Defensores da prisão em 2ª instância usam dados inflados para criticar debate no STF

Número utilizado pelos detratores da revisão da execução antecipada de pena pelo STF é o dobro do que foi apurado pelos técnicos da Corte

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – É destaque na coluna de Mônica Bergamo, na Folha desta quarta (16), que os dados usados por defensores da prisão a partir de condenação em segunda instância estão inflados.

Segundo novo levantamento feito por técnicos do STF (Supremo Tribunal Federal), a população carcerária aumentou de 726 mil em 2016, para 812 mil neste ano. A diferença, portanto, é de 85.300 presos.

Em 2016, o STF declarou que condenados em segunda instância poderiam ter a prisão antecipada. Na próxima quinta (17), os ministros se reúnem para revisar esse entendimento, depois que os tribunais da Lava Jato passaram a considerar a execução antecipada de pena como obrigatória.

Para defender a permanência do entendimento, os defensores afirmam que a mudança beneficiaria 170 mil detentos, como se este fosse o número de presos entre 2016 e 2019.

“Mesmo que estimássemos que todo o acréscimo de encarcerados seja resultado direto da decisão de 2016, o que não seria real, diz o texto, o número de beneficiados deve ser muito menor”, apontou Bergamo.

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