Dossiê contra antifascistas pode colocar Brasil na “lista suja” da ONU

Pelo menos dois relatores especiais de direitos humanos sabem da situação, além da cúpula da organização; lista inclui governos que promovem “intimidações”

Foto: Reprodução/Facebook - ONU

Jornal GGN – A elaboração do dossiê para monitoramento de quase 600 servidores públicos e professores pelo Ministério da Justiça do Brasil pode levar o país a ingressar na chamada “lista suja” da ONU (Organização das Nações Unidas) de governos que adotaram medidas de intimidação contra ativistas, professores ou cidadãos.

Em artigo publicado no portal UOL, o jornalista Jamil Chade afirma que a conduta do governo Jair Bolsonaro chegou aos ouvidos de relatores da ONU de maneira discreta, por conta do receio em torno de eventuais represálias.

Pelo menos dois relatores especiais de direitos humanos sabem do comportamento do governo e da situação no Brasil, assim como a cúpula da organização. Uma das alternativas discutidas dentro da ONU envolve o envio de uma carta oficial cobrando esclarecimentos do governo brasileiro, como forma de colocar pressão sobre o caso – meses depois, tal comunicação é colocada pública e encaminhada entre todos os governos.

Outra consequência seria a inclusão do Brasil em um relatório anual elaborado pela ONU sobre os governos que adotaram medidas contra ativistas, professores, profissionais ou cidadãos que tenham ajudado o sistema internacional por meio de informações sobre as práticas do governo ou denunciando violações de direitos humanos. Em 2019, tal relatório citou alguns dos países mais repressivos do mundo, como China, Egito, Irã, Venezuela e Arábia Saudita.

O caso do dossiê soma-se a outras 37 denúncias feitas na ONU por violações de direitos humanos no Brasil apenas no ano de 2019 – casos relacionados ao desmonte do setor da saúde, liberdade de imprensa, povos indígenas e tortura, entre outros.

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