Dilma repudia censura do banco BTG ao GGN: “afronta a Constituição”

"Nenhum poder, nem o poder judiciário, tem autoridade para censurar a informação e a opinião", escreveu a ex-presidenta

Jornal GGN – A ex-presidente Dilma Rousseff publicou uma nota nas redes sociais neste domingo (30), manifestando solidariedade ao jornalista Luis Nassif e à equipe do GGN, que sofrem censura imposta pelo banco BTG Pactual junto à Justiça.

Por decisão do juiz Leonando Grandmasson Ferreira Chaves, da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o GGN foi obrigado a retirar do ar 11 reportagens assinadas por Luis Nassif e a repórter Patrícia Faermann. O magistrado afirmou que o “pequeno Jornal” extrapolou os “limites da liberdade de expressão” ao associar o banco situações que merecem ser investigadas.

“Solidariedade ao @JornalGGN, de @luisnassif, que está sendo vítima de censura”, escreveu Dilma em suas redes sociais. “Nenhum poder, nem o poder judiciário, tem autoridade para censurar a informação e a opinião e interditar um dos direitos humanos mais fundamentais, que é a liberdade de expressão e de imprensa”, afirmou a ex-presidente.

“A censura ao GGN afronta a Constituição e decisões do próprio STF. Que as instâncias superiores da justiça corrijam este abuso, que não por acaso ocorre quando faz quatro anos o golpe de 2016, que deu início à degradação da democracia no Brasil”, acrescentou.

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, também se pronunciou: “Toda solidariedade ao @luisnassif
e equipe. Será que o juiz que censurou as matérias sobre o poderoso banco BTG, chamando o GGN de “jornal pequeno”, seria tão valente para tratar as mentiras da Globo sem Lula e o PT? O Brasil precisa de mais justiça e menos censura.”

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