Empresário minimiza participação no Ministério da Saúde

Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, é ouvido pela CPI da Pandemia nesta quinta-feira para esclarecer sua atuação como assessor

O empresário e ex-assessor do Ministério da Saúde, Airton Antonio Soligo, conhecido como Airton Cascavel. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – O empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel, minimizou sua atuação como assessor especial do Ministério da Saúde no período em que atuou, pelo menos na percepção dos senadores que integram a CPI da Pandemia.

Munido de habeas corpus, concedido pelo ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), para permanecer em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo, o ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde de Roraima disse que conheceu o ex-ministro Eduardo Pazuello quando o então coronel comandava a Operação Acolhida, criada para receber os venezuelanos que chegavam a Roraima.

Posteriormente, o empresário foi convidado por Pazuello para auxiliar na interlocução jurídico-institucional do Ministério da Saúde, quando o militar ainda era secretário-executivo da pasta, à época, sobre o comando do ministro Nelson Teich.

Contudo, sua nomeação só foi confirmada em 24 de junho, já com Pazuello no comando do órgão. Segundo Cascavel, essa demora se deu por questões de afastamento legal de empresas das quais participava e da rejeição do seu nome na Casa Civil.

Ao afirmar que militares não têm o “traquejo político do trato”, Cascavel explicou que teve a função de “fazer acontecer”, chegando a participar como “interlocutor” do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasem).

Segundo a Agência Senado, Cascavel afirmou que a primeira negociação de vacinas teria sido feita com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em junho ou julho de 2020, quando foi firmado o entendimento de transferência de tecnologia. Questionado pelo relator, Renan Calheiros (MDB), sobre as negociações com a Pfizer, Cascavel afirmou que seu foco era as intermediações políticas e não vacinas, área que não lhe cabia atuar, competência exclusiva da secretaria-executiva.

Quanto às negociações da CoronaVac, o depoente declarou que também ficou restrito às interlocuções políticas e que antes de 20 de outubro, data do anúncio da efetivação da compra da vacina do Instituto Butantan, já estava tudo pacificado para a compra do imunizante. No dia seguinte, 21 de outubro, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que já havia mandado suspender a aquisição.

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