A imprensa mundial parou nesta terça-feira (24) para ouvir a história de Yocheved Lifshitz. Aos 85 anos, a mulher foi a quarta refém libertada pelo Hamas em meio à guerra contra Israel. Ela deixou o cativeiro ao lado de outro idosa e chamou atenção por estender a mão a um de seus algozes e proferir a palavra “shalom”, que em hebraico significa “paz”. Os jornalistas logo quiseram saber o motivo que levou Yocheved a realizar aquele gesto inusitado.
A coletiva de imprensa em que Yocheved Lifshitz explicou o aperto de mão e revelou detalhes de como é a prisão criada pelo Hamas nos túneis subterrâneos de Gaza abalou o governo de Israel no 18º dia de guerra. Yocheved expôs ao mundo que o Hamas dá tratamento humanitário aos reféns que foram capturados no dia 7 de outubro. Enquanto isso, Israel está bombardeando civis inocentes nas ruas de Gaza, dizimando a população palestina com ataques aéreos ininterruptos que superam todas as últimas cinco guerras de sua história recente.
Na imprensa de Israel, pipocaram análises sobre quão desastrosa foi a coletiva de imprensa com Yocheved. O jornal The Times of Israel chamou a entrevista de “propaganda do Hamas” e culpou até o hospital de Tel Aviv por ter deixado a refém recém libertada falar sem ter sido orientada previamente.
Por outro lado, Rami Khoury, jornalista árabe cristão, disse ao Democracy Now que Yocheved conseguiu desnudar a hipocrisia de Israel e de seus aliados do ocidente. Primeiro porque mostrou o verdadeiro espírito de uma seguidora do judaísmo, uma religião que prega paz, harmonia e compaixão. Khoury disse não acreditar que Yocheved tenha “orquestrado” sua fala com Hamas ou quem quer que seja, mas sim falado do coração, com ética e verdade, sobre as condições da prisão em que foi mantida.
A idosa relatou que os reféns têm recebido água, colchões para dormir, alimentos, medicamentos, visitas médicas a cada 2 ou 3 dias. Os túneis são como “teias de aranha”, úmidos, mas mantidos em boas condições de limpeza. Yocheved pôde observar que tal organização levou algum tempo, o que significa que Hamas já havia planejado o ataque com sequestros com bastante antecedência.
Isso levou a outro ponto alto da entrevista de Yocheved: ela atacou Israel pela inexplicável falha de segurança que permitiu ao Hamas invadir o sul do País e tirar a vida de 1.400 pessoas, e sequestrar outras 220. A idosa relatou que há várias semanas, o povo ao sul de Israel vinha colhendo indícios de que um ataque seria iminente, mas as autoridades não reforçaram a segurança.
Rami Khoury explicou que a região onde kibutzim foram atacados pelo Hamas é mais isolada e, historicamente, é o local onde viveram palestinos que foram massacrados por Israel em décadas passadas. Segundo o jornalista, é uma área nebulosa porque o Hamas considera que é ocupada pelas forças militares de Israel, e não somente por civis.
Na imprensa ocidental, as declarações de Yocheved que ocuparam as manchetes destacavam o “inferno” que foi ter estado presa por mais de duas semanas. Os reféns estão no centro da disputa de narrativas em torno do conflito no Oriente Médio, com Israel e Estados Unidos afirmando que não haverá cessar-fogo contra a população de Gaza enquanto o Hamas não libertar todos os sequestrados.
Segundo autoridades palestinas, Israel já matou mais de 5.000 mil pessoas em Gaza, sendo que mais de 2.000 eram crianças.
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+almeida
24 de outubro de 2023 11:46 pmAvalio que a maior falha de segurança de Israel foi ressuscitar Benjamin Netanyahu. O ódio e o desequilíbrio que habita nele sempre esteve presente em todos os mandatos que desempenhou como líder político. Brigas, guerras, armas, mortes e despesas imensas em armamentos, para que?
Quem ganha mais com tudo isso? Israel, o Reino Unido ou EUA?
Israel está se tornando um país inconfiável e perigoso, aos olhos da grande maioria dos países. Como já foi dito antes, Israel tem um setor de inteligência muito qualificado e poderia resolver a agressão terrorista que recebeu do Hamas, com respostas precisas ao grupo e não a civis inocentes. Penso que pratica um extermínio covarde, vingativo e interesseiro que também parece ser incentivado por alguns não menos invasores interesseiros e capitalistas da guerra covarde e lucrativa. Imagino que os falsos apoiadores de Israel demoraram, mas finalmente conseguiram faze-lo entra para o clube dos países perversos, intolerantes e contraditório as leis de Deus, que, para lembrá-los, glorifica o perdão, o amor ao próximo, a fraternidade, a justiça, ao não matar, a não cobiçar ou de apropriar ao que não lhe pertence. Não considerando o passado, Israel desta vez foi sim, a vítima inicial. Mas, em poucos dias jogou fora suas razões e sucumbiu ao canto trevoso do mal, que se apresenta em forma de apoio e garantia de retaguarda. E assim, eu o vejo perdendo sua identidade propria e feito um camaleão, se igualando genericamente ao que nunca o deixarão ser, como se fosse uma espécie de imitação e/ou Fake News de morte americanos e britânicos. E a população de Israel, como todas as populações, dos senhores das guerras e do capital, é que irá pagar a conta do horror, dos escombros, das vidas perdidas, das famílias enlutadas e dos bens destruídos.
Em em toda essa terrível loucura, em plena região berço de Jesus, cometem o grave pecado de ignorar os ensinamentos e agredir brutalmente a religião.
Rui Ribeiro
25 de outubro de 2023 7:19 amA Alemanha Nazista está para os Judeus assim como os Judeus $ionistas estão para os Palestinos. E os Judeus $ionistas massacram os Palestinos não pelo fato de serem Semitas mas pelo fato de serem criminosos.
Rui Ribeiro
25 de outubro de 2023 7:41 am“VÍDEO: PM bate cabeça de homem na parede em MG
Em nota, PM afirmou que o policial foi desacatado pelo rapaz”.
Um crime justifica outro. Lula está errado ao afirmar que os crimes cometidos pelo Hamas contra Usraelenses não justifica os crimes cometidos por Usrael contra os Palestinos.
Rui Ribeiro
25 de outubro de 2023 10:45 amNão, não é síndrome de Estocolmo. É que esta Senhora gostaria de ajudar a todos – se possível – judeus, o gentio… negros… brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades. Né, Chaplin?
Bruno Leonelo Payolla
25 de outubro de 2023 1:58 pmEssa senhora conheceu Gaza. Sentiu o tremor das explosões das bombas lançadas pelo estado terrorista e o sofrimento dos palestinos. Entendeu que parte de seu povo está realizando um massacre.