais e ao pensamento pequeno e colonizado, defendendo o Estado mínimo: “Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado”, disse.
Também fez proselitismo populista sobre corrupção, como se estivesse fazendo um comício em uma convenção tucana. Ajudaria mais Alckmin se FHC dissesse que o Brasil tem avançado institucionalmente no combate à corrupção, com antigas práticas sendo investigadas e punidas em vez de engavetadas. Deveria dizer que o ambiente para negócios está ficando mais íntegro no Brasil com o fim da impunidade.
O discurso foi tão fraco e desastrado sobre a economia e a política brasileira, que o único momento em que a plateia de empresários brasileiros e estrangeiros aplaudiu com entusiasmo foi quando FHC criticou a política externa do Brasil por ficar em silêncio diante do “autoritarismo” na Venezuela e do terrorismo do Estado Islâmico, segundo o tucano.
Em seguida, Fernando Henrique disse que, os malfeitos vêm do governo Lula. O jornalista Paulo Francis (1930-1997) deve ter se revirado no túmulo ao ouvir tal frase. Francis foi quem denunciou a corrupção na Petrobras em 1997 (!!!!), em pleno governo FHC, o que lhe custou um processo de Us$ 100 milhões. Aliás, dizem até que esse foi o motivo de o jornalista ter enfartado… Quanto ao ex-presidente FHC é com certeza o político mais blindado da história do Brasil
Presente ao encontro, o ex-presidente estadunidense Bill Clinton também foi homenageado pela Câmara de Comércio. Desta vez, ele saudou a “amizade” com FHC sobre disse ter feito um governo “extraordinário”. Bem diferente do que afirmou em 1999, quando, numa conferência em Florença, Clinton fez uma avaliação bastante negativa do desempenho do governo FHC, chegando a dar um sermão desconcertante – apesar de o tucano ter governado o Brasil seguindo a cartilha do chamado Consenso de Washington, obedecendo as diretrizes traçadas pelo governo dos Estados Unidos.
Caronas
Quem aproveitou o passeio organizado por Dória Jr. para passear em Nova York foram os senadores tucanos Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati deixando de comparecer ao trabalho no Senado em uma semana política que teve debates importantes. Também marcou presença o governador de Goiás, Marconi Perillo que, segundo o jornal Diário da Manhã, levou uma “comitiva goiana”.
http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/180939/FHC-fala-mal-do-Brasil-e-espanta-investidores-de-Alckmin.htm
Roberto São Paulo-SP 2015
15 de maio de 2015 6:43 am9º navio do Promef-Programa de Modernização e Expansão da Frota
—-No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamentos.—-
Cerimônia marca viagem inaugural do navio André Rebouças e batismo do Marcílio Dias
Petrobras Blog Fatos e Dados—14.Mai.2015
O navio André Rebouças, da nossa subsidiária Transpetro, partiu em viagem inaugural nesta quinta-feira (14/05), após cerimônia no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE). A embarcação é a nona encomendada a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) a entrar em operação. Na ocasião, também foi realizado o batismo de outro suezmax, o Marcílio Dias, sexto navio do Promef a entrar na fase de acabamentos. O
O André Rebouças é o quinto da série de 10 navios do tipo suezmax que serão construídos pelo EAS. Depois de abastecer em Salvador, a embarcação seguirá para a Bacia de Campos, onde fará a sua primeira operação de carregamento de petróleo.
Durante o evento, a presidenta Dilma Rousseff assegurou que a política de conteúdo local – seguida pelo Promef – será mantida na indústria naval brasileira:
“A política de conteúdo local é o centro de uma política maior de recuperação da capacidade de investimento do nosso país. A recuperação da indústria naval é a história de uma decisão política. Nós só chegamos até aqui porque rompemos uma realidade terrível criada por alguns poucos brasileiros que diziam que não tínhamos competência para construir navios de qualidade”, afirmou a presidenta.
O presidente da Transpetro, Claudio Campos, também ressaltou a qualidade dos navios entregues: “Hoje está entrando em operação o 9º navio do Promef, programa que é fruto de uma grande parceria com o Governo Federal. A cada novo navio entregue, constato como temos melhorado a qualidade dos nossos navios e a produtividade alcançada na construção deles”.
Para o nosso presidente, Aldemir Bendine, ao utilizar navios novos, é possível “melhorar sensivelmente as condições de transporte de petróleo”.
“Só com os 8 navios entregues ao longo de 4 anos, deixamos de gastar US$ 35 milhões por ano com aluguel de embarcações. Esses dois novos navios somados a outros cinco vão gerar uma economia de US$ 21 milhões só este ano, o que equivale a 60% dos custos que temos para transportar petróleo pelo mar”, afirmou Bendine.
Os navios suezmax são destinados ao transporte de óleo cru na exportação e cabotagem, com capacidade de transporte de carga de cerca de 1 milhão de barris de petróleo, o equivalente a quase metade da produção brasileira diária. No momento, há 14 navios encomendados pela Transpetro em diferentes fases de construção, sendo seis no estágio de acabamentos.
Além do André Rebouças, os outros navios do Promef que já estão operando são: os suezmax Henrique Dias, Dragão do Mar, Zumbi dos Palmares e João Cândido; e os navios de produtos José Alencar, Rômulo Almeida, Sérgio Buarque de Holanda e Celso Furtado.
Ficha técnica dos navios suezmax
Porte Bruto (TPB): 157.700 toneladas
Comprimento total: 274,20 metros
Boca: 48,00 metros
Calado: 17,00 metros
Velocidade de projeto: 14,8 nós
Autonomia: 20.000 milhas
Motor Principal – MCP: 1 unidade, Doosan-MAN B&W modelo 6S70ME-C
Motor Auxiliar – MCA: 3 unidades, Doosan-MAN B&W modelo 7L23/30H
O consumo total de óleo combustível do tipo RMK-45, considerando a operação do MCP e de um MCA, é de 69,0 toneladas por dia.
Os homenageados
André Rebouças: André Pinto Rebouças deu grandes contribuições para a construção do Brasil no século 19 e teve participação importante no movimento abolicionista. Implementou no país técnicas inovadoras de engenharia, incluindo o uso do concreto armado.
Marcílio Dias: Marinheiro de origem humilde, natural do município gaúcho de Rio Grande, Marcílio Dias é um herói histórico da Marinha de Guerra brasileira. Morreu em 12 de junho de 1865, em consequência de ferimentos recebidos durante a Batalha de Riachuelo, na Guerra do Paraguai, quando se destacou por atos de bravura, embarcado na corveta Parnaíba.
Veja também
– Conheça nossos principais tipos de navios
Postado em: [Atividades, Institucional]
URL:
http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/cerimonia-marca-viagem-inaugural-do-navio-andre-reboucas-e-batismo-do-marcilio-dias.htm
Roberto São Paulo-SP 2015
15 de maio de 2015 6:45 amDescentralização e conteúdo nacional
—-Apenas o petroleiro André Rebouças, por exemplo, tem 72% de conteúdo nacional, gerou mais de 2 mil empregos. O Marcílio Dias, batizado nesta quinta-feira, tem 67% de conteúdo nacional e criou 1,7 mil novos postos de trabalho—
Reconstruir a indústria naval foi uma decisão estratégica do governo, afirma presidenta
Blog do Planalto—–Quinta-feira, 14 de maio de 2015 às 18:10
A construção de navios como o André Rebouças, que fez nesta quinta-feira (14) sua primeira viagem, resulta de uma decisão estratégica do governo, tomada desde o início dos anos 2000, de reconstruir a indústria naval do Brasil, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante a cerimônia inaugural da embarcação e do batismo do petroleiro Marcílio Dias, no Complexo Portuário de Suape, em Ipojuca, região metropolitana do Recife (PE).
Presidenta Dilma posa em frente ao petroleiro André Rebouças. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
“Nós não chegamos aqui porque, há um ano ou dois atrás, começamos a fazer o navio André Rebouças (…). Chegamos aqui porque rompemos com uma realidade terrível. O Brasil tinha sido, nos anos 80, o segundo maior produtor na área de indústria naval. E esse processo foi desmantelado. Foi tão desmantelado que os estaleiros que existiam, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao governo, produziam [apenas] pequenas embarcações. E alguns dos quais eu visitei – porque era então ministra de Minas e Energia -, tinham grama no chão. A grama crescia porque nenhum trabalhador, nenhum funcionário, ninguém passava pelos canteiros, pelas áreas dos estaleiros”.
A embarcação André Rebouças é a nona a entrar em operação das 49 encomendadas a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Na mesma cerimônia, realizada no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE), também será batizado o petroleiro Marcílio Dias.
Como resultado dessas iniciativas, o número de trabalhadores do setor, que em 2002 não chegava a sete mil, hoje, de acordo com dados do governo, somam cerca de 72 mil pessoas, com carteira assinada, capacitadas e bem remuneradas, responsáveis pela quarta maior carteira de encomendas de navios do mundo.
Descentralização e conteúdo nacional
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, a decisão de recuperar a indústria naval brasileira levou a duas importantes consequências. A primeira, foi a decisão de espalhar os estaleiros pelas diversas regiões do território nacional, além do Sudeste, onde tradicionalmente já existia, para o Norte, Sul e o Nordeste.
A outra opção política foi a de valorizar e priorizar a indústria brasileira, ao exigir um percentual de tecnologia nacional na construção dos grandes petroleiros usados pela Petrobras. Essa decisão, juntamente com o incremento da produção do pré-sal, foi responsável pelo restauração da indústria naval no País.
A indústria naval renovada, “fez com que incorporássemos tecnologia, melhorássemos a formação dos nossos trabalhadores e gerássemos emprego e renda. O que nós queremos é produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil”, acrescentou Dilma. Apenas o petroleiro André Rebouças, por exemplo, tem 72% de conteúdo nacional, gerou mais de 2 mil empregos. O Marcílio Dias, batizado nesta quinta-feira, tem 67% de conteúdo nacional e criou 1,7 mil novos postos de trabalho.
Dilma recordou ainda que essas conquistas desmentiram o pessimismo de algumas pessoas, que diziam que o que o Brasil não tinha competência “para fazer, sequer, um casco de navio, de plataforma ou de qualquer um dos produtos da indústria de petróleo e gás”.
Maldição do petróleo
Com essas políticas, reforçou a presidenta, o Brasil está trabalhando para evitar a chamada “a maldição do petróleo” ou a “doença holandesa”. O fenômeno ocorre em alguns países onde a abundância dessa commodity leva ao fim de outras indústrias e a população é obrigada a utilizar apenas produtos importados.
“É o fato de que a riqueza gerada pode resultar no empobrecimento do resto do País e no enriquecimento só de um setor. Para não ter maldição do petróleo, temos de ter uma cadeia de petróleo e gás, fornecendo produtos com trabalhadores brasileiros treinados aqui, capazes, ganhando salários adequados e tendo uma renda adequada”, destacou a presidenta.
E concluiu: porque não queremos a maldição do petróleo para o Brasil, “vocês podem ter certeza, a política de conteúdo local veio para ficar”.
Ouça a íntegra(21min39s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff
URL:http://blog.planalto.gov.br/reconstruir-a-industria-naval-foi-uma-decisao-estrategica-do-governo-afirma-presidenta/
Odonir Oliveira
15 de maio de 2015 8:12 amPara derrotar Dilma, Câmara sacrifica gerações futuras
14-05-2015
Para derrotar Dilma, Câmara sacrifica gerações futuras
Flexibilização do fator previdenciário joga peso sobre contas públicas
KENNEDY ALENCAR
Brasília
A aprovação na Câmara dos Deputados da medida provisória que trata da pensão por morte e do auxílio doença (MP 664) foi uma vitória do governo com gosto para lá de amargo. O Palácio do Planalto não conseguiu barrar uma emenda que flexibilizou o fator previdenciário _regra que desestimulava aposentadorias precoces.
Ao permitir aposentadorias em torno dos 60 anos, o país tomou uma decisão que vai penalizar gerações futuras. A flexibilização do fator previdenciário é ruim. Em tempos de PEC da Bengala, 60 anos de idade ou menos é um limite baixo para se aposentar. A medida vai sacrificar as contas da Previdência Social no futuro.
O governo estima gastos adicionais de R$ 40 bilhões nos próximos dez anos e de até R$ 300 bilhões em 20 anos. Essas contas terão de ser pagas por quem estiver trabalhando. Estamos impondo hoje um custo ao futuro do país. Todo mundo merece uma aposentadoria digna, mas é preciso recursos para sustentá-la.
A votação do texto básico da MP 664 mostrou um início de reorganização da base de apoio do governo na Câmara. Esse aspecto tem de ser destacado. No entanto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continuou a colocar cascas de banana no meio do caminho do Palácio do Planalto.
Além da ação de Eduardo Cunha, parcelas do PMDB e do PT não deram votos suficientes para derrubar a emenda que flexibilizou o fator previdenciário, ponto que fazia parte da chamada “pauta bomba” devido ao seu impacto fiscal.
O PC do B e o PDT ficaram contra o governo. E o PSDB, que criou a regra em 1999 no governo FHC, votou maciçamente para flexibilizá-la. Faltou coerência aos tucanos. Foi uma ação que obedeceu a um discurso mais radical de oposição.
Como o Senado pretende manter a flexibilização do fator previdenciário, a presidente Dilma Rousseff deverá vetar esse ponto. Ao mesmo tempo, pretende acelerar uma mudança definitiva que substitua o fator.
*
Dois pesos e duas medidas
Ontem, no espaço reservado para a manifestação do público, havia militantes da Força Sindical que xingaram a presidente Dilma com palavrões. Uma coisa é vaiar e atacar o governo. Outra, fazer uma crítica de gênero. Houve desrespeito às mulheres. Esse tipo de violência no debate público não é bom.
O deputado Paulinho da Força, do Solidariedade paulista, precisa moderar a ação de seus liderados. E o presidente da Câmara não pode usar dois pesos e duas medidas. Eduardo Cunha proíbe o acesso da CUT na votação da terceirização, mas permite o da Força Sindical na apreciação do ajuste fiscal. É preciso equilíbrio no exercício do poder.
A insatisfação de Cunha com o governo se deve ao seu pleito, nos bastidores, para Dilma não indicar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para um novo mandato de dois anos. Mas Dilma não pode e não quer ceder à pressão do peemedebista, que responde a inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).
Odonir Oliveira
15 de maio de 2015 8:13 amCitando a fonte
http://www.blogdokennedy.com.br/para-derrotar-dilma-camara-sacrifica-geracoes-futuras/
Odonir Oliveira
15 de maio de 2015 8:41 amJornais adentram o nono
Jornais adentram o nono círculo do inferno
Por Caio Túlio Costa em 13/05/2015 – na edição 850
A partir de quarta-feira (13/5), The New York Times, National Geographic, The Atlantic, NBC News,The Guardian, BBC News, Bild, Spiegel Online e BuzzFeed – oito monumentos do jornalismo clássico e um monumento da nova mídia – integram o projeto de publicação de notícias diretamente em suas páginas do Facebook contra a comercialização de publicidade lá dentro. Os veículos ficarão com 30% da receita dos anúncios incluídos pelo próprio Facebook e com 100% da receita que conseguirem vender por si próprios no espaço facebookiano.
Ou seja, os jornais abriram mão de levar mais audiência para seus respectivos sites e também vão publicar notícias diretamente no Facebook.
Nada mais correto, monetizar o conteúdo onde está o leitor, como este que vos fala havia alertado no passado (ver “Um modelo de negócio para o jornalismo digital”).
Mas, agora, há indícios de que o Facebook – que cada vez mais é empresa de mídia e cada vez menos rede social – conseguiu enrolar em grande estilo empresas de comunicação muito sérias e na batalha para resolver a questão digital.
Ainda se trata de uma experiência, evidentemente. Enquanto for experiência, o Facebook vai se mostrar bonzinho. No entanto, o histórico do comportamento tanto de Mark Zuckerberg na consolidação de seu poder no Facebook quanto o de negócios da empresa com parceiros, sugere que as publicações que aceitaram este experimento precisam ficar de pé, perna e braço atrás.
Alerta de Dante
Quando a Zynga incluiu o social game FarmVille no Facebook, em 2009, era tudo maravilha. Como os jornais agora, ela podia comercializar o joguinho diretamente e levava 100% da renda. Logo que o sucesso chegou para a Zynga, e a mesma ajudou o Facebook a ganhar audiência (entre 2009 e 2010 o Facebook ultrapassou a barreira dos mais de 600 mil novos usuários por dia!), o Facebook decidiu lançar sua própria moeda de comercialização interna e logo depois reviu o contrato com a Zynga e dela passou a cobrar comissão pelo que ela própria vendia dentro da plataforma.
Ao mesmo tempo, restringiu a distribuição dos posts da Zynga. Exatamente como passou a fazer com todas as marcas e com todos os usuários, obrigando-os a “impulsionar” os próprios posts. Ou seja: todos tiveram que pagar ao Facebook para ser mais vistos no próprio Facebook.
A restrição da visualização dos posts foi aplicada paulatinamente. Hoje, pasmem, somente de 2% a 4% dos seguidores ou amigos de cada página ou de cada perfil conseguem visualizar posts que não sejam “impulsionados”. Como o Facebook diz, é a forma de entregar para os usuários somente o conteúdo de “alta qualidade”. Qualidade segundo seus próprios critérios, obviamente.
O Facebook enfrenta problemas como o de continuar conquistando usuários jovens. Também precisa, desesperadamente, fazer crescer sua receita. Faturou US$ 7,8 bilhões em 2014 contra US$ 66 bilhões do Google, sua Nêmesis. Outro dado assustador para o Facebook é que, desde que suas receitas são conhecidas, ele levou oito anos para faturar US$ 7,8 bilhões enquanto que, respectivamente, em oito anos o Google estava faturando US$ 23,7 bi – três vezes mais.
Uma das últimas providências do Facebook na faina de buscar desesperadamente mais receita veio em abril. Fechou os portões para as buscas que empresas de monitoramento da internet realizavam lá dentro. Obviamente, o próximo passo vai ser o próprio Facebook vender sua busca interna – e impedir assim que outros negócios floresçam na órbita de sua narcísica plataforma.
Ou seja, se der certo a iniciativa de quarta-feira (13), daqui a pouco, quando acabar a experiência, ou então um tempo depois para não criar tanto atrito, quando novas publicações forem admitidas e se animarem com a possibilidade de angariar mais receita com a publicidade comercializada lá dentro, o Facebook vai fechar a torneira e cobrar uma bela comissão – ou chegar com outra restrição qualquer. Exatamente como tem feito ao longo de sua história.
Dante já alertou: no último círculo do inferno não há fogo, e sim frio. Lá ficam os traidores. Será que, nesta estratégia de abraçar o demônio, os jornais deixaram para trás toda a esperança quando adentraram aquela porta?
***
Caio Túlio Costa é jornalista, Columbia University Graduate School of Journalism Visiting Research Fellow (outono de 2013), e professor do Comunicação e Informação na Era Digital da Escola de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo
http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/jornais-adentram-o-nono-circulo-do-inferno/
O golpe do Facebook
por Antonio Luiz M. C. Costa — publicado 12/05/2015 na Carta Capital
A empresa de Zuckerberg tenta criar um monopólio mundial da comunicação, informação e jornalismo
Um aspecto peculiar da Cúpula das Américas no Panamá, dias 10 e 11 de abril, foi o papel do presidente do Facebook, Mark Zuckerberg. O jovem executivo (30 anos) circulou pela reunião dos chefes de Estado como se fosse mais um deles ou pelo menos como um presidente do Banco Mundial, não como mais um participante do fórum empresarial paralelo. Chegou a invadir, por engano, uma reunião entre os presidentes do Panamá e República Dominicana.
Vários líderes, inclusive a brasileira Dilma Rousseff, o mexicano Peña Nieto, a argentina Cristina Kirchner, o peruano Ollanta Humala e o panamenho Juan Carlos Varela se fizeram fotografar ao lado
do executivo e com certeza julgaram isso positivo para a própria imagem. A oferta de “internet gratuita” do Facebook a países latino-americanos, a começar por Colômbia, Guatemala e Panamá, três dos governos mais conservadores do continente, recebeu quase tanta cobertura quanto a reconciliação entre Washington e Havana. Alguns se compraziam em considerá-lo representante de uma “nação” de 1,4 bilhão de usuários, maior que a China.
Aparentemente, a aura “libertária”, “democrática” e “revolucionária” da internet foi pouco abalada pelas revelações de Edward Snowden e Julian Assange. A NSA e suas similares, ou “o governo”, foram responsabilizadas por tudo de negativo ou duvidoso e as grandes empresas do Vale do Silício posaram como vestais escandalizadas, como se seu papel na operação não fosse essencial e consciente e seu uso político um subproduto inevitável. O ciberespaço continua a ser visto pelos usuários como um playground barato e inofensivo e seus empreendedores como gênios simpáticos e filantrópicos.
Seria mais sábio vê-lo como a versão atualizada da Terra dos Brinquedos do Pinóquio, de Carlo Collodi (ou a Ilha dos Prazeres da versão Disney), para onde crianças ansiosas para escapar do trabalho e dos estudos são levadas para uma sucessão de diversões gratuitas e inesgotáveis, mas ao cabo de algum tempo se
veem transformados em burros e nessa forma postos a trabalhar por supostos benfeitores revelados como exploradores inescrupulosos.
O mundo estará mais maduro quando as ofertas, propostas e produtos de um Facebook, um Google, uma Apple ou uma Microsoft forem recebidas com o mesmo ceticismo saudável com que o público encara a publicidade institucional da Standard Oil ou do Goldman Sachs. Quando esse dia chegar, porém, provavelmente será tarde demais e o Vale do Silício terá controlado corações e mentes de forma mais completa do que Wall Street e Hollywood jamais sonharam.
Como explica o especialista Evgeny Morozov no jornal britânico Guardian, o Facebook não é uma instituição de caridade. Está interessado em “inclusão digital” tanto quanto agiotas em “inclusão financeira”. O projeto internet.org fornece conexão “gratuita” por celular aos pobres da América Latina, África e Sudeste Asiático, mas apenas ao Facebook e pouca coisa mais (como a Wikipedia). Muitos dos que se tornaram usuários da internet nos últimos anos têm a impressão de que ela é a rede de Zuckerberg, mas para esses isso será estritamente verdade.
Isso é difícil de conciliar com o marco civil da internet que o governo brasileiro tanto se empenhou para aprovar em 2014. Para cobrar de Zuckerberg pelo acesso ao Facebook, as operadoras têm de acompanhar a navegação e guardar os dados de acesso, o que é proibido. Dar-lhe prioridade de tráfego viola a neutralidade da rede. O próprio princípio de fornecer conexão gratuita a determinados sites e cobrar pelo restante é de legalidade duvidosa. Se a regulamentação autorizar essa prática, pode esvaziar a lei de qualquer sentido.
Lembra a política da Microsoft de oferecer softwares gratuitos ou muito mais baratos a escolas, estudantes e serviços públicos para aprisionar usuários em seu sistema, a ponto de não cogitarem outro quando se tornassem consumidores ou empreendedores. Mas é muito mais. Além de condicionar a maneira de navegar na internet, o Facebook lucrará ao dispor dos dados pessoais e coletivos sobre esses usuários para vendê-los a empresas ou disponibilizá-los ao Estado e monopolizar a atenção desse público melhor que qualquer rede de TV.
Como sabe quem já usou o Facebook, este tem a política de criar dependência para depois cobrar cada vez mais caro pela interação. Empresas e celebridades que chegaram a criar um público considerável na rede de repente descobriram que teriam de pagar para que seus “amigos” continuassem a ver suas mensagens.
Ao mesmo tempo, a rede impõe regras arbitrárias. Uma delas é o veto a pseudônimos e duplas identidades. Zuckerberg alega ser tal prática “falta de integridade”, mas a verdadeira questão é garantir a real identidade dos usuários para que as informações sobre eles tenham maior valor. Assim como um pseudônimo pode ajudar a escapar da perseguição de um regime autoritário, permitiria driblar a curiosidade de um empregador ou seguradora sobre opiniões políticas, relações afetivas, consultas, exames, compras e percursos nas horas de lazer. Ou, quando bugigangas como o Apple Watch forem comuns, acompanhar seus batimentos cardíacos, pressão e dieta. Nunca as pessoas foram tão transparentes para governos e empresas – e, ao mesmo tempo, nunca essas instituições foram tão opacas para o público.
Os critérios de “moralidade” da rede, aparentemente arbitrários, seguem uma lógica igualmente comercial. Sua censura é conhecida por ignorar cenas de violência extrema, ameaças de morte e racismo explícito enquanto chega a extremos ridículos de moralismo como os de bloquear a foto histórica de uma indígena na página do Ministério da Cultura e uma reprodução de A Origem do Mundo, de Gustave Courbet, por um professor de arte. Não se trata de seguir qualquer ética coerente, mas de criar um ambiente no qual uma classe média puritana se sinta à vontade para navegar e empresários para anunciar.
As leis dão ao Facebook, como entidade privada, o privilégio de proibir conteúdos como bem entender. O problema é quando o monopólio prático do acesso a um meio de comunicação cada vez mais indispensável, principalmente se apoiado por convênios com governos nacionais, proporciona o controle de fato do espaço público. É como entregar a uma empresa privada a gestão de todas as ruas, praças, praias e parques e fazer da cidade um shopping à mercê das normas de comportamento dos proprietários, sem possibilidade de recurso à Justiça.
A ambição da rede é acostumar os usuários a recorrer a Zuckerberg para tudo e hospedar dentro de seus limites todo tipo de negócios. Quem quiser levar espetáculos, notícias, publicidade, educação, serviços ou vendas às massas terá de se entender com ele e aceitar suas condições.
No tocante à mídia e ao jornalismo, o plano é levar algumas das maiores empresas a se hospedar dentro da rede social. Espera-se que os primeiros a aceitar a proposta incluamThe New York Times, BuzzFeed e National Geographic, talvez também The Times, Quartz e Huffington Post. Em troca de administrar sua própria publicidade e informações sobre leitores e espectadores, esses veículos dividiriam receita (e talvez dados) com Zuckerberg, que administraria sua publicidade. Mesmo em 2014, antes da concretização desses acordos ou dos planos de “internet gratuita”, o Facebook se tornou a principal fonte de notícias para uma fatia assustadora do público: 67% no Brasil, 57% na Itália, 50% na Espanha, 37% nos EUA.
Acreditar que isso não afetará os conteúdos é mera ilusão. Esses veículos teriam marca e identidade diluídas e teriam de se sujeitar à cultura e prioridades do Facebook, explicitadas por Zuckerberg a um jornalista que o questionou sobre os critérios dos algoritmos que decidem as notícias exibidas a cada usuário: “Um esquilo no seu jardim pode ser mais relevante para seus interesses atuais do que gente morrendo na África”. O público não quer ouvir sobre problemas alheios e sim de seus gostos e decisões cotidianas. Textos longos, principalmente se exigem algum esforço ou causam algum desconforto ao leitor, são menos úteis do que fofocas de celebridades, informações superficiais e engraçadas, fotos de gatinhos, dicas de consumo e problemas do cotidiano. Mais Beyoncé e menos Boko Haram.
Dada a possibilidade de definir o perfil individual do usuário, pode selecionar o tipo de notícia e informação conforme suas crenças e preferências. O Facebook é muito bom nisso. Testes mostraram que com analisar 70 “curtidas” na rede se pode conhecer o perfil de uma pessoa melhor que um amigo ou colega de quarto, com 150, melhor que um pai ou irmão e, com 300, quase tão bem quanto um marido ou esposa. Não só ele, como certeza: no Google, os interesses indicados por buscas anteriores decidirão se ao buscar por “Egito” o internauta encontrará informações turísticas, oportunidades de negócio, biografias de faraós ou detalhes sobre as últimas arbitrariedades da ditadura militar.
De certa forma, isso acontece com a mídia tradicional. Ao escolher uma revista e não outra, o leitor escolhe uma abordagem, um ponto de vista e uma temática. Mas isso envolve certo grau de escolha consciente e nada impede que, vez por outra, experimente outra publicação. Na rede, é a notícia que escolhe por quem será lida, e uma vez que o perfil do usuário se defina, suas oportunidades de escolha são, na prática, reduzidas. Depende apenas de Zuckerberg decidir se é mais lucrativo manter cada um em sua zona de conforto ou influenciar sutilmente suas opiniões na direção mais conveniente aos interesses dos controladores da rede. Nenhum ser capaz de refletir deveria estar disposto a reforçar seu monopólio e lhe dar ainda mais poder. Confiar numa empresa como essa para prestar um serviço essencial é tão sensato quanto entregar a gestão do Banco Central ao Goldman Sachs, a Petrobras à Exxon ou a polícia e Justiça a uma empresa de mercenários.
http://www.cartacapital.com.br/revista/848/o-golpe-do-facebook-2000.html
superperplexo
15 de maio de 2015 9:15 amESCOLA LUMIAR DE RICARDO SEMLER SE UNE À ABRIL EDUCAÇÃO
FOLHA, 15 DE MAIO DE 2015.
Lumiar e Abril Educação se unem para expandir método
Cada sócio investiu R$ 7 milhões em associação para distribuir, de forma digital, sistema de ensino desenvolvido nas escolas Lumiar
JOANA CUNHADE SÃO PAULO
A Abril Educação se associou nesta quinta-feira (14) com a instituição de ensino Lumiar, para vender o sistema educacional da nova sócia em escala, tanto para escolas privadas quanto para que as prefeituras o apliquem na rede pública.
No negócio, que cria uma empresa nova chamada Lumiar Abril Educação, cada sócio investiu R$ 7 milhões.
“O sistema Lumiar será completamente digital, com algoritmos que medirão a trajetória passada e indicarão a vocação dos alunos”, afirma Ricardo Semler, fundador do Instituto Lumiar, que possui hoje três unidades em São Paulo, com 240 alunos.
“Vamos levar a municípios mais modernos. Também já temos hoje 31 pedidos para abertura de Lumiar fora do Brasil, em países como EUA e Dinamarca”, afirma.
A Abril Educação, segundo relatório da companhia, atingia no primeiro trimestre deste ano 899 mil alunos com seus sistemas de ensino, com alta de 30% sobre o trimestre anterior.
SEM SEPARAÇÃO
As escolas Lumiar desenvolveram um método que utiliza a curiosidade dos alunos para cumprir os requisitos do Ministério da Educação.
Criado em 2003, o Lumiar colocou em prática uma concepção de ensino que não separa os estudantes por série nem idade e se vale de “mestres” que, diferentemente de professores convencionais, podem ter formação em qualquer área de conhecimento.
Com um currículo baseado em mosaicos, o método descobre e explora áreas de interesse e vocações de cada aluno, como futebol ou geografia, para introduzir conteúdos de matemática, física, literatura e outras disciplinas.
Semler, que foi um dos idealizadores do trabalho, é autor do livro “Virando a Própria Mesa”, no qual contava como aumentou os lucros de sua empresa Semco dando poder aos funcionários.
De acordo com o execu- tivo, municípios que não possam pagar poderão ter o sistema implementado gratuitamente a partir do ano que vem.
FUNDO TARPON
No início deste ano, a totalidade das ações da Abril Educação foi vendida para fundos de investimento da gestora Tarpon, do qual Semler é um dos fundadores e acionista minoritário.
A operação foi avaliada em R$ 1,3 bilhão.
O empresário atribui o investimento a um perfil de gestão inovador de Eduardo Mufarrej, então presidente-executivo da Tarpon e que assumiu a presidência da Abril Educação.
O fechamento do contrato com a Lumiar, segundo Semler, representa um reconhecimento por parte do mundo dos negócios de que o setor de educação passa por transformações e começa a almejar novas experiências.
Antônio Baluarte
15 de maio de 2015 9:58 amTodos os partidos receberam, mas Moro só pensa em ferrar o PT
Publicado em 14/05/2015 no Conversa Afiada
Moro, UTC também
doou para Aécio
O total de R$ 13,4 milhões doado ao PSDB e ao DEM é o mesmo repassado ao PT durante a campanha eleitoral de 2014
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Na Agência PT de Notícias:
UTC doou mesmo valor para oposição e PT
O total de R$ 13,4 milhões doado ao PSDB e ao DEM é o mesmo repassado ao PT durante a campanha eleitoral de 2014
A UTC Engenharia, um das empresas investigadas na Operação Lava Jato, fez doações aos dois principais partidos de oposição, PSDB e DEM, nas eleições de 2014. O valor total de R$ 13,4 milhões é o mesmo doado ao PT durante a campanha.
A informação é do portal “Às Claras“, da Ong Transparência Brasil, com base nas prestações de contas oficiais declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com o balanço, a empreiteira repassou ao PSDB R$ 8,7 milhões e R$ 4,7 milhões ao DEM. O PSB, partido do candidato falecido Eduardo Campos e de sua substituta, Marina Silva, recebeu da UTC R$ 954 mil, no pleito no ano passado.
A campanha do candidato derrotado, Aécio Neves (PSBD), recebeu R$ 3 milhões da UCT no primeiro turno. Ao chegar ao segundo turno, apenas o tucano recebeu mais R$ 2 milhões da empreiteira.
Os dados divulgados pela ONG confirmam também que o PSDB foi o partido que mais recebeu recursos em 2014, com R$ 162 milhões. O PT aparece em segundo lugar com R$ 138 milhões.
Campanha do PT – A mesma empresa doou para a campanha da presidenta Dilma Rousseff, ainda no primeiro turno, quando a candidata do PT liderava as pesquisas de intenção de votos, o valor de R$ 7,5 milhões, dividido em três parcelas.
O valor declarado à Justiça Eleitoral confere com o depoimento em delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, prestado na tarde dessa quarta-feira (13), ao Ministério Público Federal (MPF). O depoente afirmou ter doado à campanha de Dilma R$ 7,5 milhões, mesmo valor declarado ao TSE.
“Doações foram feitas, todas elas legais e declaradas legalmente”, confirmou o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, que atuou como tesoureiro da campanha à reeleição da presidenta Dilma.
Henrique O
15 de maio de 2015 12:00 pm“Vai para Cuba”
14/05 às 16p6 – Atualizada em 14/05 às 16p8
Papa comunista, a próxima vítima da Paulista
A. Barros – Jornal do Brasil
Na passeata do 1%- número dos que detêm 90% da riquezabrasileira– o que se mais ouviu na Avenida Paulista, ecoando entre as paredes da monumentais sedes do rentismo nacional, foi o grito “Vai para Cuba”. As vozes do analfabetismo político tonitruaram e reverberaram na mídia amiga.
Foi tão intenso o grito que chegou à Casa Branca.
E os Estados Unidos, via Barack Obama, foramdiplomaticamente a Cuba. Restabeleceram relações com a Ilha dos irmãos Castro e preparam avanços significativos na área comercial entre os dois países.
Não era isso o que esperavam os coxinhas da Paulista. Alguns empoleirados em salas vips nos andares mais altos de alguns edifícios. De lá torciam e conspiravam, entre uma flûte de champanhe Cristal e um canapé de legítimo caviar do Cáspio, pela queda de um governo legitimamente eleito.
Na próxima passeata certamente chamarão Obama de cripto-comunista.
Mas este não foi um efeito isolado da histeria da Paulista.
A algaravia direitista atravessou todo Atlântico e chegou a Paris.
E o presidente francês chegou a Cuba, numa viagem histórica após 55 anos de polares relações.
Ora, dirão os coxinhas recheados do mais fino gorgonzola e trufas brancas. Esse François Hollande é outro comunista, um inimigo da Bastilha.
Pois bem. Mas agora, a Paulista deve ter aprendido a conter seu rugido depois de seu apelo “Vai para Cuba” chegar ao Vaticano.
Lá, o Papa Francisco recebeu Raul Castro, o presidente cubano e irmão de Fidel. Foi tão claro ao expor suas preocupações com a igualdade, o combate à fome e com a dignidade do homem que Raul se rendeu. Disse ele que diante daquele homem sentia-se compungido à voltar a trilhar os caminhos da Igreja de Francisco.
E em breve, não se sabe se pela recomendação do 1% da Avenida Paulista, o Papa estará em Cuba.
Francisco será o próximo comunista a ser moralmente linchado na Paulista.
Pobres tucanos que conduzem este rebanho sem fé, sem destino, sem compaixão e sem projeto. Que Francisco perdoe a todos em nome de Deus.
Pobres coxinhas.
http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2015/05/14/papa-comunista-a-proxima-vitima-da-paulista/
Helio J. Rocha-Pinto
15 de maio de 2015 12:58 pmSenado aprova adesão do Brasil à organização astronômica
Da Redação do Senado Notícias
Hernan Fernandez Retamal
O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (14), o texto do acordo de adesão do Brasil à Convenção que estabelece a Organização Europeia para a Pesquisa Astronômica no Hemisfério Austral, assinado em Brasília em 2010. Ao ratificar o acordo, o Brasil se torna o décimo quinto país membro, sendo o primeiro não europeu, do Observatório Europeu do Sul (ESO, sigla em inglês para European Southern Observatory).
O ESO, com sede na Alemanha, é dedicado ao estudo do hemisfério celeste austral ou sul, localizado entre a linha do Equador e o Pólo Sul. A organização opera três observatórios de ponta na região do deserto de Atacama, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor.
O observatório detém a mais importante infraestrutura do mundo nas áreas de astrofísica, cosmologia, astronomia ótica e do infravermelho, com patrimônio superior a 2 bilhões de euros.
Supertelescópio
De acordo com a mensagem do Executivo aprovado na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 37/2015, o Brasil estará em condição de igualdade com os demais membros da Organização. O texto teve parecer favorável do relator, senador Lasier Martins (PDT-RS), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
O Brasil deverá participar da construção e será coproprietário do maior telescópio óptico do mundo, que será instalado na montanha de Cerro Armazones, no deserto do Atacama, norte do Chile. O supertelescópio deverá começar a funcionar na próxima década. Ele terá cerca de 40 metros de diâmetro e será o maior do mundo para observações diretas e infravermelhas.
Pagamentos
Como contrapartida, deverá, até 2021, fazer o aporte de 270 milhões de euros, sendo 130 milhões a título de taxa de adesão, a ser pago em onze parcelas, e 140 milhões a título de anuidade, calculada proporcionalmente à Receita Nacional Líquida do país membro.
Porém, no que se refere à construção do Telescópio Extremamente Grande, o E-ELT (sigla em inglês para European Extremely Large Telescope), o Brasil estará isento de aportar a cota relativa à chamada contribuição adicional, cujo valor planejado é de 250 milhões de euros.
Já a chamada contribuição financeira teve seu pagamento previsto em frações distribuídas no período entre a data de adesão da Convenção ou a partir de 1º de janeiro de 2012 (o que ocorresse por último) e o dia 31 de dezembro de 2020.
Ref: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/05/14/senado-aprova-adesao-do-brasil-a-organizacao-astronomica-europeia
evandro condé de lima
15 de maio de 2015 1:17 pmQuando a discussão sobre maioridade deixa de ser simples.
No DF, jovem se finge de morta após sequestro e resgata namorado de lago
Uma jovem de 18 anos se fingiu de morta e conseguiu resgatar o namorado de um lago depois de o casal sofrer um sequestro na noite desta quinta-feira (14) no Distrito Federal. O rapaz foi esfaqueado e, na manhã desta sexta (15), passava por cirurgia. Três adolescentes e um adulto suspeitos de cometer o crime já foram encontrados pela Polícia Militar…
Segundo a polícia, o quarteto forçou então o jovem a dirigir até uma casa na quadra 833 de Samambaia, onde ele e a namorada foram agredidos…
Depois, os namorados foram levados para um matagal da quadra 1031. Lá, os criminosos, que portavam um revólver e uma faca, esfaquearam o rapaz e fizeram um corte no pescoço da estudante, além de dar uma pancada na cabeça dela…
O casal foi jogado em um lago, e o grupo fugiu. A garota chegou a se fingir de morta enquanto eles estavam por perto e, depois da fuga, conseguiu resgatar o namorado da água. A jovem foi andando até uma casa próxima, para pedir socorro.