5 de junho de 2026

Embaixadora francesa no Brasil é o contraponto do bolsonarismo

Brigitte Collet é especializada em meio ambiente e direito internacional, e tem carreira ligada ao feminismo e direitos humanos
Brigitte Collet, embaixadora da França no Brasil. Foto: Reprodução/Twitter

Jornal GGN – Um ano após o desconforto causado pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, por conta de ofensas proferidas à primeira dama da França, Brigitte Macron, o governo francês envia ao Brasil uma embaixadora que já causa preocupação no Itamaraty de Ernesto Araújo.

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Aos 62 anos, Brigitte Collet chega na condição de um dos nomes mais experientes da pasta de negócios internacionais da França. A diplomata acumula passagens pelo comando das embaixadas da Noruega e Etiópia, e desenvolveu uma carreira ligada a debates sobre feminismo e direitos humanos, mas sua especialização é na área de meio ambiente e direito internacional.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Collet foi a principal negociadora da França nas Nações Unidas para acordos sobre mudanças climáticas, e representou o país junto à União Africana, nos Estados Unidos e no Marrocos e ocupou postos em organismos multilaterais em Viena e Nova York. Formada na Escola Nacional de Administração, está no último posto da carreira no Ministério de Europa e Assuntos Estrangeiros.

Tudo indica que Brigitte Collet chega ao Brasil para monitorar a pandemia do novo coronavírus no país, além da atuação do governo Bolsonaro e de seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que defendeu “passar a boiada” sobre as regras de proteção da biodiversidade – o que coloca em risco a entrada em vigor do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia.

 

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2 Comentários
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  1. Curto e grosso

    19 de julho de 2020 6:31 pm

    Importante e interessante é a entrevista que o jornalista Bob Fernandes realizou com o diplomata, sob o título “Brasileiro, e pago pelo Brasil, general trabalha para os EUA”. Já Bustani enfrentou o Império. Ver em https://www.youtube.com/watch?v=BAnjFDh8vm0.
    O importante é: o Celso Lafer, o que tira os sapatos, também se curvando aos Estados Unidos. Arendt não é culpada pela covardia de quem escreve sobre ela.

  2. Loiva Hartmann

    26 de julho de 2020 3:40 am

    O fato, é que estamos num processo de regressão civilizatório, cujos agentes são o grande capital, uma classe média pouco culta e prepotente, e as classes trabalhadoras, impotentes contra a avalanche de fakes, retirada de direitos, uma classe política de bordel. E o mais triste e preocupante: um judiciário com viés politico, leucêmico ante os desmandos e absurdos que acontecem no país. Com raras exceções.

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