Parecer emitido pela Advocacia-geral do Senado Federal abre caminho para que a CPMI dos atos golpistas possa intermediar o uso da delação premiada.
Tudo indica que a relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD), vai propor o mecanismo ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Tal possibilidade ganhou força depois que Cid depôs por dez horas à Polícia Federal, uma vez que o militar se recusou a responder questionamentos tanto na própria CPMI como na CPI conduzida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Contudo, a Advocacia do Senado ressaltou a necessidade de o Ministério Público participar de tal delação e ter anuência quanto aos termos estabelecidos – segundo o parecer, a Comissão pode solicitar à Justiça o benefício acordado com o investigado.
Preso por suposta falsificação da carteirinha de vacinação do ex-presidente, Cid é investigado por ajudar Bolsonaro a fechar um suposto acordo com o hacker Walter Delgatti Neto para realização de ações que questionassem a segurança e a credibilidade da urna eletrônica durante as últimas eleições presidenciais.
Com informações de O Estado de S.Paulo
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