Um incêndio florestal de grandes proporções atinge a região da Patagônia argentina desde o início da semana e já destruiu mais de 5.500 hectares de mata nativa até este domingo (11), segundo autoridades locais. O fogo, que apresenta múltiplos focos, segue fora de controle e mantém pequenas comunidades da região em estado de alerta.
Centenas de bombeiros, além de moradores voluntários, atuam de forma contínua no combate às chamas. O incêndio ocorre cerca de um ano após a região ter sido atingida pelos piores incêndios florestais das últimas três décadas, em uma sequência de eventos extremos que têm sobrecarregado os sistemas oficiais e comunitários de resposta.
“Não há como descrever o que estamos vivenciando. Há focos de incêndio por toda parte; um novo é relatado a cada cinco minutos. É um inferno”, relatou a moradora Flavia Broffoni em publicação nas redes sociais. Ela está entre os residentes que auxiliam no combate ao fogo desde segunda-feira, quando o incêndio teve início no balneário de Puerto Patriada, a cerca de 1.700 quilômetros ao sudoeste de Buenos Aires.
Apesar dos esforços, as chamas já devastaram milhares de hectares e cercaram a localidade de Epuyén, um vilarejo com pouco mais de dois mil habitantes, situado entre um lago glacial e colinas cobertas por florestas nativas.
O governador da província de Chubut, Ignacio Torres, afirmou que as condições climáticas previstas para o fim de semana tornam as próximas 48 horas decisivas para o controle do incêndio. Segundo ele, as equipes seguem concentradas nas áreas mais críticas, com reforço de aceiros, resfriamento de focos ativos e abertura e ampliação de estradas de acesso.
De acordo com Torres, cerca de três mil turistas foram evacuados de Puerto Patriada, além de 15 famílias da região de Epuyén. Pelo menos dez residências já foram destruídas pelas chamas.
A operação mobiliza aproximadamente 500 profissionais, incluindo bombeiros, equipes de resgate, forças de segurança e pessoal de apoio. Ao longo do fim de semana, o combate ao incêndio deverá contar com o reforço de aeronaves e brigadistas vindos da província de Córdoba e do Chile.
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