A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, respondeu com firmeza às críticas recebidas — sobretudo da mídia corporativa — após comentar, durante viagem oficial à China, a necessidade de regulamentar plataformas como o TikTok.
“Não há protocolo que me faça calar”, disse ela em evento do Ministério dos Direitos Humanos voltado ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.
Entenda o caso
A fala da primeira-dama sobre a regulação da plataforma chinesa, feita em um jantar oficial com o presidente Xi Jinping, foi vazada à imprensa pela própria comitiva brasileira, e, nos bastidores, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como o principal suspeito de ter articulado a divulgação.
O conteúdo foi rapidamente transformado por parte da mídia em uma suposta quebra de protocolo, ignorando o alerta substantivo feito por Janja sobre os riscos das redes sociais para crianças e adolescentes.
O tratamento dado ao episódio escancarou não apenas o foco de uma parcela da imprensa em irrelevâncias protocolares, com destaque para a Globonews, mas também a misoginia ainda presente no ambiente político, em vez de se debruçar sobre o debate necessário da regulação das plataformas digitais.
Como analisou o jornalista Luis Nassif, o caso é um exemplo claro de um jornalismo que prefere o ruído ao conteúdo, e que ignora o papel que a primeira-dama tem construído, em espaços ainda marcados por resistência a vozes femininas com protagonismo.
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Lênin and The Ulianovs
19 de maio de 2025 8:40 pmHum sei, então na Arábia Saudita, onde vigora a Sharia, ela vai fazer o quê?
Pior que a mídia cretina é a tentativa de dar a essa moça um viés de heróina feminista.
Ela está errada.
Ela não foi eleita, não votei nela, ela não recebeu cargo do presidente, ela não pode intervir em temas de Estado, seja em eventos ou jantares oficiais.
Dormir com o presidente não lhe dá direito a voz, pelo menos não uma voz diplomática.
Não se trata de considerar o direito dela como mulher, porque não é essa a instância de debate desses direitos.
Ela que discuta esse direito em casa, entre amigos, ou se candidate, tenha uma vida política, ou vá escrever uma tese de doutorado.
Há países sim, protocolos sim, e dizer que nenhum deles a fará calar é um chute, um tapa sonoro mandato que não é dela, e que representa uma soberania que ela não respeita.
Que saudades de Dona Marisa.