Em uma entrevista para o programa TV GGN 20 Horas, transmitido no canal TV GGN no Youtube, o jornalista Luis Nassif conversou com a jornalista e pesquisadora Cilene Victor, líder do HumanizaCom, grupo de pesquisa de jornalismo humanitário da UMESP. Cilene, que estava em São Paulo e se preparava para ir a Belém para a COP30, comentou sobre a conferência do clima. A pesquisadora afirmou que sua expectativa é de que esta fosse a “COP da ação”.
Cilene Victor explicou que a “ação” a que se referia era a presente no discurso do presidente Lula, que enfatiza a necessidade de combater os negacionistas climáticos e científicos, e de convencer que investir em prevenção, mitigação e adaptação climática é mais barato do que esperar os desastres acontecerem. Ela citou como exemplos os recentes acontecimentos no Caribe e no Paraná.
Luis Nassif questionou sobre a medida de reservar parte dos recursos para populações indígenas e originárias, e para as matas, considerando-a uma reviravolta no padrão de financiamento ambiental, que antes era muito empresarial e pouco social. A pesquisadora concordou com Nassif, ressaltando que, nos discursos oficiais do primeiro dia da COP, tanto o anfitrião, presidente Lula, quanto o secretário executivo da Convenção do Clima, deixaram claro a necessidade de sair do discurso e caminhar para a prática.
Ela explicou que a proposta de financiamento do governo brasileiro e do Azerbaijão, os dois anfitriões da COP29 e COP30, visa alcançar os povos tradicionais, o que está alinhado com o discurso de Lula de acabar com o racismo climático. Cilene Victor criticou a expressão “estamos todos no mesmo barco” em relação às mudanças climáticas, afirmando que, embora a tempestade seja a mesma, as embarcações são diferentes, e que Lula deu o tom de que é preciso chegar às comunidades mais afetadas pela emergência climática.
Durante a entrevista transmitida na última segunda (10), Cilene Victor também abordou o protagonismo do Sul Global, ou das “médias potências”, nas discussões climáticas. Ela mencionou que, ao contrário do que se via em conferências anteriores, onde o Norte Global ditava as regras, agora há um convite para que todos participem.
A pesquisadora criticou o fato de que os “senhores das guerras” investiram mais de 2 trilhões em guerras em 2024, enquanto a opinião pública ridiculariza a ideia de 1,3 trilhão de dólares para o financiamento climático. Ela concluiu que o dinheiro existe e que a urgência do enfrentamento da mudança climática é uma escolha não apenas política e científica, mas moral. Assista à entrevista abaixo:
Nota da Redação: O Jornal GGN utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para transcrever o conteúdo de transmissões do canal TV GGN, no Youtube. Os textos são feitos com base na programação, que contém entrevistas realizadas pelo jornalista Luís Nassif e sua equipe, além de análises e debates promovidos por outros coapresentadores e comentaristas do canal. As ferramentas não adicionam material externo ao conteúdo escrito. Todo material produzido com auxílio de I.A. é revisado e editado por um jornalista antes de sua publicação.
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