Em entrevista exclusiva ao canal TV GGN sobre a formulação do plano de governo para a campanha de reeleição do presidente Lula, o coordenador Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, detalhou como o documento foi construído a partir de uma ampla articulação de partidos aliados, como PT, PCdoB, PSOL, PV, PSB, PDT e Rede. Após receber mais de 1.500 propostas da sociedade pela internet, a equipe organizou 13 grupos temáticos para debater alternativas para o futuro do país, abrangendo áreas como desenvolvimento industrial, transição energética, segurança e soberania nacional. O objetivo é apresentar um projeto focado no combate às desigualdades e no fortalecimento da democracia participativa.
Ao analisar o cenário eleitoral, Gabrielli apontou que o eleitorado brasileiro está dividido em três partes, sendo que o terço decisivo e ainda indefinido é composto majoritariamente por trabalhadores que recebem de três a quatro salários mínimos. Embora tenham sido beneficiados por políticas de inclusão de governos petistas, esses eleitores acumulam frustrações por expectativas não realizadas. Para conquistá-los, o coordenador defende que a campanha de Lula rumo ao quarto mandato supere a polarização de comportamentos e foque no debate de propostas concretas, como os avanços recentes na indústria, na agricultura e na consolidação do SUS.
Um dos principais destaques da estratégia da campanha é a aproximação com o eleitorado mais jovem, de 16 a 25 anos, que demonstra maior resistência ao petismo — que esteve à frente do governo federal por cinco mandatos (sendo 3 de Lula e 2 de Dilma Roussef). Gabrielli explicou que, por terem nascido quando o PT já estava no poder, esses jovens enxergam o partido como “o sistema” ou “conservadores”. Para conquistar essa parcela e ouvir suas demandas sobre inserção no mercado de trabalho, educação continuada e cultura, a campanha lançou o programa “Bora Sonhar”, voltado para ouvir pessoas com menos de 30 anos.
A entrevista também passou por temas complexos, como a necessidade de reequilibrar a atuação dos órgãos de controle no Brasil, que hoje priorizam a fiscalização em detrimento da execução e da tomada de riscos necessários ao crescimento. Ele tem a expectativa de que, durante a campanha, seja possível debater os temas essenciais para o País em vez de escândalos fabricados pela imprensa. O coordenador situação a discussão das terras raras, defesa militar, soberania, construção de data centers, entre outros. No plano internacional, Gabrielli alertou para os desafios impostos pela alta de juros globais e pelo avanço da direita na América Latina. Por fim, ele celebrou o resgate de símbolos nacionais, como a bandeira e o hino, que haviam sido sequestrados pela direita.
A entrevista exclusiva com Sérgio Gabrielle também abordou a situação da Petrobras e está disponível no canal TV GGN, no Youtube. Assista abaixo:
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