Dallagnol deve ser investigado independente do vazamento, dizem conselheiros

Pedido de apuração foi apresentado nesta segunda (10), após o Intercept publicar mensagens entre Moro e Deltan Dallagnol, no Telegram, que mostram atuação em conjunto na Lava Jato

Jornal GGN – Após a repercussão do escândalo da “VazaJato”, em ofício ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), conselheiros pediram, nesta segunda (10), investigação sobre a conduta de Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato em Curitiba, independentemente da procedência das mensagens divulgadas pelo site Intercept.

Na noite de domingo (9), o Intercept expôs conversas no Telegram entre Sergio Moro e Dallagnol, e entre grupos privados de procuradores da Lava Jato em Curitiba, que provam a falta de lisura em procedimentos adotados ao longo dos 5 anos de operação.

Em um dos diálogos, fica claro que o MP discutiu estratégias para manter Lula sobre o domínio de Moro no caso triplex, mesmo que os procuradores não tivessem provas nem convicção de que o apartamento no Guarujá era fruto de propina por 3 contratos da OAS com a Petrobras.

Nas conversas, Moro também dá dicas, sugere estratégicas, cobra agilidade em operações, antecipa decisões a Dallagnol, entre outras condutas consideradas ilegais.

 

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4 comentários

  1. Como assim, “independentemente da forma duvidosa como teriam sido obtidas” [as cópias das mensagens entre a Procuradoria da República e o juiz e sua equipe]?!

    “Duvidosa” é a forma como a Justiça tem agido. Jornalista agora precisa revelar fonte, é isso?

    Ora, cabe ao Judiciário – corregedorias, procuradoria e juízo – verificar o que jornalista diz. Fazer o que não tem feito há anos: coletar (e não “colher”, como disse o Sérgio Moro) provas. Não há dúvida de que organizações nacionais, estrangeiras e internacionais do Direito estarão muito mais atentas ao que o sistema judiciário brasileiro está fazendo.

  2. Em 20/03/2016, Dallagnol tuitou: “Entre o direito à informação sobre crime grave e direito à privacidade, ganha o interesse público”

    Em 04/2019, Moro fala em Portugal que é preciso usar a mídia (com vazamentos) para agir mais rápido em processos.

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