Dallagnol é processado por ONG da Lava Jato que lesa Petrobras

Ação da FUP sustenta que a Petrobras foi prejudicada em acordo com os EUA, que só foi possível porque os procuradores de Curitiba ajudaram o Departamento de Justiça americano a formular uma denúncia contra a estatal. A entidade quer o fim do tratado assinado em solo brasileiro, entre Petrobras e MPF, que destina os R$ 2,5 bi da penalidade imposta pelos EUA a uma fundação influenciada pela Lava Jato

Jornal GGN – A FUP (Federação Única dos Petroleiros) anunciou nesta segunda (11) o ajuizamento de uma ação popular contra Deltan Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato em Curitiba. Os petroleiros alegam que a Petrobras foi lesada em acordo da estatal com os Estados Unidos, que teve a participação nebulosa do Ministério Público Federal. Os procuradores tiveram ajuda da Justiça do Paraná para garantir influência sobre os R$ 2,5 bilhões decorrentes do acordo.

A ação cobra que o termo firmado entre a Petrobras e o MPF seja anulado. Assinado entre as partes em janeiro, e convenientemente homologado pela 13ª Vara Federal poucos dias depois, o contrato diz que metade dos R$ 2,5 bilhões que a Petrobras aceitou pagar para se livrar de uma ação nos Estados Unidos deve ser destinada a um fundo que terá a influência dos procuradores de Curitiba.

O trato entre MPF e Petrobras, no Brasil, decorre de acordo de “não-acusação” foi assinado entre a estatal e o Departamento de Justiça americano e a SEC (Securities and Exchange Commission) em setembro de 2018. O GGN publicou, em primeira mão, que o acordo também contém um capítulo inteiro (Anexo C) sobre a obrigatoriedade da Petrobras abastecer o governo dos EUA com informações sigilosas que envolvem seus negócios.

Os procuradores alegam que participaram dessas tratativas nos EUA – embora não tenham esclarecido como se deu a cooperação internacional – e, por isso, merecem que parte do dinheiro levantado seja destinado a uma fundação privada, idealizada pela turma da Lava Jato.

Em nota, o escritório jurídico Normando Rodrigues, que distribuiu a Ação, destaca que o “pacto de R$ 2,5 bilhões” não foi criado entre o MPF e a Petrobrás. “Os dois atuam como joguetes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ), que impôs à subalterna gestão de Pedro Parente um bilionário e prejudicial acordo judicial-administrativo, supostamente em favor dos acionistas da Bolsa de Nova Iorque”, afirma o assessor da FUP.

O processo tramita em vara federal subordinada ao TRF2, no Rio de Janeiro.

Com informações da FUP

 

Confira o que o GGN publicou sobre o fundo bilionário da Lava Jato

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