Intercept 3 – a procuradora que quis ser a Dallagnol paulista

A tempo, o MPF afastou Danelon do comando da Lava Jato paulista e ela se recolheu ao anonimato anterior.

Thaméa Danelon. Foto: Divulgação

Em seu curto e intenso período como ativista política da Lava Jato, a procuradora Thamea Danelon expôs o Ministério Público Federal a toda sorte de vexames.

Conforme o GGN publicou em 23.07.2017,

Pelos primeiros movimentos, Thaméa representa a face mais comprometedora da Lava Jato.

É ativista política, conforme demonstrou participando ativamente das convocações do MBL (Movimento Brasil Livre) a favor do impeachment. Aliás, é sintomático o fato de terem sido abertas representações contra procuradores que participaram de atos contra o impeachment, e nada ter sido feito contra os que participaram ostensivamente dos atos a favor. Mas, enfim, esta é a cara do MPF.

Em São Paulo, Thaméa transformou-se em figura fácil de programas nitidamente partidários.

Em participação recente no Roda Viva, a procuradora expôs todo o Ministério Público, ao receber lições de direito de um jornalista. Sua reação foi ir ao programa da notória Joyce Hasselman, para poder distribuir afirmações taxativas sem risco de ser questionada,  ocasião em que atacou o STF (Supremo Tribunal Federal), apontando-o como risco à Lava Jato.

No programa Pânico, da Jovem Pan, ela se permite criticar o hermetismo dos Ministros do Supremo, ou, como diz o apresentador do programa, “dos veinhos que ficam votando”.

Os diálogos revelados pelo The Intercept mostram que ela era um dos pontos de contato da Lava Jato com os movimentos de rua em São Paulo.

Os movimentos do MPF eram evidentes e foram ignorados pelos parceiros jornalistas da cobertura, como prova o artigo de um ano atrás.

Leia também:  Queria ver a cara do DD e da procuradora fraquinha. Só deles?, por Armando Coelho Neto

Nesses tempos de Lava Jato, o Ministério Público Federal foi afetado de várias maneiras.

Primeiro, o jogo político, no qual os principais lances eram casados com eventos políticos. Depois, o protagonismo indesculpável de procuradores, se colocando como heróis nacionais e se apropriando (inclusive monetariamente, através de palestras)  dos benefícios de uma investigação que era mérito das prerrogativas constitucionais do MPF. Some-se a atuação política indevida, com pregações em redes sociais, rádios e TVs. Finalmente, o vazamento escandaloso de informações visando conquistar espaço junto aos veículos de comunicação.

Com exceção dos vazamentos – porque, a rigor, não há ainda o que ser vazado – a procuradora Thaméa simboliza todos os vícios desse MPF, o salvacionismo, o ativismo político, a figura fácil em programas de rádio e TV.

No auge do deslumbramento, concedeu entrevista ao Estadão, onde se referia assim às milícias digitais:

Somente veio para nós pessoas que não têm foto privilegiado. Dificultar, não, é o nosso trabalho. Temos que investigar. Se vai ter manifestação a favor, militância, não diz respeito a nossa atuação. O que a gente tem de fazer é investigar o fato.

A tempo, o MPF afastou Danelon do comando da Lava Jato paulista e ela se recolheu ao anonimato anterior.

Leia também:

Intercept 1 – a Lava Jato coordenava as milícias digitais

Intercept 2 – Dallagnol articulava com Luís Roberto Barroso

 

12 comentários

  1. No mundo conectado da lava jato é alarmante perceber como alguns procuradores(as) não deram a mínima importância para o exercício correto ou legal da função…

    bando de farsantes que fazem rir uns aos outros com os desvios da função

    Parece que venderam a alma ao maior transgressor que já existiu na instituição

    10
  2. Até quando vamos tolerar, todos os abusos que já sabíamos antes, estão sendo inquestionavelmente comprovados. As instituições não funcionaram antes e não vão funcionar agora! Deveríamos estar na rua com uma serra elétrica correndo atrás desse bando de filha da puta do MBL, Lavajatistas, bolsonaros/bonsonaristas, dentre outros que vocês sabem quem são….

  3. Nassif, a fama subiu a cabeça de todos eles com raras distinções gostaram e saíram atrás dos holofotes como besouros em poste de luz, mas, assim como os besouros não sabem que embaixo do poste tem um sapo à espreita, no caso um sapo barbudo como dizia Brizola. Vão ser engolidos.

  4. Se procurar direitinho nas pastas e mais pastas de arquivos do Intecpet. talvez seja possível descobrir até com que dinheiro foram pagos antecipadamente…

    aqueles 2 bi ainda deve ter muita coisa a revelar sobre a mobilização para a sabotagem dos meios de transporte de pessoas ou de arquivos vivos dos contrários

    É muita coincidência, sendo uma atuação tão fora da lei quanto tremendamente insensível ao sofrimento alheio. É rebaixando todos os níveis mais baixos que se chega a tanto

    • Nao, a pergunta eh “nen cu”. Ela ta chorando de dor ate hoje de nao ter chance de mandar a policia militar de merda enfiar dedo no cu de professor universitario.

  5. Eu diria que é mais perigoso do que o mais serial de todos os serial killers…
    para quem o intermédio, em tudo de mal que praticaram, nunca foi de uma performance teatral, autorizada ou bem vista ou bem aceita por todos os “vizinhos”, ou até incentivada

    no caso os “vizinhos” brasileiros nunca desconfiaram, apesar das coincidências serem gritantes

  6. Essa fascistada que aí está emergiu das trevas em 2013 : o Brasil tinha todos os indices econômicos positivos e foi assim até 2014 e comečou a entrar em colapso quando, por causa do cerco e da obstrução e pautas bombas para que o país e a economia quebrasse para que o golpe fosse dado : a superestrutura, formada pelos sistemas midiático, religioso, judicial e educacional foi a engrenagem que comentou e dei o golpe e continua dando apoio ao regime golpista

  7. + comentários

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