Jair e Flávio Bolsonaro visitaram Adriano da Nóbrega na cadeia

Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 8 anos. Graduada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
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Miliciano Adriano da Nóbrega era líder de um grupo de matadores de aluguel chamado de “Escritório do Crime”

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Jair Bolsonaro (PL) e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou 01, foram até a cadeia visitar o ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e líder miliciano Adriano da Nóbrega, entre 2004 e 2005. Os políticos também prestaram homenagens ao criminoso

As informações, divulgadas no portal Uol, são da jornalista Juliana Dal Piva e outros repórteres que investigam a família Bolsonaro.

Em 2019, Nóbrega foi apontado pelo Ministério Público do Rio  (MP-RJ), como líder de um grupo de matadores de aluguel chamado de “Escritório do Crime”, ele também foi denunciado por participar de uma milícia em Rio das Pedras, na zona oeste fluminense. 

De acordo com a reportagem, a primeira visita ocorreu em 28 de outubro de 2004, durante um suposto motim de policiais que estavam presos no recém-criado Batalhão Especial Prisional (BEP). 

À época, Nóbrega estava preso aguardando julgamento pela morte do manobrista Leandro dos Santos Silva, ocorrida em novembro de 2003. Ele e um grupo de policiais foram presos em flagrante acusados de executar o homem, que havia denunciado um episódio de tortura e extorsão comandado por Nóbrega.

Já o segundo encontro foi na entrega da medalha Tiradentes, a maior comenda do estado do Rio, pedida por Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e entregue por ele a Adriano Nóbrega dentro da prisão. Jair Bolsonaro também esteve presente na ocasião.

Questionados sobre as visitas na cadeia, a assessoria dos Bolsonaro afirmou que “à época das homenagens era impossível prever que alguns desses policiais pudessem desonrar a farda” e, ainda, que no caso do motim “trabalharam para resolver uma crise”.

Adriano Nóbrega foi morto durante uma operação policial na Bahia, em fevereiro de 2020. Ele havia sido denunciado na Operação Intocáveis pelo MP-RJ e estava foragido.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 8 anos. Graduada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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