Fim do capitalismo e crises globais: as previsões “extravagantes” do Saxo Bank para 2024

Banco dinamarquês prevê fim do capitalismo, barril do petróleo a US$ 150 e Robert F. Kennedy Jr. como novo presidente dos EUA

Uma demonstração do Movimento Sunrise em Washington DC em junho passado buscando mais ações do governo Biden sobre a crise climática. Fotografia: Allison Bailey / Rex / Shutterstock

O banco dinamarquês Saxo Bank, com sede em Copenhague, publicou uma lista com previsões para 2024 intitulada ‘O Fim da Estrada’, afirmando que “em 2024 ficará claro que o caminho tranquilo está chegando ao fim, enviando o mundo para um futuro perigosamente incerto”.

Como os próprios autores denominam, a lista é “extravagante”, mas além de crível, no sentido de que não há nada nela impossível de acontecer, tem o intuito, conforme o próprio banco, de exercitar cenários preocupantes e em curso, particularmente sensíveis quanto ao futuro. 

Saxo Bank é um banco de investimento dinamarquês que opera on-line. Foi criado como um broker online em 1992 com o nome Midas Fondsmæglerselskab by Lars Seier Christensen. O nome foi mudado para Saxo Bank em 2001, ao obter a sua licença de banco. O Saxo Bank é membro do Fundo Garantidor Dinamarquês.

Os autores do texto preveem duas crises globais. A primeira delas estará relacionada à inteligência artificial. Em resposta, os governos imporão restrições severas à difusão desta tecnologia em todo o mundo, prejudicando duramente o financiamento de capital de risco de alta tecnologia.

A segunda crise global, segundo os analistas, estará relacionada à obesidade. A previsão é que novos medicamentos antiobesidade à base de peptídeo-1 semelhante ao glucagon sejam vistos como a solução para a epidemia global de obesidade. 

Ocorre que a oferta de medicamentos não acompanhará o crescimento da procura e que o número de pessoas com obesidade e problemas de saúde relacionados aumentará.

“Extravagantes previsões”

“As nossas extravagantes previsões para 2024 mostram como o mundo se aproxima do fim definitivo do ‘velho normal’ e como as novas tecnologias estão a resolver velhos problemas ao mesmo tempo que criam novos dilemas, possivelmente mais perigosos”, afirma a instituição financeira.

Quanto aos Estados Unidos, os analistas do banco preveem “o fim do capitalismo” no país antes das eleições presidenciais. 

De acordo com a previsão, “devido às persistentes pressões inflacionistas e à repatriação de capital por investidores estrangeiros, a procura de títulos do Tesouro permanece fraca, provocando uma recuperação dos rendimentos do Tesouro dos EUA. Numa tentativa desesperada de normalizar os custos dos empréstimos, o governo dos EUA obtém rendimentos do governo. Títulos isentos de impostos”.

Robert F. Kennedy Jr.

O banco também espera que Robert F. Kennedy Jr. vença as eleições presidenciais dos EUA, marcando a primeira vez na história do país que um candidato independente venceu. 

“Sua plataforma populista contra os democratas belicistas e as elites corporativas ressoa tanto entre os insatisfeitos apoiadores democratas tradicionais quanto entre os apoiadores de Trump”, detalha a instituição.

Petróleo a US$ 150 

O banco também prevê grandes mudanças no mercado energético, esperando que os preços do petróleo subam para US$ 150 por barril em meados do ano. 

Segundo os autores, este crescimento ocorre quando “a transformação ecológica começa a vacilar face ao aumento dos custos, e depois da OPEP+, liderada pela Arábia Saudita, manter um firme controle sobre a oferta”.

Diante do aumento das receitas, os especialistas do banco fizeram uma previsão adequada ao teor extravagante da lista: acreditam que este aumento permitirá que Riad, onde está a sede do governo da Arábia Saudita, compre da UEFA os direitos de acolher a Liga dos Campeões e criem a Liga dos Campeões do Mundo.

Outras previsões

Outras previsões incluem a queda dos títulos japoneses no mercado mundial, a introdução de um imposto de luxo na União Europeia (UE) e a criação de um ‘Clube de Roma’ entre países com déficit monetário, referindo-se ao think tank fundado na capital italiana em 1968, que contou com a participação de uma centena de especialistas em diversas áreas preocupadas com os problemas que o mundo enfrenta.

Com informações da agência RT

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

2 Comentários

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  1. O cenário Nassif, que foi delineado pelo Banco, só tem um atenuante sobre está previsão, que já deveria ter sido feito na crise de 2008, os EUA e Europa falida, é um perigo, eles só tinham uma opção para manter a hegemonia, trazer o mundo para a crise deles, o que fora feito com a Líbia, foi criminoso, e roubo em grande escala financeira, além do genocídio de mais de 2 terços da população, sem a mídia ocidental condenar. A atenuante bélica e criminosa dos EUA e Europa, vai desestabilizar ou tentar destruir o ciclo de desenvolvimento da nova ordem mundial. É preciso conter o estado sanguinário americano, estão extrapolando o conceito de humanidade, e a máquina de desinformação ocidental está fora de controle. O erro em cercar a Rússia não fora entendido, os EUA e Europa hoje, é um grande risco para a humanidade.

  2. Acho que as previsões, são exageradas, mais uma coisa que podemos observar é o declínio do chamado OCIDECADENTE! O apoio incondicional ao nazicionismo liderado pelo genocida Netanyhorror, é uma indicação da insanidade da caminhada rumo ao abismo.

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