O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou neste domingo (18) que aproximadamente 150 mil credores do banco Master já concluíram o pedido de ressarcimento e começarão a receber os valores garantidos a partir desta segunda-feira (19). Ao todo, cerca de 369 mil solicitações já foram registradas desde a abertura do prazo, no sábado (17).
Os pedidos de ressarcimento podem ser feitos pelo aplicativo do FGC, no caso de pessoas físicas, ou pelo site da instituição, para empresas. O pagamento será realizado à vista, em parcela única. Assim, um investidor com, por exemplo, R$ 200 mil aplicados em CDBs do banco Master receberá o valor integral de uma só vez, respeitado o limite de cobertura.
Segundo o FGC, o número total de credores com direito à garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, foi revisado para cerca de 800 mil. O valor total previsto para pagamento das garantias é de R$ 40,6 bilhões, abaixo da projeção inicial de R$ 41,3 bilhões. O fundo informou ainda que dispõe de liquidez de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025.
O FGC afirmou que o aplicativo, que apresentou instabilidade no primeiro dia de funcionamento, opera normalmente. Atualmente, cerca de 9 mil pedidos são processados por hora, embora picos de acesso ainda possam causar lentidão pontual.
A instituição também alertou para tentativas de golpe envolvendo o pagamento das garantias. O fundo reforçou que não cobra taxas, não antecipa pagamentos, não transfere créditos garantidos nem utiliza intermediários. O contato com os credores ocorre apenas pelos canais oficiais, como aplicativo, telefone, e-mail e redes sociais, e nunca por WhatsApp ou SMS.
O Fundo Garantidor de Créditos protege depósitos e investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Estão cobertos produtos como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. A indenização considera o valor aplicado somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o teto. Valores que excedem esse limite devem ser pleiteados no processo de liquidação conduzido pelo Banco Central.
Não têm cobertura do FGC aplicações como debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento e outros títulos fora do sistema de proteção. Nesses casos, os recursos só podem ser recuperados se houver saldo disponível após o pagamento das obrigações prioritárias da massa liquidada.
O banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025, após enfrentar dificuldades financeiras decorrentes do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados de risco elevado. Tentativas de venda da instituição não avançaram, em meio a questionamentos de órgãos de controle e problemas de transparência. O alerta no mercado se intensificou quando o banco passou a oferecer CDBs com remuneração muito acima do padrão praticado pelo sistema financeiro.
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