Guedes mostra sinais contrários sobre impacto da reforma tributária

Audiência da comissão mista que trata do tema mostra que os efeitos sobre a população permanecem incertos

Paulo Guedes, ministro da Economia: foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Jornal GGN – O debate sobre o impacto da reforma tributária sobre a população começou a ganhar corpo dentro do Congresso, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu sinais contraditórios a respeito do tamanho da reforma e do seu efeito para o contribuinte.

Segundo o jornal Correio Braziliense, Guedes declarou que os subsídios da cesta básica não estão inclusos na primeira fase da reforma, mas admitiu mudanças posteriores, ao mesmo tempo em que defendeu a criação de um novo imposto semelhante à CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) para compensar a desoneração da folha de pagamento.

Além da nova tributação não estar clara, projeções indicam que a primeira etapa da reforma tributária, que cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ao unificar em 12% a alíquota de PIS-Cofins, aumenta a carga tributária, ao contrário do que diz o governo federal.

“Há evidências de que o governo está superestimando a taxa. Pesquisadores sugerem alíquotas neutras em torno de 10% ou 11%, e, portanto, 12% parece alto”, declarou o diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) Rodrigo Orair.

 

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