11 de junho de 2026

Guantanamera, a história de uma música universal

Guantanamera faz parte de um gênero musical muito popular nos campos de Cuba: a guajira ou punto cubano. De forte influência branca e espanhola, é a mistura dos ritmos dos filhos de espanhóis nascidos na América, os criollos.

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Durante a colonização, a presença dos escravos negros no interior do país restringia-se ao trabalho nas fazendas e engenhos açucareiros. Já os imigrantes espanhóis que escolhiam viver no interior, geralmente eram campesinos que trabalhavam na terra.

O nome guajiro como sinônimo do campesino cubano vem da época em que os conquistadores espanhóis, depois de dizimar a população indígena e ainda sem os escravos negros, recorreram aos índios da região de La Guajira, entre a Venezuela e a Colômbia, para trabalhar no campo.

Não se sabe exatamente quando surgiu La Guantanamera. É uma manifestação folclórica do povo campesino. Sua origem é a cidade de Guantánamo, onde está a base naval dos Estados Unidos. O título da canção La Guantanamera significa mulher de Guantánamo.

Joseíto Fernández, conhecido trovador havaneiro, foi o primeiro cantador de guajiras que disseminou La Guantanamera na ilha. Em um programa de rádio da década de 40, chamado La Guantanamera – cujos temas eram escolhidos nas páginas policiais dos jornais – alternavam-se partes cantadas com a dramatização de crimes.

Ao concluir cada parte, repetia-se o coro: “Guantanamera, guajira guantanamera…”. O programa ficou tão popular que o povo adotou a frase “me cantó una Guantanamera…”, para falar que alguém contou um fato triste.

A maior parte dos estudiosos da música da ilha diz que Joseíto Fernández foi o primeiro a cantar e gravar a Poesía I dos Versos Sencillos, publicados em 1891 por José Martí, com a melodia de La Guantanamera. Mas é importante observar que Joseíto Fernández não teve nada a ver com a melodia nem com o texto da La Guantanamera como conhecemos atualmente.

Já o musicólogo cubano Tony Evora diz que a incorporação de alguns versos dos Versos Sencillos deve-se a uma versão do compositor espanhol Julián Orbón (1925-91). Orbón foi professor do cubano Héctor Angulo na Manhattan School of Music de Nova Iorque. Héctor mostrou a versão de Orbón ao cantor norteamericano Pete Seeger que a difundiu.

 

“Guantanamera”
Canção de vários grupos
Lançamento 1963
Composição José Martí e musica José Fernández Díaz (Josito Fernandez)
Disambig grey.svg Nota: Para o filme de 1995, veja Guantanamera (filme).

Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de José Martí e música Josito FernandezGuantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.

A música data de 1963 é uma das gravações mais conhecidas do grupo Sandpipers. No Brasil, foi regravada por vários grupos, como Tarancón e Raíces de América. Em Portugal, foi regravada pela banda rock UHF em 1998 no álbum Rock É! Dançando Na Noite[1]

Em 2015 fez parte do projeto musical e filantropo Playing for Change sendo muito bem interpretada por 75 cubanos ao redor do mundo, desde a ilha de Cuba até Tóquio, ficando muito bem representada e muito bem cantada. A canção também faz parte do terceiro disco do projeto.

Recentemente foi tocada no SESI de São Paulo pela banda de Street Punk “O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos”.

Referências

  1. Ir para cima «Guantanamera (Single)». Spirit Of Rock. Consultado em 19 de junho de 2014.

 

Fonte: Wikipedia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guantanamera

 

https://www.youtube.com/watch?v=CfhMSgvsTCY]

 

 

[video:https://www.youtube.com/watch?v=mSq9dbbfE2k

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Maurício Pereira Francischelli

    12 de novembro de 2019 6:30 pm

    Parabéns, José Lima! É o mais completo e didático texto sobre Guantanamera. Continue assim. Obrigado

    1. Anônimo

      14 de fevereiro de 2020 1:31 pm

      Também achei.

    2. Carlos Pontes

      14 de fevereiro de 2020 1:31 pm

      Também achei.

    3. Carlos Pontes

      14 de fevereiro de 2020 1:33 pm

      Também achei interessante e didático. Parabéns.

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