5 de junho de 2026

Ministério da Justiça não envia relatório sobre antifascistas para o STF

Pasta se recusou a cumprir pedido da ministra Cármen Lúcia e argumenta necessidade de sigilo do documento
Ministro da Justiça de Bolsonaro, André Mendonça. | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro da Justiça de Bolsonaro, André Mendonça, se recusou nesta quinta-feira, 6 de agosto, a enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia do dossiê feito pela pasta sobre a profissionais da segurança pública e professores antifascista.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em resposta à ministra Cármen Lúcia, que deu prazo de 48 horas para a pasta se manifestar a partir da última terça-feira, o Ministério apresentou dois pareceres do governo sobre a suposta necessidade de sigilo do documento.

“A mera possibilidade de que essas informações exorbitem os canais de inteligência e sejam escrutinadas por outros atores internos da República Federativa do Brasil — ainda que, em princípio, circunscrito ao âmbito do Supremo Tribunal Federal — já constitui circunstância apta a tisnar a reputação internacional do país e a impingir-lhe a pecha de ambiente inseguro para o trânsito de relatórios estratégicos”, diz um dos documentos encaminhados por Mendonça à ministra Cármen Lúcia.

Em junho, a Secretaria de Operações Integradas (Seopi), braço do Ministério da Justiça, desencadeou a produção de um dossiê sobre 579 agentes da segurança pública e quatro professores considerados “formadores de opinião” do movimento dos policiais antifascistas. 

A manifestação enviada ao STF ainda repete trechos de uma nota já divulgada à imprensa pela Ministério da Justiça quando diz que “não compete à Seopi produzir ‘dossiê’ contra nenhum cidadão e nem mesmo instaurar procedimentos de cunho inquisitorial”. No entanto, a pasta argumenta sobre a diferença entre “investigação criminal e inteligência de segurança pública” e dá a entender que fez o segundo ato. 

Com informações do UOL. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo Dantas

    6 de agosto de 2020 7:28 pm

    Um soldado e um cabo vão levar…

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    6 de agosto de 2020 7:42 pm

    Coitado do André Mendonça. Ele já está achando que pode se colocar acima da Lei ou fora dela. Em breve o Ministro do SNI-justiça será tratado como um fora-da-lei. Na prisão Mendonça experimentará a vida de um vagabundo qualquer, com banho frio de dia e surra de rola à noite.

  3. Marco Vitis

    6 de agosto de 2020 8:22 pm

    O ministro bolsonarista “terrivelmente evangélico” está fazendo o que Bolsonaro disse que faria se o STF exigisse a apresentação de seu celular. Vai descumprir uma decisão do Supremo e o juridiquês servirá para enganar o populacho.

  4. Curto e grosso

    6 de agosto de 2020 10:01 pm

    É uma situação interessante que pessoas coloquem a religião em primeiro lugar mas cometam a ilegalidade em segundo.
    Falemos seriamente. Eu fico impressionado como eu encontro pessoas se escoram na religião para, logo em seguida, cometerem um ato ilegal por cumplicidade, por obediência cega, uma quase estupidez.
    Não, estou fazendo um libelo contra a fé e/ ou a religião. Mas sim, apontando para o modo como dois comportamentos antitéticos se esmeram em tomar realidade para o pior.

  5. Lúcio Vieira

    6 de agosto de 2020 11:38 pm

    O “fisófolo” Olavo de Carvalho postou hoje citando os cumunofascistas.
    Se enquadraria ele em um antifascista, ou é só antipático mesmo?

  6. JVicente

    7 de agosto de 2020 4:50 pm

    “tisnar a reputação internacional do país e a impingir-lhe a pecha de ambiente inseguro para o trânsito de relatórios estratégicos” essa é motivo para ressuscitar o FEBEAPA.

    FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morrera havia séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião

Recomendados para você

Recomendados