10 de junho de 2026

El Niño pode tornar 2026 o ano mais quente da história, no Brasil

Fenômeno previsto para o segundo semestre intensifica ondas de calor e traz riscos diferentes para cada região do país
Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Fenômeno El Niño deve chegar em 2026, aumentando o calor no Brasil, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste.
Especialistas indicam 80% de chance do El Niño no Pacífico, com efeitos globais em chuva, vento e temperatura.
Regiões enfrentarão impactos variados: calor intenso, secas, chuvas acima da média e riscos de incêndios e enchentes.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A chegada do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026 deve intensificar o calor em todo o Brasil, com maior impacto nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Embora ainda exista incerteza sobre a intensidade do evento, especialistas apontam que o aumento das temperaturas é o único efeito garantido até o momento.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o climatologista José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), há cerca de 80% de chance de o fenômeno se formar no Oceano Pacífico nos próximos meses. “Vai acontecer, será muito quente e vamos sentir mais a partir de setembro. Mais que isso, é especulação”, afirmou.

O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico equatorial permanecem ao menos 0,5°C acima da média por três meses consecutivos. Apesar de parecer uma variação pequena, o fenômeno tem escala global e influencia o clima em diferentes partes do planeta, alterando padrões de chuva, vento e temperatura.

No Brasil, os efeitos costumam variar por região. No Norte, há tendência de redução das chuvas, enquanto o Sul geralmente registra volumes acima da média. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o principal impacto é o aumento da frequência e da duração das ondas de calor, muitas vezes acompanhadas por baixa umidade do ar.

O cenário preocupa porque o planeta já enfrenta um período de aquecimento recorde. Entre 2015 e 2025, foram registrados os anos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Com isso, o El Niño pode atuar como um “amplificador” das temperaturas, elevando ainda mais o calor e aumentando os riscos associados.

Além das temperaturas máximas, especialistas destacam o aumento das temperaturas mínimas, que dificultam o resfriamento do corpo durante a noite. Esse fator agrava os impactos na saúde, já que o calor prolongado pode intensificar doenças, reduzir a produtividade e até provocar mortes.

Nos últimos anos, o Brasil tem registrado aumento na frequência de ondas de calor. Em 2024, foram dez episódios; em 2023, oito; e em 2025, sete — o maior número já observado no país. Essas ondas têm se tornado mais longas, algumas ultrapassando dez dias consecutivos.

O calor extremo também traz impactos econômicos. O uso intensivo de ar-condicionado pode elevar significativamente a conta de energia elétrica, enquanto a produção de alimentos tende a ser afetada por secas e eventos climáticos extremos, pressionando os preços.

Como será em cada região?

Regionalmente, o Sul pode enfrentar chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes, deslizamentos e cheias de rios. No Nordeste, atrasos no período chuvoso podem prejudicar especialmente áreas do sertão. Já no Centro-Oeste, a combinação de calor, seca e baixa umidade pode elevar o risco de incêndios florestais, incluindo no Pantanal.

Na Amazônia, mesmo com possibilidade de chuvas abaixo da média, o impacto tende a ser mais limitado no ciclo dos rios em 2026, podendo causar principalmente atraso no início do próximo período de cheias.

Apesar das incertezas sobre a força do fenômeno, especialistas alertam que, se o El Niño for de intensidade forte, os efeitos podem superar os registrados em anos anteriores, ampliando os extremos climáticos e consolidando 2026 como um possível recorde histórico de calor.

*Com informações do portal OGlobo.

Leia também:

Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados