Coronavírus: OMS pede que o mundo ‘não desista’ por surgimento da segunda onda

Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, disse em uma coletiva virtual que entedia a ‘fadiga pandêmica’ que algumas pessoas estavam sentindo, mas enfatizou a necessidade de continuar as medidas para conter um vírus para o qual ainda não há cura ou vacina.

Jornal GGN – A Organização Mundial da Saúde (OMS) pede às pessoas ao redor do mundo que não desistam da luta contra o coronavírus conforme os casos aumentam mais uma vez, reafirmando a necessidade do uso de máscara, distanciamento físico e outras medidas para evitar o contágio em larga escala.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, disse em uma coletiva virtual que entedia a ‘fadiga pandêmica’ que algumas pessoas estavam sentindo, mas enfatizou a necessidade de continuar as medidas para conter um vírus para o qual ainda não há cura ou vacina.

O chefe da OMS reconhece que tudo é muito difícil, com trabalho em casa e crianças sendo escolarizadas remotamente, sem chance de encontrar amigos e parentes, ou mesmo estar presente para prantear entes queridos, mas mesmo o cansaço sendo real, não se pode desistir. ‘Não devemos desistir’, disse ele.

Em todo o mundo, mas particularmente na Europa e nos Estados Unidos, novos casos estão ultrapassando os níveis vistos na primeira onda da pandemia em março.

Dados da Universidade Johns Hopkins mostram mais de 43 milhões de casos em todo o mundo e quase 1,2 milhão de mortes pela doença, que surgiu pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan no ano passado.

Nos Estados Unidos, onde houve resistência ao uso de máscaras e outras medidas para conter a disseminação da infecção, a média de mortes por dia aumentou 10 por cento nas últimas duas semanas – para quase 794 no domingo, em comparação com 721 observado anteriormente. Continua a ser o país mais afetado do mundo em termos de casos e mortes.

‘Não podemos ter a recuperação econômica que queremos e viver nossas vidas da maneira que fazíamos antes da pandemia’, disse o chefe da OMS. ‘Podemos manter nossos filhos na escola, podemos manter os negócios abertos, podemos preservar vidas e meios de subsistência. Mas todos devemos fazer concessões, compromissos e sacrifícios’, completou.

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O chefe de emergências da OMS, Michael Ryan, também disse que os países’”não devem desistir de tentar suprimir a transmissão’.

Ele expressou preocupação particular com a situação na Europa, que na semana passada respondeu por 46% dos casos globais e quase um terço das mortes globais.

“Não há dúvida de que a região europeia é um epicentro para doenças agora”, disse Ryan.

Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS sobre a pandemia, também expressou preocupação com a situação na Europa – e em particular com o aumento nas admissões em hospitais e o rápido preenchimento das unidades de terapia intensiva.

Tedros enfatizou que os governos também precisam fazer sua parte para interromper a transmissão – testar extensivamente, isolar pacientes confirmados, rastrear seus contatos e fornecer “quarentena com suporte” para todos os contatos.

Ele observou que tais medidas já haviam demonstrado suprimir o surto.

Com informações da Al Jazeera.

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3 comentários

  1. OMS vive uma inércia pandemia sobre o enfrentamento da Covid-19.

    O que ela está fazendo?

    NADICA DE NADA.

    A posição passiva dela deixou a doença se espalhar e nada faz para combater.

    Esperava-se que ela fosse a ponta de lança no combate e busca por tratamentos eficazes, mas o que ela fez até hoje foi NADA, ABSOLUTAMENTE NADA de concreto.

    Ela está em todos os países observando e divulgando as experiências bem sucedidas no tratamento mas adotou uma posição passiva. Fosse a pandemia mais mortal estaríamos todos mortos pela inércia da OMS.

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  2. Se olharmos os gráficos de casos e óbitos diários (worldometers.info), sejam diretos ou em médias móveis, e entendermos “ondas” como picos precedidos e seguidos de vales (ou valas, cavas, no surfe), perceberemos
    que já passamos por 2 ondas (ou uma “marola” inicial e uma onda).
    Hoje estamos na TERCEIRA onda, ainda se levantando, tanto em casos como em mortes.
    Já o brazil sim, ainda está na primeira e lenta queda da jabuticaba do “platô”.
    Pensar que continuaremos nesta jabuticaba, sob um governo federal, da (des)União, considerado
    internacionalmente como o PIOR DO MUNDO, é querer confiar muito na sorte…

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