Ex-secretário de Guedes diz que establishment quer manter corrupção

Em entrevista, Salim Mattar diz 'liberais puro-sangue’ na Esplanada cabem em um ‘micro-ônibus’, e que não existe interesse do Estado em proteger o cidadão

O empresário Salim Mattar, ex-secretário do Ministério da Economia. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O establishment não quer as privatizações para não acabar com o “toma lá dá cá” e o “rio de corrupção”, afirma o empresário Salim Mattar, que deixou o Ministério da Economia após um ano e meio à frente do programa de vendas das estatais.

“Por mim, eu venderia todas as empresas, sem exceções. O governo tem que cuidar da qualidade de vida do cidadão, da saúde, educação, segurança. Temos 470 mil funcionários nas estatais. Isso tira energia, enquanto deveria estar cuidando do social. Essas estatais acabam servindo para toma lá, dá cá e corrupção. Existe uma resistência do establishment em vender as empresas”, disse Mattar, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Na visão do empresário, os “liberais puro-sangue” cabem num “micro-ônibus”, e o que ele mais viu na Esplanada “é que o Estado deseja se proteger contra o cidadão. Não há interesse do Estado em servir ao cidadão. Raramente vemos coisas que são a favor do cidadão. Isso me deixou muito preocupado”.

Mattar também deixou claro seu descontentamento com as resistências apresentadas no avanço das privatizações, principalmente da Casa da Moeda e dos Correios – que ele admite que pode levar 28 meses, ou mesmo não ocorrer.

 

 

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