Ministério da Justiça não envia relatório sobre antifascistas para o STF

Pasta se recusou a cumprir pedido da ministra Cármen Lúcia e argumenta necessidade de sigilo do documento

Ministro da Justiça de Bolsonaro, André Mendonça. | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro da Justiça de Bolsonaro, André Mendonça, se recusou nesta quinta-feira, 6 de agosto, a enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia do dossiê feito pela pasta sobre a profissionais da segurança pública e professores antifascista.

Em resposta à ministra Cármen Lúcia, que deu prazo de 48 horas para a pasta se manifestar a partir da última terça-feira, o Ministério apresentou dois pareceres do governo sobre a suposta necessidade de sigilo do documento.

“A mera possibilidade de que essas informações exorbitem os canais de inteligência e sejam escrutinadas por outros atores internos da República Federativa do Brasil — ainda que, em princípio, circunscrito ao âmbito do Supremo Tribunal Federal — já constitui circunstância apta a tisnar a reputação internacional do país e a impingir-lhe a pecha de ambiente inseguro para o trânsito de relatórios estratégicos”, diz um dos documentos encaminhados por Mendonça à ministra Cármen Lúcia.

Em junho, a Secretaria de Operações Integradas (Seopi), braço do Ministério da Justiça, desencadeou a produção de um dossiê sobre 579 agentes da segurança pública e quatro professores considerados “formadores de opinião” do movimento dos policiais antifascistas. 

A manifestação enviada ao STF ainda repete trechos de uma nota já divulgada à imprensa pela Ministério da Justiça quando diz que “não compete à Seopi produzir ‘dossiê’ contra nenhum cidadão e nem mesmo instaurar procedimentos de cunho inquisitorial”. No entanto, a pasta argumenta sobre a diferença entre “investigação criminal e inteligência de segurança pública” e dá a entender que fez o segundo ato. 

Com informações do UOL. 

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6 comentários

  1. Coitado do André Mendonça. Ele já está achando que pode se colocar acima da Lei ou fora dela. Em breve o Ministro do SNI-justiça será tratado como um fora-da-lei. Na prisão Mendonça experimentará a vida de um vagabundo qualquer, com banho frio de dia e surra de rola à noite.

  2. O ministro bolsonarista “terrivelmente evangélico” está fazendo o que Bolsonaro disse que faria se o STF exigisse a apresentação de seu celular. Vai descumprir uma decisão do Supremo e o juridiquês servirá para enganar o populacho.

  3. É uma situação interessante que pessoas coloquem a religião em primeiro lugar mas cometam a ilegalidade em segundo.
    Falemos seriamente. Eu fico impressionado como eu encontro pessoas se escoram na religião para, logo em seguida, cometerem um ato ilegal por cumplicidade, por obediência cega, uma quase estupidez.
    Não, estou fazendo um libelo contra a fé e/ ou a religião. Mas sim, apontando para o modo como dois comportamentos antitéticos se esmeram em tomar realidade para o pior.

  4. O “fisófolo” Olavo de Carvalho postou hoje citando os cumunofascistas.
    Se enquadraria ele em um antifascista, ou é só antipático mesmo?

  5. “tisnar a reputação internacional do país e a impingir-lhe a pecha de ambiente inseguro para o trânsito de relatórios estratégicos” essa é motivo para ressuscitar o FEBEAPA.

    FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morrera havia séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião

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