Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro voltou a usar a política de contenção de danos, e jogou a crise gerada pelo decreto que inclui unidades básicas de saúde dentro do escopo do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) no colo do Ministério da Economia.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (28/10), a Secretaria-Geral da Presidência diz que “a medida não representa qualquer decisão prévia, pois os estudos técnicos podem oferecer opções variadas de tratamento da questão, que futuramente serão analisados pelo governo federal”, e recomenda que as questões sejam encaminhadas ao Ministério da Economia.
Assinado pelo presidente Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (27/10) prevê a realização de estudos “de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de unidades básicas de saúde”.
Isso coloca a atenção primária – a porta de entrada do SUS (Sistema Único de Saúde) – dentro do escopo de concessões e privatizações do governo federal, o que abre o temor de “privatização” da área, mesmo que o acesso à saúde pela população seja uma cláusula pétrea da Constituição brasileira. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
José de Almeida Bispo
28 de outubro de 2020 3:11 pmPrivatizar prédio público de uso inevitável, no mínimo é correr o risco – se não já intencional – de ter que pagar aluguéis pra sempre.
Horacio
28 de outubro de 2020 5:10 pmAcho que a medida é consequência da eficiência dos planos privados de saúde no combate a Covid. Não gastaram um centavo sequer. Não deixa de ser interessante ver a economia travada por uma pandemia sendo que os agentes econômicos não se mostraram capazes de formular uma ação. Ou aquela tão decantada eficiência é só para ganhar dinheiro sem resolver problemas?
Mas os planos de saúde ganharam muito dinheiro, sem resolver nada, medicina curativa cara, e que vão perder, em breve, um bom contingente de segurados devido à saúde da economia.