5 de junho de 2026

Datafolha: 64% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 x 1

Mudança tem maior apoio entre os mais jovens, as mulheres, os trabalhadores que ganham até 2 salários mínimos e eleitores de Lula
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sábado (28) mostra que a maioria dos brasileiros – 64% – se diz favorável ao fim da escala 6 x 1, enquanto 33% são contra a mudança.

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Em 2024, a deputada federal Erika Hilton (PSOL) apresentou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para aprovar o fim da escala 6 x 1, substituindo-a por uma jornada de 36 horas semanais, divididas em quatro dias por semana.

O Datafolha perguntou aos entrevistados se as regras para quem trabalha no regime CLT deveriam ser alteradas para reduzir a carga. Atualmente, quem tem carteira assinada trabalha até 44 semanais, por seis dias na semana.

Segundo a pesquisa, 70% disseram que a jornada ideal deveria ter cinco dias (segunda a sexta), e 17% falaram em seis dias. Outros 7% citaram a jornada de quatro dias por semana. Já sobre a carga horária máxima diária, oito horas foi apontado como ideal por 82% dos entrevistados, ante 7% que citaram de 8 a 12 horas por dia.

Nos dados estratificados, as mulheres são as que mais aprovam a mudança na jornada de trabalho (70%). Já entre os homens, 40% são contra. A pesquisa também detectou que os mais velhos e os que ganham salários melhores não fazem questão da mudança, enquanto os mais jovens e os que recebem até dois salários mínimos são a favor.

Entre os eleitores de Lula em 2022, 73% disseram que são a favor da redução da jornada de trabalho, enquanto entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o índice é de 53%.

Confira os detalhes aqui.

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2 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    28 de dezembro de 2024 10:01 am

    Em suma:

    Não há tema inalcançável na política.

    É preciso coragem.

    Parabéns ao coletivo de trabalhadores e a deputada Erika Hilton.

    Um chute na covardia desse governo cúmplice das elites.

    A jornada de trabalho impacta diretamente ao que é mais caro ao capitalismo, a diminuição da expropriação da força de trabalho.

    Cadê a “governabilidade”, o centrão, e o escambau?

    Vai ter embate, por certo, mas a questão é encaminha a luta, propor o debate…estimular a capacidade da sociedade de refletir sobre a realidade …

    É esse, principalmente, o papel de um governo que se diz “progressista”….

    Erika Hilton mostrou como se faz.

    Dói ver Luiz Marinho lambendo botas de empresários no cargo inócuo de Ministro do Trabalho…

    Nenhum gesto desse pelego para debater, eu disse, DEBATER, a reforma trabalhista e a possibilidade de revogação de seus pontos…

    Nada!

    Nenhum tensionamento político vindo desse governo de covardes.

  2. +almeida

    28 de dezembro de 2024 10:58 pm

    As entidades que representam legalmente o pensamento e o poder de decisão do povo deveria criar uma lista dos 10 mais poder de desejo que emana do povo, para em seu nome ser exercido. Hoje, conforme mostram os resultados de muitas votações, até podemos dizer que mais de 65% dos deputados e senadores não respeitam esse direito fundamental e partem para a traição ao povo e o comprometimento total a Mamon.

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