Lava Jato admite que mensagens podem gerar “anulações em cadeia”

Procuradores enviam mensagem ao STJ, à PGR e ao CNMP alegando que divulgação das mensagens da Spoofing faz parte de um plano para julgar Moro parcial

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Acuada, a antiga força-tarefa da Lava Jato enviou um ofício à Procuradoria-Geral da República, ao Conselho Nacional do Ministério Público e ao Superior Tribunal de Justiça, reclamando da divulgação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, das mensagens hackeadas e apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing.

Os diálogos conhecidos até agora mostram que a equipe de Dallagnol agiu em conluio com o ex-juiz Sergio Moro para processar Lula e outros investigados da operação em Curitiba. Além disso, a força-tarefa teria vazado informações sigilosas às autoridades estrangeiras, em troca de dados que foram usados para instruir inquéritos e forçar acordos de delação.

Depois de passar sete anos vazamento sistematicamente acusações e delações contra Lula, a força-tarefa agora reclama da “divulgação dirigida” das mensagens.

Para os procuradores, a divulgação “faz parte, nos parece, de um evidente plano de comunicação para influenciar o julgamento da alegada suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro e anular condenações bastante sólidas, já confirmadas inclusive pelo próprio Superior Tribunal de Justiça , gerando um risco real de anulações em cadeia que coloque por terra o relevante trabalho de todas as instâncias do Poder Judiciário na operação Lava Jato, que permitiu a responsabilização de centenas de criminosos e a recuperação de bilhões de reais.”

Nesta segunda (8), a defesa de Lula recebeu análise de novas mensagens apreendidas pela Polícia Federal.

O GGN disponibiliza a íntegra abaixo:

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