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Joaquim Barbosa e o exemplo do Tea Party

O destempero do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa contra seu colega Luís Roberto Barroso - pelo fato de ter proferido um voto contrário ao seu entendimento - é prova maior do fundo do poço em que o Tribunal foi colocado pelas intenções políticas de alguns ministros.

Quem conhece Joaquim Barbosa de perto, assegura: não é desonesto, não é malicioso, não se mete em negócios obscuros nem em más companhias, como seu colega Gilmar Mendes. Mas é um completo desequilibrado.

Dia desses conversava com um ex-conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Dizia ele que, se Barbosa entrar em um recinto e ver duas pessoas cochichando, imediatamente armará encrenca, supondo que estejam falando dele.

***

Na sessão do STF – que deliberou sobre a acusação de formação de quadrilha para os réus da AP 470 – Barbosa interrompeu várias vezes Barroso, foi grosseiro, atropelou todos os códigos de conduta, ao insinuar que o colega teria negociado seu voto para conseguir o cargo.  Mas quem vai tirar o piloto do Boeing em pleno vôo?

***

Tempos atrás, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para os riscos da aventura Joaquim Barbosa. Mostrou sua falta de tato, de cintura política, a intolerância a qualquer opinião contrária.

Ocorre que o mito Barbosa surgiu impulsionado pelo clima de radicalização, de criminalização da política, do denuncismo desvairado que a oposição levantou a partir de 2006 e, especialmente, a partir da era José Serra.

Trouxeram de volta para a cena política o macartismo, abusaram da religiosidade, despertaram os piores demônios existentes no tecido social brasileiro, aqueles que demonizam as leis e propõem o linchamento, transformaram a disputa política em um vale-tudo.

Não valia denunciar aparelhamento da máquina, a política econômica, apontar erros na gestão pública, como em qualquer disputa política civilizada.

Repetiram nos mínimos detalhes a radicalização da política norte-americana, o movimento da mídia e do Partido Republicano dos Estados Unidos adotando o discurso virulento de ultra-direita do Tea Party.

Durante toda a campanha eleitoral nos EUA, comentaristas vociferantes espalhavam toda espécie de boatos contra Barack Obama. A campanha viciou o eleitorado republicano nas catarses do Tea Party e o partido terminou refém da radicalização. Hoje em dia, as vozes mais preparadas e ponderadas dos republicanos têm enorme dificuldade em reconduzir o partido para o caminho da moderação e da responsabilidade política.

***

Por aqui, caminha-se para o mesmo desfecho. Só que esse espaço catártico, que Serra preparou para ele próprio, foi ocupado por um jacobino autêntico. Serra era um simulacro de radical, Barbosa é um radical em estado bruto.

***

Na semana passada, em visita a São Paulo, Aécio Neves relembrou figuras referenciais mais nobres do PSDB, como Mário Covas e Franco Montoro. Tenta, de alguma forma, recuperar os valores partidários, destroçados na era Serra.

O próprio Serra andou dando entrevistas minimizando a crise econômica, tentando (inutilmente) ocupar um espaço de racionalidade que um dia foi seu. Ou – o que é mais factível – tentando prejudicar o candidato que ocupou um lugar que era seu por direito divino.

2014 não está cheirando bem.

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215 comentários

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Maximiliano Gregório

Joaquim Barbosa

Tudo o que se falou na nota retrata claramen te o complexo de inferioridade desse Senhor. É típico de pessoas assim se sentirem inferiores, achando que todos querem criticá-lo. Mesmo quando não encontra motivo nenhum.
Há pessoas que não podem subir na vida.

COMPLEXO DE INFEDRIORIDADE.

Julguem daqui pra frente como quiserem...

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Alexandre Medeiros de Carvalho

O nassif por vezes parece

O nassif por vezes parece viver um conto de fadas. Acho que ele sonha com um psdb e figuras da direita que simplesmente não existem.

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Sérgio Rodrigues

Oh louco...

Não é malicioso é ótimo!.....

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maria rodrigues

Logo após a indicação de JB

Logo após a indicação de JB para o STF comentei com advogados e um desembargador sobre um negro fazer parte da Corte maior, isso lá em Brasília. Todos eles foram unânimes em dizer que a presença de JB estava sendo desconfortável para os demais ministros, devido à sua arrogância, entre outras coisas. Ou seja, JB parece gostar de ser petulante e prepotente, daí resultar sua imagem na de um ser antipático, e não é possível se dizer dele o contrtário, porque ele é isso mesmo: antipático.

O que não dá pra engolir é essa perseguição constante contra os réus petistas; é ver que o julgamento não está sendo respeitado na sua íntegra. Todo o julgamento caminhou para levar José Drceu, por exemplo, a um regime fechado, até que ele morresse lá de tão velho. Os resultados não caíram bem na cabeça de JB. Então, essa relutância em manter os condenados em regime fechado, quando tem direito ao semi-aberto, ou o impedimento dos réus de trabalhar, já nem parecem ser perseguição apenas, mas uma maneira de dizer aos que foram contra as ideias do Capitão do Mato que ele é maior, e que pode tudo. O que impressiona é o silêncio dos outros ministros, que devem se sentir agredidos com essas medidas grosseiras, mas não se manifestam. Até quando!

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jcordeiro

Breve Cancioneiro

Anote lá, Nassif:

 

Triste fado dos Joaquins,

Triste sina, nas Gerais.

Nascer pobre, dura pena,

Mas não para a vida inteira.

Como bodes, desgarrados,

Seguem nortes diferentes,

Um desce pela montanha,

Vem à Capital do Reino

E com glória dos heróis

Ali é martirizado

Em nome de outros nomes.

O outro segue ao Planalto,

Capital dos novos tempos.

E como servil e lacaio,

Tal qual Judas, traiçoeiro,

Por menos de 30 dinehiros,

Crava prego enferrujado

Na mão que o acolheu.

Triste fado, nas Gerais.

Triste sina dos Joaquins!

 

(Das Alterosas, para os 21 de Abril do Brasil)

 

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jose carlos lima off

Senhorio adora Barbosa

Barbosa  eh escravista e ser escravocrata não é uma questào de cor de pele e sim de pensamento

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Impeachmet do Babosão

Já está na hora de iniciar o impeachment do Babosão. Ele age fora da lei, acha que só ele é a lei. É truculento e fascista. Coloca no lixo o pouco de credibilidade que tem o STF. Por isto tem que sofrer um impeachment.

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Walber F. dos Santos

A performance de Joaquim Barbosa no STF é exemplo para o país.

Mais uma vez Nassif tenta defender o indefensável. Para um bom entendedor um pingo é letra. O BRASIL SEMPRE FOI O PAÍS DA IMPUNIDADE, POR ISSO TEMOS QUE ENGOLIR A CORRUPÇÃO DO PT? Quem não seguir este paradigma é chamado de grosseiro, desequilibrado, intolerante e até comparado a um tea party.

E,por conta da longa historiografia das blindagens ocorridas no STF em relação aos crimes cometidos por políticos brasileiros, temos que aguentar todo tipo de corrupção. Sendo que a pior delas é a que troca a indicação de Ministros do STF pela votação sob encomenda, buscando aliviar a condenação de políticos que estão vinculados ao partido do Governo. 

A propósito,o paradigma exaustivamente repetido na boca do povo que diz "político no Brasil não vai pra cadeia" mais uma vez vence na base do conchavo e da “compra” do voto - só que desta vez o voto foi exercido sob encomenda dentro do plenário do próprio STF. 

Porem,para consolo dos que tem esperança na Justiça ainda resta o cumprimento da pena em regime semi-aberto para os réus condenados. 

É bom frisar que estes réus sempre gozaram de uma vida cheia de privilégios de ricos,nunca pisaram em chão de fábrica e nunca tiveram calos de enxada nas mãos.

Neste cenário de trágica impotência do povo brasileiro perante seus Tribunais,mais uma vez se repete o veredicto da minimização do crime de corrupção cometidos por políticos, que a todos impactaram. 

Porque, todos que acompanharam este mensalão, desde o inicio, sabiam que os novos Ministros do STF indicados pela P.R. Dilma Roussef tinham esta missão, a saber: descaracterizar o crime de formação de quadrilha, com o fim de atingir em cheio a fundamentação jurídica de Joaquim Barbosa.

Com efeito, em dezenas de milhões de brasileiros há a esperança e o sonho de que haja uma Justiça neste país sem o dedo da banda podre da política nacional. Principalmente, quando os políticos deixarem de fazer indicação dos quadros dos tribunais , visando somente os seus desideratos partidários. 

A bem da verdade,há um clamor nacional contra a corrupção cometida pelos políticos livremente e à luz do dia. Pois, milhões de brasileiros desejam ver nos tribunais brasileiros os magistrados julgando os crimes de corrupção envolvendo políticos com a devida isenção de ideologia partidária. 

Desse modo, magistrados votariam em primeiro plano contra a corrupção sem a relação de troca de favores ou a tão discutida falta de gratidão pela cadeira alcançada pela bondade partidária do Governo que a indicou.

Paradoxalmente, na ação penal 470, o resultado da votação de 6 x 5 mostrou que a impunidade política ganhou azo, confirmando que o Brasil ainda é o país do jeitinho político brasileiro!

Afinal,no Brasil a corrupção é um filão de ouro, que alimenta o maiores escritórios de advocacia. A ação penal 470 e suas repercussões na mídia evidenciam efetivamente que é um grande desafio para qualquer magistrado colocar um político ladrão na cadeia, ainda que haja provas robustas e contundentes.

Apesar de todos contratempos sofridos pelo cidadão Joaquim Brabosa, isso só elevou a dignidade e a honra do magistrado negro cuja gestão no STF irá para história do Direito Nacional Brasileiro.

Por outro lado, a coragem do magistrado Joaquim Barbosa , Presidente do STF, por ocasião do julgamento da ação penal 470, servirá como exemplo para as novas gerações de jovens magistrados que escolherem combater a banda podre da política brasileira.

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Joaquim Barbosa

A Jararaca está viva!

Lula 2018!!!!!!!!!

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João Braga

Justificativa para pena de morte

Conheço uma cidade do interior que, em certa ocasião, um suposto estuprador, após vitimar uma adolescente "filha de algém", foi pego, levado à praça central e amarrado em um poste. Diante do clamor popular por justiça, fizeram uma fogueira ao redor do rapaz e atearam fogo. A comemoração foi silenciada pelos gritos de dor. Tudo isso aconteceu a menos de 20 anos, depois da constituição de 1988. Assim como não foi o PT que inventou a corrupção, não foi o JB que inventou o julgamento pelo clamor popular. O tamanho da pena não pode ser medido pela vontade de justiça do povo, assim como a vontade do povo não pode ser medida pelos gritos da elite. O STF, inflando as penas de qualquer um, age com a mesma barbárie do povo daquele lugar. Qual é o exemplo para as novas gerações? Que país estamos construindo quando o judiciário escolhe quem é banda podre ou não? Sobre ir para a história, não tenho dúvida. A história não sofre influência do clamor popular. Sobre o adjetivo do magistrado, isso não deve propiciar a admiração ou o desprezo de ninguém.

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josé lima

A performance...

Serei sintético sobre o seu comentário, Walber!

O que lhe falta em essência, é o senso do ridículo.

 

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Não se pune alguém em excesso

Não se pune alguém em excesso por supostos crimes cujas condenações foram fruto de ilações e esticamentos ou flexibilizações de interpretações legais, simplesmente porque não existe no Direito isso de condenar alguém além da conta para dar o exemplo. Isso não é Direito ou Justiça: é usar a lei como vergasta ou como revanche. Seria como dizer: esse guri já comeu demais durante muito tempo, agora fica um ano sem comida ou vai ter que vomitar tudo o que já comeu na vida. Esse espírito de vendeta não existe no são Direito e, mais que isso, dele deve ser banido. Não existe 'pena simbólica modelar', assim como não existe delito simbólico e nem réu paradigmático: tudo tem que ser concreto e provável, não pode ser uma ginástica para absolver cegamente e nem para punir cegamente alguém (escolhido a dedo, por sinal). Isso não é Direito e nem Justiça: é canalhice pura e explícita. Usar o cargo como forma de ganhar prestígio (o pecado maior de Barbosa, a meu ver, é a vaidade) e para promover pretensas faxinas éticas é um absurdo, uma vez que o que se espera de uma suprema corte é que apenas faça cumprir e cumpra as leis vigentes, segundo o Direito aplicável a cada caso. Houve inúmeras regularidades no julgamento da AP 470, reconhecidas agora até por gente da direita mais tucana. Medo que lhes caia a guilhotina no pescoço com o mesmo peso? Até Barbosa reconheceu que agiu de forma excessiva, como se fosse um padrasto zangado que castigou com um cinturão até o limite máximo uma criança rebelde. Ele simplesmente não tem esse direito. Nem ele e nem o grupo que o apoia.


Não deixem de visitar o Sala Fério. http://salafehrio.blogspot.com.br

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Estamos nos achando numa

Estamos nos achando numa democracia...

O Magistrado supremo corrompe dados, normas, ética e leis e NADA VAI ACONTECER COM ELE?

Isso é DEMOCRACIA?

Democracia é ele ser preso, já que estamos falando do judiciário então é SER APOSENTADO!

Nem pode errar o Chafe do Executivo, Legislativo ou Judiciário!

Isso é DEMOCRACIA!

Que ele seja APOSENTADO!

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Nascemos sem trazer nada, morreremos sem nada levar...

E neste intervalo entre nascer e morrer, lutamos pelo que não trouxemos e mais ainda pelo que não levaremos...

 

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Fernando R.

Precisamos ocupar espaço nas

Precisamos ocupar espaço nas redes sociais argumentando contra a corrente majoritária. A hora é agora.

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Honesto?

Nassif, realmente não considero honesto um juiz que esconde provas.

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Honesto??

Nassif, um juiz que não é honesto com a própria lei, que manipula fundamentos de seu trabalho e utiliza-se de recursos semi-fraudulentos para prejudicar outros seres humanos, réus impotentes, não pode ser honesto com outras coisas também. Aliás, diante de tantos feitos obscuros que ele tem praticado, deixa margem, aí sim,  para a presunção de que não é honesto com nada.

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Toni

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Tiago Bevilaqua

Análise de um pronunciamento do Ministro Joaquim Barbosa

Disse o ministro Joaquim Barbosa: "Temos uma maioria formada sob medida para lançar por terra o trabalho primoroso desta Corte no segundo semestre de 2012. Isso que acabamos de assistir. Inventou-se um recurso regimental totalmente à margem da lei com o objetivo específico de anular a reduzir a nada um trabalho que fora feito. Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que esse é apenas o primeiro passo. É uma maioria de circunstância que tem todo o tempo a seu favor para continuar sua sanha reformadora".

Eis uma quantidade absurda de “descalabros”. 1) Maioria formada sob medida. O que quer dizer com isso? Que as indicações de novos ministros foram feitas adrede para que o novo julgamento pela formação de quadrilha, tivesse o resultado que teve? E as indicações anteriores, inclusive a dele, foram feitas com a intenção de julgar o chamado maior escândalo do Brasil de forma contra os réus?  Isso é uma gravíssima acusação, a seus pares e a Presidente da República que fez as indicações.

2) Quando algo vai contra o que ele pensa, então está errado? Que é isso? Autoritarismo desenfreado e pelo Presidente do SFT!!

3) Ele se arroga o direito de ser o Grande clarividente (como, aliás, Gilmar Mendes já fez no passado e em sentido próximo), ao alertar a nação de que esse é o primeiro passo? Em que direção? Faz uma acusação terrível, mas ambígua, pois não conclui. Isso é coisa de gente que quer jogar m... no ventilador, sem se importar com nada a não ser aparecer. Será que insinua que está em andamento um golpe? Por quem?

4) A revisão da pena por formação de quadrilha anula a nada (sic) o trabalho feito? Por que anula por completo, se há um monte de cidadãos presos? Será que teme que isso vá fazer ruir o engodo de toda a ação?

4) Sanha reformadora, diz o ministro Barbosa. Por que ser contra uma maioria reformadora? Mais uma vez aparece pessoa que não aceita ser contradita

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maria rodrigues

Melhor do que ver Joaquim

Melhor do que ver Joaquim barbosa,, ao térmio da sessão de ontem, discursar para a imprensa e para os que já estão contaminados com o ódio contra José Dirceu, em primeiro lugar, exaltando o julgamento que foi o mais sensacionalista e político do século, enfim, encheu minha alma a conduta dos pares. Foram, como que em combinação, pessoas acima do normal em matéria de civilidade. Afora gilmar, Marco Aurélio e Fucs, os demais, contrários a Joaquim Barbosa, deixaram a coisa rolar, um olhando pro tempo, outro pro computador, e todos, enfim, só contando os minutos pra saírem do recinto. Como costumamos dizer: deram um gelo no Quinzinho, perdido em suas argumentações fajutas, e ciente de estar perdido como um ministro e como pessoa, pois ficou inferiorizado por sua arrogância. Mas, como se não tivesse bastado naqueloutras sessões onde Lewandowski mostrou sua autoridade, dessa vez Barroso foi ainda mais longe, porque cagou e andou para o abestalhado Joaquim Barbosa.

 

Eu, particularmente, estou de parabéns com o insucesso desse borra-bostas. Quero mais é que ele se lasque, e vá sofrer um pouquino mais sendo político. 

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Obviamente 2014 será duro!

Só ver os trolls que aparecem aqui!

Teve até "petista" chamando uma ditadura para "salvar tudo", e saudosista do DOI-CODI.

Juro que não mereço tudo isto.

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Alexander

STF

Não sei não hem Nassif, se o Joaquim Barbosa é tão honesto assim.

Senão vejamos, tem o história do aumento artificial do número de beneficiários do plano de saúde do STF para aumentar a verba. O apto em Miami, adquirido mediante fraude da criação artificial de uma empresa com o registro de um imóvel funcional, o que é francamente ilegal. A própria atuação na ação penal 470, o dito "mensalão", quando Joaquim Barbosa fez graves acusações, sobre coisas que poderiam ter configuração no mínimo de prevaricação contra Lewandowski; a ocultação consciente do inquérito 2474 que provavelmente poderia impedir a condenação de muitos dos réus.

Por tudo isto, não sei não se é possivel considerar o Joaquim Barbosa como uma pessoas honesta.

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Tiago Bevilaqua

E a reforma

Tem ainda a reforma do banheiro de su apartamento funcional q custou ao STF R$ 90 mil. Só isso! Ainda q isso não Seja suficiente para taxá-lo de desonesto.

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MarcosCN

Um juiz que oculta provas

Um juiz que oculta provas pode ser chamado de pessoa honesta?

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O intocável da República

Quando Barroso aponta que Barbosa usou a dosimetria para prejudicar os réus ele(Barbosa) confessou o crime  e disparou: "FOI FEITO PRÁ ISSO"  

http://m.youtube.com/watch?v=swxMWnpG_pc

 

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Grato, Spin F

Será que, o personagem de

Será que, o personagem de Samuel L. Jackson, no filme do Rocopo de José Padilha, foi inspirado em nosso "querido" Joaquim Barbosa...? 

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O GUIA INTELECTUAL E ESPIRITUAL DA DIREITA ALUCINADA

O GUIA INTELECTUAL E ESPIRITUAL DA DIREITA ALUCINADA

O Olavo de Carvalho é um dos grandes responsáveis pela surtada que a direita deu nos últimos anos. O seu descolamento com a realidade é tão grande, que ele acredita, por exemplo, que o New York Times é uma máquina de propaganda comunista. E que o Barack Obama foi colocado no poder por uma rede de apoio islâmica que o educou desde a infância para esse fim, financiando sua educação e sua carreira política. Afinal, se você está anos 60, e quer preparar alguém para se eleger Presidente dos Estados Unidos, o caminho mais fácil é escolher o filho negro de uma mãe solteira, que nasceu no Havaí, de um relacionamento casual de sua mãe com um imigrante de Gana. Certo?

A partir de seu exílio nos Estados Unidos, Olavo de Carvalho está exportando o modelo irrealista de oposição do Tea Party, irracional, de um cristianismo militante, de um anti-comunismo antiquado e paranóico, anti-islâmico histérico, baseado numa subliteratura conspiratória e numa rede de blogueiros disseminadores de informações falsas ou de boatos sem qualquer base empírica.

Esse modelo de oposição, que gira em torno da velha idéia de um ataque aos valores ocidentais cristãos seja pelos comunistas (quais?) ou pelo Islã, foi abraçado pela direita brasileira sem questionamento. Especialmente por uma fração da classe média tradicional, descontente com as contradições do processo de modernização da sociedade brasileira desencadeado pelo Governo do PT, e pelos avanços sociais pontuais que ocorrerem por conta disso.

Os avanços sociais no campo dos direitos, em torno das questões de gênero, por exemplo, são vistos - pela Direita Alucinada assim como pelo Tea Party - como uma conspiração contra a família. Essa conspiração é levada a cabo por uma máquina gramsciana global que tenta conquistar mentes através de uma luta no campo cultural para enfraquecer esse alicerce do cristianismo ocidental. E tudo isso que ocorre na superfície das guerras culturais tem como meta preparar o terreno para a implementação de um projeto final maligno.
Esse projeto final eu não consegui entender exatamente qual é, porque as alucinações do Olavo de Carvalho são - como todas as alucinações - confusas. 

O que sei é que há duas alternativas, dependendo do seu (mal)humor. Numa versão de suas alucinações, o projeto final dessa máquina gramsciana global em luta contra os valores do cristianismo Ocidental é abrir caminho para o domínio do Islã sobre o mundo. Na outra versão é abrir caminho para o domínio do comunismo internacional. 

É por tudo isso, para prevenir esse futuro desolador - como se os últimos 300 anos sob hegemonia do cristianismo e do colonialismo ocidentais fossem o paraíso - é que as Forças Armadas brasileiras devem dar um Golpe de Estado preventivo. O Olavo de Carvalho já sugeriu várias vezes que as Forças Armadas "despertem". E outros discípulos e seguidores seus fazem o mesmo. 

Para o Olavo de Carvalho as pessoas que votam não devem ser levadas em consideração. Elas não deveriam ter o direito a escolha porque não são esclarecidas. Ele, com sua sapiência sem fim, é quem deve determinar quem fica no poder. É a própria caricatura grotesca do autoritarismo platônico.
E é essa triste figura, que só fala através dos clichés das teorias conspiratórias norte-americanas, do anti-comunismo dos anos 60, do machismo da velha guarda, de um platonismo tosco, que se transformou no Guia Intelectual e Espiritual da Direita Alucinada. 

Isso tudo só reforça a condição periférica e atrasada da nossa classe média que não consegue deixar para trás seu ethos autoritário baseado num mundo estamental de hierarquias bem definidas como aquelas do escravismo, do elitismo republicano e dos regimes militares. 

Como já não têm chance de ganhar o debate político pela via eleitoral por conta de seu caráter excessivamente retrógrado - mesmo para os padrões conservadores do eleitorado brasileiro - optaram por apelar às Forças Armadas. Como suas idéias já não encontram representação nem acolhida na direita institucional dos partidos tradicionais, eles optaram pela via do golpismo puro e simples.

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helcio dias de sa

Joaquim barbosa e o tea party

Avacalharam com o meu bloco caricato,minha alegoria,minha santa utopia,queria tanto ver,me envolver na candidatura a presidente do Barbosao,do Bolsonaro,do Feliciano,do RR Soares ou qualquer um dos seus filhos,do malafaia desaparecido  nas noticias da metrolandia paulista,estava ficando farto e sonhador esperando que surgissem a utopica chance de ver essa turma toda lançando seu bloco na praça,estou cheio de tanto netinho aecinho,netinho eduardinho,essas capitaneas hereditarias precisavam se enroscar em outros cabelos,essa turma toda ai de cima misturadas com as Heloisas Helenas ou qualquer outra coisa dos pSOL psTU,turma boa e dinamica para jogar o pao com o lado da manteiga no chão.Sou tao Democrata que vejo vaga até para o bruno goleiro e um ex BB no pareo,nós merecemos.

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Vi o vídeo em que Barbosão

Vi o vídeo em que Barbosão desqualifica o voto dos colegas de forma grosseira e inquisidora.

Fora o conteúdo absurdamente desrespeitoso e com lugares-comuns do udenismo mais chinfrim, percebi que ele leu seu "desabafo" (despedida?) com um timing de Jornal Nacional. Inclusive já com a fala devidamente editada para o formato. Tudo mastigadinho para o Bonner. Esse cara é esperto paca 

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Juliano Santos

É justamente esse preparo, e

É justamente esse preparo, e esse preciso timing com a midia, que me faz suspeitar que tenha sido preparado para essa missão antes de ser indicado. E que deu passos meticulosos em busca desse posto, para fazer exatamente o que está fazendo, com a máxima dedicação e vontade política. Como alguém tão descontrolado faz coisas tão milimetricamente planejadas ?  

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Jane Conceição

Nilccemar

Concordo com você de que ele foi muito bem preparado, não de hoje. Agora, a indicação estar ligada a essa preparação eu não acredito.

Acho que ele viu no "mensalão" a oportunidade para algo maior que talvez tenha sido despertado quando essa mesma truculência não incomodou tanto, pois era direcionada ao Gilmar Mendes.

Acredito que foi naquele embate que surgiu essa figura política que vemos hoje.

Ele é candidato a presidente, sim, na minha opinião.

Agora, a Dilma é a pessoa certa para confrontá-lo. Outro já teria dúvidas. Aliás, pro momento que vivemos, esse embate pela Presidência( dilmaxjoaquim) chega a ser necessário.

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JN esvaziou o balão da candidatura de Barbosa

Barbosa fez em seu voto um "alerta à nação" da "maioria sob encomenda" (de quem? Da Dilma?), sob medida para sair no JN como candidato dos udenistas contra o "lulo-petismo". Mesmo assim, a Globo vetou esse trecho na edição e só levou ao ar as lamúrias insosas de JB. Parece já querer desembarcar do barbosismo, por querer ficar bem com a nova composição do STF e por antever que em uma campanha política ele mais atrapalharia do que somaria à oposição, como o próprio FHC já alertou. A julgar pela cobertura do Jornal Nacional, candidatura Barbosa esvaziou-se

 

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hali

BARBOSA

O curioso deste episódio "brontossauro" de Barbosa, queria até uma explicação de pessoa mais inteligente para ver se entendi a coisa:- Barbosa afirma que Barroso e Teori, teria vindo com os votos definidos para modificar a decisão do STF, enfim o Presidente teria os nomeados não por saber jurídico e sim prá "safar" partido político (feche urgentemente o STF), deriva daí algumas questôes que preciso esclarecimento:1º Porque ele Barbosa, nomeado por Lula, teria roído a corda, acompanhando exatamente este raciocínio de Barbosa, bem como o Fux, ou seriam os dois os "luminares ministros" da república, ou... teriam mesmo roído este jogo conspiratório que Barbosa alega.2º Teria Teori Zavadski e Barroso combinado a aposentadoria de seus antecessores, numa tremenda "teoria de conspiração" para assumir e de combinação alterar o voto, do que deveria ser mais um julgamento do STF.3º Teria o STF esta voracidade popular ou midiática em analisar os demais "causo" corrosivos e corruptos da república, tal qual o similar "mensalão tucano"... enfim... cansa.

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Ele viola a Constituição

Ele viola a Constituição Federal dia sim e outro também ao não respeitar a independência entre os três poderes. Ele viola o Estatuto da Magistratura ao desrespeitar réus, juízes e falar fora dos autos. Como autoridade máxima da máxima corte do país dá péssimos exemplos à cidadania com seus ataques coléricos e histéricos e ele envergonha os negros deste país ao se alinhar à Casa Grande representada pela mídia oligopolizada que veicula os interesses de uma minoria oligárquica e branca.

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Combatendo a hipocrisia nacional que alimenta o fascismo.

Ele é sociopata, desonesto,

Ele é sociopata, desonesto, mentiroso, inescrupuloso.

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zanuja

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Carlos J. R. Araújo

Nassif, não bastassem os seus

Nassif, não bastassem os seus adjetivos e qualificativos do JB - "falta de tato", "grosseiro", "intolerante", "completo desequilibrado" e "jacobino autêntico" -, não deve ser esquecido de que se trata de mais um e atual "capitão do mato", esta chaga da história e da sociologia brasileiras.  E o interessante de tudo (e eu rio à cada manifestação dele) é que ele parece desconhecer o único destino histórico de todos os "capitães do mato": a eterna exclusão social. As elites vão lhe dar, daqui a pouco,  um sonoro pé na bunda. 

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Não existe partido mais sortudo que o PT...

Logo depois do julgamento político em 2012, a Dilma teve a chance de nomear dois ministros para o STF, era a chance de abolir a estratégia burra do "Republicanismo" adotada desde o início do governo Lula. Além de brasileiro, parece que Deus também é petista...

E pode ampliar mais, já que o Barbosa pode sair e o Celso de Mello se aposenta em 2015.

A prioridade número 1 do PT no momento é ampliar a base aliada de esquerda no parlamento (mais importante até que reeleger a Dilma, não vamos nos iludir, o Brasil é parlamentarista de fato), para isso tem que aumentar as candidaturas majoritárias nos estados e evitar coligações proporcionais com as legendas de direita.

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Seria o ideal, ampliar a base

Seria o ideal, ampliar a base no congresso, seja propria seja associados. Mas não percebi esse movimento ainda.

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George Vidipó

Há sim um movimento

Há sim um movimento crescente, em muitos estados aumenta o apoio as candidaturas próprias do PT (Santa Catarina, Ceará, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, etc), Rui Falcão nem apoia e nem desestimula...

As manifestações também foram contra essa base aliada, uma intervenção Lulista no PT para impedir esse movimento seria um tiro no pé e colocaria em risco a reeleição da Dilma.

Os partidos aliados fisiológicos estão amedrontados, pois sabem que um PT mais fortalecido reduz a capacidade de barganha.

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Schell

sobre adjetivos

"...não é desonesto, não é malicioso, não se mete em negócios obscuros nem em más companhias..."

ué, e a compra do tal apartamento em Miami através de empresa laranja com endereço no apartamento funcional?

ué, e o emprego do filho junto ao hulk?

ué, e o destempero de sempre?

ué, e a queixa por agressão?

ué, e a montagem maliciosa da AP470?

ué, e o escondido no 2474?

ué, e as tantas sessões a que não compareceu por conta das costas que, depois, não doeram mais?

ué, e as acusações ao Gilmar, desprovidos de qualquer prova?

ué, e a tese do "domínio do fato"?

ué, e o ressentimento raivoso por só estar ministro por ser afro-africano?

caro Nassif, melhor trocar os substantivos...

 

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Schell

sobre adjetivos

"...não é desonesto, não é malicioso, não se mete em negócios obscuros nem em más companhias..."

ué, e a compra do tal apartamento em Miami através de empresa laranja com endereço no apartamento funcional?

ué, e o emprego do filho junto ao hulk?

ué, e o destempero de sempre?

ué, e a queixa por agressão?

ué, e a montagem maliciosa da AP470?

ué, e o escondido no 2474?

ué, e as tantas sessões a que não compareceu por conta das costas que, depois, não doeram mais?

ué, e as acusações ao Gilmar, desprovidos de qualquer prova?

ué, e a tese do "domínio do fato"?

ué, e o ressentimento raivoso por só estar ministro por ser afro-africano?

caro Nassif, melhor trocar os substantivos...

 

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kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Ques as forças maiores me livrem de linchar o devido processo legal

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Sta. Catarina

Judiciário

Que o judiciário se limite às suas funções de forma imparcial e justa. Qualquer interferência de dentro para fora e de fora para dentro não deve ser tolerada. Seriedade e competência acima de tudo.

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Comando de Caça aos BB (e aos JB).

Agente JB 86

Mais um texto que mistura a nostalgia de um suposto tucanismo cordial, com uma visão idealizada do Judiciário.

JB é só a face mais horrenda deste Judiciário, que desde que em 1808 (ou um pouco antes) começou a judicar por aqui, nos tempos de Brasil-colônia, sempre serviu aos mesmos propósitos de classe, ou seja, punir gente pobre e preta das senzadase acariciar as gentes da casa grande.

E por que a atual radicalização?

Pôxa, simplesmente porque em nenhuma outra época (salvo 64) os interesses que o Judiciário representa estiveram sob risco, ou impossbilitados de se manifestarem no exercício do poder político representado nos governos.

Digo e repito: JB só existe porque há ambiente para a proliferação de tipos como ele, principalmente neste monstro institucional que criamos, chamado Ministério Público, que casuísticamente ocupou espaço criado entre a indignação fingida da classe média com a corrosão "moral" das instituições, e a falência programada e proposital de órgãos como as polícias, mantidas em estágio de coma induzido, apenas chamadas a agir quando a casa grande chama

Mas voltemos ao texto do editor do blog:

"O destempero do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa contra seu colega Luís Roberto Barroso - pelo fato de ter proferido um voto contrário ao seu entendimento - é prova maior do fundo do poço em que o Tribunal foi colocado pelas intenções políticas de alguns ministros."

Comentário: Quem já observa a política nacional por algum tempo, sabe que o protagonismo político do Judiciário e do MP não é fato recente, ao contrário: a aberração chamada "Justiça Eleitoral" já vem há tempo substituindo a vontade popular por dispositivos instituídos sob medida para criminalizar a atividade político-partidária.

O destempero de JB pode ser visto em qualquer cidade do interior, onde promotores e juízes espancam a Justiça com arrogância incomum, todos os dias, todas as eleições.

"Quem conhece Joaquim Barbosa de perto, assegura: não é desonesto, não é malicioso, não se mete em negócios obscuros nem em más companhias, como seu colega Gilmar Mendes. Mas é um completo desequilibrado."

Comentário: Aqui um traço de solidariedade de classe. Gente de classe média nunca enxerga nos malfeitos de outros da classe média algo de criminoso.

Então utilizar um apartamento funcional para sede de empresa fictícia em Miami, ocupar cargo de sócio-gerente desta empresa (proibido por lei), tudo isto para elidir impostos é algo honesto?

E o vínculo com a UERJ sem aulas, como narrou Miguel do Rosário?

Um cara que bate em mulher é honesto? Honesto com quem?

Novamente a visão clássica da honestidade que é celebrada nos editoriais do PIG: honestidade é tudo aquilo que não se meta em política.

"Dia desses conversava com um ex-conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Dizia ele que, se Barbosa entrar em um recinto e ver duas pessoas cochichando, imediatamente armará encrenca, supondo que estejam falando dele.

(...)

Ocorre que o mito Barbosa surgiu impulsionado pelo clima de radicalização, de criminalização da política, do denuncismo desvairado que a oposição levantou a partir de 2006 e, especialmente, a partir da era José Serra.

Trouxeram de volta para a cena política o macartismo, abusaram da religiosidade, despertaram os piores demônios existentes no tecido social brasileiro, aqueles que demonizam as leis e propõem o linchamento, transformaram a disputa política em um vale-tudo."

Comentário: Como disse lá em cima, a radicalização não é uma invenção recente, ou melhor, o conservadorismo que a alimenta não é recente.

A radicalização é fruto da incapacidade do oponente de enxergar uma conjuntura que permita alternância de poder.

Esta criminalização e o denuncismo estão aí desde a redemocratização, desde 1989, com golpes abaixo a linha da cintura.

O problema que em 1989, o PT e Lula tinham um tamanho que permitia certa fidalguia irônica.

Hoje o jogo é pesado...muito mais pesado. Em 89 derrubaram Lula com uma historinha pessoal suja (o caso do aborto) e a edição de um debate (que o diabo esteja enfiando um tridente no seu r**bo, Armando Nogueira).

6 anos de lavagem cerebral com ação 470 de nada adiantaram, e o clima político e institucional vem se degradando desde então, justamente porque as forças conservadoras sempre foram e sempre serão inimigas da Democracia que não consagrar resultados que as convêm.

Se não fosse JB, seria outro promotor qualquer que chegasse ao STF.

"Não valia denunciar aparelhamento da máquina, a política econômica, apontar erros na gestão pública, como em qualquer disputa política civilizada."

Comentário: Mais uma vez o editor do blog traz sua visão como contrabando. Pôxa vida, ele sabe que este tipo de crítica é impossível aos opositores, justamente porque eles fizeram o "aparelhamento" (seja lá o que isto quer dizer) muitíssimo maior, uma política econômica desastrosa e assassina, uma gestão pública demente.

Para se fazer este tipo de crítica é preciso biografia e coerência.

Não é o caso da oposição.

E pouca gente séria neste país conseguirá ou se dará o trabalho de provar que há "aparelhamento da máquina".

Este termo parece mais com um cacoete anti-político disfarçado de tecnocracia.

Repetiram nos mínimos detalhes a radicalização da política norte-americana, o movimento da mídia e do Partido Republicano dos Estados Unidos adotando o discurso virulento de ultra-direita do Tea Party.

Durante toda a campanha eleitoral nos EUA, comentaristas vociferantes espalhavam toda espécie de boatos contra Barack Obama. A campanha viciou o eleitorado republicano nas catarses do Tea Party e o partido terminou refém da radicalização. Hoje em dia, as vozes mais preparadas e ponderadas dos republicanos têm enorme dificuldade em reconduzir o partido para o caminho da moderação e da responsabilidade política.

Comentário: Concordo em parte. Há de se considerar que os republicanos moderados, assim como os seus pares tucanos aqui no Brasil, surfaram na onda de radicalização. Eles lá com mais sucesso (inclusive maioria parlamentar) e os brasileiros com menos espaço, mas todos alcançaram mais espaço por esta radicalização. Se não tivesse apelado tanto, o PSDB teria sumido em 2010. Tiveram 40% dos votos e um pouco mais no segundo turno de 2010, senão me engano.

O problema vem depois. Uma coisa é o palanque e a manipulação dos instintos baixos do eleitorado. Outra coisa é a ação política cotidiana.

E na ação cotidiana, é difícil defender bandeiras que carregam sempre a simbologia da exclusão, do desemprego, do orçamento para os ricos em detrimento dos pobres.

Mas os republicanos moderados e os tucanos "bonzinhos" (no imaginário do editor do blog) não são vítimas pueris dos malvados radicais. Eles são cúmplices, no entanto, ali também se dá uma disputa de hegemonia.

"Por aqui, caminha-se para o mesmo desfecho. Só que esse espaço catártico, que Serra preparou para ele próprio, foi ocupado por um jacobino autêntico. Serra era um simulacro de radical, Barbosa é um radical em estado bruto."

Comentário: JB não é nada, não ocupa lugar algum, haja vista que sua relevância só existe enquanto durar o linchamento da ação 470. Desligados os holofotes, volta para o obscurantismo de sempre. 

Não existe, nem no maior delírio analítico, condições de alçar JB como referência de um campo político nacional qualquer, a não ser que o parâmetro seja o Jabour.

É preciso entender que figuras como JB são auto-destrutivas como aqueles artefatos dos filmes do Agente 86, que vinham com aquela mensagem e sempre explodiam antes.

Como comparar um tipo destes com José Serra?

Mesmo com todos os seus defeitos (e são bilhões deles) José Serra buscou um caminho político que imaginava justificar certas escolhas.

JB é um oportunista, e de radical nada tem. Se fosse radical, e estado bruto, nunca teria beijado a mão de Zé Dirceu para chegar aonde chegou.

Radicais em estado bruto não chegam a presidência do STF.

"Suas idiossincrasias, recalques e paranoias não afastam o fato de que ele planeja meticulosamente cada ato em cena, embora às vezes, improvise e perca o controle, inclusive porque sua oratória e técnica jurídica é fraca, apesar de todas as viagens a Alemanha.

***

Na semana passada, em visita a São Paulo, Aécio Neves relembrou figuras referenciais mais nobres do PSDB, como Mário Covas e Franco Montoro. Tenta, de alguma forma, recuperar os valores partidários, destroçados na era Serra."

Comentário: Toda vez que o editor do blog anuncia a tentativa de resgate de algo no PSDB por Aécio, eu tenho vontade de rir:

Primeiro, não há nada a resgatar. Covas e Montoro eram suaves porque em suas épocas a realidade assim permitia.

Toda vez que a coisa apertou, pelo menos Covas revelou todo seu destempero.

Segundo, José Serra não é onipotente. Se ele agiu como agiu, houve espaço, omissão e/ou cumplicidade de seus pares, aí incluído Aécio.

"O próprio Serra andou dando entrevistas minimizando a crise econômica, tentando (inutilmente) ocupar um espaço de racionalidade que um dia foi seu. Ou – o que é mais factível – tentando prejudicar o candidato que ocupou um lugar que era seu por direito divino.

2014 não está cheirando bem."

Comentário: Bem, 2014 não cheira bem se o cenário considerar a chance de sobrevida do PSDB, de Aécio e etc. No mais, o cheiro parece ótimo: cheiro de vitória no 1º turno.

 

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zegrilo

Agente JB86

Palavras e  análise irretocável. Parabéns!!!!!!

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Bravo!!! Lavei a alma.

Bravo!!! Lavei a alma.

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Clever Mendes de Oliveira

Áureo é o MEU termo

 


Comando de Caça aos BB (e aos JB) (sexta-feira, 28/02/2014 às 12:25),


Muito bom o seu comentário e supimpa a sua recordação de 89. Ruim é o seu nome que me fez ler com resistência seu comentário.


Sua crítica às tentativas de meio campo que Luis Nassif colocou neste post “Joaquim Barbosa e o exemplo do Tea Party” de sexta-feira, 28/02/2014 às 06:00 e vem exercendo sem trégua também me deixou satisfeito. Em especial gostei de sua refutação da afirmação de Luis Nassif de que José Serra é um simulacro de radical enquanto Barbosa é um radical em estado bruto. Estava propenso a aplaudir Luis Nassif por dizer que José Serra seria um simulacro de radical. Sua análise, entretanto, é muito mais percuciente, fez-me mudar de opinião e merece ser reproduzida. Diz você:


“Mesmo com todos os seus defeitos (e são bilhões deles) José Serra buscou um caminho político que imaginava justificar certas escolhas”.


Bem, considerei, entretanto, alguns comentários seus um tanto radicais. Áureo é o MEU termo. E pareceu-me que você foi injusto com o Joaquim Barbosa. Até que você fez referência a dois aspectos importantes sobre Joaquim Barbosa que tem sido negligenciado na maioria das vezes em que se analisa Joaquim Barbosa. Reproduzo dois trechos em que os aspectos ficaram pelo menos implícito:


“Se não fosse JB, seria outro promotor qualquer que chegasse ao STF”


“Radicais em estado bruto não chegam a presidência do STF”.


Então é preciso entender que Joaquim Barbosa é um dos primeiros promotores (No caso do Ministério Público Federal) a chegar ao STF. E sendo do Ministério Público Federal e provavelmente na área penal todo o trabalho dele deve ter sido basicamente com os crimes de corrupção. Com isto eu quero dizer que além do esquecimento desta faceta de Joaquim Barbosa, a crítica que se faz à decisão do STF no caso da corrupção na Ação Penal 470, é uma crítica em que se esquece de mencionar que na corrupção passiva, por exemplo, ninguém foi condenado pela prática de qualquer ato (ou da sua omissão) pelo qual recebeu a vantagem indevida. As pessoas foram condenadas só pelo caixa dois que a partir da decisão do STF passa a ser considerada corrupção quando se tem pessoas de poder político relevante como réus. Este foi um grande avanço no combate à corrupção e especificamente no combate ao lobby via caixa dois. O papel de Joaquim Barbosa neste avanço é incomensurável.


E ao considerar, de modo acertado, a meu ver, que Joaquim Barbosa não é um radical em estado bruto, eu penso que você radicalizou ao considera-lo como um oportunista. Ele pode até ter agido com oportunismo para chegar a ministro do STF, mas certamente não foi na forma de mendicância como parece ter sido o feitio de outros. O que eu chamo de radicalismo nessa sua crítica a Joaquim Barbosa é não considerar que Joaquim Barbosa representa uma linha de pensamento que é de um grande grupo de pessoas. A bem da verdade, se os envolvidos na Ação Penal 470 não pertencessem nem ao PT nem ao PSDB ou aos partidos mais fortes próximos aos dois, grande parte dos eleitores do PT e do PSDB estariam aplaudindo com entusiasmo Joaquim Barbosa. A crítica à política, como se percebe nas declarações de Joaquim Barbosa, está presente na ideologia ou falta dela de todos (Há algumas exceções como os membros do movimento pelo passe livre embora eu discorde da reivindicação) os manifestantes das passeatas de junho de 2013. E antes, quando Joaquim Barbosa falou para Gilmar Mendes ir para as ruas, ele estava revelando este traço da visão política dele. Joaquim Barbosa não é um radical em estado bruto, mas ele possui a brutalidade que acomete a maioria dos críticos da atividade política. E como quanto maior a brutalidade maior é o radicalismo, talvez se pudesse dizer não que Joaquim Barbosa seja um radical em estado bruto, mas que ele tem a brutalidade do radicalismo.


É vem verdade, e quando li diziam se tratar de um provérbio judeu, que chamamos de bruto o cão que ao receber uma pernada morde de volta.


Sobre o episódio de 89 em que você resumiu bem dizendo que o "PT e Lula tinham um tamanho que permitia certa fidalguia irônica", eu faria um reparo. Penso que a participação da Globo na edição do debate foi feita já sabendo que Fernando Collor de Mello iria ganhar. A intenção era deixar Fernando Collor de Mello em dívida com a Globo. Aliás penso que o episódio da parabólica foi também para mostrar a Fernando Henrique Cardosos que só com o real ele não conseguiria ganhar as eleições. Se bem que estas duas minhas interpretações eu deixo por conta do radicalismo de minhas teorias conspiratórias.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 28/02/2014

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Ex-comando.

Clever, permita-me discordar

Clever, permita-me discordar de você em dois pontos. Para falar a verdade, nem sei se discordo, mas faço um adendo, talvez.

Quando você diz:

"Então é preciso entender que Joaquim Barbosa é um dos primeiros promotores (No caso do Ministério Público Federal) a chegar ao STF. E sendo do Ministério Público Federal e provavelmente na área penal todo o trabalho dele deve ter sido basicamente com os crimes de corrupção. Com isto eu quero dizer que além do esquecimento desta faceta de Joaquim Barbosa, a crítica que se faz à decisão do STF no caso da corrupção na Ação Penal 470, é uma crítica em que se esquece de mencionar que na corrupção passiva, por exemplo, ninguém foi condenado pela prática de qualquer ato (ou da sua omissão) pelo qual recebeu a vantagem indevida. As pessoas foram condenadas só pelo caixa dois que a partir da decisão do STF passa a ser considerada corrupção quando se tem pessoas de poder político relevante como réus. Este foi um grande avanço no combate à corrupção e especificamente no combate ao lobby via caixa dois. O papel de Joaquim Barbosa neste avanço é incomensurável."

É justamente este protagonismo que trouxe o MPF para o STF que abriu a brecha para que uma nova interpretação do crime de corrupção passiva, acaba-se por se tornar, de fato, uma nova lei gestada fora de seu ambiente devido, o legislativo.

Você tem o direito de achar que isto foi um avanço no combate ao caixa dois.

Eu tenho o direito de dizer que não, tanto porque este entendimento, possivelmente, nunca mais será usado contra outros que não sejam petistas, tanto porque "tecnicamente" ela é errada por onde quer que se olhe.

Eu acho que a existência de crimes eleitorais sejam uma aberração, mas se eles existem como norma especial para tratar de ilícitos cujo dolo está vinculado a ação político-partidária, qual é o sentido de não considerá-los para observar normas mais gravosas?

Nem vou considerar a hipocrisia de falar em caixa dois, ou de financiamento "paralelo" de eleições em um mundo capitalista.

Tal rigor, imagino, só serve como arma seletiva (como serviu).

Quanto a sua percepção sobre a caráter moralista dos eleitores, em sua maioria, tenho que concordar, embora atente para o seguinte: este mesmo eleitor que aplaude o linchamento midiático, responde nas urnas elegendo aqueles que representa as práticas com as quais diz discordar.

Então, não é uma questão simples.

Tolerar e reconhecer a hipocrisia como ferramenta da mediação da ação dos partidos, representantes e eleitores, como elemento constitutivo da práxis, eu sou capaz de entender.

O problema é quando o Judiciário passa a assumir tais instrumentos como elemento decisório, imiscuindo-se em instâncias que não lhe são próprias.

Sobre o oportunismo eu lhe digo:

O fato dele (o oportunismo) não ter sido mendicante, não significa ser menos oportunismo, e vou além, JB soube utilizar (e não o condeno) a questão racial como parte do seu capital postulatório.

 

 

 

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Clever Mendes de Oliveira

Há preferência para a discordância quando ela é bem concordante

 

Ex-comando. (sexta-feira, 28/02/2014 às 18:53),

Poxa vida! Gentileza de resposta! E duplamente gentil tanto pela resposta em si como pelo conteúdo. E ainda com a mudança de nome. Bem, talvez esteja na mudança de nome a razão para eu ter lido a sua réplica com olhos mais receptivos.

E não vejo muita discordância entre o que você disse e o que eu digo. Eu não disse que Joaquim Barbosa não fora oportunista. Eu disse que não houve mendicância no oportunismo dele. Parece que foi isso que você disse também.

Quanto ao oportunismo de representar o moralismo da população e que eu não considero por parte de Joaquim Barbosa como oportunismo e que eu reproduzi via a imagem da expressão brutalidade do radicalismo, eu concordo com você quando você diz:

“Este mesmo eleitor que aplaude o linchamento midiático, responde nas urnas elegendo aqueles que representa as práticas com as quais diz discordar”.

Concordo e acrescento que, como eu deixei entender, o Joaquim Barbosa faz parte deste grupo de eleitor. A questão que você diz que não é simples talvez seja. Vou fazê-la. A questão resume-se a saber porque o leitor age assim. E vou também lançar a minha resposta tendo em vista o que eu conclui das discussões sobre política que faço há mais de quarenta anos. Toda vez que eu discuto política e a discussão descamba para a acusação de que os políticos são todos ladrões, eu menciono um tio morto há meio século e que fora deputado e que deixou de herança quase o mesmo valor que o meu pai. Se alguém no debate conhecia meu tio, o contra argumento vinha de imediato: seu tio era diferente.

Então é assim, na hora de votar a pessoa escolhe alguém que ele conhece porque este é diferente. O conhecer às vezes é só de ouvir falar, mas infelizmente parece-me que é assim que em minha avaliação o processo eleitoral funciona. A questão que eu acho difícil é como fazer para as pessoas mudarem o discurso de acusar o político de ladrão sem prova. Parece que isto está nas entranhas do ser humano. É um problema no mundo inteiro. E eu não vejo solução. Aliás vejo. Há muito tempo, eu disse que uma forma de reduzir percepção de corrupção é estabelecer em lei que só o juiz, o promotor, o advogado de defesa e o denunciante da corrupção poderiam utilizar este termo onde quer que fosse. Os demais seres humanos deveriam ficar calados.

Bem, agora um ponto em que nós temos divergência. Trata-se na interpretação da sentença para o crime de corrupção na Ação Penal 470. Para simplificar, eu vou discutir só a corrupção na modalidade passiva. Em que discordamos? Para mim houve um avanço em criminalizar o réu pelo mero recebimento da vantagem indevida enquanto para você não houve avanço.

E por que você acha que não houve avanço? Nas suas palavras:

“Porque este entendimento, possivelmente, nunca mais será usado contra outros que não sejam petistas, tanto porque "tecnicamente" ela é errada por onde quer que se olhe”

Quanto à sua primeira justificativa eu também não tenho certeza mas diria que possivelmente, este novo entendimento será usado contra outros que não sejam petistas, como já foi na Ação Penal 470.

Quanto a sua segunda justificativa para considerar que não houve avanço em criminalizar o réu pelo mero recebimento da vantagem indevida porque esta criminalização seria um erro, eu gostaria de fazer algumas observações que penso são muito importantes para o entendimento da tipificação que se subsumiu na sentença para o crime de corrupção passiva da Ação Penal 470.

Esta discussão que eu lancei e você a resumiu na frase que eu transcrevi praticamente não é mencionada na mídia. Aqui no blog de Luis Nassif só em setembro de 2012, ela foi levemente formulada. Com exceção dos meus comentários (Uma exclusividade que, apesar de convencido que eu estou certo, só me faz duvidar de mim) eu acredito que você não conseguirá trazer como exemplo um só texto que declare expressamente que nenhum dos réus da corrupção passiva foi condenado pela prática (Ou omissão) do ato pelo qual receberam a vantagem indevida.

Eu creio que haverá um grande ganho de civilidade, o dia que o presidente do STF for para a televisão e fazer um discurso com algo assim:

“Brasileiros e brasileiras, há dois crimes no Código Penal, um é o recebimento de vantagem indevida e que consta no caput do art. 317 do Código Penal e o outro é praticar o ato (ou se omitir de o praticar) pelo qual se recebeu a vantagem indevida e que consta do § 1º do art. 317. Pelo recebimento de vantagem indevida a pena é x, e pela prática (ou pela omissão da prática) do ato a pena é o aumento em um terço da pena anteriormente aplicada, uma vez que o segundo crime só ocorre se houver a tipificação do primeiro (Na verdade, o segundo crime é o primeiro mais o segundo). E ninguém foi condenado pelo segundo crime. O tribunal só afirmou que houve o recebimento de vantagem indevida”.

Bem, uma segunda observação que eu gostaria de fazer é lembrar que foi fundamental a presença de Joaquim Barbosa para se ter esta nova interpretação do Art. 317 do Código Penal, mas quem a construiu juridicamente foi Ricardo Enrique Lewandowski.

Vi uns comentários seus em que você se digladia com ArturTaguti e que ainda estão na primeira página. O motivo é saber qual o tratamento justo a ser dado a Marcelo Freixo e ao PSOL. Eu considero que há que se entender o erro do PSOL. O erro do PSOL foi aceitar a notícia da grande imprensa. Para o PSOL, os réus da corrupção passiva foram condenados pelo recebimento da vantagem indevida e pela prática (Ou omissão da prática) do ato. Ora, mas porque culpar o PSOL por ter incorrido neste erro se quem acusa o PSOL também incorreu no erro?

O engano do PSOL foi tamanho que o partido tentou arguir a inconstitucionalidade da Lei da Previdência porque teria sido aprovada com votos comprados. O procurador conseguiu evitar o prosseguimento da ação em outros termos, mas se a ação prosseguisse lá à frente iriam chegar a esta conclusão: como anular se ninguém foi condenado pela prática do voto ou pela omissão de votar?

Então, eu considero um erro a forma como você e quase todo mundo entendeu a decisão do STF na sentença para a corrupção passiva na Ação Penal 470. Aqui sim nós temos divergência. Para mim, esta interpretação está de acordo com o Código Penal e é um avanço ao que até então existia como jurisprudência. Um avanço que favorece o PT ou pelo menos está de acordo com as teses do PT que tentou mas não conseguiu a aprovação legislativa para o aumento da pena para o caixa dois. Não era preciso aumentar a pena pelo caixa dois. O Código Penal já existente previa uma pena maior e que, por sinal, por interesse do PT, foi aumentada.

Bem, você diz, entretanto, que o entendimento que eu creio ter sido exarado na sentença para a corrupção passiva na Ação Penal 470 está tecnicamente errado. Esta é a nossa divergência. Há mais de vinte anos eu conclui um curso de Direito e nunca exerci uma atividade no campo. Posso estar enganado. Como eu disse, a quase exclusividade deste entendimento mete-me medo. E já não há mais nada que eu possa acrescer nesta minha avaliação da decisão do STF na Ação Penal 470 relativamente aos réus da corrupção passiva. Resta então esperar que se demonstre que eu estou errado, caso em que eu teria que modificar meu entendimento. Neste sentido eu gostaria de saber qual seria este erro que você encontra no meu entendimento.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 28/02/2014

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Clever Mendes de Oliveira

Um exclarecimento ao meu comentário acima

 

Ex-comando. (sexta-feira, 28/02/2014 às 18:53),

O trecho a seguir transcrito do meu comentário de sábado, 01/03/2014 às 02:18, precisa de complementação para mais bem esclarecer o que eu pretendia dizer. Disse eu lá:

“O Código Penal já existente previa uma pena maior e que, por sinal, por interesse do PT, foi aumentada”.

O que eu quis dizer foi o seguinte:

“O Código Penal já existente previa para o crime de corrupção uma pena maior do que a prevista para o crime de caixa dois, e uma pena maior que, por sinal, foi aumentada por interesse do PT”.

E acrescento mais um pouco de esclarecimento. Quando se trata de réus, funcionários públicos ou que podem assumir o cargo de funcionário público, com grande poder de atuação, a tipificação do caput do Art. 317 do Código Penal é a mesma do caixa dois. O que significa que, quando se trata de políticos com o poder de atuação dos réus da Ação Penal 470, não se poderá nunca alegar caixa dois, como fizeram os réus da Ação Penal 470, para evitar a cominação maior do caput do art. 317 do Código Penal. E que se diga, eles reconheceram o caixa dois na suposição de que o STF iria exigir a prática ou omissão da prática do ato pelo qual se recebeu a vantagem indevida para caracterizar a corrupção por ser este o entendimento da nossa jurisprudência até então.

Eu falei em exclusividade minha nesse entendimento, mas a dizer com correção o que eu disse não foi um entendimento exclusivo meu e não fui eu o primeiro a o alegar aqui no blog de Luis Nassif. Infelizmente eu não memorizei o post aqui no blog de Luis Nassif em que tal entendimento foi primeiramente exposto. Quem o expôs em primeira mão foi o antigo comentarista João Vergílio Gallerani Cuter que é filósofo e da academia (Professor da USP) e provavelmente apreendeu este entendimento com algum colega dele da academia com formação em direito. Não tenho visto há mais de meio ano comentários dele que antes assinava JV ou Jotavê. Na época em que ele expôs este entendimento, eu não o considerei válido. Não havia assistido a sessão de julgamento, tinha pouca recordação da estruturação legal do crime de corrupção e, com base apenas em um texto de Heleno Fragoso sobre crimes de mera conduta, que eu relembrava muito vagamente das minhas leituras da época do curso de Direito, eu achava difícil que se pudesse fazer a capitulação do crime de corrupção pelo simples recebimento do dinheiro. Só depois de assistir uma segunda sessão de julgamento em que Ricardo Enrique Lewandowski continuava na explicação dele sobre o novo entendimento do STF e tendo o art. 317 do Código Penal como referência é que eu passei a concordar com João Vergílio Gallerani Cuter.

Lembro ainda que há também um post do comentarista DanielQuireza em que ele chega também a esta conclusão sobre o significado do novo entendimento do STF na Ação Penal 470 e a qual chegara João Vergílio Gallerani Cuter. Como você, DanielQuireza também acreditava que a decisão seria somente para o caso e se me lembro ele também considerava que esta decisão seria um erro.

Pensei em colocar este comentário antes do meu comentário de sábado, 01/03/2014 às 02:18, e para o qual este meu comentário é destinado para evitar a desconexão de comentários caso algum comentário fosse enviado junto ao meu e após eu enviar este. Resolvi, entretanto, coloca-lo no final e caso você venha responder a questão sobre o erro que eu propus no final do meu comentário de sábado, 01/03/2014 às 02:18, eu penso que ficaria mais bem organizada a seqüência de comentários se você colocasse a resposta junto a este comentário.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 01/03/2014

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ArthurTaguti

O inferno são os outros?

Um dos efeitos deletérios que a radicalização de um lado produz é instigar o outro lado a responder na mesma moeda. O preconceito de classe enfrentado por Lula pela parceria Veja-Cachoeira, bem como Serra dando o abraço dos afogados em Malafaia's e Mainardi's, trouxe um clima de batalha para a blogosfera, e os blogs tornaram-se suas trincheiras.

Ocorre que, este padrão "guerra-santa" parece ter contagiado todos os lados da contenda. No episódio da morte do cinegrafista, viu-se muitos comentaristas (e alguns blogueiros) aderindo a campanha midiática para assassinar a reputação de Marcelo Freixo, em um dos episódios vergonhosos do nosso jornalismo.

A Polícia Militar de Alckmin, tão criticada no episódio do Pinheirinho, passou a contar com o silêncio complacente de militantes que desejam ver as ruas limpas para a Copa do Mundo e, da parte que alguns, abraçou-se o discurso autoritário, propagado por alguns Senadores do PT, defendendo a draconiana lei anti-terrorismo e o decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para reprimir protestos.

Embora este comportamento não seja disseminado (há uma voz importante vinda de comentaristas e alguns blogueiros alertando sobre os perigos dessa tomada de posição), corre-se o risco de repetir-se o fenômeno Tea Party: de um grupo minoritário, mas barulhento, radicalizando cada vez mais o discurso e levando os moderados juntos para o despenhadeiro. O Professor Wanderley Guilherme dos Santos já tinha alertado sobre o déficit de auto-crítica que partido e militantes operam, rotulando como reacionária qualquer crítica feita às palavras de ordem da sua cadeia de comando.

Sem os recursos financeiros, poder político e estrutura que a grande mídia tem, a blogosfera, ao aderir a beligerância que caracteriza o outro lado, pode perder seu único diferencial que sempre teve em relação aos outros: a credibilidade.

Criticar os defeitos alheios é necessário, mas faz-se urgente rever os próprios, antes que seja tarde.

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campanha midiática para

campanha midiática para assassinar a reputação de Marcelo Freixo, em um dos episódios vergonhosos do nosso jornalismo Não concordo sequer que tenha havido alguma campanha midiática orquestrada para assassinar a reputação de Marcelo Freixo. A globo só deu continuidade ao que costuma fazer há muito tempo, sempre distorcendo tudo, só que os do PSOL sempre aprovaram, bem como, aprovam o que fizeram neste pseudo julgamento, se juntando a ela com clamores em seu julgamento e execração dos mensaleiros, e até pedindo inclusão de Lula na aberração, como vimos em suas faixas e blogs dos psolistas.

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